terça-feira, 30 de maio de 2017

Serraglio recusa ministério e homem da mala de Temer pode ser preso

Dispensado da pasta da Justiça no último domingo, parlamentar do PMDB não aceitou assumir um novo cargo e vai retornar à Câmara dos Deputados tirando foro privilegiado do homem da mala de Temer, Rocha Loures

   Dispensado do Ministério da Justiça no último domingo, Osmar Serraglio (PMDB) recusou o convite do presidente Michel Temer (PMDB) para assumir o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU). Serraglio reassumirá mandato de deputado federal pelo Paraná, fazendo com que o ex-assessor especial do presidente, Rodrigo Rocha Loures, volte à suplência e perca o foro privilegiado. (Leia matéria completa na Veja)

 

Instalação do Balé Bolshoi acaba em condenação por desvio de dinheiro público

TRF da 4ª Região confirmou a condenação do ex-prefeito de Joinville Marco Antônio Tebaldi e dos sucessores de Luiz Henrique da Silveira, também ex-prefeito de Joinville, a ressarcir os cofres públicos por atos de improbidade administrativa. Juntamente com Tebaldi e Luiz Henrique da Silveira, foram também condenados por envolvimento no esquema Antonio João Ribeiro Prestes, Joseney Braska Negrão, Yuri Alexandre Ribeiro, Edson Busch Machado, Sylvio Sniecikovski, Sérgio Ayres Filho e José Marcos de Souza,


Valores repassados ao Balé Bolshoi não entraram na prestação de contas do município

   Acolhendo os pedidos do Ministério Público Federal e do Ministério Público do Estado de Santa Catarina, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmou a condenação do ex-prefeito de Joinville Marco Antônio Tebaldi e dos sucessores de Luiz Henrique da Silveira, também ex-prefeito de Joinville, a ressarcir os cofres públicos por atos de improbidade administrativa referentes à instalação e manutenção do Balé Bolshoi em Joinville, a partir do ano de 1999.
   O MPF e o MPSC já haviam ajuizado ação de improbidade administrativa contra os ex-prefeitos em dezembro de 2007, mas, em razão de foro por prerrogativa de função, a parte do processo relativa a Luiz Henrique e a Marco Tebaldi, que ocupavam então cargo eletivo, foi remetida ao TRF4.
   Enquanto isso, os demais réus foram absolvidos, em primeira instância, com exceção do Instituto Escola do Teatro Bolshoi no Brasil.
   Diante da absolvição, o Ministério Público Federal apelou e obteve, em segunda instância, a condenação dos réus que haviam colaborado diretamente e de forma ilícita com as tratativas de instalação do Balé Bolshoi na cidade. Nessa mesma decisão, foi absolvido o Instituto Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, conforme requerimento do MPF.
   Os valores a serem ressarcidos pelos ex-prefeitos e demais condenados somam R$ 2,6 milhões. Os réus condenados na primeira ação devem pagar ainda o montante de R$ 5,2 milhões de multa. Além disso, estão proibidos de contratar com o Poder Público pelo período de cinco anos e tiveram suspensos seus direitos políticos.
   Juntamente com Marco Antônio Tebaldi e Luiz Henrique da Silveira, eram réus outras pessoas, inclusive servidores públicos, que tiveram participação decisiva no esquema: Antonio João Ribeiro Prestes, Joseney BraskaNegrão, Yuri Alexandre Ribeiro, Edson Busch Machado, SylvioSniecikovski, Sérgio Ayres Filho e José Marcos de Souza, além do Instituto Escola do Teatro Bolshoi no Brasil.
   Quanto aos ex-prefeitos, embora as penalidades da Lei de Improbidade Administrativa já estivessem prescritas ao tempo do julgamento em razão do desmembramento do processo original, o Ministério Público Federal postulou que a pretensão referente aos danos provocados ao erário é imprescritível e que os valores deveriam ser devolvidos.
   A tese foi acolhida pelo Tribunal, de forma que Marco Antônio Tebaldi e os sucessores de Luiz Henrique da Silveira foram condenados a ressarcir, solidariamente aos réus condenados na primeira ação, os valores repassados ao Instituto Escola do Teatro Bolshoi no Brasil sem autorização da Lei Orçamentária nos exercícios de 2002 e 2001, respectivamente.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

