sexta-feira, 17 de julho de 2015

Origem política de Eduardo Cunha tem o DNA de Collor e PC Farias

 
   O surgimento político de Eduardo Cunha, atual presidente da Câmara dos Deputados - denunciado por achaque de 5 milhões de dólares ao lobista da Sansung, Júlio Camargo -  se dá no ano de 1982, quando fez campanha para Eliseu Resende, mais tarde, em 1986, trabalhou para Moreira Franco e em 1989 foi envolvido pela teia colorida de PC Farias e Fernando Collor.

   O economista Paulo Cesar Farias, homem poderoso do governo Collor, percebendo a "agilidade política" de Cunha, o convida para integrar o núcleo da campanha presidencial do então candidato à presidência, Fernando Collor de Mello.

   Conhecido por seu profundo conhecimento de leis e regimentos eleitorais, Cunha teria sido o responsável por ter descoberto uma falha no registro do PMB, o que teria impedido a candidatura de Silvio Santos, na eleição que Collor se sagrou vencedor. Na época, com pouco menos de trinta anos, Eduardo Cunha foi o tesoureiro do comitê eleitoral de Collor no Rio de Janeiro.

   Collor eleito, convida Cunha para a equipe econômica do governo, chefiada por Zélia Cardoso de Mello. Eduardo Cunha declina do convite e, a pedido de PC Farias, é nomeado por Collor à presidência da Telerj. 

   Na Telerj, Eduardo Cunha foi envolvido em um escândalo de superfaturamento, , quando foi descoberto que ele havia assinado um aditivo de US$ 92 milhões a um contrato da Telerj com a fornecedora de equipamentos telefônicos NEC do Brasil (então controlada pelo empresário Roberto Marinho), em vez de abrir nova licitação.

   Com a descoberta do Esquema PC em 1992, que culminaria no impeachment de Fernando Collor naquele mesmo ano, Eduardo Cunha foi exonerado da presidência da Telerj em 1993. Investigado no Esquema PC, Cunha negou ter participado desse esquema de corrupção.


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