terça-feira, 31 de maio de 2016

O maior mistério da Olimpíada



Seis vigas de aço pesando 110 toneladas simplesmente desapareceram em meio às obras para o Porto Maravilha. Nosso repórter foi atrás dessa história e da fracassada investigação policial



   O furto da coisa pública mais pesada de todos os tempos foi o de seis vigas de aço: cinco de 40 metros de altura por 6 de largura e uma de 25 metros de comprimento por 6 de espessura. As seis somavam mais de 110 toneladas e ajudavam a sustentar o Elevado da Perimetral, no Rio de Janeiro, junto com outras centenas de vigas parecidas. Ninguém, até agora, sabe ao certo o dia em que elas foram furtadas da capital fluminense em 2013. Pior: como as peças, a investigação anda meio sumida.

   A Perimetral, como era chamada, morreu em 2014. Mas seu espectro continua a rondar o imaginário carioca porque o crime até hoje não foi esclarecido. Apelidada de “monstrengo”, sua forma aterrorizante proporcionava uma ligação direta à avenida Brasil, que corta 26 bairros das zonas norte e oeste, e dali deixava o motorista no caminho do Aeroporto Tom Jobim. Cravada em boa parte da região portuária, seus tentáculos suspensos alcançavam a Ponte Rio-Niterói, o Aeroporto Santos Dumont e, contornando o litoral, levavam à zona sul, desafogando o tráfego de quem vinha da zona norte, dos municípios vizinhos e, sobretudo, do centro. Enfim, quebrava um galhão.

   Essas toneladas de aço eram tão valiosas que o engenheiro responsável pela obra, Emílio Ibrahim, hoje com 86 anos, ia pessoalmente à Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, na década de 1970, negociar a compra do material. “Esse prefeito fez uma loucura ao derrubar a Perimetral. Ela era importante praticamente para toda a região metropolitana”, diz, citando um texto do arquiteto e urbanista modernista Lúcio Costa no qual ele descreve a Perimetral como um excelente mirante para admirar “as fachadas leste e norte do imponente mosteiro de São Bento”.
Essa estrutura gigantesca foi derrubada por ser considerada uma afronta à estética, no bojo do projeto do Porto Maravilha, cujo objetivo principal é valorizar a região portuária, transformando-a numa área turística. O projeto é listado como um dos legados da Olimpíada 2016 no site da Autoridade Pública Olímpica. O fim da Perimetral descortinou a vista para o mar e as edificações históricas, além do Museu do Amanhã e do Museu de Arte do Rio – ambos administrados pela Fundação Roberto Marinho. Também está em jogo, claro, a valorização imobiliária do porto, onde já se veem novíssimos edifícios espelhados de até 50 andares.

   Enquanto isso, a pergunta não cala. Como é que as seis vigas mais altas que alguns prédios da cidade, cujo metal nobre (denominado cortem, uma mistura de aço, nióbio e cromo) tem durabilidade de até quatro séculos, foram levadas?


   Embora a imprensa carioca tenha descoberto o caso em outubro de 2013, imagens de satélite mostraram que desde agosto não havia mais vigas no terreno para o qual elas foram levadas em fevereiro. A prefeitura diz que só se deu conta do sumiço quando saiu nos telejornais e informou, por uma nota, que havia 18 vigas ali. Doze foram reutilizadas em outra obra. Seis foram afanadas.

   A investigação dessa história vai muito mal, obrigado. À reportagem da Pública, a Delegacia de Roubos e Furtos afirmou que a apuração dos fatos estava sendo tocada pelo Ministério Público Estadual (MPE). “Em resposta ao pedido de entrevista, o Delegado de Polícia Marcio Braga agradece o seu interesse mas infelizmente não poderá atendê-lo”, diz a nota. No mesmo dia (6 de maio), o próprio MPE comunicou que não estava mais à frente da investigação, a qual havia sido devolvida à polícia para que se façam mais diligências. Ainda não havia, portanto, condições para o MPE oferecer uma denúncia à Justiça. “De acordo com a 14ª Promotoria de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos, o inquérito ainda não retornou ao Ministério Público”, retruca a mensagem do MPE.

   Leia matéria completa na Pública

Politicos de SC na Lava Jato

Odebrecht assinada acordo de delação premiada que trará a público os políticos que receberam doações da empresa (FSP)

  Do blog da Olivete Samória


  O caso das doações da Odebrecht parece que vai andar. Faz parte da Operação Xepa, da Lava-Jato e envolve políticos de SC, inclusive aquele cujo codinome é "OVO", e outros. 

   Leia o que escreveu a colunista Mônica Bergamo, hoje, na Folha de S. Paulo.
   Dos cerca de 300 da lista da Odebrecht, pelo menos 50 serão delatados, diz a colunista, obviamente os que receberam maiores valores. Portanto quem recebeu mais de R$ 4 milhões não deve ficar de fora.

  Contudo, os que levaram cerca de R$ 100 mil....

Leia matérias do Cangablog sobre o assunto:
 Lava Jato: PF pega assessor do governador Colombo

Lava Jato: Apelido "Descobridor da América" intriga a Polícia Federal

   A Operação Lava Jato, em suas investigações, tem encontrado farto material para produzir um glossário folclórico de apelidos. Além dos nomes de batismo das operações, os empreiteiros envolvidos em corrupção, batizavam seus políticos com apelidos criativos, únicos e originais.

   Recentemente a Polícia Federal, ao perscrutar o telefone celular do empreiteiro Ricardo Pessoa encontrou, entre outros, o apelido "Descobridor da América" ao se referir a um político recebedor de propina.

 
   Aqui em Santa Catarina, nos meios políticos e jornalísticos, a reação foi imediata: - Quem diria, o senador Cristóvam Buraque, metido nessa sujeira! Exclamaram!

  
   Do Estadão  
   Em um diálogo de whatsApp, por exemplo, um interlocutor pergunta para Pessoa em 12 de abril de 2014 se “o negócio do descobridor da américa foi entregue para o João???”
   A mensagem é seguida por outras três questionando sobre a suposta entrega, até que o interlocutor afirma: “Já esta na mão dele, abs”. A reportagem tentou contatar o número do interlocutor, mas a ligação não completa.



