terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Coadjuvantes, Pragmáticos e “Complexo de Ninguemdade”


   Por Eduardo Guerini
Pincelando sobre a realidade
 política catarinense para uma
 eleição plebiscitária...

   Nossa laboriosa mídia monopólica na província catarinense se ajusta aos interesses de ocasião. Nas últimas eleições da juvenil democracia brasileira, em todos os momentos os “colonistas de política” se prestam ao papel de percursionistas dos desejos de lideranças carcomidas, e, subliminarmente repercutem o “balão de ensaio” das alianças partidárias que são negociadas na “calada da noite”, nos bastidores do poder.
   No caso do governo catarinense, a avaliação da opinião pública nem sempre condiciona os desejos das lideranças coronelistas (ou caciques partidários) que sonham na chapa mais ampla possível. Afinal, o tempo de exposição no rádio e na televisão é o que importa para exposição dos seus produtos. Que digam, nossos engenhosos profissionais do “marketing político” – o que importa é uma propaganda eficiente, com imagens vistosas e realizações duvidosas. A máquina partidária e eleitoral tem de girar, tal como a roda da fortuna.
   Não meus caros (e)leitores, não são projetos de Estado ou Planos para os catarinenses , são projetos particularistas, pessoais, partidários com raríssimas exceções. E, nos últimos dois anos, o governante de plantão, afirma categoricamente “o desejo de colocar o pé no acelerador”. E seria possível acelerar diante de uma máquina tão emperrada nas ferrugens das indicações partidárias e interesses particulares de um dissonante condomínio político-eleitoreiro (não eleitoral).
   Nosso problema, reside no abismo político de governantes e representantes sem lastro social, sem vínculo ideológico, sem projeto de ação governamental. Tudo se transforme em obra do acaso, nos desejos e necessidades de um ou outro cacique em seus arranjos carcomidos pelo tempo, petrificando esperanças, gerando desilusões em todos os setores da vida política e social da província catarinense
   Recentemente, a conjuração de forças políticas, veiculadas na noticiosa e monopólica imprensa local, apresentadas por um pragmático político , demonstram que a equação eleitoral requer um movimento pendular que oscila entre o senil e o caquético. Afinal, as velhas forças conservadoras (PSD-PP) deverão compor com as novas forças – também conservadoras (PMDB- PT-PDT) et caterva. Tal pragmatismo político tem sido o mote das coalizões partidárias na província catarinense e no âmbito da republiqueta, conseguindo o inimaginável historicamente - inimigos históricos abraçados em seu projeto de poder.
   Entre partidos e políticos pragmáticos, oportunistas e coadjuvantes, os catarinenses terão a difícil tarefa de eleger (se isso é possível ) um governante e representante para as casas legislativas do Estado e do País. Diante do cálculo matricial e linear de um senador da província, feita a aliança, a nomeação seria automática, dada a amplitude da correlação de forças em prol do projeto eleitoreiro. Sem adversários ou pretendentes, nada impede a conquista do poder por mais um mandato.
   E os eleitores? Que façam a sua parte, entrem na cabine de votação e apertem a tecla ‘CONFIRMA” !!!
   Afinal, como todo e qualquer cidadão- médio, sofremos do “Complexo de Ninguemdade”, como afirmou Darcy Ribeiro. Sem vínculos, sem passado, sem presente e sem futuro, não nos reconhecemos como protagonistas de nossa história.

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