quinta-feira, 31 de março de 2016

Coincidências futebolísticas

Sem a máfia do futebol: Uruguay em primeiro e Brasil nem na repescagem. Coincidência?








   "En la pizarra", revisteiro coloca a sua dúvida sobre a realidade do futebol sem as manipulações da máfia da FIFA.  
   Em uma rua de Montevidéo, Uruguay.

quarta-feira, 30 de março de 2016

DICA


terça-feira, 29 de março de 2016

Reflexões de um suposto coxinha

   Reproduzo aqui o artigo do jornalista Artur Xexéo, de O Globo, com o qual me identifiquei e quase larguei um "me representa"!
   Mas o Xexéo não é político, é um articulista que escreve muito bem e um "coxinha" sem nunca ter sido. 
   Quem acha que é meu amigo, leia até o fim! 
   Vale à pena!
 
Reflexões de um suposto coxinha 
Por Artur Xexéo - domingo, 27 de março de 2016
  
Gente que dividia comigo a mesma ideologia hoje se comporta como inimiga. Um muro foi erguido para me separar desses amigos
    
   Ando sensível. Acho que já contei isso aqui. Choro à toa. Antes era com comercial de margarina, cenas de novela, trechos do filme. Agora, é lendo jornal. Cada notícia da Lava-Jato, de início, me enche de indignação. Em seguida, fico triste. É aí que choro. Ando tendo vontade de chorar também em discussões com amigos. Gente que tempos atrás dividia comigo a mesma ideologia hoje se comporta como inimiga. Ou sou eu o inimigo? De qualquer maneira, num mundo que derrubava muros, de repente, um muro foi erguido para me separar desses amigos. Tento explicar como vejo o trabalho de Sergio Moro e nunca consigo terminar o raciocínio. No meio da discussão, me emociono, fico com vontade de chorar e prefiro interromper o pensamento. “Coxinha”, me xingam nas redes sociais. Bem, se o mundo está obrigatoriamente dividido entre coxinhas e petralhas, não tenho como fugir: sou coxinha! 

    Leio na internet que “coxinha” é uma gíria paulista cujo significado se aproxima muito do ultrapassado “mauricinho”. Mas, desde a reeleição de Dilma, esse conceito se ampliou. Serviu para definir de forma pejorativa os eleitores de Aécio Neves. Seriam todos arrumadinhos, malhadinhos, riquinhos e votavam em seu modelo. Isso não tem nada a ver comigo. Mas, nesta briga de agora, estou do lado que é contra Lula, logo sou contra os petralhas, logo sou coxinha.
 

   Gostaria de falar em nome da democracia. Mas não posso. A democracia agora é direito exclusivo dos meus amigos que estão do outro lado do muro. Só eles podem falar em nome dela. Então, como coxinha assumido, deixo uma pergunta. Vocês acharam muito normal o ex-presidente Lula incentivar os sindicalistas para os quais discursou esta semana a irem mostrar ao juiz Sergio Moro o mal que a Operação Lava-Jato faz à economia brasileira? Vocês acreditam sinceramente nisso? O que a Operação Lava-Jato faz? Caça corruptos pelo país. Não importa se são pobres ou ricos. Não importa se são poderosos. Não era isso o que todos queríamos, quando estávamos todos do mesmo lado, quando ainda não havia um muro nos separando, e fomos às ruas pedir Diretas Já? Não era no que pensávamos quando voltamos às ruas para gritar Fora Collor? E, principalmente, não era nisso que acreditávamos quando votamos em Lula para presidente uma, duas, três, quatro, cinco vezes!!! Não era o Lula quem ia acabar com a corrupção? Ele deixou essa tarefa pro Sergio Moro porque quis.

    Como, do lado de cá do muro, me decepcionei com o ex-líder operário, o lado de lá deu pra dizer que sou de direita. Se for verdade, está aí mais um motivo para eu estar com raiva de Lula. Foi ele quem me levou pra direita. Confesso que tenho dificuldades de discutir com qualquer petralha que não se irrita quando Lula diz se identificar com quem faz compras na Rua 25 de Março. Vem cá, já faz tempo que os ternos de Lula são feitos pelo estilista Ricardo Almeida. Será que Ricardo Almeida abriu uma lojinha na rua de comércio popular de São Paulo? Por mim, Lula pode se vestir com o estilista que quiser. Mas ele tem que admitir que o discurso da 25 de Março ficou fora do contexto. A gente não era contra discursos demagógicos? O que mudou?
 

   Meus amigos petralhas dizem que é muito perigoso tornar Sergio Moro um herói. Que o Brasil não precisa de um salvador da pátria. Mas, vem cá, não foi como salvador da pátria que Lula foi convocado para voltar ao governo? Não é ele mesmo quem diz que é “a única pessoa” que pode incendiar este país? Não é ele mesmo quem diz que é a “única pessoa” que pode dar um jeito “nesses meninos” do Ministério Público? Será que o verdadeiro perigo não está do outro lado do muro? Não é lá que estão forjando um salvador da pátria?

    Há muitas décadas ouço falar que as empreiteiras brasileiras participam de corrupção. Nunca foi provado. Agora, chegou um juiz do Paraná, que investigava as práticas de malfeito de um doleiro local, e, no desenrolar das investigações, botou na cadeia alguns dos homens mais poderosos do país. Enfim, apareceu alguém que levou a sério a tarefa de desvendar a corrupção que há muitos governos atrapalha o desenvolvimento do país. E, justo agora, quando a gente está chegando ao Brasil que sempre desejamos, Lula e seus soldados querem limites para a investigação. Pensando bem, rejeito a acusação de ser coxinha, rejeito ser enquadrado na direita, rejeito o xingamento de antidemocrata, só porque apoio o juiz Sergio Moro e a Operação Lava-Jato. Coxinha é o Lula que se veste com Ricardo Almeida e mantém uma adega de razoáveis proporções no sítio de Atibaia. E, para encerrar, roubo dos petralhas sua palavra de ordem: sinto muito, mas não vai ter golpe. Sergio Moro vai ficar.