COMUNICADO IMPORTANTE

    A Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que em virtude da paralisação do Transporte Coletivo, serão criados 4 novos Terminais de Desintegração:

   O TIVIRA, o TIRRITA, o TICANSA e o TIFODI!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Você não precisa escolher motocicletas

   Por Mario Sabino

   Um dos malefícios causados pelo PT foi a ideologização de todos os aspectos da vida. Ideologização que transita entre a desonestidade intelectual e a mais absoluta insanidade.
Veja-se o caso do estupro coletivo da adolescente carioca, ainda não totalmente esclarecido. Petistas culparam o governo Temer -- ou a direita -- pela "cultura do estupro" no Brasil. Seria um dos lados mais perversos da exploração capitalista. Como escrevi em O Antagonista, o argumento não passa de um estupro da razão.

    O jornalista Tales Alvarenga, que morreu em 2006, dois anos depois de deixar a direção da Veja, costumava fazer piada com os estereótipos inculcados pela esquerda. Ele dizia que alcançavam até mesmo as motocicletas. "Quem gosta de Harley-Davidson é de esquerda; quem prefere as motos de corrida é de direita", brincava. Não duvido que haja gente que chegue a esse ponto.

   Na década de oitenta, um livrinho de Marilena Chauí antecipava o fenômeno. Intitulava-se "O que é Ideologia" e integrava a coleção "Primeiros Passos", da editora Brasiliense. O opúsculo serviu para doutrinar milhares de estudantes secundaristas e universitários. A professora da USP, petista de primeiríssima hora, afirmava que tudo -- absolutamente tudo -- era ideologia, numa simplificação grosseira daquela outra banalização bem mais vasta chamada marxismo.

   Para os ideólogos da ideologia onipresente, onisciente e onipotente, os valores morais que erigiram a civilização ocidental são instrumentos de manipulação das "classes dominantes". Uma forma de manter sob o seu jugo a massa trabalhadora. Transgredi-los em prol da causa socialista é, mais do que desculpável, necessário. Só devem ser esgrimidos para ferir quem discorda de você, como demonstra a interpretação maluca, mas com método, do episódio do estupro coletivo. O "moralismo udenista" tem lá utilidade.

    Na verdade, a ideologização extrema é o exato contrário da politização. Ela relativiza o certo e o errado, embaça as consciências, inviabiliza o debate e impossibilita os consensos. Está para a política como o fanatismo para a religião. Não existe o "PT light", o PT sempre foi "xiita", para ficar na imagem ipanemense de trinta anos atrás.

    O que nos salva é a vagabundice. Na Rússia de 1917, a ideologização produziu uma ditadura que terminaria quase setenta anos mais tarde. No Brasil do PT, gerou o maior assalto aos cofres públicos de que se tem notícia. Marilena Chauí não é Marx; Lula não é Lênin.

    Lembre-se, portanto: você não precisa escolher motocicletas.

A Política das Fraudes Inocentes na Republiqueta do Pixuleco

Por Eduardo Guerini
“Na escuta telefônica para fazer mais
 uma aposta vencedora no cassino das lideranças
 políticas que serão rifadas no Planalto Central.”
     
    A realidade política brasileira no momento atual é rica em fatos e interpretações. A derrocada da CLEPTOCRACIA PETISTA e sua pureza ideológica para o saque continuado ao butim público é um ato irrevogável. 
   A ex-governanta do Planalto Central continuará esquecida e odiada por parcela considerável da população brasileira, principalmente, os milhares de desempregados e endividados que acreditaram nas inocentes enganações populistas. Neste espólio de corruptos e corruptores, a saída do desmilinguido Partido dos Trabalhadores, o abandono de Dilma e derretimento do ex-Presidente Lula resultaram no nocaute político da década recente. Quando o olho vigilante de um governante enfraquece e adormece, os interesses particularistas daqueles instintos mais primitivos dos republicanos do “estalinismo periférico caboclo” florescem sem qualquer laivo ético.

   O lulopetismo enveredou pela senda da criminosa corrupção ativa e passiva em promíscuas relações com o empresariado que vive à custa do Estado brasileiro. Este ciclo de velhas explicações insuficientes levaram a ruína aquela explicação infantil do esquerdismo tropical. A frase repetida à exaustão, em cada momento ou nova “delação premiada”, como mantra sempre foi: “TODAS DOAÇÕES E RECURSOS SEGUEM O RITO LEGAL”, resultando na indignação de parcela significativa da população brasileira.

   A prepotente interpretação com arrogantes respostas dos dirigentes petistas, lambuzados na esteira da Operação Lava Jato, produziram o segundo impedimento (ainda que provisório) pós-transição democrática e eleições diretas para Presidência do Brasil.

   Entre a reputação falsa da capacidade gerencial de Dilma Rousseff, a mentira associada ao petismo e Lula, destronaram aquela sólida coligação que venceu a eleição por estreita margem de votos, em 2014. A polarização era visível, potencialmente insustentável frente as projeções do decrescimento do PIB, o maior desde 1984, e, uma taxa de desemprego combinada com queda nos investimentos em todos os setores. O ciclo populista de inclusão pelo consumo se desintegrou e o lulopetismo corroeu as engrenagens que o sustentavam no poder, a Republiqueta do Pixuleco desmoronou pelos seus vícios.

   A costurada transição pelo alto, com apoio da opinião pública, guindou o PMDB, partido consorte de sucessivos governos desde o advento das eleições diretas, potencializando o processo de impedimento de Dilma Rousseff, e, no cenário de degradação do lulopetismo, não restava alternativa. A crise política associada a crise econômica refletiu na degradação de amplos setores da sociedade – sejam empresários ou trabalhadores.

   Na transitória interinidade, o PMDB buscou manter uma base parlamentar sólida para tratar das reformas e mudanças urgentes que o Brasil necessita, porém velhas ferramentas constantemente remodeladas, no “presidencialismo de cooptação”, não permitem depurar a “canalha política” que nos governa e representa.