A NAU COLOMBINA , DELAÇÕES E IMPEACHMENT NO SERVILISMO POLÍTICO CATARINENSE

 Fomos historicamente educados para temer, obedecer e calar. Não é acidental que na história deste país as revoluções sejam revoluções de quem manda, e não de quem é mandado. ( José de Souza Martins. O Brasil dos Avessos. Valor 26 /05/2017)
 
Colombo & Joesley: business
   Na província catarinense, tal como na republiqueta, a poderosa coligação sofreu abalos sísmicos desde a evolução da Operação Lava Jato. Os grandes partidos políticos da história brasileira, desde a transição democrática, continuam afundando no mar de lama da corrupção, não importa a matiz ideológica – à esquerda, no centro ou à direita.
   Com apoio de lideranças empresariais, fiéis financiadores dos negócios do Estado de Santa Catarina, as suas empresas familiares floresceram e se transformaram em modelo brasileiro e catarinense, principalmente no período ditatorial. Na transição democrática, o poder econômico das empresas e suas corporações tratavam de criar mecanismos para impor lideranças com capacidade gerencial, e, todas sem exceção foram tragadas no turbilhão corruptivo do aparato estatal e das maquinas partidárias.
   No campo popular-progressista, os movimentos sindicais e de sociedade civil, organizados ou não, trataram de produzir suas lideranças no esteio das lutas corporativas sindicais. Daí, surgiram nomes que foram catapultados pela “esquerda” dos partidos outrora revolucionários e sua miríade de interpretações, em lideranças sindicais e na continuidade representantes políticos.
   Naquela velha famosa frase de Espiridião Amin (PP/SC) “O poder é como violino, toma-se pela esquerda e toca-se pela direita”. Em Santa Catarina, salvo algumas prefeituras administradas pelo PT, o resultado não foi diferente. No auge do lulopetismo, o populismo de esquerda substituiu o populismo de direita, todos alçados a condição de mandatários em composições com as velhas e ardilosas lideranças que detinham o poder econômico e político na província catarinense.
   Desde a chegada de Luiz Henrique da Silveira, liderança do PMDB que olha dos céus a composição de sua máquina reeleitoral, resultado da capilaridade financiada com recursos públicos nas chamadas Secretarias de Desenvolvimento Regional, a maioria é sempre composta de acordo com os desejos do governante de plantão. Nos afagos do Palácio Barriga Verde, são realizadas as sessões de distribuição de cargos, os arranjos políticos e o mapa da sucessão nas principais prefeituras e para os principais cargos representativos (sic!!). Como capitanias hereditárias modernas, o sucessor é escolhido no concilio dos partidos cooptados, nos desejosos interesses dos financiadores, com anuência da vanguarda partidária. Tudo JUSTO E ACORDADO!
   Na atualidade,  o Governador Raimundo Colombo,  mantinha sob sua batuta , não somente os partidos políticos, como todo arranjo institucional dos poderes e órgãos conexos. O Tribunal de Contas de Santa Catarina,  o Poder Judiciário, o Ministério Público,  todos estavam irmanados no projeto de poder da composição partidária dominante. Nada de oposição, o importante era a conciliação, os catarinenses se vangloriavam em propagandas institucionais de ser um Estado Diferente, onde a crise nunca chegaria,  um povo de trabalho!
   Numa ação crepuscular, os delatores colocaram Santa Catarina e seu governador no roldão das delações premiadas. Evidentemente, tudo negado diante de mentiras deslavadas, tendo em vista que o sistema político sempre usou e abusou das prerrogativas do CAIXA 2 para financiar as campanhas vitoriosas. É a naturalização do ilegal e do ilícito com a anuência do Tribunal Regional Eleitoral, visto que, todos prestaram as contas e tiveram a aprovação desejada.
   Recentemente, nosso probo governante foi traído pela contabilidade criativa orquestrada na Secretaria da Fazenda, as velhas e ardilosas engenharias financeiras para Estados endividados, que necessitam mais e mais recursos para alimentar a caterva de políticos insaciáveis e empresários enlouquecidos pela crise.  Nem a mídia tão complacente com seus colunistas “chapa branca” conseguiu ofuscar o estrago na nau colombina.
   Diante das pedaladas fiscais e das delações da Odebrecht e JBS, o abatedouro de políticos começou a funcionar a todo vapor, derretendo reputações e currículos de sucesso no mundo político. A tríade Colombo-Merísio-Gavazzoni sucumbiu à crise fiscal do Estado e submergiu diante das delações premiadas que descreveram em minúcias os detalhes de como se constroem CANDIDATOS e se fazem GOVERNADORES/ PREFEITOS/SENADORES/DEPUTADOS FEDERAIS/ESTADUAIS e vereadores.
   Neste cenário devastador, o governador enraivecido pela propagação da verdadeira lógica político-partidária da vitória de seu grupo político, assim como, a forma de sustentação na CASA DO POVO – a ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, chegou a vociferar que “delator sobre pressão, vende até a mãe”.   Neste sincericídio político descobrimos a verdadeira face da política catarinense moldada pelo padrão brasileiro.  Alguns jornalistas e colunistas da mídia provinciana devem ter corado diante da cumplicidade com tal canalha política.
   Na sucessão de fatos devastadores na política catarinense, vagam pelos escaninhos da Assembleia Legislativa, pedidos de IMPEACHMENT do governador Raimundo Colombo, que será olimpicamente ignorado pelos parlamentares, dado que a maioria está no governo, mesmo sendo oposição pontual. O que falar do PSDB e seu Secretário de Turismo? Que tal o PC do B e a deputada/secretária Angela Albino que saiu atirando pela perda de cargos no secretariado de Colombo?  O PMDB que mantém um vice governador vitalício – Eduardo Moreira, o político sem voto? O DEM e seus secretários que vagaram por várias pastas?  O Partido Progressista (PP) que foi oposição na disputa ao governo do Estado, mas sua representação apoia cegamente o governo. Os pequenos partidos se apegam as secretarias de menor quilate, mas continuam governistas.
   No caso do PT, as lideranças são opositoras “ma non tropo”, o projeto nacional sempre pesa na hora de uma ação mais contundente contra antigos parceiros do Governo Federal, na gestão de Lula e Dilma.
   Afinal, na província catarinense, todos estão interessados na sua sobrevivência política e no horizonte político de estabilidade para seus projetos de poder. Os catarinenses e suas necessidades diante do caos na SAÚDE, SEGURANÇA, EDUCAÇÃO E INFRAESTRUTURA, são apenas inocentes uteis no dia da eleição.
   Alguma alma viva acreditará em processo de impeachment do Governador Raimundo Colombo?
   Os Tribunais e seus órgãos de controle conseguirão provar a gestão perdulária ou morrerão na velha cantilena da APROVAÇÃO COM RESSALVAS? 
   No emaranhado de interesses e nomeações, os catarinenses verão seu Estado afundar no esteio da cooptação de poderes serviçais e servis aos governantes sabujos de ocasião, cantando o refrão do seu hino:  “Quebram-se férreas cadeias/Rojam algemas no chão/Do povo nas epopeias/Fulge a luz da redenção”!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

O 5º Constitucional e o escândalo da OAB/SC

Alex Santore, o Breve, entre Raimundo Colombo (governador) e Torres Marques, presidente do TJ/SC
   Prestes a vir a público um grande escândalo que relata a mirabolante trama para eleger o advogado Alex Santore - pelo 5º Constitucional - que o levaria ao importante cargo de desembargador do TJ, a mais alta corte de Justiça do Estado.

   Após vencer todos postulantes e passando pelas "rigorosas" etapas e crivos da OAB e Tribunal de Justiça, Alex Santore teve seu nome ungido pelo governador Raimundo Colombo e, ato contínuo, sua posse suspensa pelo TJ e logo todo o processo anulado pelo Conselho da OAB.

   A farsa
   Santori, "o Breve", como ficou conhecido, não tinha as credenciais exigidas por lei para pleitear a vaga de desembargador. A farsa acabou descoberta.
   A trama para eleger Santore, teria sido urdida nos subterrâneos de algumas instituições, como OAB, Alesc, TJ, passando por lautos jantares em petit comitê.

   Sabatinas rigorosas
   Os candidatos passam por um "estreito" filtro da OAB que, depois de analisar profundamente a vida pregressa e ilibada dos inscritos, envia uma lista sêxtupla ao Tribunal de Justiça. 

   Lá, no TJ, os doutos desembargadores fazem outra filtragem, desta vez, uma sabatina sobre o alto saber jurídico dos causídicos da lista. Após um extenuante exame os componentes da mais alta corte de Justiça do estado votam uma lista tríplice que será apresentada ao governador do estado.
   Diante de tão rigoroso crivo, entende-se que os três escolhidos representem, conforme o número de votos, uma hierarquia de "o melhor", "o médio" e "o pior"!
     O governador escolheu "o pior": Alex Santore.