Já é Outono!

   Por João José Leal, de Tijucas.
 
  Com a temperatura política, lá em Brasília, nas alturas, quase pegando fogo, nas ruas e praças deste alquebrado país, nem prestamos atenção que este ano da desgraça de 2016 já queimou uma de suas quatro estações. É! O tempo passa rápido. Voa nas asas de nosso cotidiano agitado, cheio de ansiedade, sem tempo para calmarias nem serenas reflexões. Assim, embarcados na correria da vida moderna, olhos e ouvidos na crise política, nem nos demos conta de que o verão se foi na madrugada do último domingo, depois de cumprido seu itinerário astronômico de três meses.

   Não foi um verão ameno, muito menos amigo. Além dos dias escaldantes, que não foram poucos, das canículas que nos obrigaram a correr para refrescantes sombras de acolhedoras árvores ou a buscar o confinamento de espaços climatizados, este foi um verão de assustadoras tormentas, temporais diluvianos, alagamentos e desbarrancamentos, dolorosas tragédias que castigaram impiedosamente cidades e muita gente sofredora.

   Sim, desde a madrugada do último domingo, estamos no outono, estação da nostalgia e da queda das folhas amarelecidas e envelhecidas pelo sol intenso do verão, nessa dança anual e interminável da folhagem morta no seu inevitável retorno ao ventre da terra-mãe. Dizem os astrônomos que, quando começa o outono, passamos pelo equinócio. Nesse dia, a noite tem exatamente a mesma duração do período noturno, tanto no nosso hemisfério sul quanto no norte. Se este é um fenômeno que só os cientistas dos céus e estrelas entendem o seu sentido exato, nós, mortais leigos, sabemos muito bem que o começo de outono não significa necessariamente refresco para o calor da estação estival.

   Pelas previsões meteorológicas, hoje confiáveis, ainda vamos enfrentar dias tão quentes quanto a elevada temperatura do atual caldeirão político nacional. Já deu para ver que esses primeiros dias do outono foram de intenso calor. Sabemos, no entanto, que isso vai mudar com o passar dos dias. A natureza pode ter as suas variações, mas não deixa de caminhar segundo suas próprias leis. E, assim, chegarão os dias mais frescos, dias mais frios porque, no tempo cósmico, caminhamos em círculos. Neste momento outonal, estamos em direção ao inverno, que nos trará dias de frio.No campo político, as previsões são sempre incertas e relativas. O que se sabe, ao certo, é que a temperatura está quente demais, com a pauta política sendo marcada por uma bomba incendiária a cada dia. A grande maioria dos brasileiros está indignada com o que o governo petista fez com o país e quer o afastamento da presidente Dilma, a fim de se buscar uma saída para a situação caótica em que se encontra a nossa nação. Se essa é a vontade da grande maioria do povo brasileiro, renúncia, impeachment ou cassação de mandato, não pode ser chamado de golpe. Por isso, penso que Dilma Rousseff dificilmente permanecerá na presidência da República até o final desta estação outonal que mal começou

Charge da revista “The Economist'' ironiza Dilma e Lula

Dilma: Não se preocupe!! Dilma e Lula nunca serão pegos por seus inimigos!!
Lula: Mas esses são os nossos aliados… 
   O desenho publicado na edição mais recente da revista “The Economist'' mostra a presidente Dilma Rousseff correndo e puxando o ex-presidente Lula pela mão enquanto os dois fogem de manifestantes com cartazes que dizem “Parem a corrupção'', “O Brasil está cansado'', “Escândalos nunca mais'' e “Vocês são uma vergonha''.

    O desenho foi publicado na mesma edição em que a revista publicou um editorial muito crítico ao governo, pedindo a renúncia da presidente, além de outras duas reportagens sobre os problemas do Brasil atual – a própria capa da edição desta semana para a América Latina é uma foto de Dilma acompanhada do texto “Hora de ir''.

    A charge é asssinada por KAL, o pseudônimo do cartunista Kevin Kallaugher, o único a desenhar para a revista de economia. Seu trabalho tem um traço característico e um forte conteúdo político – e ele já assinou mais de 4 mil desenhos deste tipo para a publicação.

    Nos últimos anos, a revista tem sido forte crítica da política econômica do governo Dilma. Este blog Brasilianismo já tratou das abordagens da “Economist'' em relação ao Brasil em outras ocasiões. A publicação é uma das mais influentes do mundo, e costuma servir de referência para discussões a respeito da economia internacional. A cobertura dela respeito do Brasil tem a tendência histórica de alternar momentos de expectativa com críticas sempre que o modelo da política econômica do governo se aproxima ou se afasta dos ideais “pró-mercado”, segundo a pesquisa de doutorado da socióloga Camila Maria Risso Sales. (do
Cao Hering)


segunda-feira, 28 de março de 2016

Imprensa catarinense silencia sobre desembargadores do TJSC investigados pela Lava Jato

Rodolfo Cezar Ribeiro da Silva Tridapalli, Joel Dias Figueira Júnior, Luiz César Medeiros são os três nomes de integrantes da justiça catarinense que, segundo o Estadão, estariam sendo investigados por lavagem de dinheiro. 

Lava Jato busca elo de lavagem em TJ
Beatriz Bulla / BRASÍLIA - O Estado de S. Paulo
 

Investigadores tentam identificar desembargador de Santa Catarina que estaria envolvido em operação ilícita descoberta no ano passado


   Investigadores da Lava Jato tentam identificar quem é o desembargador supostamente envolvido em uma operação de lavagem de dinheiro em Santa Catarina, denunciada no curso da apuração sobre o esquema de corrupção na Petrobrás.

