terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Os babacas de Paris

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   Por Marcos Bayer

   Reunidos mais uma vez na Conferência da ONU para o Clima, em Paris, eles montam um circo cada vez mais pirotécnico. Roma e Nero ficam continuadamente diminuídos.

   Começou com o Clube de Roma, em 1968, que resultou no “Limits to Growth”. Depois no dia 5 de Junho de 1972 em Estocolmo, na Suécia. Então, no Rio de Janeiro, a Eco-92, o último gesto do eloqüente Fernando Collor antes da queda mortal.

   E assim tem sido...

   Já no começo dos anos 1980, na Califórnia, se estudava Ecology and Politics of Scarcity do William Ophuls. Todo o meio acadêmico alertava para as descompensações ambientais.

   E a classe política nada vezes nada. Alguns movimentos dos “greens” na Alemanha e que aqui no Brasil, afora exceções honestas e bem intencionadas, virou picaretagem da braba. Inclusive em Santa Catarina.

   Órgãos de controle ambiental, como a FATMA, concebida por Alcides Abreu e criada pelo Konder Reis, em 1976, acabaram virando toca de hienas que a “Operação Moeda Verde” demonstrou.

   Para não delirar no cenário mundial, vamos pegar as praias da Ilha que foram detonadas aos poucos sem o cuidado primário de quaisquer dos prefeitos desta cidade. Foram acabando com nosso maior patrimônio.

   Ninguém vem para Florianópolis para ver os prédios da Beira-Mar denominados em francês. Tais quais, “Versailles” ou “ Maison de La Marie”.

   As pessoas que aqui aportam querem saber das águas limpas, da tainha com ova, dos ilhéus e de certo charme que existia na arquitetura derrubada no centro da vila.

   Como fazem em Curaçao, Martinica, Portofino ou Marguerita.

   Mas, lá estão, neste circo mágico do ambientalismo, todos bradando por um mundo mais limpo e melhor, na bela Paris.

   One Human Family é o que propõem todos. Do Barack Obama ao homem de cocar sobre os ombros do terno com gravata.

   Nos últimos 50 anos governantes em todo o planeta promoveram uma arruaça total, em Tijucas também, resultando na morte de baias, rios e lagoas.

   Tudo em nome de um progresso que concentrou renda, e eles mesmos provam isto, aumentou a desgraça na África e a guerra no Oriente Médio pelo domínio do petróleo.

   Insanos, todos insanos.

   Um milhão de dólares já não contenta nenhum deles. Aqui no Brasil querem vários milhões e roubam dos cofres públicos porque não têm talento para nada, a não ser roubar.

   Olhem para a cara deles. Olhem suas expressões faciais. Olhem como são mórbidos...

   E só bebem whiskey para poder amortizar a dor e a vergonha de roubar.

2 comentários:

Anônimo disse...

Texto cirúrgico, Marcus. Entretanto discordo que a camarilha beba "whiskey para poder amortizar a dor e a vergonha de roubar": a cacalhada anódina é sem-vergonha, rouba sem dor, rouba sem culpa. Paulão

Anônimo disse...


Pois é, foi uma licença poética...

Abs e venceremos na guerra.

MB.