   De tudo isso depreende-se, principalmente, que a OAB/SC está sendo manipulada por forças estranhas à atual direção.

   Para quem fez campanha criticando as indicações políticas, comuns no passado da OAB, é lastimável que a nova diretoria tenha se deixado manipular por políticos. Este episódio deixa a atual diretoria mal na foto!

   Ficou feio, OAB! 

Convite impresso e distribuido: dinheiro jogado fora.





quinta-feira, 25 de maio de 2017

A Vale no esquema Aécio & Joesley

A trama de Aécio Neves e Joesley Batista, revelada em grampo da delação da JBS, era fazer da Vale uma versão privada do esquema de arrecadação de propinas da Petrobras, segundo acreditam os investigadores. Nesse roteiro, emplacando o ex-presidente do BB e da Petrobras Aldemir Bendine como presidente da Vale, ele teria o suposto compromisso de contribuir com US$8 milhões (R$25 milhões) por ano para “retribuir a indicação”. Essa articulação fracassou.

Os acionistas não conheciam essa armação, mas sentiram cheiro de queimado nas iniciativas de Aécio em fazer reuniões sobre o assunto.

Os acionistas privados, Bradesco e Mitsui, se uniram a Previ e BNDES, representantes estatais, para resistir à pressão.

A solução da Vale foi contratar uma empresa especializada em recrutar executivos, a Spencer Stuart, para blindar a governança da empresa.


No grampo com Joesley, Aécio se gaba de ter conseguido infiltrar o nome do escolhido para a Vale. Estava vendendo o que nunca teve.  (Diário do Poder)

"A NOVA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA"

por Emanuel Medeiros Vieira 

“Nesse país da noite/Meu Tormento/Como um cavalo em chamas,/Como um potro/Lacerado de espinhos, Nesse país do escuro,/Nossa pátria/De fúrias rodilhadas, /Meu silêncio/Como no beijo dos mortos,/Como o frio/Roçar do lábio ausente 
 (Myriam Fraga)

       Fica restaurada a escravidão.  Revoguem-se as disposições em contrário. Os idosos dão muitas despesas à Previdência: devem ser eliminados. Como as crianças que nascerem com deficiência.  É preciso endurecer. O país será dirigido por banqueiros– que mais entendem do “negócio”, ajudados por assessores, nas agências financeiras ou na mídia – onde muitos já escrevem com penas alugadas (e bem pagas).
    A democracia não dá certo nesse hemisfério. As raças se misturaram e tudo ficou feio, sujo, onde todos só querem saber de direitos. Nem todos poderão votar. Como ocorreu em certa época, só votarão os donos das maiores fortunas.  O chicote poderá ser novamente usado. Quem resistir,  será eliminado. 
  
   CLT? É uma idiotice. Ela será expurgada, como a Justiça do Trabalho. A melhor solução é a terceirização total. Como a derrubada de todos os direitos trabalhistas.

   Todos terão que sorrir – pelo menos três vezes por dia. Não serão permitidos (o Grande Irmão será o censor) a tristeza, a amargura e o desencanto.

   O pior é que aqui nasce muita gente. Só será permitido o primeiro casamento. Ame-o- ou deixe-o. Nenhuma oposição será permitida, nem a mais moderada.
    Desejamos um “Grande Irmão”, que fiscalize a todos – até os seus pensamentos.
   Queremos rebanhos – para que todos pensem a mesma coisa e tenham os mesmos valores.
   Serão criadas milícias armadas, vestidas de preto, contra a subversão da ordem, com a autoridade de atirar para matar.

   Por enquanto é só isso. Os cérebros que ousarem pensar, serão  exilados (ou mortos antes do degredo). Já há uma boa experiência no período em que o Brasil viveu, segundo a Oposição, uma ditadura. E em todas as escolas, serão lidas diariamente as palavras abaixo citadas:

“Abaixo a inteligência, viva a morte”!