   O pedido de investigação a respeito de um “magistrado não identificado” está no Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde o ano passado, mas o desencontro de indícios sobre o nome sob suspeita atrasa o andamento da apuração.

   A investigação sobre o desembargador é mantida em segredo de justiça no STJ desde maio do ano passado. Documento encaminhado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao tribunal em 3 de fevereiro, ao qual o Estado teve acesso, aponta que as diligências feitas pela Polícia Federal até agora para identificar o magistrado “não foram conclusivas”. Com base em novo levantamento de possível nome, feito pela PGR, o ministro Luís Felipe Salomão, relator da Lava Jato no STJ, encaminhou o caso novamente à PF local.

    O caso foi descoberto quando, em depoimento, uma testemunha da Lava Jato narrou que um desembargador catarinense tinha relação com empresa de armazenagem de documentos que fez operações de lavagem de dinheiro para a Arxo Industrial do Brasil.

    A Arxo também é de Santa Catarina e foi investigada na nona fase da Operação Lava Jato, intitulada “My Way”, ocasião em que teve dois dirigentes presos por determinação do juiz Sérgio Moro. No depoimento, a testemunha da Lava Jato fez menção, ainda, a uma relação do desembargador citado com “tatuagem corporal”.

    Segundo fontes com acesso à investigação, a menção ao desembargador foi feita pela contadora Meire Pozza, que trabalhou para o doleiro Alberto Youssef, peça central na Lava Jato.

    Possibilidades. O primeiro nome considerado pelos investigadores foi o do desembargador Luiz César Medeiros. A suspeita foi levantada porque o filho do juiz é sócio de uma empresa prestadora de serviços de armazenagem de documentos.

    A testemunha não reconheceu em foto o rosto de Medeiros, mas indicou a imagem de outro magistrado: Joel Dias Figueira Júnior. Como a polícia não encontrou nenhum registro de vínculo entre Figueira Júnior e qualquer empresa de armazenagem de documentos, e considerando que o reconhecimento foi feito com “certo grau de dúvida, sem convicção”, as buscas pelo nome investigado continuaram.

    O Tribunal de Justiça de Santa Catarina tem em seu quadro 62 desembargadores, além dos juízes convocados para atuar eventualmente no órgão.

    O Ministério Público chegou, então, a um terceiro suspeito, desta vez o juiz convocado para atuar no TJ-SC Rodolfo Cezar Ribeiro da Silva Tridapalli. Há uma decisão do juiz sobre a possibilidade de candidatos aos quadros da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros possuírem tatuagem no corpo.

    A partir daí, a PGR apurou que Tridapalli é sócio da empresa RD Office Center, que realiza serviço de armazenagem de documentos. Ele também foi sócio da empresa Tridial – Serviços de Digitações, Arquivamento e Apoio Administrativo Ltda.

    Com base nisso, a vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, pediu a remessa do caso de volta à Polícia Federal de Santa Catarina, para que investigadores confrontem a testemunha com a foto de Rodolfo Tripadalli.

    Os desembargadores e o juiz não foram localizados pelo Estado nos telefones do tribunal, em razão da Páscoa.

    A nona fase da Lava Jato, na qual os dirigentes da Arxo foram presos, teve como alvo 26 empresas que atuariam como fachadas em contratos da Petrobrás com fornecedores.

    Na sede da Arxo, em Piçarras (SC), foram apreendidos 518 relógios de luxo e o equivalente a R$ 3,2 milhões, em notas de real, euro e dólar. A empresa constrói tanques de combustíveis e tinha vínculos comerciais com a BR Distribuidora.

Lava Jato narrada como partida de futebol. MUITO BOM !!!!!!!

Desembargador de SC investigado na Lava Jato

Testemunha da Lava Jato narrou que um desembargador catarinense tinha relação com empresa de armazenagem de documentos que fez operações de lavagem de dinheiro para a Arxo Industrial do Brasil.
Investigações 
 Lava Jato busca elo de lavagem no TJ de SC
Segundo fontes, a menção ao desembargador foi feita pela contadora Meire Pozza 

   Investigadores da Lava Jato tentam identificar quem é o desembargador supostamente envolvido em uma operação de lavagem de dinheiro em Santa Catarina, denunciada no curso da apuração sobre o esquema de corrupção na Petrobras. O pedido de investigação a respeito de um "magistrado não identificado" está no Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde o ano passado, mas o desencontro de indícios sobre o nome sob suspeita atrasa o andamento da apuração.

   A investigação sobre o desembargador é mantida em segredo de justiça no STJ desde maio do ano passado. Documento encaminhado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao tribunal em 3 de fevereiro, aponta que as diligências feitas pela Polícia Federal até agora para identificar o magistrado "não foram conclusivas". Com base em novo levantamento de possível nome, feito pela PGR, o ministro Luís Felipe Salomão, relator da Lava Jato no STJ, encaminhou o caso novamente à PF local.

   O caso foi descoberto quando, em depoimento, uma testemunha da Lava Jato narrou que um desembargador catarinense tinha relação com empresa de armazenagem de documentos que fez operações de lavagem de dinheiro para a Arxo Industrial do Brasil.

   A Arxo também é de Santa Catarina e foi investigada na nona fase da Operação Lava Jato, intitulada "My Way", ocasião em que teve dois dirigentes presos por determinação do juiz Sérgio Moro. No depoimento, a testemunha da Lava Jato fez menção, ainda, a uma relação do desembargador citado com "tatuagem corporal".

   Segundo fontes com acesso à investigação, a menção ao desembargador foi feita pela contadora Meire Pozza, que trabalhou para o doleiro Alberto Youssef, peça central na Lava Jato.


