segunda-feira, 30 de maio de 2016

A Política das Fraudes Inocentes na Republiqueta do Pixuleco

Por Eduardo Guerini
“Na escuta telefônica para fazer mais
 uma aposta vencedora no cassino das lideranças
 políticas que serão rifadas no Planalto Central.”
     
    A realidade política brasileira no momento atual é rica em fatos e interpretações. A derrocada da CLEPTOCRACIA PETISTA e sua pureza ideológica para o saque continuado ao butim público é um ato irrevogável. 
   A ex-governanta do Planalto Central continuará esquecida e odiada por parcela considerável da população brasileira, principalmente, os milhares de desempregados e endividados que acreditaram nas inocentes enganações populistas. Neste espólio de corruptos e corruptores, a saída do desmilinguido Partido dos Trabalhadores, o abandono de Dilma e derretimento do ex-Presidente Lula resultaram no nocaute político da década recente. Quando o olho vigilante de um governante enfraquece e adormece, os interesses particularistas daqueles instintos mais primitivos dos republicanos do “estalinismo periférico caboclo” florescem sem qualquer laivo ético.

   O lulopetismo enveredou pela senda da criminosa corrupção ativa e passiva em promíscuas relações com o empresariado que vive à custa do Estado brasileiro. Este ciclo de velhas explicações insuficientes levaram a ruína aquela explicação infantil do esquerdismo tropical. A frase repetida à exaustão, em cada momento ou nova “delação premiada”, como mantra sempre foi: “TODAS DOAÇÕES E RECURSOS SEGUEM O RITO LEGAL”, resultando na indignação de parcela significativa da população brasileira.

   A prepotente interpretação com arrogantes respostas dos dirigentes petistas, lambuzados na esteira da Operação Lava Jato, produziram o segundo impedimento (ainda que provisório) pós-transição democrática e eleições diretas para Presidência do Brasil.

   Entre a reputação falsa da capacidade gerencial de Dilma Rousseff, a mentira associada ao petismo e Lula, destronaram aquela sólida coligação que venceu a eleição por estreita margem de votos, em 2014. A polarização era visível, potencialmente insustentável frente as projeções do decrescimento do PIB, o maior desde 1984, e, uma taxa de desemprego combinada com queda nos investimentos em todos os setores. O ciclo populista de inclusão pelo consumo se desintegrou e o lulopetismo corroeu as engrenagens que o sustentavam no poder, a Republiqueta do Pixuleco desmoronou pelos seus vícios.

   A costurada transição pelo alto, com apoio da opinião pública, guindou o PMDB, partido consorte de sucessivos governos desde o advento das eleições diretas, potencializando o processo de impedimento de Dilma Rousseff, e, no cenário de degradação do lulopetismo, não restava alternativa. A crise política associada a crise econômica refletiu na degradação de amplos setores da sociedade – sejam empresários ou trabalhadores.

   Na transitória interinidade, o PMDB buscou manter uma base parlamentar sólida para tratar das reformas e mudanças urgentes que o Brasil necessita, porém velhas ferramentas constantemente remodeladas, no “presidencialismo de cooptação”, não permitem depurar a “canalha política” que nos governa e representa.

   Nesta caminhada de esperança e desconfiança, a série de “ligações perigosas” de proeminentes lideranças pemedebistas, demonstraram que as negociações palacianas, os conchavos, as traições e mentiras seletivas, são provas cabíveis da fragilíssima situação dos poderes na Republiqueta brasileira.

   Na reputação falsificada de dirigentes nada democráticos do PMDB, entre Sarney, Renan, Eduardo Cunha, a conciliação transitória é clivada por falsas reputações de poder e prestígio de uma elite KAKISTOCRATA (o governo dos piores representantes da classe política), que vez ou outra, buscam fórmulas mágicas, seja na contabilidade criativa, nas projeções ufanistas para economia, na falsa ideia de unidade e consenso, nesta Republiqueta de Bananas e Laranjas.

   Se do ponto de vista da ética política, existe uma cisão clara entre aquilo que acontece, de um lado, e aquilo que fazemos quando agimos e deixamos de agir, o crucial é que essa onda moralizadora que a opinião pública apoiada por diversos setores da sociedade brasileira pretende imprimir passará pela superação dos CLEPTOCRATAS DO PETISMO e os KAKISTOCRATAS do PMDB, essa federação de facções políticas regionais.

   Porém, as escutas telefônicas, a indignação cívica tributária de uma forma de dominação cordial é impotente para transformar o hipócrita discurso de apoio dos governantes no combate à corrupção diante da desfaçatez da classe política que se transformou em “despachante” dos negócios que os “apparatchiks” do aparato estatal brasileiro que controlam.

   Na associação de empresários milionários que se envolveram com chefetes de siglas partidárias, não importa a história passada, o presente é que permite decifrar os sucessivos escândalos de PROPINODUTOS nas estatais brasileiras, trata-se de fonte principal para financiamento de “projetos de poder” e enriquecimento de lideranças e burocratas dos Partidos Políticos.

   Nesta rotineira e enfadonha luta de facções partidárias criminosas, com deliberada aliança que substituiu uma associação mafiosa e publicitária de reduzida capacidade gerencial dos negócios escusos, por outra associação de amplo espectro partidário, resta ao cidadão brasileiro manter a eterna vigilância e controle social.

   Afinal, o assalto aos direitos sociais e a conta dos sucessivos déficits provocados pela inépcia gerencial somado aos desvios fruto da corrupção que se generalizou sob a batuta petista ou pemedebista, resultará na conta amarga que pagaremos. Para nosso alívio, as facções criminosas e os gângsteres sempre que entram em confronto pelo divisão do território e do espólio financeiro, produzem uma decantação e depuração que muitas vezes o cidadão e eleitor honesto não percebe.

   Esperemos como capítulo final de uma novela, mais um vazamento, publicação de conversas telefônicas ou delação premiada, daí conheceremos quem são os verdadeiros democratas ou republicanos na “terra brasilis”. 


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