   Nesta caminhada de esperança e desconfiança, a série de “ligações perigosas” de proeminentes lideranças pemedebistas, demonstraram que as negociações palacianas, os conchavos, as traições e mentiras seletivas, são provas cabíveis da fragilíssima situação dos poderes na Republiqueta brasileira.

   Na reputação falsificada de dirigentes nada democráticos do PMDB, entre Sarney, Renan, Eduardo Cunha, a conciliação transitória é clivada por falsas reputações de poder e prestígio de uma elite KAKISTOCRATA (o governo dos piores representantes da classe política), que vez ou outra, buscam fórmulas mágicas, seja na contabilidade criativa, nas projeções ufanistas para economia, na falsa ideia de unidade e consenso, nesta Republiqueta de Bananas e Laranjas.

   Se do ponto de vista da ética política, existe uma cisão clara entre aquilo que acontece, de um lado, e aquilo que fazemos quando agimos e deixamos de agir, o crucial é que essa onda moralizadora que a opinião pública apoiada por diversos setores da sociedade brasileira pretende imprimir passará pela superação dos CLEPTOCRATAS DO PETISMO e os KAKISTOCRATAS do PMDB, essa federação de facções políticas regionais.

   Porém, as escutas telefônicas, a indignação cívica tributária de uma forma de dominação cordial é impotente para transformar o hipócrita discurso de apoio dos governantes no combate à corrupção diante da desfaçatez da classe política que se transformou em “despachante” dos negócios que os “apparatchiks” do aparato estatal brasileiro que controlam.

   Na associação de empresários milionários que se envolveram com chefetes de siglas partidárias, não importa a história passada, o presente é que permite decifrar os sucessivos escândalos de PROPINODUTOS nas estatais brasileiras, trata-se de fonte principal para financiamento de “projetos de poder” e enriquecimento de lideranças e burocratas dos Partidos Políticos.

   Nesta rotineira e enfadonha luta de facções partidárias criminosas, com deliberada aliança que substituiu uma associação mafiosa e publicitária de reduzida capacidade gerencial dos negócios escusos, por outra associação de amplo espectro partidário, resta ao cidadão brasileiro manter a eterna vigilância e controle social.

   Afinal, o assalto aos direitos sociais e a conta dos sucessivos déficits provocados pela inépcia gerencial somado aos desvios fruto da corrupção que se generalizou sob a batuta petista ou pemedebista, resultará na conta amarga que pagaremos. Para nosso alívio, as facções criminosas e os gângsteres sempre que entram em confronto pelo divisão do território e do espólio financeiro, produzem uma decantação e depuração que muitas vezes o cidadão e eleitor honesto não percebe.

   Esperemos como capítulo final de uma novela, mais um vazamento, publicação de conversas telefônicas ou delação premiada, daí conheceremos quem são os verdadeiros democratas ou republicanos na “terra brasilis”. 


OPERAÇÃO AVE DE RAPINA

CÂMARA VOTA HOJE PROCESSO DE CASSAÇÃO DOS VEREADORES CESAR FARIA E BADEKO

  
Badeko e Faria
   Nesta segunda-feira, 30/05, durante a sessão da Câmara de Vereadores, que inicia às 16 horas, estarão em pauta a apreciação e votação dos Relatórios Finais das Comissões Processantes dos vereadores Cesar Faria e Marcos Aurélio Espíndola (Badeko), relativos às denúncias inclusas no processo da chamada Operação Ave de Rapina. 

    A Operação Ave de Rapina desencadeada em 12 de novembro de 2014, cumpriu 38 mandados de busca, apreensão e prisão de envolvidos em um grande esquema de corrupção  em Florianópolis, Joaçaba e também em em Porto alegre e outras 3 cidades do interior do Rio Grande do Sul.

   Em Florianópolis, a quadrilha agia na Câmara de Vereadores, Instituto de Planejamento Urbana de Florianópolis (Ipuf) e Fundação Cultural Franklin Cascaes. A operação da PF tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa que rouba dinheiro público através de licitações fraudulentas.
Os pareceres serão colocados em votação pela cassação ou não destes parlamentares.


    O Relatório Final da Comissão Processante do vereador Marcos Aurélio Espíndola (Badeko) foi pela cassação, pois a conclusão foi a de que houve quebra de Decoro Parlamentar por parte do parlamentar. O Relatório Final da Comissão Processante, da qual o vereador Lino Peres é relator, está em: http://www.cmf.sc.gov.br/sites/default/files/relatorio_final_comissao_processante_badeko.pdf

    Já o Relatório Final da Comissão Processante do vereador Cesar Faria, cujo relator foi o vereador Bispo Jerônimo Alves, foi pela absolvição daquele parlamentar e, portanto, pelo arquivamento do processo.

Veja em: http://www.cmf.sc.gov.br/sites/default/files/relatorio_final_comissao_processante_cesar_faria.pdf Como relator da Comissão Processante do vereador Marcos Aurélio Espíndola (Badeko), o vereador Lino Peres pesquisou a documentação disponível e seguiu todo o rito necessário para garantir a lisura das análises e conclusões, baseadas nos autos do processo e nos depoimentos tomados pela Comissão Processante na Câmara de Vereadores. Todo este trabalho pautou-se por um dos eixos do mandato, a busca da transparência, tanto no Legislativo quanto no acompanhamento das ações do Executivo junto à população e aos movimentos sociais. Por isso é importante que a população esteja presente na sessão para acompanhar as votações desta segunda-feira.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

De labirintite e exovalhadores da vida alheia...


   Saí hoje de uma crise de, acho e espero, Labirintite que me nocauteou até às raias de uma emergência no centro da cidade. O cérebro parecia estar boiando em um fluido oleoso aprisionado dentro do meu crânio. Qualquer movimento com a cabeça, e até com os olhos, fazia o mundo girar como em um dos maiores porres de vinho na juventude. Náusea, vômito, mal estar se imiscuíam em meus pensamentos, no meio das frases e das palavras que não conseguia pronunciar corretamente. Algumas sílabas atropelavam as outras, saltando na frente e tornado o meu falar próximo a um dialeto javanês. Algo incompreensível!
   Já escrevi sobre a náusea uma vez. Leia aqui.