Do Diário do Poder

RAMIRO RUBIM

   Campeão categoria open, na primeira etapa do circuito ASJ, que aconteceu neste final de semana na Praia da Joaquina com Autas ondas!! 
   Muito bom poder competir nessas condições e com essa galera que elevou o nível! 🙏🏽🏆☝

@silverbaybrasil
@shapersbrasil
@mangawax
@xtreme_radical
@treinadordiegomartiny
@bontemporepresentacoes
#espaçobinah #surf #campeao #competition

Coerência? A baixaria glamourizada

domingo, 27 de março de 2016

Os escritores que misturaram musas, alcool e drogas...

A bela matéria do jornal espanhol, La Vanguardia, mostra alguns dos grandes da literatura que buscavam um realidade alternativa pra produzir seus textos. Buscavam inspiração nas mulheres, no alcool e nas drogas, nesta mesma ordem, tudo junto! Indicação do amigo Airton.
Charles Bukowskias  mucho loco!
 Los escritores que mezclaron musas, alcohol y drogas
Consumían sustancias adictivas para aliviar los síntomas de la ansiedad y la depresión, además de buscar iluminación espiritual
 
   Miriam Elies, Barcelona

   Relajado y con los párpados pesados, un hormigueo recorre su cuerpo y el sentido del tacto aumenta. Son los efectos del opio. Los que experimentaba el célebre escritor estadounidense Edgar Allan Poe. Considerado uno de los maestros universales del relato corto, se sumó a la lista de escritores relacionados con sustancias adictivas para aliviar la depresión y la ansiedad. De los efectos de este narcótico surgieron, entre otras creaciones, sus cuentos de terror.

   A lo largo de la historia de la literatura han sido muchos los autores que han buscado una realidad alternativa para encontrar la inspiración convirtiendo las drogas o el alcohol en sus musas. Este mes Olivia Laing ha lanzado en castellano El viaje a Echo Spring de Ático de los Libros, una novela que recoge el ejemplo de seis autores alcohólicos y que busca responder al por qué de su adicción.

    Pocos novelistas escribían en estado ebrio

“Crecí una familia alcohólica y necesitaba entender no solo el alcoholismo en sí, sino el efecto que había tenido en la literatura” explica Laing en una entrevista a La Vanguardia.com. “Elegí seis autores cuya obra me encantó y que estaban conectados de alguna manera. Hemingway y Fitzgerald eran amigos, como Carver y Cheever. Cheever estaba obsesionado con Fitzgerald, Berryman y Carver se mostraron muy interesados en Hemingway, Williams y Hemingway se conocían entre sí y Williams escribió una obra de teatro, Clothes for a Summer Hotel, sobre Fitzgerald. Así que había una gran cantidad de intersecciones en las que pensar.” 
 
Leia matéria completa. Beba na fonte.

sábado, 26 de março de 2016

Esquerda, Direita. Volver!

   Por Laercio Duarte    
   
   Dilma é de esquerda, Lula se diz de esquerda, Zé Dirceu e Luciana Genro disputam para ver quem é mais de "esquerda".  Até figuras carimbadas, que há mais de um século comandam a economia, os destinos da pátria, a produção agro-pecuária e a movimentação do mercado financeiro, se definem como de "centro-esquerda", só para citar José Sarney, Paulinho Bornhausen, Eduardo Matarazzo Suplicy, Sérgio Cabral, Beto Richa e Olavo Setúbal, entre outros. Será que Marina Silva também é de esquerda?

    Vamos recorrer ao auxílio dos universitários. Na definição da enciclopédia aberta na Internet, a Wikipédia, "Há um consenso geral de a ESQUERDA inclui progressistas, sociais-liberais, social-democratas, democrático-socialistas, libertários socialistas, comunistas e anarquistas, enquanto a DIREITA inclui fascistas, conservadores, reacionários, neo-conservadores, capitalistas, alguns grupos anarquistas, neo-liberais, econômico-libertários, monarquistas, teocratas islâmicos ou não, nacionalistas e nazistas." 

    Ajudou? Mais ou menos ... nessa definição tão ampla, podemos enquadrar qualquer pessoa como esquerdista ou direitista, tanto faz. Alguém sempre vai ter características dos dois lados. Por exemplo: a Inglaterra tem uma raínha (e futuramente um rei, seu neto ou seu filho), que governa sob a proteção de Deus, representada pela autoridade do clero da Igreja Anglicana, religião oficial do Reino Unido. Isso a faz "de direita", sem dúvida. Porém, na ordem do dia, a raínha não manda nada. O Estado é administrado por um primeiro ministro, escolhido pelo Parlamento eleito pelo povo, que pode ser derrubado a qualquer momento se lhe faltar a confiança do parlamento, e, em contra partida, pode dissolver o parlamento e convocar novas eleições gerais para eleger novos representantes. Nesse sentido se define como social-democrata e seria, portanto, "de esquerda".  Vimos que não é tão fácil enquadrar pessoas e países dentro do conceito da Wikipédia!

    No meu modo de entender, podemos chamar de "esquerdista" a pessoa que está envolvida num processo de mudança social e pessoal, em busca do ideário definido pela revolução francesa em 1789, que pregava a evolução como caminho para alcançar "liberdade, igualdade e fraternidade". Por seu lado, os "direitistas" lutam para conservar o estado atual das coisas. Desse modo, um esquerdista hoje pode vir a ser direitista amanhã, se o estágio social avançar de tal modo que aquilo que a pessoa defendia no passado já não serve ao propósito da evolução. 

    E daí? Marina Silva, por exemplo, é esquerdista ou não?
 
