quinta-feira, 3 de março de 2016

CRONIQUETA CATALÃ.


  Do Les Paul, da Catalunya

   Uma passeata gigante de estudantes interrompeu o fluxo de turistas na Rambla de Barcelona, fenomenal cidade de 2300 anos, "berço" de dois imperadores romanos. Quase meio-dia na manhã ensolarada de quinta-feira na capital catalã. 

   
   Ao sair do fulgurante Mercado San Josep - Boqueria, rever um dos travecões que se revezam na imitação muito bem humorada da clássica cena de Marilyn Monroe com o vestido branco revoando, feita incontáveis vezes ao longo do dia, na sacada do Museu Erótico, Bandeiras de Barcelona, da Catalunya e do Partido Comunista ilustravam os gritos de protesto repetidos aos berros e à exaustão: 

- no no no, a la privatización!!!

   Estudantes protestavam, depois soube pelo taxista, contra a ampliação em um ano nos estudos universitários. De quatro para cinco anos. E no trajeto até o aeroporto, depois de mostrar o lugar aonde a escuna Santa Maria foi construída e que o genovês, Cristoforo Colombo, partiu daqui de Barcelona ao encontro de Pinta e Nina em Sevilha e de lá para descobrir a América até tocar Santo Domingo na República Dominicana, o taxista repetiu ao menos três vezes:
 - os estudantes têm que estudar. Aqui se estuda muito. Se não conhecermos a história vamos repetir os erros. 

       E o Brasil que tanto amo invadiu-me com sua nefasta mudança curricular, e a mania de meus amigos comunistas de apagar os trechos da história que não lhes interessa, a República Dominicana - de onde o marqueteiro do PT, da Dilma & Lula -, João Santana partiu, com sua mulher e seu sorriso debochado, para prisão de São José dos Pinhais. 
   
   Ali, naquele táxi e naquele momento, minhas brevíssimas férias terminaram.

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