quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A classe operária vai ao paraíso...fiscal

Depois de confirmar que ele é dono de um tríplex reformado e mobiliado pela OAS, empreiteira punida no escândalo do petrolão, promotores enquadram o ex-presidente numa das modalidades clássicas do crime de lavagem de dinheiro

   Por Sérgio Rubim  
   O título acima não é lá muito original. Na verdade é o nome do filme do italiano, Elio Petri - A Classe Operária Vai ao Paraíso, de 1971 - que mostra o processo de conscientização política do operário Lulu Massa, após perder um dedo na máquina.

   O filme fez muito sucesso no Brasil, no período da ditadura militar. O pessoal desquerda popularizou o filme, passando insistentemente em cineclubes e circuitos alternativos de cinema. Faziam o contraponto à pelegada que controlava os sindicatos e apoiava os militares.

   Mas as semelhanças de Lulu Massa (interpretado pelo engajado Gian Maria Volanté), com o ex-presidente Lula da Silva, também operário de fábrica e que perdeu um dedo na máquina, ficam por aí. Lulu não chegou ao Paraíso e Lula ultrapassou o Paraíso sonhado pelo operário do filme.

   Na manhã desta terça-feira (27), a Polícia Federal brasileira bateu no triplex de luxo, que seria de Lula, no último andar do Condomínio Solaris, um prédio construido com dinheiro de propina da Petrobrás e que serviria para lavar dinheiro em paraísos fiscais.

   O Solaris, que fica de frente para a badalada praia do Guarujá, SP, foi o único empreendimento do Bancoop - Cooperativa do Sindicatos dos Bancários de SP, dirigida pela PT - que foi finalizado. A cooperativa faliu, lesando milhares de famílias, e depois em uma associação com o empreiteira OAS, investigada pela Operação Lava Jato, finalizaram o Condomínio de luxo Solaris, onde só tem apartamento os integrantes do "núcleo duro" do PT. Lula ficou com o triplex com elevador privativo e vista para o Atlântico, pertinho do céu.


Ministério público vai denunciar Lula por ocultação de propriedade
    
  Por: Robson Bonin
  Um truque recorrente na carreira política do ex­-presidente Lula é reescrever a história de modo a exaltar feitos pessoais e varrer pecados para debaixo do tapete. Mas os fatos são teimosos. Quando se pensa que estão enterrados para sempre, eles voltam a andar sobre a terra como zumbis de filmes de terror. O mensalão, no plano mestre de Lula, deixaria de existir se fosse negado três vezes todas as noites antes de o galo cantar. O petrolão, monumental esquema de roubalheira na Petrobras idealizado, organizado e consumado em seu governo - e, segundo testemunhas, com reuniões no próprio gabinete presidencial -, entraria para a história como mais um ardil dos setores conservadores da sociedade para impedir o avanço dos defensores dos pobres.   Nem o mais cego dos militantes do PT ainda acredita nessas patacoadas que afrontam os fatos. Sim, os fatos, sempre eles. O tríplex de Lula no Guarujá é outro desses fatos que o ex-presidente esperava ver se dissipar no meio do redemoinho. Mas o tríplex está lá com seu elevador privativo e linda vista para o Atlântico, e vai continuar. De nada adiantou a pregação de Lula, na semana passada, para seu coro de blogueiros chapa-­branca muito bem remunerados com o dinheiro escasso e suado do pobre povo brasileiro: "Não tem uma viva alma mais honesta do que eu. Pode ter igual, mas eu duvido". Pode até ser que a alma não veja o que o corpo faz e se entretenha no engano, mas a opinião pública há muito tempo não se ilude mais com essas mandingas autolaudatórias de Lula. 

   Leia reportagem completa. Beba na fonte.

Comentário:
99% dos marxistas não leram Marx nem quase nada. Deste percentual, 99% leram de orelhada A HISTÓRIA DA RIQUEZA DO HOMEM, manual de materialismo histórico "prescrito" em 10 de cada 9 curso de humanas, uma espécie de resumão acadêmico escrito por Leo Huberman destinado a adolescentes pueris ensinados por professores baldios de boas idéias. E agora se descobriu de quem era a RIQUEZA do título e que o HOMEM tinha um dedo a menos...e um triplex nas Astúrias, no Guaruja.
Paulão

Um comentário:

Anônimo disse...


Canga:

"Chegaram à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba na noite desta quarta-feira (27) três presos da 22ª fase da Operação Lava Jato. Nelci Warken,
Ricardo Honório Neto, Renata Pereira Brito têm prisão temporária em vigor até domingo (1º) e devem prestar depoimentos à PF neste período.
Esta nova fase da Lava Jato investiga a abertura de offshores (empresas no exterior) e a compra de apartamentos no Condomínio Solaris em Guarujá (SP) para lavar dinheiro do esquema de corrupção na Petrobras. A empresa Mossack Fonseca, sediada no Panamá, é investigada por abrir uma offshore (Murray Holdings) que assumiu a propriedade de um dos imóveis para esconder os reais donos".
COPIADO DO SITE DO G1.

E eu diria mais:

Além da falta do dedo mindinho na mão, não falta-lhe também um bom caráter ?

Sds do Zé da Rabeca, violeiro do sertão.