   Leia artigo completo. Beba na fonte.

sexta-feira, 25 de março de 2016

A Via Sacra do Tadeu

          Quando pequeno em Quaraí, durante a missa da Sexta-feira Santa, sempre acompanhava minha mãe na Via Sacra. A Via Sacra é o cumprimento de um roteiro que simula a caminhada de Jesus carregando a cruz desde o pretório de Pilatus até o Monte Calvário. Sofrimento puro, como tudo o que se refere à religião católica.
   Já vi várias encenações de Vias Sacras inclusive uma que tinha aqui no Campeche, onde os fiéis católicos faziam um roteiro que, saindo da Capela de São Sebastião, passava pelo bosque ao lado da igrejinha, pelas dunas e acabava na praia. Bem bonita, a Via Sacra!

      Mas voltando a Quaraí, lá eu percorria as 14 estações do suplício do Cristo com um a atenção especial. As estações eram representadas por quadros pintados a óleo, sete em cada lado interno da Catedral. Os quadros eram de cores fortes, o vermelho dos uniformes dos centuriões romanos chamavam a atenção e eram cheios de detalhes. Tudo isso me deixava maravilhado.
   Até que certo dia os quadros desapareceram das paredes da igreja e a Via Sacra acabou. Começava aí uma outra Via Sacra, essa de sofrimentos reais, com torturas e interrogatório. Começava a Via Sacra de Tadeu Medeiros o autor das pinturas que embelezavam as paredes da igreja e serviam de referência para os fiés praticarem as suas crendices.
   Tadeu Medeiros além de artista plástico era fotógrafo do PTB, partido contra o qual se deu o golpe militar de 1964, e, fiquei sabendo mais tarde, militante do Partido Comunista.
Tadeu foi preso, torturado e teve sua obra confiscada. Claro que os quadros da Via Sacra não poderiam ficar na igreja que apoiava a aventura desastrada dos milicos.
   Anos mais tarde fui aluno de desenho e pintura de Tadeu. Encontrei-o ainda em 1976 em Porto Alegre. Convivemos um tempo, o suficiente para conhecer a sua fantástica obra, seus desenhos e seus pensamentos também. 
   Bela figura humana, o Tadeu.

   Achei hoje, na web, uma página sobre o Tadeu Medeiros. Fiquei sabendo que morreu em 1987, em Cuiabá, e que foi parceiro e amigo do Bispo D. Pedro Casaldáliga.
   Na página também tem fotos do seu acervo. Encontrei duas fotos dos quadros que Tadeu pintou para a Via Sacra da Igreja de São Batista em Quaraí.
   
   Saiba mais sobre este personagem. Clique AQUI! 

quarta-feira, 23 de março de 2016

Governo Colombo divulga nota sobre dinheiro da Odebrecht

NOTA DE ESCLARECIMENTO
Publicado em quarta, 23 de março de 2016, 17:35

O Governo do Estado esclarece que, com relação às recentes divulgações de supostos recursos repassados para Santa Catarina pela empresa Odebrecht, alguns pontos precisam ficar claros.

1. A empresa Odebrecht não tem em Santa Catarina nenhum contrato, não executa nenhuma obra pública ou realiza qualquer serviço do Governo do Estado, tampouco não tem, desde 2011, período do atual governo, nada que justificasse a transferência desses recursos.

2. Os valores e a forma da suposta transferência são ainda fruto de divulgação fracionada que carecem de fundamentação, o que será aguardado pela autoridade pública estadual para posicionamento definitivo sobre quem possa ter dado causa a esses fatos, se verdadeiros.

3. Por fim, o governador Raimundo Colombo não reconhece qualquer relação com a empresa Odebrecht, tampouco conhecimento sobre qualquer transferência de valores a Santa Catarina, que não tenham sido fruto de doação direta e oficial ou através do partido nacional.

O Governo do Estado apoia todas as investigações e vai colaborar com tudo o que estiver ao seu alcance para que o Brasil supere este momento crítico de sua história.​

Informações adicionais para a imprensa
Claudio Thomas
Diretor de Imprensa
Secretaria de Estado de Comunicação
E-mail: thomas@secom.sc.gov.br
Telefone: (48) 9161-6455
Site: www.sc.gov.br
www.facebook.com/governosc e @GovSC

Documentos da Odebrecht listam mais de 200 políticos e valores recebidos

Fernando Rodrigues 23/03/2016 11:27

Papéis foram apreendidos na “Acarajé” e liberados ontem (22.mar)
Planilhas listam nomes, valores e apelidos de cada político
Material é de Benedicto Barbosa, alto executivo do grupo
Informações de tabela são incompatíveis com doações declaradas
Acesse todo o material apreendido no fim deste post
 
Agentes da PF na sede de São Paulo da Odebrecht, na fase Acarajé
Documentos apreendidos pela Polícia Federal listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos. É o mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela descoberta e revelada ontem (22.mar.2016) pela força-tarefa da Operação Lava Jato.
As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ''. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada no dia 22.fev.2016.
Como eram de uma operação de 1 mês atrás e só foram divulgados ontem (22.mar) pela Polícia Federal, os documentos acabaram não sendo mencionados no noticiário sobre a Lava Jato.
No início da tarde desta 4ª feira (23.mar), o juiz Sérgio Moro determinou que esse material fosse colocado sob sigilo. O UOL teve acesso às informações quando os dados estavam públicos.
As planilhas são riquíssimas em detalhes –embora os nomes dos políticos e os valores relacionados não devam ser automaticamente considerados como prova de que houve dinheiro de caixa 2 da empreiteira para os citados. São indícios que serão esclarecidos no curso das investigações da Lava Jato.
Os documentos relacionam nomes da oposição e do governo: são mencionados, por exemplo, Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.
A apuração é dos repórteres do UOL André Shalders e Mateus Netzel. Eis exemplos de planilhas apreendidas (clique nas imagens para ampliar):
tabela-benedicto
Uma das tabelas de Benedicto Barbosa Jr, o BJ, da Odebrecht
Planilha-BJ-Odebrecht
Na planilha, Renan é “atleta''; Eduardo Paes, “nervosinho''; Sérgio Cabral, “próximus''.

