quarta-feira, 2 de março de 2016

PETROBRÁS. Deixar falir ou recuperar ???

 Por Laercio Duarte
 
 O acionista da Petrobrás que investiu comprando e vendendo ações nos últimos 5 anos, pelos preços médios, está perdendo mais de 95% do capital investido. Gente que comprou ações a 30 reais, está vendendo a 4,50, para evitar que elas virem cinza, como parece ser o destino. O governo federal possui 49,9% das ações da companhia, mais as carteiras de seus bancos públicos e outras instituições subordinadas a ele. Então, calcula-se que o governo possui algo como 80 bilhões de reais investidos na companhia. Pois bem, segundo avaliações da consultoria Economática, no final de janeiro de 2016 a empresa inteira valia apenas 73 bilhões de reais, depois de ter valido 510 bilhões em maio de 2008.
   As principais razões da queda vertiginosa no valor das ações da Petrobrás se deve principalmente a:
* dívida explosiva e dolarizada;
 

*fechamento do mercado de capitais à emissão de novos papéis;
 

*intervenção política do governo dentro da companhia;
 

*sindicatos fortes que mais atrapalham do que ajudam na busca de soluções;
 

*escândalos de corrupção;
 

*altos custos de produção num contexto de preço do barril em queda;

   Na verdade, o cálculo do custo de produção é polêmico e varia de acordo com os critérios. A própria diretoria da Petrobrás já divulgou custos de 60 dólares por barril. Porém, no ano passado, em meio à crise, a diretoria de produção soltou uma nota ao mercado, onde afirma que seus custos estão na faixa de 9 dólares o barril, com tendência para chegar de 5 a 7 dólares num futuro próximo. São provavelmente os custos mais baixos do mundo ! Neste caso, o pré sal seria perfeitamente viável, mesmo no contexto de preços em "dumping" provocado pelos norte americanos. É muita contradição e não se sabe quem está certo. Também não se sabe que tipo de custos estão sendo contabilizados, incluindo despesas com a corrupção e a amortização dos ativos fixos de exploração, que, obviamente, refletem nos custos do produto. O Bank of América calcula em 23 dólares o barril para o custo médio internacional, mas, o governo russo, por exemplo, diz que seus custos estão entre 10 e 15 dólares o barril. Dá pra confiar nos russos? E na Petrobrás?
   

   Manter ou vender com prejuízo? É uma decisão difícil!

   Eu agradeço aos velhinhos comunistas do PCdoB que estavam no Conselho Nacional do Petróleo e anunciaram intempestivamente a "descoberta" do Pré Sal, o que fez os preços saltarem mais de 20% na Bolsa de Valores. Eu aproveitei e me desfiz das cotas de um fundo de investimentos em Petrobrás, que tinha no Banco do Brasil. Recuperei as perdas e ainda saí ganhando 2 mil reais, que gastei numa viagem de lazer, brindando ao superintendente do CNP, o qual, levando uma mijada pública por ter divulgado informação confidencial (e atrapalhado o mercado), saiu-se com esta:  
"Bolsa de Valores? Ora, lá eu quero saber o que é isso?".

Nenhum comentário: