sábado, 20 de agosto de 2016

Servidor rebate artigo do Secretário da Fazenda

  Olá Canga, tudo bom? Segue uma opinião crítica ao artigo publicado pelo Secretário Gavazzoni hoje no jornal. Se concordares com a opinião ficaria grato se pudesse divulgar em seu blog o que segue:
   Resposta ao artigo: “Enquanto caçamos Pokemons” de autoria do Dr. Antônio Gavazzoni, Secretário de Estado da Fazenda de Santa Catarina.

   Estava tomando um café na tarde de hoje e li no jornal o artigo “Enquanto caçamos Pokemons” do Dr. Gavazzoni. Como funcionário, técnico nível superior, de carreira do Estado resolvi debater, por momento, um posicionamentos contido no texto. Li com perplexidade: “É corriqueiro ver membros da estrutura do Estado (servidores ou seus sindicatos) apontarem o dedo para os eleitos, responsabilizando-os por filas, atrasos, precarizações do serviço público.”

    Pois bem, acredito que existam realmente muitos que “apontam o dedo” por questões políticas ou por questões pessoais, o que não é meu caso. Vamos discutir tecnicamente para engrandecer o debate. 

   A lei complementar estadual no 381/2007 em seu Art. 160 parágrafo segundo aponta que preferencialmente 30% dos cargos em provimento em comissão codificados de direção e gerenciamento superior devem ser ocupados por servidores titulares de cargo ou emprego permanente do Estado, dos Municípios ou da União. Assim como a caput do Art. 163 que diz que preferencialmente estes cargos devem ser ocupados por pessoas com formação superior em curso de graduação.

    Analisando tecnicamente esta lei, observa-se que os gerentes e diretores responsáveis por garantir os princípios fundamentais do serviço público não necessitam ter nenhum curso de formação, muito menos experiência técnica, para serem indicados para estes cargos. Assim, a meu ver, estas indicações podem culminar nas “as filas, atrasos, precarizações do serviço público”. Além de proferir tecnificidade ao serviço público, a indicação de servidores de carreira para ocuparem os cargos de diretivos promove também economia ao Estado, diminuindo os gastos com as folhas de pagamento.

    Possivelmente esta é uma das justificativas da falta de fôlego da população em debater políticas públicas. Observa-se que muitos ocupantes dos cargos diretivos dentro do governo não possuem formação técnica, muito menos de gestão pública, e sabe-se que a solução pode ser mais trivial do que parece e somente depende de quem tem o “poder da caneta”. Logicamente, as pessoas cansadas da mesma retórica, e com razão, preferem caçar Pokémons, pois pode ser mais divertido e menos estressante.
 

Thiago Guimarães Costa- Químico de carreira do Estado, Doutor em Química pela UFSC, e acadêmico de Administração Pública na ESAG/UDESC

Um comentário:

Anônimo disse...

O que acha de diminuirmos o tamanho do estado! a população brasileira esta cansada de serviços públicos precários, e ainda tem quem defenda mais e mais recursos para um estado falido como o brasileiro, as pessoas pensam que o governo é uma mãe, e esta onde toca apodrece, chega desse estado que nos leva quase 50% do que ganhamos.
Pena que a povo não tem voz, mais ele é o único que detém o poder!