sexta-feira, 13 de março de 2015

Comentários sobre a crise política brasileira atual


   Por Leal Roubão

   O Brasil, nosso querido filho nas Américas, acabou ficando mais rico e mais poderoso do que a Coroa. Já era previsto, e Pero Vaz de Caminha registrou, a terra brasilis seria um eldorado no Novo Mundo.
   No entanto, paralelamente à riqueza e fartura dos brasileiros, permitiu-se criar uma casta governante, nos três poderes, que esfola o Tesouro Nacional. Salvo as exceções que sempre existem em qualquer regra, o Brasil é governado por "gangues" de todos os matizes ideológicos que obtém no Estado a melhor forma de sobrevivência.
   A própria iniciativa privada, desde os canaviais do Nordeste colonial às jazidas minerais da Vale do Rio Doce do país moderno, é protegida pelo Estado.
   Risco no Brasil só na hora de atravessar as ruas ou quando votar nos candidatos ao Poder. No restante, para quem quiser e souber, há proteção.
   Isto explica, sem nenhum ranço partidário, como se instalou na maior empresa estatal do país, a Petrobrás, uma engrenagem lubrificada para drenar "propinas" dignas das grandes fortunas da realeza européia.
   Um simples gerente executivo, como Pedro Barusco, foi capaz de depositar U$ 97 milhões de dólares em bancos estrangeiros, ao longo de sua carreira.
   Seria ingenuidade pensar que foi o único ou que seus superiores nada sabiam e não participavam.
   Se na Petrobrás a "propina" floresceu, também deve ter florescido em outras empresas estatais, inclusive no BNDES, o banco que fomenta negócios no país.
   Muitos "empreendimentos privados" festejados por empresários nacionais são frutos de propinas, de arranjos, de créditos subsidiados e outras facilidades estatais. Muito ICMS não pago, anistiado ou renegociado ajudou a construir fortunas com aparência de "tino empresarial" nos estados da federação.
   O Brasil está vivendo momentos fundamentais para sua emancipação politica, econômica e moral. Que aproveitem a oportunidade.


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