   Após um dia recolhido ao leito, sem que a tonteira passasse, e uma noite de sono profundo, despertei com uma lucidez invejável. Tanto tempo recolhido, para mim, é um desespero, já que não sou de parar quieto.

   Não sei o que teria acontecido aqui dentro da cachola. Mas a sacudida nos miolos me despertou com vontade, e raiva, de voltar a um assunto que tanto me perturbou nos últimos tempos: as agressões e acusações entre amigos em defesa de bandidos que controlam a nossa vida e a vida do país.

   Chegou a ser quase uma saudades dos repetidores de blogs pagos com dinheiro público roubado da Petrobras como o tal 247 e outros sem maior expressão.

   Estão nocauteados? Sumiram? Por onde andam os jornalistas que defendiam os ladrões petistas e tentavam desqualificar o juiz Sergio Moro e a Operação Lava Jato?
   

   Clientes da manipulação ideológica, acusaram, e destruiram amizades. Se jogaram em uma volúpia de violência e agressão contra tudo e contra todos. Ignorantes da realidade e dos pensamentos sócio políticos, acreditavam estar fazendo algo de bom para o, tão usado em vão, POVO!

   Reproduziram falácias petistas de que "tiraram milhões da miséria". É, tiraram os milhõe$$$$ da miséria, do povo, que hoje está sem saúde, educação, refém da violência que acontece nos lugares mais miseráveis do país. Quebraram a Petrobras, o BNDS, a Eletrobras, os fundos de pensão, o FGTS e colocaram o país no buraco que estamos hoje.

   Mas se o governo "desquerda" melhorou a vida dos mais pobres, por que o IDH (Indice de Desenvolvimento Humano, indicador medido pela ONU) brasileiro - que mede saúde, educação e renda - caiu em 13 anos de governo petista?

   Acusaram a todos que defendiam o impeachment de Dilma (que, na ignorância, chamavam de presidenta) de direitistas, facistas e outras bobagens mais, que na verdade nem sabiam direito o que era. Brutos como os chefetes petistas, apenas reproduziam palavras e frases de seus manipuladores.
 

   Acordei pensando: por onde andam os falastrões metidos a intelectuais, agora que aparecem mais denúncias sobre a máfia peemedebista que governou e roubou com o PT durante 13 anos?

   Os bandidos do PMDB pegos em gravações da Lava Jato, que vocês tanto desqualificavam, usam hoje os mesmos argumentos que vocês usaram no período da farra do governo popular com o dinheiro público: "as gravações são ilegais"!
   
   Pegaram pesado com quem defendia as investigações do Ministério Público Federal e do juiz Sérgio Moro mas agora se aquietam. Chegaram tarde à moda de ser desquerda. A maioria destes falastrões, na época da ditadura militar estavam na muda, com a bunda bem sentadinha cuidando de seus empreguinhos e de seus salariozinhos garantidos no fim do mês. Jamais arriscaram nada, jamais deram a cara para bater. Alguns nem de sindicatos participavam. Mas no período que estiveram no poder se sentiram seguros para posar de revolucionários defensores de um governo travestido de salvador do povo, mas que na verdade apenas enriqueceu bancos, empreiteiras, amigos e familiares.

    Repetiram os canalhas esclarecidos desquerda à exaustão. Aqueles que realmente produzem pensamentos e enfiam cérebro a dentro dos reprodutores de bobagens e agressões. Enxovalhadores da vida alheia que agora se aquietam porque seus manipuladores ficaram sem emprego e sem dinheiro!


   Muitos se descuidaram e jogaram fora as amizades que pensavam diferente. A diferença é inaceitável para os seguidores do "pensamento único". Trocaram amigos de anos por 1/2 dúzia de bobagens ideológicas, coisas que na maioria das vezes nem entendiam direito. 
  
   Comigo não tiveram espaço. Amigo é amigo e neles gosto de algumas coisas e desgosto de outras. Somos imperfeitos e diferentes. Pesando prós e contras os prós foram mais favoráveis. No custo/benefício acho que saímos ganhando! Da minha parte não perdi amigos. Lamento que alguns fossem mais bobinhos do que eu pensava, mas tá valendo!

   Fascista, direitista é a mãe, seus enganadores!

   Ufa, falei!

terça-feira, 24 de maio de 2016

Dario Bergeu recebeu R$ 814 mil de empresas envolvidas na Lava Jato

Padrinho político de Gean Loureiro à prefeito de Florianópolis, o senador catarinense aparece na lista dos políticos que receberam doações eleitorais, via Michel Temer, da OAS e Andrade Gutierrez, empreiteiras investigadas por corrupção na Operação Lava Jato.
Recibo de doação da Andrade Gutierrez para o candidato a vice-presidente Michel Temer

    O senador catarinense, recentemente condenado por improbidade administrativa pela justiça estadual, é padrinho da candidatura do deputado Gean Loureiro à Prefeitura de Florianópolis.
   Em sua campanha para Vice-Presidente na chapa da petista Dilma Rousseff (2014), o atual presidente interino, Michel Temer, distribuiu R$ 4,7 milhões para candidatos e diretórios políticos do país, dinheiro advindo das empreiteira OAS e Andrade Gutierrez. Temer, ao todo, repassou R$ 16,5 milhões para 76 candidatos e oito diretórios regionais do PMDB, seu partido.
   A chapa Dilma/Temer tem quatro processos no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pedem a sua cassação por crimes eleitorais. Nos argumentos das ações, estão as doações das empreiteiras envolvidas na Lava Jato como "abuso de poder econômico".

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Romero Jucá e a Guerra dos Trinta Anos

   Por Mario Sabino
   Em 2005, Romero Jucá foi exonerado do ministério da Previdência por causa de um escândalo de corrupção batizado de "Frangogate". Depois, enrolou-se na Lava Jato e na Zelotes, para não falar dos escândalos regionais dos quais é protagonista. Ainda assim, foi nomeado ministro do Planejamento por Michel Temer.

