sábado, 2 de maio de 2015

Arqueólogo encontra conchas na área do elevado no Rio Tavares


  Vestígios de conchas marinhas – que podem indicar a existência de sambaquis (cemitérios indígenas) – foram encontrados pelo arqueólogo Osvaldo Silva no primeiro dia de seu trabalho para identificar a eventual presença de sítios arqueológicos no local onde vai ser construído o elevado do Rio Tavares, no Sul da Ilha. Diante dessa evidência inicial, os trabalhos de pesquisa serão mais minuciosos na área. Se confirmado o sambaqui, o material será salvo e encaminhado para a Universidade Federal de Santa Catarina, que vai incumbir-se de catalogar a descoberta.

   "Temos a informação de que nesta área, no passado, existiu uma senzala. Com estes indícios, as pesquisas começam neste espaço. Esta primeira etapa é o que condiciona o início da obra", explicou o arqueólogo. A pesquisa, nesta primeira fase, acontece na área onde serão estruturados os 12 pilares de sustentação da pista elevada do sistema viário.

   Em paralelo ao trabalho de pesquisa arqueológica, continuam as negociações para desapropriação das áreas necessárias à construção do complexo. “Próxima etapa de desapropriação acontece onde serão executadas as marginais do elevado", informou o secretário de Obras, Rafael Hahne, que acompanhou o início dos trabalhos de Osvaldo Silva. Segundo Hahne, essas desapropriações já vão contribuir para desafogar o trânsito na região, liberando o fluxo que vem da Lagoa.

   O elevado do Rio Tavares, com 220 metros de extensão, fará a conexão, em forma de anel, entre a SC-405 e a rodovia Dr. Antônio Luiz Moura Gonzaga, que liga o Rio Tavares/Campeche à Lagoa da Conceição. O projeto contempla ainda, para o entorno, ciclovias e calçadas. O investimento é de aproximadamente R$ 15 milhões e a previsão de entrega é de 18 meses.

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