terça-feira, 18 de abril de 2017

...sobre extravagâncias do primeiro casal de Florianópolis

Kim Kardashian. Inspiração?
   De repente, em Florianópolis, podemos reescrever a expressão popular clichê da seguinte maneira - por cima de um homem e de toda população existe uma "grande" mulher grande. Ambiguidades a parte, justificativas no mínimo desastrosas causaram questionamentos acalorados sobre a aquisição da bela moradia do "recatado" casal de autoridades da capital na última semana. Em linguagem tanto hostil quanto enraivecida, a população conheceu a nobre procedência antes escondida dos atuais representantes do povo. 
   
   Triste saber que expressões tão discriminatórias tenham ilustrado a coluna mais lida do estado num ato de mais profunda exacerbação da vaidade humana.  "Golpe do baú"; "nasci em berço de ouro"; "meia mostrenga" "morava numa mansão de 5 mil metros quadrados que foi sede da casa cor"; "luxo na praia de Ipanema"; estudei nos melhores colégios"..."irmãos ricos". E, por aí vai.

   Não, não são expressões do reality show protagonizado por Kim Kardashian - menos ainda, postagem recente da rica (rica mesmo) blogueira Lalá Rudge; é simplesmente a retórica da atual primeira dama de Florianópolis.
   
   Os bonecos de luxo, ainda desdenham o brinquedo de 8 milhões de reais que compõe o novo arranjo familiar nos últimos 120 dias. Velhos ricos de novos hábitos? 
 
   O que esperar dos senhores estudiosos nos melhores colégios a utilizar expressões tão infelizes quanto gramaticalmente incorretas? Será que tamanha riqueza animosamente ressaltada nos coloca à mercê do crivo de vossas altezas como se fôssemos idiotas iletrados, sem eira, sem beira, e sem pai? 
 
   O que pensa parte da população nascida em "berço de latão"? Que estudou em escola pública? Que não tem irmãos que estudam no exterior? Que precisam trabalhar, se qualificar (graduação e pós, mestrado, doutorado...) por desconhecerem culturalmente a prática do golpe do baú?
 
   Um grito de bravo aos pais que em simplicidade ensinam aos filhos diferenciar preço de valor. 
 
   Enquanto isso, assiste-se a nobreza insigne dramatizar uma adaptação ao romance de Anton Tcheckhov: A dama (e o plebeu) do(s) (pobres) cachorrinho(s).

4 comentários:

Fernando Damasio disse...

parabens pela materia... ali esta relatado com requinte de detalhes e mostra a falta de humildade da primeira dama... é lamentavel

Anônimo disse...

Verdadeiro deboche praticado por um estelionatário eleitoral.Pelo que se entende dessa bizarra história, o prefeito e sua família são financiados por terceiros!

Alfredo Kleper Lavor disse...

Acho que pai dela era engenheiro da Eletrosul.

Anônimo disse...

ELETROSUL TÁ PAGANDO BEM???