sábado, 20 de fevereiro de 2016

Cadê a crise? A imprensa amiga esconde

MAIS ALTO PADRÃO DE VIDA DO MUNDO. Não há jeito como jeito americano 





 Trabalhadores desempregados na  fila "da sopa", durante a crise de 1929. Acima, o outdoor que esqueceram de tirar, mostrando a arrogância do capitalismo americano.

   Por Laércio Duarte
   A indústria automobilística emprega hoje apenas 5% dos operários que empregava nos anos 1970, quando Lula liderou as famosas greves no ABC. Isso é consequência de duas coisas: tecnologia de automação e terceirização.

   Quando nós Analistas de Sistemas íamos implantar um novo sistema de informações, a reação era sempre de rejeição, por medo do desemprego. Nosso discurso era de que os trabalhadores que seriam dispensados pelas novas rotinas, estariam sendo encaminhados a outros postos de trabalhos, mais nobres e até mais bem remunerados. Eu sabia que isso era mentira, mas, mesmo assim, fazia o discurso.

   Uma ocasião, o presidente da companhia que faz a informatização do governo do Paraná, convocou-me a uma reunião da diretoria para dar-me parabéns. Eu tinha sido elogiado pelo assessor executivo da Secretaria da Administração, como um analista "frio e calculista". Deprimente, não é mesmo?

   Depois, eu fui entendendo que a modernização era inexorável e o seu contraponto seria o crescimento econômico. Deste ponto de vista, a história registra que no período de 1972 a 1977 o Brasil crescia 11% ao ano. Isso não foi suficiente para que o país se safasse da crise do petróleo, que elevou os juros a níveis estratosféricos e causou grandes danos à economia mundial industrial. De certa forma, foi isso que causou a queda da ditadura militar, a partir de 1981.

   O regime civil não nos deu melhores condições econômicas. Eu acredito que nossa grande falha como nação, foi protelar as eleições diretas para presidente da república. Um conchavo entre os militares e as lideranças políticas, fizeram uma eleição fajuta de um conservador, Tancredo Neves, cujo vice presidente era o sabujo da ditadura, José Sarney. De forma estranha, Tancredo morreu antes de tomar posse. O governo Sarney foi um desastre completo. Até que Lula perdeu a eleição para Collor de Melo. Ali iniciou pra valer a desnacionalização do projeto econômico do Brasil, que havia sido pensado durante décadas, primeiro por Getúlio, depois Juscelino, e finalmente pela ditadura militar.

   O governo de FHC foi o mais entreguista de todos, e quando se esperava uma reação de Lula, estamos aí como se vê: a Petrobrás destruída, a Eletrobrás no mesmo caminho, nossa política industrial inexistente, o mercado interno sob a pressão da falta de renda das famílias, caindo cada vez mais. A regressão do PIB de 2015 em 4% arrisca ser maior em 2016. Mas, o governo petista continua gastando como se fosse uma ilha de prosperidade. Nada novo, sabendo que eles têm que comprar apoio político da imensa base política, incluindo as organizações petistas CUT-MST-UNE, que estão sempre prontas para o "trabalho" de rua. .

   Dos 92 milhões de pessoas na faixa considerada economicamente ativas, temos em torno de 10 milhões de pessoas procurando empregos. É superior à população de muitos países importantes do mundo.


3 comentários:

Anônimo disse...

óptimo...

canga, por favor, cópia pra dilma e pro kolombo...
o soiza não compreenderia o texto.

att, keynes.

Anônimo disse...

Emprego tem, mas essa massa analfabeta-funcional não serve pra nada.

Anônimo disse...

Artur Nogueira diz:
Governos de esquerda, populistas e sem noções de economia levaram o país à bancarrota. A constituinte de 88 criou brechas para os desmandos político-administrativos e criou tb muitos privilégios e benesses. Caminhamos à passos largos rumo à Grécia.