A maior parte do material é formada por tabelas com menções a políticos e a partidos.
Várias dessas planilhas trazem nomes, cargos, partidos, valores recebidos e até apelidos atribuídos aos políticos.
Algumas tabelas parecem fazer menção a doações de campanha registradas no TSE. Há CNPJs e números de contas usadas pelos partidos em 2010, por exemplo.
Parte significativa da contabilidade se refere à campanha eleitoral de 2012, quando foram eleitos prefeitos e vereadores. As informações declaradas no SPCE (Sistema de Prestação de Contas Eleitorais, do TSE) desse ano não correspondem às dispostas nas tabelas. Na planilha acima, por exemplo, as siglas OTP e FOZ aparecem assinaladas ao lado de diversos candidatos, mas nem Odebrecht TransPort nem Odebrecht Ambiental (Foz do Brasil) realizaram doações registradas naquela eleição.
Em 2012, a Construtora Norberto Odebrecht doou R$ 25.490.000 para partidos e comitês de campanha e apenas R$50 mil para uma candidatura em particular –a de Luiz Marinho, candidato do PT à prefeitura de São Bernardo do Campo (SP).
Em 2014, a soma de doações da construtora foi de R$ 48.478.100, divididos entre candidaturas individuais e comitês dos partidos. Em 2010, o total foi de R$ 5,9 milhões, apenas para partidos e comitês de campanha.
APELIDOS
Eis alguns apelidos atribuídos aos políticos nos documentos da Odebrecht, vários com conteúdo derrogatório:Jaques Wagner: PassivoEduardo Cunha: CarangueijoRenan (Calheiros): AtletaJosé Sarney: EscritorEduardo Paes: NervosinhoHumberto Costa: DráculaLindbergh Farias: LindinhoManuela D’Ávila: Avião

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O material da Odebrecht é farto em nomes da oposição
COPA E LEBLON
A papelada que serve de base para este post foi apreendida por 4 equipes da PF em 2 endereços ligados a Benedicto Barbosa Jr. no Rio de Janeiro nos bairros do Leblon e de Copacabana.

Além das tabelas, há dezenas de bilhetes manuscritos, comprovantes bancários e textos impressos. Alguns dos bilhetes fazem menção a obras públicas, como a Linha 3 do Metrô do Rio.
Um dos textos refere-se, de forma cifrada, às regras internas de funcionamento do cartel de empreiteiras da Lava Jato. O grupo é chamado de “Sport Club Unidos Venceremos”.
O juiz federal Sérgio Moro liberou ontem (22.mar.2016) o acesso ao material apreendido com outros alvos da Acarajé. São públicos os documentos apreendidos com Mônica Moura, mulher do publicitário João Santana, e com o doleiro Zwi Skornicki, entre outros.
ÍNTEGRA DOS DOCUMENTOSClique aqui para saber em qual documento e página cada político é mencionado. Depois, escolha o arquivo correspondente na lista abaixo:
Arquivo 1
Arquivo 2
Arquivo 3
Arquivo 4
Arquivo 5
Arquivo 6
Arquivo 7
Arquivo 8
Arquivo 9
Arquivo 10
Arquivo 11
Arquivo 12
OUTRO LADO
A Odebrecht foi procurada pelo Blog. Nesta 4ª (23.mar.2016), a assessoria da empreiteira enviou esta nota: “A empresa e seus integrantes têm prestado todo o auxílio às autoridades nas investigações em curso, colaborando com os esclarecimentos necessários''.

Todos os políticos citados, já procurados por causa de outras reportagens, negam ter recebido doações ilegais em suas campanhas.

Ramiro Rubim


MOUREJADORES DA CRISE


Por Eduardo Guerini
 
  No cálculo preciso da quantidade de votos cooptáveis no Congresso
Nacional, com o claro objetivo de impedir e obstruir a vontade geral dos brasileiros.

    As notícias cotidianas da crise política do Governo Dilma, fruto de uma inépcia gerencial jamais vista na história republicana, resultante da falta de articulação política na base de sustentação situacionista, que contempla um miríade de partidos políticos, são inequívoco processo da falta de credibilidade e confiança no “canto da sereia” de uma gestão corrompida e degenerada, aquilo que foi intitulado de “esquizoparlamentarismo cleptocrático de base carismático-midiática”, como bem intitulou Marcus Fabiano em seu artigo “Luz de Lamparina na Noite dos Desgraçados” (2016).  É nesse vácuo de confiança que Lula se transformou em avalista da continuada fórmula corrompida do “presidencialismo de coalização”, garantindo negociatas que se desenrolam em circuitos nada republicanas e rumorosas transações de espectro ideológico que vai da esquerda, passa pelo centro, acabando na direita.

   O lulopetismo e o Partido dos Trabalhadores que ocupa o Governo Federal sustentado pela eleição de 2014, ainda que, sob o manto da trucagem marqueteira, produzindo o maior “estelionato eleitoral” desde a transição democrática, não apresenta condições representativas para liderar o enfrentamento da crise política e econômica. As razões de esgarçamento da base legitima da representação do petismo foi corroída pela falta de ética – com crimes comprovados desde o Mensalão, potencializados no Petrolão. As sucessivas fases da Operação Lava Jato imputar a insígnia da corrupção no Partido dos Trabalhadores e na sua principal liderança política, o ex- presidente Lula. O padrão de relacionamento leniente com o poder econômico, com uso de recursos públicos para conservação do poder, retroalimentado nos grandes dispêndios das obras do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016, demonstram a traição ao projeto de transformação e emancipação propostos nos primeiros anos do primeiro mandato de Lula, e, consequentemente, nos mandatos de Dilma Rousseff, via usurpação de direitos dos trabalhadores.

