quinta-feira, 23 de junho de 2016

Alivio Fiscal no Desajustado Caixa Estadual de Santa Catarina

Por Eduardo Guerini
“Tentando entender a fantasiosa
e propalada Tese de Santa Catarina,
que transfere os “papagaios” de Raimundo
Colombo para os próximos governantes
da Província Catarina Virginal”
   
   A divulgação do acordo das dívidas dos Estados com a União foi comemorado de maneira uníssona por todos os governadores que estavam com a “corda no pescoço”. A crença no crescimento econômico propalada de maneira fantasiosa pela ex-governanta do Planalto Central - Dilma Rousseff, enlaçou nosso estancieiro-mor – Raimundo Colombo. Um casamento de interesses que provocou ser um desastre para o Brasil e Santa Catarina, onde promessas nunca foram cumpridas.
   
   Desde que foi reeleito, o governador do Estado, com sua conversa mansa, falava o tempo todo em “Cuidar das Pessoas, Cuidar do Futuro”, naquele enredo de realismo fantástico característico de governos de miragens.  Porém, os “papagaios do Raimundito” não passam de um alívio no torniquete fiscal resultante da falta de planejamento realista diante da queda de arrecadação federal e estadual, fruto de uma depressão econômica profunda.

   Neste enredo fatídico, a “máquina reeleitoral” arquitetada engenhosamente pelo finado ex-governador e senador – Luiz Henrique da Silveira, continua drenando recursos públicos para manter os “despachantes políticos” nas microrregiões catarinenses. Na subserviência das alianças e coligações partidárias, o governador mantém o que ele outrora chamou de “cabidário de empregos” – as ADR’s – Agência de Desenvolvimento Regional.

   Diante de uma crise que se aprofundava, a gestão provinciana de Raimundito se esmerava em produzir propagandas para elevar a “autoestima” do povo catarinense, com slogans fabricados nos laboratórios do marqueteiro oficial e auxílio de uma mídia “chapa-branca” e comentaristas políticos servis, as propagandas eram vistosas – Crise? Que Crise? Um dos melhores Estados para se viver!!! (sic). Não bastasse o aparato governamental e a mídia local, o Poder Legislativo se comporta de maneira subserviente, em virtude da poli aliança que troca cargos por apoio incondicional, com as pérfidas rotações de assentos dos deputados estaduais e suplentes.  Em nenhum momento, uma crítica contundente a gestão Barriga Verde foi ventilada diante do descalabro no planejamento e crise fiscal de Santa Catarina, nem mesmo no caso das “pedaladas do estancieiro da Coxilha-Rica”, é o escamoteamento completo, tal como realizou Dilma Rousseff.  Numa clara analogia, Raimundo Colombo é nossa “Dilma de Calças”!!!

   Assim, o alívio imediato nas contas estaduais, com moratória de seis meses, e, retomada escalonada do pagamento da dívida nos próximos 24 meses (julho de 2016 a julho de 2018), mudança do indexador atual (IGP-DI + 6%) para IPCA+ 4%, alongamento em 20 anos, deixando de pagar algo em torno de R$ 2,1 bilhões. Porém, os ganhos temporários exigirão contrapartidas futuras que repercutirá no cotidiano dos precários serviços públicos ofertados – saúde, educação, segurança, saneamento, etc. Todo este enredo dos enforcados governantes atende um único objetivo – permitir uma sobrevida política dos atuais gestores olhando para o calendário eleitoral de 2018.

   Entre “pedaladas e papagaios”, nosso governador viu sua esdruxula proposta - “Tese de Santa Catarina” – intitulada por alguns “lacaios” da mídia local ser soterrada pelo garrote fiscal com contrapartidas exigidas pelo Governo Federal.  No futuro próximo, servidores públicos estaduais e cidadãos catarinenses sentirão os reflexos de tais exigências inomináveis.

   A hipótese mais plausível diante da Tese soterrada é única:  Santa Catarina continuará sob a batuta de coligações que alimentam a “circularidade das elites provincianas” elegendo rotineiramente um capataz na gestão de seus negócios, nem que para isso, tenha que quebrar o Estado mil vezes!!! Do princípio ao fim, os catarinenses são um povo pacato e trabalhador que não se furtará em pagar o ônus para viver “no Estado que mais cresce e que não para de gerar empregos, um dos melhores lugares para se viver”!!!



Um comentário:

Anônimo disse...

Bravo!!!


MBayer