domingo, 13 de março de 2016

Coxinhas e Acarajés...

   
   Por Marcos Bayer
   Há algo de podre no Reino da Dinamarca disse Hamlet pela mão de Shakespeare. Diante dos fatos não há o que fazer senão aceitá-los. Foram três milhões de brasileiros para as ruas. Os organizadores falam em seis milhões e o Data Folha computará outro número. Pouco importa. Foi um show de civismo e brasilidade. Fora com todos os políticos corruptos de todos os naipes, disseram os brasileiros.
   Ninguém aguenta mais esta discussão babaca entre coxinhas e acarajés. Entre o PT e o PSDB. O povo mandou ambos às favas. E deu vaias em São Paulo aos amigos e convidados do governador Alckmin que garantiu a ordem pública para a manifestação livre e democrática.
   Chega de papo furado entre coxinhas e acarajés. Ora bolas...
   Os brasileiros disseram sim ao Juiz Moro, bravo cidadão e jovem guerreiro. Os brasileiros disseram: Saia Dilma e pediram cadeia para o grande Brahma, o mais honesto dos brasileiros, nosso ex-presidente Lulla da Sillva.
   O povo disse, passeando no domingo 13 de Março de 2016: Queremos democracia, honestidade e chega de políticos ladrões de todos os quadrantes, de todos os recantos, de todos os tipos.
   O Brasil é maior e melhor do que a canalha que nos governa no executivo e no legislativo. Salvo as exceções, honrosas, que sempre existirão.
   Ao STF – Supremo Tribunal Federal foi dito: Atenção, mais atenção!
   Florianópolis colocou 80.000 mil pessoas entre a Rodoviária e a sede da Polícia Federal. Parabéns aos relevantes serviços dessa moçada que faz inveja ao FBI.
   Aos excessos, havendo, cabe recurso às instâncias superiores, diz a Lei.
   O PMDB é o PFL de hoje. Abandonará o governo central. Os ratos sempre fogem aos naufrágios.
   Parabéns Pátria Amada! Parabéns brasileiros enganados pela corja que sempre nos engambela.
   Marquem novas eleições presidenciais. Queremos votar.
   “Horácio: Se o teu espírito rejeita alguma coisa, obedece-lhe; eu evitarei que venham para cá, dizendo que não estás disposto.”
   “Hamlet: De modo algum; nós desafiamos o agouro; há uma providência especial na queda de um pardal. Se tiver que ser agora, não está para vir; se não estiver para vir, será agora; e se não for agora, mesmo assim virá. O estar pronto é tudo: se ninguém conhece aquilo que aqui deixa, que importa deixá-lo um pouco antes? Seja o que for!”
   A Dinamarca está hoje no Brasil, inteiro!
   Gente é para brilhar e não para morrer de fome, canta Caetano Veloso.
   Chega de corrupção. Chega de assalto ao Tesouro Nacional.
Viramos mais uma página da História deste cordial país: Avante Brasil!

3 comentários:

Jorge Bins-Ely disse...

Entre Horácio e Hamlet fico com MORO.
JE SUIS MORO.
Abraço Bons ventos. Tudo Bins

Anônimo disse...

Oi...
Inspiração abundante...
Redondinho o texto....
Parabéns! ! !
Brodowisky disse no século pasado: " oh...humanos..sigam as estrelas...brilham e não possuem brilho...parecem longe...Estão muito perto estão. ......Parecem seus corações. ..servem para amar....e o Amor não pousa ali...não! "....
Pois é. ...coxinha e acarajé têm histórias distintas. ...o povo come...ignorando que significam algo...
Tá certo...Basta....mas as estrela continuam lá. .. ........geladas...lindas...."
Depois dessa digressão. ..afirmo. ..nada se compara ao seu texto......
Bjooo.....de coxinha ou acarajé? ???

Anônimo disse...

Sergio Rubim,

Este artigo das coxinhas e acarajés é o fino da bossa.
é um resumo do nosso querido Brasil!
o seu blog é uma leitura obrigatória para nossa comunidade.
Parabéns!

um abraço do Carlinhos do Lira.