   O agravamento da crise política, condensado pela “crise de confiança” aprofundou os níveis recessivos, seja, pela falta de investimento público – decorrentes da crise fiscal do Estado brasileiro, ou, pela ausência de investimentos privados, resultantes da paralisia das grandes obras, em virtude da Operação Lava Jato, envolvendo as grandes empreiteiras e a Petrobrás. Tal processo é alavancado pela perda de grau de investimento do Brasil, aumento da seletividade nos empréstimos dos Bancos Públicos e Privados, imposição de uma política monetarista – com elevadas taxas de juros, insolvência de empresas que estavam coligadas na execução das obras do PAC, Copa 2014 e Olimpíadas de 2016.

   O resultado drástico da paralisia gerencial, da incapacidade de articulação política, do desmantelamento da coligação dos partidos majoritários na base governista – PT e PMDB, não poderia ser outro, senão, desalento, desesperança e pessimismo generalizado dos agentes econômicos frente ao Governo Dilma, com ou sem a salvaguarda do ex-Presidente Lula.

   No governo visceralmente comprometido com a corrupção e os seus opositores que desde sempre estiveram, não devemos temer os caminhos de alternância do poder, com possibilidades desalentadores – impeachment ou renúncia. Diante do cenário, permeado por elevada corrupção e trucagens de marketing, sejamos os mourejadores da crise para criar um novo “espírito público”, fazendo germinar novos gestores e representantes para as futuras gerações.

terça-feira, 22 de março de 2016

Lava Jato: PF pega assessor do governador Colombo


   Não foi só o ex-presidente Lula que se apavorou com a deflagração da Operação Xepa - a 26º da Lava Jato -  desencadeada hoje cedo pela Polícia Federal.
  Em Santa Catarina o susto também foi grande. Mais precisamente no Centro Administrativo, no gabinete do governador Raimundo Colombo.
  Lula, casualmente, estava hospedado no hotel invadido pela PF, em Brasília, mas não era o foco da operação policial. Dizem que "saiu com o rabo que era um pincel".

   Já em Florianópolis, o foco era o advogado André Agostini Moreno, personagem próximo, e bem próximo, do governador Raimundo Colombo. Agostini foi conduzido coercitivamente até a sede da PF, em Florianópolis, para tirar algumas dúvidas dos investigadores.

   Não sabia
   O governo catarinense foi rápido no gatilho e, em nota, confirmou que André Moreno ocupa cargo comissionado no governo, como consultor, mas que desconhece qualquer relação sua com a empreiteira Odebrecht.

   Mula
   As desconfianças da polícia é de que André Agostini seria uma espécie de "mula" - intermediário - de dinheiro de propina entre a Odebrecht e "alguém" do governo, que ainda está sendo investigado.

   Situação tensa
   A situação periclitante de André Agostini, acaba respingando no governador Raimundo Colombo pela proximidade. Por quê? O advogado André Agostini tem relação estreita com o governador de longa data.
   Trabalhou na Prefeitura de Lages quando o atual governador era prefeito da cidade.  
   Hoje, André é "consultor" do governo, chefe de Gabinete do Deinfra, já foi advogado de Raimundo Colombo naquele imbróglio do terreno alagado da nova penitenciária (Rodobens) na Palhoça além de participar da direção do comitê financeiro de Colombo, nas duas campanhas de governador.

   Curiosidade
   A curiosidade dos policiais federais é para quem foi o dinheiro que a Odebrecht distribuiu em Santa Catarina, cujo receptor para posterior distribuição foi o advogado André Agostini Moreno. André não é acusado de prática delituosa, mas simplesmente de ser o intermediário entre o dinheiro da Odecrecht e o destinatário final.

   UM MILHÃO
   Conforme a PF, André Agostini recebeu R$ 1 milhão em espécie no dia 23 de outubro de 2014 (ano da eleição estadual). 

   O dinheiro possivelmente serviu para pagar gastos eleitorais, coisa bastante comum nestas épocas. Quando saiu a bufunfa, haviam se passado apenas duas semanas da eleição para governador, deputado estadual, federal e senador da república.
   A curiosidade agora não é da PF, mas de nós leitores e eleitores: Será que André Agostini entregou os nomes dos destinatários da grana da Odebrecht? 

   Vai ser um estrago! 

Comentário
Sergio RUBIM, meu caro editor:

Fiz uma antibioticoterapia no hospital, recentemente.
Ainda estou um tanto confuso.
Gostei muito da matéria, mas gostaria de perguntar algumas coisas para facilitar meu entendimento:

1. O Raimundo já foi presidente da CELESC e CASAN?
Se for positiva a resposta, suponho que ele conheça os métodos dos empreiteiros do Brasil.

2. Ele quer ser o vice candidato à presidência da República?
Ou o candidato a vice da presidência?

3. Ele trabalha diariamente? O que faz ele, além de "governar"?

4. Ele terminará a reforma da Ponte Hercílio próximo às eleições de 2018? Quanto custará o esforço concentrado? Pouco?

5. Ele já aprendeu a dominar a máquina pública?
Ou ainda está se adaptando como fez nos dois primeiros anos de governo?

6. O senhor advogado André A. Moreno é sobrinho ou primo dele?
Ou apenas um amigo remoto?

7. Sergio Rubim: Como jornalista tu achas que a Lava a Jato já chegou dentro do gabinete do governador de SC?

att, seu leitor marcos bayer.

segunda-feira, 21 de março de 2016

“EU VOU VOTAR NA MULHER DO LULA”

   Por Emanuel Medeiros Vieira 

Não se trata de discutir o que é ser uma pessoa de bem, mas de sê-la (Marco Aurélio – imperador romano e filósofo)

