quinta-feira, 21 de julho de 2016

Traficantes de ilusões no pleito municipal



por Eduardo Guerini
Acionando a “máquina da verdade” para analisar as mentiras dos velhos e novos Pinóquios na campanha eleitoral dos municípios catarinenses.

  
   O processo eleitoral de 2016 comumente traduzido por disputa competitiva pelo voto dos eleitores está em curso. O cenário do pleito municipal, nesta conjuntura de crise, impõe superação da velha ordem no corrompido e degenerado sistema político brasileiro.

   O que deveria protagonizar a participação comunitária, visto que se trata de um pleito municipal, garantindo a construção de ambiente democrático-representativo está perdendo seu glamour. As sucessivas e escandalosas transações das principais siglas partidárias e suas lideranças políticas transformarão as eleições municipais em momento de julgamento político, diante do desencantamento e perda da esperança que ocorra mudança substancial na prática eleitoral e cultura política, dos postulantes aos cargos executivos e legislativos.

   No primeiro olhar, diante dos candidatos lançados e coligações políticas orquestradas pelos caciques estaduais, o que brota é um desfiar de velhas propostas e políticos profissionais de carreira, que agem como “traficantes de ilusões”. O quadro político nas principais cidades catarinenses segue o velho “rosário de promessas vazias” e “inconsistência ideológica” e “debilidade eleitoral”. O que descortina para o incauto e afável eleitor é uma miríade de “falácias” e convergência para MENTIRA sistemática de programas inalcançáveis. Em nenhum momento, os candidatos e siglas partidárias tratam de esclarecer que o AJUSTE FISCAL e QUEDA NA ARRECADAÇÃO tornará mais penosa a vida do munícipe, nas diversas cidades catarinenses. O estado de penúria fiscal, com queda nas receitas, exigirá malabarismo impensados para todos os futuros PREFEITOS.

   A probabilidade do pragmatismo e potencialização da ENGANAÇÃO continuada será a moeda corrente no pleito eleitoral de 2016. Tal vaticínio garantirá uma apatia do grande público que assistirá de forma coercitiva o velho enredo – programas vistosos produzidos por “marqueteiros” audaciosos, que tudo fazem para tentar atrair a atenção do indignado eleitor.

   Se alguém acredita em renovação no atual cabresto imposto por partidos políticos em crise, basta ler as notícias dos candidatos e coligações estabelecidas no pleito de 2012, ficará em “estado de choque” – as mesmas lideranças e alguns fantasmas interferirão no processo decisório municipal, permeado pela fronteira de oportunidades e chances eleitorais. É! Infelizmente continuará a velha tática de transformar a realidade municipal catastrófica em algo encantado, com gestores despreparados e políticos oportunistas, ladeados por “marqueteiros” que adornam o cadáver insepulto da “última esperança” que resta no renitente eleitor-cidadão.

   Alguém duvida que o financiamento privado continue ditando quem será vitorioso ou perdedor no pleito municipal catarinense? Afinal, a eleição é mais um espetáculo grotesco preparado por traficantes de ilusão, que transforma cidadãos em idiotas funcionais!!!

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