   Proclamação do general fascista (falangista), Millan Astray, em 1936, durante a Guerra Civil espanhola, ao invadir a Universidade de Salamanca, na Espanha. O reitor era o  grande  filósofo e pensador humanista Miguel de Unamuno
(Salvador, maio de 2017)

quarta-feira, 24 de maio de 2017

PMDB não perdoará traição de Berger a Luiz Henrique

LHS: traição fatal
"Essa foi a grande decepção da vida dele. Muitos senadores que iriam votar nele, na hora H disseram não. Não da derrota política, mas a decepção com as pessoas". (Ivete Appel da Silveira, viúva de LHS)

    A traição sofrida pelo então senador Luiz Henrique da Silveira, naquele dia primeiro de fevereiro de 2015, quando perdeu a disputa da Presidência do Senado, para Renan Calheiros, não ficou na frase -"esta é uma página virada", dita por Luiz Henrique logo que soube do violento golpe urdido por seus parceiros de partido.

    A facada nas costas calou fundo no corpo e na cabeça do velho político. Relatos de sua própria mulher dão conta de que LHS não teve o mesmo vigor e encaixe -
demonstrados nos 44 anos de vida política - para absorver este último golpe. A traição calou fundo e o líder entristeceu. Três meses depois, no dia 10 de maio de 2015, estava morto.

Ele sabia quem o havia traído. Tinha a lista. O senador Dário Berger, eleito por Luiz Henrique, contra a vontade de todo o PMDB de SC, era o primeiro da lista. Luiz Henrique havia apostado errado.

   Hoje, através da delação do executivo da JBS, Ricardo Saud, na Operação Lava-Jato, sabe-se o preço que Renan Calheiros pagou para também eleger Dário Berger e assegurar seu voto contra LHS: R$ 1 milhão!   


O Dário Berger era candidato a senador por Santa Catarina, do PMDB, com chances reais de ganhar. Então, o Renan investiu nele R$ 1 milhão para comprometer o voto (para a presidência do Senado, cuja eleição seria realizada em fevereiro de 2015). Até foi um desgaste porque o falecido senador Luiz Henrique era o candidato do PMDB de Santa Catarina à presidência do Senado com o Renan. Houve um desgaste, e o Dário acabou votando no Renan por causa desse comprometimento – diz Saud no vídeo.




   Business  
   Se engana quem acha que Dario se vende barato. Entende de números. Sempre fez negócios na política. É só pesquisar os processos na justiça e veremos que os irmãos Berger (Djalma e Dilmo) nunca pregaram prego sem estopa. O tino comercial vem de família. 

   Balcão de negócios  

   Assim como Renan apostou no voto de Dario para reconduzi-lo à Presidência do Senado lá em 2014, Dário também enxergou longe. R$ 1 milhão foi o preço em dinheiro, ajuda de custo. O melhor do acerto veio no último dia 16 de maio: Renan Calheiros indicou Dário Berger para o poderoso cargo de Presidente da Comissão Mista do Orçamento do Congresso.Renan cumpriu o tratado. Não traiu.

   Dário Berger preside hoje o maior balcão de negócios do Congresso Nacional. É ali onde são incluídas, no Orçamento da União, as emendas individuais ($$$$) de deputados e senadores de todo o país. E é Dário que diz quem entra e quem fica de fora.
   Com esta poderosa máquina de fazer dinheiro, Dario Berger se cacifa para ser um forte candidato ao governo de Santa Catarina em 2018.

Lutas intestinas
Mas a vida dessa gente não é tão fácil como se pensa. O PMDB catarinense que nunca gostou de Dário Berger, considerando-o "ave de arribação", tem três fortes candidatos ao governo do Estado: Eduardo Pinho Moreira (vice-governador), Mauro Mariani (Dep. Federal, pres. PMDB/SC) e Udo Döhler (prefeito de Joinville).

Começa a fritura
De Rafael Martini no DC de hoje
 Vapt vuptO vice – governador Pinho Moreira ofereceu na segunda-feira um jantar na sua casa para as bancadas do PMDB estadual e federal. O senador Dário Berger compareceu, mas ao ser informado sobre a repercussão da notícia de que teria recebido R$ 1 milhão para votar em Renan Calheiros e não em Luiz Henrique da Silveira, nem esquentou a cadeira e saiu de fininho.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Apocalipse brasileiro


por Emanuel Medeiros Vieira

A Ilha de Patmos, no Mar Egeu, foi onde o Profeta João  (2 a. -27 d .C) esteve exilado e recebeu  as visões do Apocalipse, registradas no “Livro do Apocalipse”, às vezes chamado de “Apocalipse de São João”. Ele foi o último dos profetas que anunciaram a vinda de Jesus. Também qualificado como o “Precursor” do Messias Prometido.
    
