sábado, 15 de outubro de 2016

BOB DYLAN


   por Marcos Bayer

   O discurso poético-político-musical de Gilberto Gil e Caetano Veloso, como o de Chico Buarque, no Brasil, é o mesmo de Bob Dylan no mundo. 

   Nossa geração está ganhando o Nobel de Literatura para o desespero de poucos e a graça de muitos. Um babaca da Rede Globo, Edney Silvestre, metido a escritor, disse que o trabalho de Dylan é bom, mas não é literatura. 

    Ela é o registro das emoções humanas codificadas em palavras. Muitas palavras, poucas palavras e OUTRAS PALAVRAS de Caetano Veloso. 

   Como Fernando Pessoa, Dylan também é síntese! Pura síntese! Dizia nosso ilustre Victor Fontana: a síntese é o que há de mais próximo de Deus!  

   Simply Red canta: God is the Universe. Deus é! Let it be, cantavam os Beattles. Ainda bem que os caretas estão morrendo ou sendo presos pelo Juiz Moro. 

   Palmas e salvas para Bob Dylan. Nossa geração pop chegou lá! Em Estocolmo, na Suécia, com todas as honras e pompas que merecemos!



5 comentários:

Anônimo disse...


Sergio Rubim:

O músico com o trombone é o Professor Remy Fontana?

abs, Jonnhy Dance.

Olsen Jr. disse...

Sérgio Rubim, salve!

... De pleno acordo com o Marcos Bayer...

Estive acamado e sem condições de digitar nada nesta semana... Mas, prometi que escreveria um texto para celebrar este "look around" da Academia Sueca... Finalmente...

Quando terminar o texto (estou também fechando a edição 28 da nova Revista da Academia Catarinense de Letras) encaminho em primeira mão para este Blog...

Saudades da Ilha, da Lagoa, da Kibelândia...

Abração fraterno!

Olsen Jr.

Anônimo disse...

Seria o caso de todos os anteriormente premiados devolvessem seus prêmios. PQP !!! Quequeéisso? Quequeéisso ?

Anônimo disse...


CANGA!

NA VEIA. DIRETO NA VEIA!

abs, Lord Nelson!

Anônimo disse...

É bom que se diga que Edney Silvestre não é um babaca. É jornalista de texto respeitável, conhece muito de literatura e já escreveu um romance de qualidade. Mesmo assim, também não concordo com ele. Acho que a literatura pode estar na música, mesmo que o inverso não aconteça. A propósito, achei muito medíocre a crônica do Ruy Castro dizendo que - já que Dylan ganhou o Nobel de Literatura - Salman Rushdie merecia ganhar um Grammy.Mas, "cada um pensa como pode", já dizia Quintana.
Bia