   Não, não mudei de lado. Foram “eles” que mudaram. Se eles mudaram, rasgando qualquer princípio ético, não podem obrigar-nos a seguir o mesmo caminho. 
   Pouco antes das eleições de 2014 (primeiro turno). Eu em Campo Formoso, cidade que fica aproximadamente a 410 KM de Salvador.   Já na faculdade, coordenador de uma coluna de cinema na extinta “Folha da Tarde” e escrevendo para o tradicional “Correio do Povo”, de Porto Alegre, amava aquelas feiras enormes do Nordeste nos dias de sábado. Havia ido a Salvador, pela primeira vez, representando a AP (Ação Popular), aos 21 anos, em 1966. (Voltando - tantos anos depois em algumas cidades, como Milagres e Vitória da Conquista- “enxergava” Glauber Rocha filmando o sertão e seus mitos). 
   Mas não vim falar sobre isso.
   No sábado, perto das eleições (primeiro turno), fui à feira com a Célia, um cunhado e alguns amigos. “Todo mundo estava lá”, as pessoas que viviam longe das cidades, vendiam seus produtos. Cegos cantadores, muita comida, roupas etc.
(A mudança: Em vez dos jegues que via antes, agora eram as motos que dominavam a paisagem). E a sensação de que eu estava ainda num mundo não dessacralizado, ainda mítico. 
    Estava me preparando para experimentar umas comidinhas típicas da região, deliciar-me com uma rapadura, experimentar frutas típicas e andar pela enorme feira.
   Eis que sinto um movimento, barulho, um carro de som, alto falante, gente de vermelho. 
   Um locutor gritava: - “Quem não votar na Dilma, perderá a Bolsa-Família”. 
   Não aguentei. Interpelei um dos membros da “comitiva”.

   - É isso o que vocês fazem cm esse povo simples, que dizem querer libertar? 
   Silêncio. 
    -Vocês estão praticando o “‘marxismo fisiológico”? 
   Um dos membros da turma me disse, com um sorriso de deboche:- Com esse povo, a gente faz isso mesmo. 
    Alguém que estava comigo falou que era melhor eu parar. Havia jagunços, matadores. E alguns pareciam proteger os “defensores do povo”.

   Por segurança, parei. E a cantilena continuou.

 ”Quem não votar na Dilma, perderá a Bolsa-Família


   A cantilena se repetia.
   O Brasil que quase ninguém vê, o Brasil das funduras.

   E lá, sendo praticado uma espécie de sub-leninismo tropical, ou um “maquiavelismo do sertão”.

   Era essa gente que iria “libertar” o povo brasileiro.

   Estava cansado de tanta traição. 
   Este era o amor e a compaixão que um partido dito libertador tratava um povo tão humilde.
   Conversei com pessoas anônimas, sertanejos, gente simples - que Glauber tanto amava.

   - Se a gente não votar ‘neles’, vamos perder a Bolsa. 

   Outro disse: “Eu vou votar na mulher do Lula”.

   Com este sertanejo conversei mais. Para ele, DILMA ERA MULHER DO LULA MESMO - esposa, consorte.

   Olhei a feira, senti o calor, tanta gente, e fui andando entre as barracas e pensando nos meus sonhos de juventude. E lembrei-me de tantos que lutaram ou morreram, honradamente, defendendo seus princípios, sem enganar, como o meu amigo Luiz Travassos, Honestino Guimarães, Stuart Angel e tantos outros. 
   Percebi que não havia qualquer respeito ou compaixão, que essa gente – perdoem a ingenuidade – não amava o povo, não queria transformação alguma. Tais pessoas queriam apenas se dar bem.

   Era a tomada do poder a qualquer custo, pegar “bocas”, aparelhar todo o Estado, com uma incrível compulsão pela mentira.

   Quando vejo hoje tais pessoas no poder, deslumbradas, implantando uma república de cleptocratas, tendo a mentira como arma, subestimando a nossa inteligência, usando um linguajar (pelas transcrições de conversas autorizadas pela Justiça) de lupanar (pedindo perdão aos donos de bordel), fazendo as mais tenebrosas transações, só posso dizer: - Que tristeza! 
   Um socialismo  com empreiteiras: será este o grande sonho?

   Não, não mudei de lado. Foram “eles” que mudaram. Se eles mudaram, rasgando qualquer princípio ético, não podem obrigar-nos a seguir o mesmo caminho.

   Ainda ressoa nos meus ouvidos o locutor e o seu alto falante: “Quem não votar na Dilma, perderá a Bolsa-Família”.

   Mas – relevem a pompa – a gente não perdeu os princípios.

Alguns me chamaram de “moralista”. Pode ser. Mas não quebraram a nossa espinha dorsal – se não quebraram na OBAN, nos meses passados no DOPS, não mais quebrarão.

   O couro está mais duro (para as pancadas).

   Só peço: sejam mais dialéticos, leiam mais e deixem o fundamentalismo redutor, o maniqueísmo mesquinho. 

E lembrem-se. Ladrão é ladrão Não tem ladrão de “direita” ou de “esquerda”. É só ladrão!

(Brasília, 18 de março  de 2016)
Comentário:
   Ouvi essa história contada na época pelo próprio Emanuel, meu Tio Tadeu. Eu e meu pai Paulo ouvimos novamente esta história na tarde do dia 16 pp, dia da divulgação do conteúdo venal, mesquinho, nefasto, nada republicano, amoral, sexista e podre das conversas telefônicas do 'companheiro ' Lula, que já mereceu meus votos. 
   O texto é o retrato e as gravações a trilha sonora desse festim político diabólico, promovido por essa Nomenklatura tupiniquim movida a pixulecos, rapadura corporativa, mentiras abundantes, sórdido cinismo e muito Romané Contè correndo no rio seco do agreste como um leninismo cachaceiro. São minúsculos, Emanuel. Invisíveis, comparados aos que tiveram pendurado o próprio couro no varal da ditadura em nome de um ideal, mas sem perder a decência, a vergonha. 
Abraço do teu sobrinho e amigo, Paulinho.