   Faço a introdução, porque “Patmos foi o nome dado à Operação que devastou a República e revelou mais patifarias e mais roubalheiras (mesmo para os podres  padrões da política brasileira – de falta de ética e de  corrupção).

   Revelações devastadoras? Bomba que dizima a presidência da República?
   As revelações mostram os porões mais imundos da nossa classe dirigente, sempre aliadas ao mercado financeiro e às grandes empresas.
   Quantos trambiques!
   Povo? Que povo? Só serve para ser boi de piranha.
   Qualquer palavra ou adjetivo ficará aquém das revelações.
   É o nosso pobre Apocalipse.
   E a gente descobre, na intimidade, o linguajar chulo dessa  gente, digno de lupanares (com todo  respeito aos bordéis).
Muito já foi dito, está sendo escrito.
   E a velocidade dos acontecimentos deixa-nos sempre superados.
   O “bom moço” Aécio Neves – se tivesse a dignidade do seu avô Tancredo, não tentaria mais nada: renunciaria, se entregaria à polícia, junto com todos outros envolvidos – de ideologia só formalmente diversa.
   Crise ideológica?
   Sim. Mas também crise de valores. (Sei, me chamarão de “moralista”. Já estou acostumado. Não sou cientista político.)
   Pois creio que a ética é o grande pilar de nossas vidas – como a solidariedade.
   Onde poderemos preservar as esperançadas novas gerações?
   E de todas as outras?

   A quem Michel Temer refere-se quando afirma, no diálogo com Joesley Batista (dono da JBS), que tem dois ministros do STF com ele? 
   O ministro  da Fazenda Henrique Meirelles, segundo a Revista “Forum” (de Primeiro de Junho de 2016), citada por Tania Faillace – séria analista – em texto de sua autoria, era  membro do Conselho de Administração da JBS, com remuneração de até R$40 milhões.
   
   Dou os trâmites por findos.
   Sempre disse que nossa arma maior é a palavra (quero usá-la até o fim), mas há momentos em que o nojo é muito forte. Mas é preciso continuar.
 (Salvador, maio de 2017)

Frases imperdíveis da semana que passou

"Eu não sabia o que tinha na mala" - deputado Rocha Loures
 
"Se falar de propina comigo, mando prender" - Renan Calheiros
 

"Lamento minha ingenuidade"- Aécio Neves
 

"O PT pode ensinar a acabar com a corrupção - Lula

"Olha o que eles fizeram com o Brasil"- Dilma Rousseff. 
 (Carlos Ribeiro)

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Collor: O Idiota!


Aécio: O Cínico!

Montagem: CANGABLOG
Em nota, Aécio Neves, confessa que pediu dinheiro a Joesley. Mas que foi um pedido de empréstimo estritamente pessoal.
Era para pagar os advogados que o defendem das acusações na Lava-Jato.

DILMA: A VISIONÁRIA


O papagaio milionário do Colombo

Dinheiro aos municípios com juros de R$ 819,9 milhões

Reportagem do site O FAROL
Governo Colombo pede autorização para empréstimo de R$ 1,5 bilhão destinado ao Fundam ao mesmo tempo em que responde a processo por retenção irregular de R$ 198 milhões das cidades catarinenses no Tribunal de Contas e por crime de responsabilidade no MPSC pela mesma prática conhecida como “pedaladas” envolvendo operação financeira com a Celesc. Dinheiro do BNDEs e Banco do Brasil deverá ser pago pelo Executivo até 2027 e governo também justifica a operação com o uso do dinheiro financiado nas obras da ponte Hercílio Luz, mobilidade urbana na Grande Florianópolis e rodovias estaduais.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Dono da JBS grava aval de Temer para compra de silêncio de Cunha

 
por Lauro Jardim (Globo)
 
RIO — Na tarde de quarta-feira passada, Joesley Batista e o seu irmão Wesley entraram apressados no Supremo Tribunal Federal (STF) e seguiram direto para o gabinete do ministro Edson Fachin. Os donos da JBS, a maior produtora de proteína animal do planeta, estavam acompanhados de mais cinco pessoas, todas da empresa. Foram lá para o ato final de uma bomba atômica que explodirá sobre o país — a delação premiada que fizeram, com poder de destruição igual ou maior que a da Odebrecht. Diante de Fachin, a quem cabe homologar a delação, os sete presentes ao encontro confirmaram: tudo o que contaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) em abril foi por livre e espontânea vontade, sem coação.