   Hoje, surgiram áudios que mostram como ele viu no impeachment de Dilma Rousseff a grande chance de melar o trabalho de Sergio Moro e companhia.

   Romero Jucá foi obrigado a pedir licença do ministério — apenas uma forma menos vergonhosa de ser saído.

   Ele vai sobreviver politicamente?
   Vai, a menos que seja condenado na Justiça.
   De quem é a culpa?
   A culpa é dos eleitores que votam em Romero Jucá e assemelhados.

   Não é possível atenuar a responsabilidade dos cidadãos. As informações mais evidentes estão no seu próprio cotidiano, nas dificuldades que enfrentam, no que se acha ao alcance dos seus olhos.

   No que Romero Jucá ajudou a melhorar a vida do povo de Roraima? Em muito pouco para quem está lá, como político, há quase três décadas. Os eleitores não percebem?

   Na Europa, a Guerra dos Trinta Anos resultou na liberdade de culto para protestantes e católicos.

   Em Roraima e no resto do Brasil, trinta anos de Romero Jucá resultaram num amontoado de lambanças.

   A espada da democracia é o voto. Decapitem Jucá, roraimenses, e comecem a conquistar a sua própria liberdade - e parte da nossa.

   Jucá pede licença do ministério
   Romero Jucá avisa que pedirá licença do Ministério do Planejamento. Jucá informa neste momento, no Senado, que vai esperar a PGR se manifestar sobre o diálogo dele com Sérgio Machado.

domingo, 22 de maio de 2016

DESASTRE: Santa Catarina deixou de investir 5 bilhões de reais em educação

Estado não cumpre investimento mínimo desde 2001. Ministério Público de Contas pediu à PGR propositura de intervenção federal em Santa Catarina
 
   Por Kalleo Coura
   O governo de Santa Catarina deixou de investir 5 bilhões de reais obrigatórios pela Constituição na educação desde 2001, segundo cálculos do Ministério Público de Contas do Estado. Por causa do subfinanciamento, o procurador de contas Diogo Ringenberg entrou com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) em que pede a propositura de uma ação interventiva da União no Estado, a compensação dos valores não aplicados e o fim dos repasses voluntários para Santa Catarina.

   Apesar de atuar no Tribunal de Contas do Estado (TCE), o procurador preferiu provocar a PGR porque o descumprimento da Constituição decorre em parte de uma omissão do próprio TCE. Uma decisão normativa do tribunal do ano de 2008 determinou que a não aplicação do percentual mínimo de 25% da receita de impostos na manutenção e desenvolvimento do ensino acarretaria a recomendação da rejeição de contas de prefeitos.

   Apesar disso, no âmbito estadual, os conselheiros se mostram muito mais lenientes. Ano após ano, emitem pareceres propondo a aprovação de contas do governo e fazem apenas uma "recomendação" para que se cumpra o investimento mínimo. Recomendações não geram quaisquer consequências jurídicas ao não serem cumpridas. "O TCE claramente adota critérios diferentes para situações idênticas. Não há como explicar o comportamento do tribunal. São dois pesos e duas medidas", afirma Ringenberg.

   No parecer de 2013, o TCE afirma que "a situação piorou e que pela forma como está evoluindo não se vislumbra" uma "solução", mas mesmo assim requisitou a aprovação de contas do governo. "Há quase duas décadas o TCE faz de contas que fiscaliza e o poder Executivo que se submete a esta fiscalização. Há dolo na conduta dos gestores públicos", afirma Ringenberg.

   No pedido à PGR, o procurador também requisita a apuração de responsabilidade tanto dos chefes do Executivo que descumpriram a aplicação mínima quanto dos conselheiros do TCE. Diferente de países Europeus, como Portugal, onde os conselheiros são selecionados por concurso, no Brasil eles são majoritariamente políticos aposentados já que os cargos são preenchidos por indicação do Executivo e do Legislativo. (Da Veja)

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Prefeitura suspende atendimento do SUS em clínicas de Florianópolis


   Laboratórios de imagem e análises clínicas, de Florianópolis, estão sendo notificadas pela Secretaria Municipal de Saúde, que a partir do dia 1º de junho de 2016, terão 75% dos seus contratos de atendimento ao SUS, suspensos por 90 dias.

   As notificações recebidas pelas contratadas apenas comunica a suspensão dos serviços sem mais explicações.
   
   A população que depende do SUS, até agora não sabe de nada. Ao procurar atendimento e vai dar com os burros n'agua!

Temporada da tainha: 160 toneladas em 18 dias

Praia do Santinho. Foto de Willian Nunes
 A expectativa está se tornando realidade nas praias da Capital: nos primeiros 18 dias de pesca com rede, já foram capturadas mais de 160 toneladas de tainhas, sendo 80 toneladas em apenas dois dias (17 e 18 de maio). 

   A tainha que chega a Santa Catarina nesta época do ano vem em cardumes migratórios da lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul. Elas buscam águas mais quentes para desovar e, embora a pesca no período vá até o litoral do Rio de Janeiro, a maior parte dos cardumes fica aqui no Estado.

   A pesca da tainha é tão significativa que foi tombada como patrimônio cultural imaterial de todos os catarinenses pela lei estadual 15.922, de 2012. A temporada de pesca da tainha teve início em 1º de maio e segue até 31 de julho no litoral Catarinense.


Lagoinha do Norte

Temer terá grandes dificuldades de legitimar seu governo, diz cientista

Em entrevista ao Estadão  cientista politico, Luiz Werneck Vianna, avalia que presidente interino terá dificuldades quase intransponíveis para implementar nova agenda.
  
Do ponto de vista de quem é contra o governo Temer, há o entendimento de que houve uma desvalorização do voto. Como o sr. vê essa questão? 

   O voto continua valendo o que vale. Está todo mundo interessado no voto em 2018. O País logo vai se mobilizar para as eleições municipais. A democracia brasileira se consolidou, vem se consolidando, as instituições vêm demonstrando capacidade de resistência, ou seja, a arquitetura constitucional de 1988 está passando por testes muito duros e está indo muito bem. A democracia política foi reforçada pelo discurso de todos, dos perdedores e vencedores. A Constituição se tornou uma língua geral da política brasileir a. A questão que tem que ser verificada é como esse governo vai se encontrar com a opinião pública com tão pouco tempo para sanear as contas públicas. Esse ministério apresentado pelo governo Temer é um ministério politicamente muito denso e treinado. 

