quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Musas (reflexão sobre tempos modernos)

    por Marcos Bayer

   Nem sempre ela vem toda de branco, toda molhada, despenteada e não é o meu amor... Às vezes, muitas vezes, ela é... O meu amor...

   Elas usavam batom vermelho, biquíni branco e um sorriso encantador. Seus pelos não eram raspados, nem pintados multicor. Flanavam ao vento com esplendor... Seus cabelos, todos os tipos, protegiam suas cabeças repletas de imagens e sons. Janelas abertas na imaginação. Picasso, Buñuel, Miró, Van Gogh, Dali e Klint. Sinatra, Strauss, Debussi, Dione Warwick, Ray Charles e Aznavour. Chico e Caetano. Bandanas coloridas, floridas, gargalhadas explosivas, cerejas e melão.

   Elas liam Stendhal, Dostoievski, Neruda e Vinicius de Moraes. Iam ao cabeleireiro, ao mercado e ao cinema. Na feira, tocavam na tangerina, cheiravam a mandarina, escolhiam as mangas, os morangos, os tomates e o camarão.

   Pintavam a tela branca, tocavam um instrumento e liam nossos pensamentos.

   Eram simples e sofisticadas. Uma flor na cabeça, um perfume de gardênia, um sorriso de amor. Pé no chão ou sobre o salto. Equilibristas em corpos formosos, lânguidos, sedosos e seios naturais.

   Where is the love?
Tomavam um ou dois on the rocks no bar, a cerveja na praia e um champangne ao cair da tarde. Gozavam sem medo, riam do feito enquanto as estrelas cintilavam entre bênçãos e proteções... Noites infinitas... Magníficas guerreiras...

   Belas, feras, veras, nelas, doidas, lindas, vivas, fêmeas... Luas de prazer e de encontros prateados.

   Dourado encantamento, brilhante paixão refletida nos meus olhos. Lágrimas de alegria, bendita folia, vida e carnaval.

   Ventre que acolhia. Paz e calor. Eterna e materna. Riso e amor.

4 comentários:

Anônimo disse...

DAZUMBANHO CANGA!

Anônimo disse...


Abaixo as pepekas peladas!

Abs, Gil das Fofas.

Anônimo disse...

Jornalista Rubim

MULHER

Para entender uma mulher
é preciso mais que deitar-se com ela…
Há de se ter mais sonhos e cartas na mesa
que se possa prever nossa vã pretensão…

Para possuir uma mulher
é preciso mais do que fazê-la sentir-se em êxtase
numa cama, em uma seda, com toda viril possibilidade… Há de se conseguir
fazê-la sorrir antes do próximo encontro

Para conhecer uma mulher, mais que em seu orgasmo, tem de ser mais que
amante perfeito…
Há de se ter o jeito certo ao sair, e
fazer da saudade e das lembranças, todo sorriso…

- O potente, o amante, o homem viril, são homens bons… bons homens de
abraços e passos firmes…
bons homens pra se contar histórias… Há, porém, o homem certo, de todo
instante: O de depois!

Para conquistar uma mulher,
mais que ser este amante, há de se querer o amanhã,
e depois do amor um silêncio de cumplicidade…
e mostrar que o que se quis é menor do que o que não se deve perder.

É esperar amanhecer, e nem lembrar do relógio ou café… Há que ser mulher,
por um triz e, então, ser feliz!

Para amar uma mulher, mais que entendê-la,
mais que conhecê-la, mais que possuí-la,
é preciso honrar a obra de Deus, e merecer um sorriso escondido, e também
ser possuído e, ainda assim, também ser viril…

Para amar uma mulher, mais que tentar conquistá-la,
há de ser conquistado… todo tomado e, com um pouco de sorte, também ser
amado!”

Carlos Drumond de Andrade

Ass.: MULHER!!!!!!!!!!!!!

Anônimo disse...


MULHER,

SE VOCÊ REVELADA, VELADA, VIVA, VIBRANTE...VOCIFERASSE, SUAVEMENTE, EM MEUS OUVIDOS AS PALAVRAS DE DRUMOND, CERTAMENTE ME SENTIRIA AMADO!

M.B.