segunda-feira, 23 de maio de 2016

Romero Jucá e a Guerra dos Trinta Anos

   Por Mario Sabino
   Em 2005, Romero Jucá foi exonerado do ministério da Previdência por causa de um escândalo de corrupção batizado de "Frangogate". Depois, enrolou-se na Lava Jato e na Zelotes, para não falar dos escândalos regionais dos quais é protagonista. Ainda assim, foi nomeado ministro do Planejamento por Michel Temer.

   Hoje, surgiram áudios que mostram como ele viu no impeachment de Dilma Rousseff a grande chance de melar o trabalho de Sergio Moro e companhia.

   Romero Jucá foi obrigado a pedir licença do ministério — apenas uma forma menos vergonhosa de ser saído.

   Ele vai sobreviver politicamente?
   Vai, a menos que seja condenado na Justiça.
   De quem é a culpa?
   A culpa é dos eleitores que votam em Romero Jucá e assemelhados.

   Não é possível atenuar a responsabilidade dos cidadãos. As informações mais evidentes estão no seu próprio cotidiano, nas dificuldades que enfrentam, no que se acha ao alcance dos seus olhos.

   No que Romero Jucá ajudou a melhorar a vida do povo de Roraima? Em muito pouco para quem está lá, como político, há quase três décadas. Os eleitores não percebem?

   Na Europa, a Guerra dos Trinta Anos resultou na liberdade de culto para protestantes e católicos.

   Em Roraima e no resto do Brasil, trinta anos de Romero Jucá resultaram num amontoado de lambanças.

   A espada da democracia é o voto. Decapitem Jucá, roraimenses, e comecem a conquistar a sua própria liberdade - e parte da nossa.

   Jucá pede licença do ministério
   Romero Jucá avisa que pedirá licença do Ministério do Planejamento. Jucá informa neste momento, no Senado, que vai esperar a PGR se manifestar sobre o diálogo dele com Sérgio Machado.

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