A resistência social ao governo Temer, representada pelo MST ou pela CUT, é um desafio para o presidente interino? 
   Uma coisa assustadora e terrificante é imaginar que tipo de governo esse tipo de esquerda que você menciona poderia compor um governo neste País. Imagine um ministério com o senador Roberto Requião (PMDB-PR) na Fazenda. As críticas vêm de pessoas que não se dão conta da natureza das coisas, dos processos novos que estão em curso no País e do mundo, que já não é mais o da Margareth Thatcher (primeira-ministra britânica de 1979 a 1990), mas o do Barack Obama (presidente dos EUA), do papa, da Angela Merkel (premiê alemã), da ONU. Essa esquerda que você citou ainda está no mundo de Ronald Reagan (presidente dos EUA de 1981 a 1989). O anacronismo é uma marca da cultura política brasi leira, mas ela persiste porque a política foi usurpada da sociedade. O PT, que nasceu com vocação de simular a vida civil, associativa, da deliberação, do assembleísmo, tornou-se um partido de Estado, aparelhou e deseducou a sociedade.

   Leia a entrevista completa no Estadão. Beba na fonte.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

A arte do contrabando e da calaveragem...

Invernada Artística do Colégio Brasil
   Dia desses dei uma volteada por Quaraí (RS), cidade onde nasci, lá na fronteira com o Uruguay. Fazia tempos que não "descia" para a fronteira. Aproveitei e fiz uma visita a alguns lugares que, de alguma forma, marcaram a minha infância como o Colégio Brasil, onde cursei o primário e participei da Invernada Artística, no CTG da escola.

   À direita (de quem vai) da Ponte Internacional da Concórdia, que liga o Brasil com o Uruguay, descendo o Quaraí, lá onde o rio faz a curva, fica a famosa Volta do Perau. Lugar "perigoso", onde o rio revolto forma um "grande redemoinho" que já havia "tragado alguns soldados com cavalo e tudo", nos assustava a mãe, tentando nos afastar do perigo, ali nas barrancas da Quarta Brigada, bairro afastado do centro da cidade.

   Resolvi dar uma banda por la orilla del rio. Desci a rua Cel. Pilar e fui andando em direção ao rio. Coisa de três quadras brasileiras, de 150 metros cada, no Uruguay as quadras tem outra medida.

   Mas o percurso deste pequeno espaço, de cerca de uns 500 metros, continha um universo enorme de lembranças das minhas andanças de guri arteiro pela periferia da cidade.

   Uma delas, foi a antiga casa de tijolo preto sem reboco, na esquina de Cel. Pilar com a Av. Artigas. Ali morava o "Pía", que administrava uma casa de jogo de baralho. Jogatina, calaveragem!
   
   A casa preta era de chão batido, pé direito alto, sem forro, com telhado de zinco. Quando passava por lá, sempre dava uma espiada nos homens jogando. Guri de uns 11, 12 anos, só podia espiar pela janela. Com o tempo conseguimos uma licença do Pía, para formar uma mesa de cacheta. Era após o meio-dia, no horário da siesta, quando a casa estava vazia. O jogo dos grandes, começava por volta das 4 da tarde.

   Éramos em cinco, todos mais ou menos da mesma idade e cheio de moedas nos bolsos. Na hora que chegávamos o Pía arrumava a mesa com um feltro verde, uma caixa de fichas e um baralho usado, mas em boas condições, sem cartas marcadas.

   Ao lado da mesa, em cima de um banco alto, o Pía colocava um copo de metal, com alça, que era onde depositávamos a "coima", que era um porcentual dos moedas apostadas, a cada rodada, que ia para "a casa".

   Tudo organizado, o Pía se retirava para um quarto sem porta, atrás de uma divisória de madeira, onde ia dar um sesteada. Não sem antes avisar energicamente: 
- não esqueçam da coima, gurizada!

   Felizes por aquela regalia que o Pía nos dava, nos comportávamos super bem, gritávamos baixo para não acordar o anfitrião. A cada rodada, a sagrada coima era jogada no copo de metal que tilintava alto no contato com a moeda de níquel.

   A uma certa altura do jogo, acreditando que o Pía já tinha ferrado no sono, iniciamos uma nova rodada e não depositamos a coima. O Pía dormia com um olho só, imagino. Ao não escutar o barulho da moeda no copo, gritou:
  - Olha a coima gurizada!

   Ao que imediatamente respondemos:
- É dinheiro papel, Pía!

   E assim passávamos aquelas poucas horas de diversão e entretenimento, na beira do Rio Quaraí.

   Tudo isso me veio à lembrança quando passava na frente da casa preta a caminho da "picada", que ficava antes da Volta do Perau.

   A "picada" era outra história. Lugar frequentemente nominado pelos guardas aduaneiros colegas do pai, a "picada" é um local de contrabando aberto, por onde se passa mercadoria ilegalmente do Brasil para o Uruguay ou vice versa, conforme a conveniência do câmbio.

   Na época de seca, que o rio fica bem baixo, o contrabando é feito em carroças puxadas por dois cavalos. Quando o rio está cheio, os executivos de fronteira fazem o transporte em pequenos barcos chamados de botes.


   O rio estava bastante cheio e imaginei que não encontraria movimento na "picada", mesmo porque o peso está desfavorável para nós, brasileiros. Nada se trás do Uruguay, neste momento. Com o Real desvalorizado, os produtos uruguaios ficaram muito caros.
  
Qual a minha surpresa, quando chego na beira do rio e encontro um movimento intenso de botes vindo de Artigas e de caminhonetes que entravam e saiam da "picada".

