terça-feira, 12 de maio de 2015

Carpideiras do Poder!

   Por Eduardo Guerini
Ensaio sobre a morte repentina de
uma liderança política catarinense
e o espólio deixado para os órfãos.
No oportunismo e pragmatismo
clássico diante de uma fatalidade terrena.

   O desenho da morte e seus contornos denotam nossa incapacidade racional diante de uma fatalidade terrena que afetará a todos os humanos sem exceção. Sabemos que os sentimentos e sensações de uma morte repentina deixa um rastro de dor e lamentos para familiares e amigos.

   No caso de uma figura política o legado da morte sempre será reverenciado pelos feitos, pelas suas virtudes, impulsionados por uma propaganda e louvação midiática sem precedentes na atualidade. 

   Em Santa Catarina, a mídia e seus colunistas políticos “chapa branca” que mantem uma relação promíscua com qualquer governante ou figura política de plantão, são marcas o passado, do presente e do futuro. Dado que, lideranças políticas são forjadas no império do efêmero, a espetacularização da morte de LHS, foi algo digno da produção para angariar audiência e notoriedade na subserviência entre o público e o privado. Nada de retoques, tudo foi roteirizado no frenesi das carpideiras do poder.

   Como bons profissionais do choro e da lamentação orquestrada, figuras políticas narravam sem nenhum prurido à data simbólica da morte (15 horas e 15 minutos), quanta precisão temporal para uma elevação de espirito!!!  A circulação de autoridades políticas, de fiéis escudeiros a ferrenhos inimigos da política, a louvação foi geral.

   Não obstante, o espetáculo que foi submetido à família, o enredo é por demais simplório, as narrativas são triviais, numa obsessão para beatificar um personagem da politica oligarca que mantem a província catarinense em pé de igualdade ao velho coronelismo do norte e  nordeste brasileiro.

   Estranhamente, nossos colunistas políticos provincianos, tal como carpideiras  profissionais, fizeram algo que o papado busca comprovar na santificação – evidências cabais de que o milagre ocorreu!!!

   Na orfandade, o espólio será disputado como por todos os políticos nos bastidores de conchavos palacianos e partidários – como o Santo Graal!!!  Porém, a imagem que marcou mais este repasto fúnebre no velório/sepultamento midiatizado,  foi a ausência do Povo!!! 
   
   Em nenhum momento aparece uma romaria de relés mortais da província catarinense se lamentando ou ovacionado a liderança política que nossa mídia e suas carpideiras louvou!!! 
   
   Que siga em Paz e que ilumine as lideranças carcomidas pelos beneplácitos de um poder terreno temporário.
  

Um comentário:

Anônimo disse...

Tio Bruda, que como bom serrano deve entender de montaria, podia nos explicar como fica o Colombo, livre da cangalha do LHS. Ele sempre aceitou bem os arreios e nunca corcoveou ao ser montado, até pra se manter em um cargo para o qual tem se mostrado um incompetente de fala mansa e falta de ação. Será que agora, sem o bridão do LHS a lhe guiar o Colombo vai tomar jeito?