   Tentei fazer umas fotos do local e logo fui interpelado por um pessoal que se sentiu incomodado com o gesto. Falei que moro que Florianópolis, que não era da Receita Federal e muito menos da polícia, que era jornalista. Nada disso convenceu muito o pessoal, até que falei que era de Quaraí, filho do "guarda" Rubim. Pronto, a palavra mágica! Tinha dois mais velhos que conheciam e lembravam do pai. O Velho sempre "levou livre" e teve uma boa relação com os "chibeiros", como chamava os pequenos contrabandistas.

   Resolvida a questão das fotos, perguntei que mercadoria estava vindo do Uruguay, já que tudo estava mais caro do outro lado.

- Azevém, semente...me respondeu um deles.

   O azevém é um tipo de grama de origem européia e asiática, excelente forragem para o gado, e se usa como pastagem de inverno. No Uruguay a semente é limpa, não vem misturada com outras sementes de "inso" que suja os campos, e está mais barata que no Brasil. 

   Estava explicado o comércio exterior que se praticava naquele momento nas barrancas do Quaraí.

   Belo passeio pelas minhas lembranças...

 

terça-feira, 17 de maio de 2016

A grande faxina

   Dos Antagonistas
   A faxina de Michel Temer pode ser admirada e aplaudida no Diário Oficial.

   Foram exonerados hoje todos aqueles apaniguados do PT de do PCdoB que transformaram o ministério da Cultura num aparelho de propaganda governista: Helenise Brant, Gabriel Portela Saliés, Randal Farah, Juana Nunes, Alexandre Santini, Guilherme Varella, Eduardo Werneck e Vinicius Wu, que descreveu o novo governo com as seguintes palavras: “Retrógrado como o conjunto do governo golpista e ilegítimo do vampiro sem-voto!”

Meirelles e a nova equipe econômica


   do Laercio Melo Duarte
 
   A entrevista de Henrique Meirelles há pouco, para anunciar parte da nova equipe econômica, foi promissora, não pelos motivos alegados. Mas, por devolver à gestão pública da economia os três pilares básicos, abandonados nestes anos obscuros do lulo-petismo. DIAGNOSTICAR, ANALISAR E PROPOR.

    A leve tentativa de Dilma, logo após seu calote eleitoreiro, em se desviar do populismo fiscal simplista, foi boicotada tão fortemente pelo seu partido, o PT, que acabou por destruir seu governo e seu próprio mandato, visto que este movimento deixou claro aos demais apoiadores do governo que este seria sempre refém do PT e dos seus aparelhos, tais como a legião CUT-UNE-MST.

    O governo Temer possui a mesma base de sustentação, só mudou a cúpula. Também possui as mesmas contradições do governo Dilma. Seu sucesso vai depender do talento pessoal de cada ministro. Um bom começo foi a atitude do José Sarney Filho (PV-MA), ora veja, em negar a gestão ambiental de seus antecessores, tanto ao recusar-se a chancelar o "acordo de Mariana", como em questionar a política de licenciamentos patrocinadas pelo agro-negócio. Vai ter inimigos dentro do próprio governo? Claro que sim, a começar pelo ministro da agricultura, Blairo Maggi, irmão siamês político da ex ministra Kátia Abreu, a "amiga" de Dilma, uma das poucas que com ela ficou até o fim.


Meirelles confirma Ilan Goldfajn no comando do Banco Central

Imperdível!!!! Delcídio detona Lula, Dilma e Aécio

segunda-feira, 16 de maio de 2016

GAECO prende quadrilha por fraude em concurso

   Na manhã desta segunda-feira (16/05), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou a operação "Ajuste" nos municípios de Lages, Otacílio Costa, Timbó, Ituporanga, Balneário Camboriú e Criciúma. Promotores de Justiça e Policiais do GAECO, com o apoio do Instituto Geral de Perícias (IGP), cumpriram quatro mandados de prisão temporária e estão cumprindo 18 mandados de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva.

   A Promotoria de Justiça da Comarca de Otacílio Costa e o GAECO investigam há quatro meses supostos crimes de associação criminosa, fraude em licitação, fraude em concurso público, peculato, corrupção ativa e corrupção passiva, com a participação direta de servidores públicos que vêm agindo em conluio com empresários dos municípios de Timbó e Otacílio Costa.

   O nome da operação deve-se ao fato de a investigação apontar ajustes feitos com a finalidade de fraudar concurso para o provimento de cargos públicos, além de outros crimes contra a administração pública e atos de improbidade administrativa.

   O GAECO é uma força-tarefa composta pelo Ministério Público de Santa Catarina, Polícias Militar, Civil, Rodoviária Federal e Secretaria Estadual da Fazenda.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Me economiza, Temer!!!!!


   Nada original, porém bem indicativo de quem é o pessoal - exército de reserva do governo passado - que assume agora, a frase “Não fale em crise, trabalhe!”, do interino Michel Temer em seu discurso de entrada!

   Essa frase foi cunhada no período da ditadura militar pelos marqueteiros dos milicos para propaganda do liberalismo econômico adotado, pelo ministro de então, Antonio Delfim Neto.

   Se alguém contestasse a "ordem", plagiada agora por Temer, vinha outra mais autoritária: "Brasil, ame-o ou deixe-o".

   Delfim Neto foi conselheiro íntimo de Lula durante todo o governo petista. "Eles", no poder, sempre se acertam. O povo? Bem, esse fica de fora, só existe nos discursos para justificar as bandalheiras! 


   Esse incesto "ideológico", praticado pelo PT, levou o país à merda que vivemos hoje. 
 

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Chega ao fim o maior golpe da história política brasileira!

Cara destruída de Lula denuncia o fracasso do embuste do Partido dos Trabalhadores.
   por Sérgio Rubim
  
   Lula apareceu com cara de velório ao lado de Dilma, depois que ela foi notificada oficialmente do seu afastamento e saiu pela porta debaixo do palácio. Abandonada pelo PT nos seus últimos dias, saiu atirando e m
ostrando a sua ignorância sobre o funcionamento das instituições brasileiras, repetiu mais uma vez que o processo de impeachment é golpe! 

   Prepotente e autoritária nos seus anos de poder, Dilma pratica hoje um discurso de vitimização discorrendo seu corolário de sofrimentos em uma vida de "lutas". Passou por todos esses percalços na vida e não teve a capacidade de aprender com os erros.
   

   Repete a todo o momento que "fui a primeira mulher a ser eleita presidenta" como se o gênero fosse sinônimo de qualidade e honestidade. Das mulheres que ocuparam cargos em seu governo, quase todas estão envolvidas em casos de corrupção e foram responsáveis pela trágica gestão que colocou o país no buraco em se encontra.
   

   Mas isso aconteceu, não por que eram mulheres e sim por que eram petistas. Curtas, inconsequentes e incompetentes, as marcas mais evidentes e características do que se transformou o Partido dos Trabalhadores.
   

   Usando e manipulando o povo pobre, o Lulopetimo conseguiu enganar muita gente, fazendo um discurso de esquerda e agindo como capitalistas.
   

   Praticaram o neoliberalismo, com gosto, escondidos atrás de um biombo de esquerda. Enriqueceram banqueiros, corromperam empreiteiros e os que chamam de elite burguesa de direita, enquanto distribuíam migalhas ao povo, propagandeando que tiraram milhões da miséria. Uma mentira deslavada que hoje mostra a sua cara trágica na crise moral, ética e econômica em que meteram o país.
   

   Permitiram que os maiores bandidos da política brasileira - de quem foram aliados esses anos todos - chegassem ao poder de fato neste momento. Se aliaram às velhas raposas da política brasileira, bajularam a direita esclarecida e não tiveram capacidade, nem intelectual nem política, de administrar a quadrilha. Agora ficam chorando pelos cantos falando em traição.

   Se houve alguma traição nesta história foi do PT que não cumpriu nenhuma das suas promessas que embalaram os sonhos do povo brasileiro. Nos anos petistas nenhuma reforma estrutural do sistema foi feita. Só no discurso!

   O governo Lulopetista será lembrado no futuro como o mais corrupto e incapaz governo da história do Brasil. Os melhores quadros, os mais preparados e cultos, sairam do PT há muito tempo. Sobrou isso aí que está indo, agora, para a lata de lixo da história.                                   
                        
                                    GAME OVER!

O Senado da República do Brasil

  Por Marcos Bayer

   Hoje, dia 11 de maio de 2016, assistimos pela televisão, rádio e Internet, a uma aula de democracia.
O Senado da República mostrou-se à altura do Brasil!
   Lembrou-me do S.P.Q.R. da Roma Antiga: Senatvs Popvlvsqve Romanvs.
   O Senado e o Povo de Roma.
   Importante para a educação política do povo brasileiro. Para todos nós.
   Diferente da Câmara dos Deputados, um pouco mais anárquica, o Senado Federal foi magistral. Sob as bênçãos do Papa Francisco, todos os senhores senadores falaram o que pensam da matéria em discussão: o pedido de afastamento da Presidente da República, para investigação por atos administrativos e conduta política exaustivamente discutida pela sociedade brasileira.
   Magno Malta, senador pelo Espírito Santo, pregador por opção ou vocação, foi dos mais eloquentes. Falou a linguagem popular e foi direto na veia: “o pior da mentira é a hora da verdade”.
   Foi uma Odysséia política de quase um dia inteiro. Uma espécie de “A Noite dos Tempos” de René Barjavel. Um romance contido numa ficção.
   Às 05.25h Romero Juca tratou dos sonhos, delírios e devaneios. Estados mentais comuns aos homens. Falou dos juros compostos e extorsivos, matéria levantada pelo Deputado Esperidião Amin na Câmara dos Deputados através de Decretos Legislativos. Explicou a sociedade precária entre o PMDB e o PT. Disse que na convenção partidária, uma parte de 42% de seus membros foi, como ele, contra a aliança política que levou Dilma Rousseff ao seu segundo mandato presidencial. Defendeu seu partido, comparando-o ao filme de Hollywood sobre o navio Titanic.
    “Nós não vamos deixar o navio afundar”. Afirmou o hábil líder do PMDB.
   “A lei do mar diz isso: Para evitar o naufrágio, é necessário mudar o comandante. Estamos trocando o comando para evitar o naufrágio”.
   “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”, repetindo Geraldo Vandré, cantor do sucesso no Festival de Música da TV Record.
   O placar estava em 48 votos a favor do afastamento da presidente contra 20 votos que ainda lhe davam sustentação política.
   Lobão, curto em sua expressão, lembrou que o Senado da República iria analisar os supostos crimes cometidos. As três impressões digitais a que se referiu Juca, o líder do dividido PMDB.
   Raimundo Lira, o último a falar, leu que sem entrar no mérito da questão, equilibradamente, votava contra a permanência da presidente Rousseff.
   Bom dia, finalmente, após mais de 20 horas de debates, Antonio Anastasia, o relator, rapidamente falou da natureza do processo. Em 1215, na Carta Magna inglesa, limitou-se o poder de tributar do monarca.
   Foi o impeachment norte americano, disse repetindo a ministra Carmen Lúcia do Supremo Tribunal Federal, que a instituto do impedimento é de competência do Poder Legislativo e não do Poder Judiciário. E, como estudioso que é, falou por Minas Gerais. O centro, o equilíbrio como definiu o ilustre mestre Afonso Arinos, relembrado por Aécio Neves, em sua locução prévia. Era o PSDB no palco senatorial.
   “Gente, o governo federal é o dono da Caixa Econômica Federal” relembrou Anastasia apontando a afirmação da presidente Dilma.
   Ao alvorecer, a Rede Globo informava que o placar estava 50 x 20 a favor do afastamento presidencial.
   Eloquente, o advogado geral da União, José Eduardo Cardozo, defendeu sua cliente. Brilhante lembrou a condenação de Riccardo Cucciolla Nicola Sacco e Gian Maria Bartolomeo Vanzetti e o direito de defesa condenado. Reafirmou o conceito do golpe.
   Após a leitura da carta da ausente, Renan Calheiros, como magistrado, encaminhou a votação.
   O placar eletrônico informou: 55 votos sim e 22 votos não.
   Aprovado o afastamento da Presidente do Brasil por 180 dias.