terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Finalmente denunciada a indústria da restauração da Hercílio Luz


   Recém agora, final de 2018, o Ministério Público de SC vem a público denunciar o que este blog já sabia e havia publicado, em 2012, a respeito da "Indústria da Restauração da Ponte Hercílio Luz".
   Aparece como novidade uma falcatrua que todo o povo de Florianópolis sabia e comentava abertamente.  


   Matéria de Ânderson Silva (NSC) finalmente toca no assunto, levantado pelo MPSC, que a imprensa ignorou esses anos todos.
MP pede bloqueio de R$ 230 milhões de empresários e servidores por obras da Ponte Hercílio Luz
   O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu à Justiça a indisponibilidade de bens de quatro empresas e oito pessoas - entre eles ex e atuais servidores do Departamento de Infraestrutura de Santa Catarina (Deinfra) - para que seja ressarcido aos cofres públicos um montante de R$ 230 milhões por irregularidades nas obras da ponte Hercílio Luz, na Capital. A informação foi noticiada com exclusividade pelo jornalista Raphael Faraco, no Bom Dia Santa Catarina, da NSC TV, nesta terça-feira (18). Para a promotora Darci Blatt, autora da ação, aditivos liberados de forma irregular causaram “enorme prejuízo” ao erário.
   O MPSC faz uma análise a obra a partir de 2006, e entende que os servidores e as empresas não cumpriram o contrato e ignoraram, propositalmente, a lei de licitações que limita os aditivos a 25% do valor total acordado. São alvo da ação os ex-presidentes do Deinfra, Romualdo França Júnior e Paulo Roberto Meller, os engenheiros do Deinfra, Wenceslau Diotallévy, Antônio Carlos Xavier, o ex-servidor Nelson Luiz Giorno Picanço, e a assessora jurídica do Deinfra, Lyana Cardoso.
   As empresas citadas são Prosul, Concremat Engenharia e Tecnologia, Construtora Espaço Aberto, CSA Group, e os empresários Wilfredo Brillinger e Paulo Almeida. Leia matéria completa aqui 

Matéria do Cangablog de 2012 
Hercílio Luz: a indústria da restauração 

Interditada em 1982 pelo governador Jorge Bornhausen, a ponte Hercílio Luz continua correndo risco de cair e tem gerado discussões acaloradas sobre a sua sobrevivência.

    O processo de recuperação da ponte foi desencadeado em 11 de dezembro de 2001, quando o então governador Esperidião Amin assinou, com o ex-ministro dos Transportes Eliseu Padilha a ordem de serviço para a realização do projeto. O custo da restauração total era estimado entre R$ 35 e R$ 45 milhões.

     Até a chegada de Luiz Henrique da Silveira (PMDB) ao poder em 2003, a ponte só comia dinheiro para a sua manutenção. Daí o "gênio" LHS inaugurou a "Indústria da Restauração". Em seus 8 anos de (des)governo Luiz Henrique encheu as burras com projetos suspeitos e duvidosos para restaurar a o nosso grande "cartão postal".

    No dia 24 de março de 2005, na "Casa do Jor­na­lista", Luiz Henrique apre­sentou um re­sumo do maravilhoso Pro­jeto de Re­a­bi­li­tação da Ponte Her­cílio Luz. Ali mesmo foi es­ta­be­le­cido um prazo para o lan­ça­mento do edital para a exe­cução das obras de re­a­bi­li­tação da Ponte.
    No dia 15 de de­zembro de 2005 o DEINFRA ini­ciava a aber­tura do Edital de Con­cor­rência In­ter­na­ci­onal n.º 24, no qual o con­sórcio for­mado pelas em­presas ROCA e TEC foi o ven­cedor do cer­tame.
    Em 17 de fe­ve­reiro de 2006 o consórcio iniciou a exe­cução do con­trato PJ-015/2006, no valor de R$20.983.905,55 que executar a obra com for­ne­ci­mento de ma­te­riais e in­sumos, de todos os ser­viços ne­ces­sá­rios para a res­tau­ração, re­a­bi­li­tação e ma­nu­tenção da Ponte Her­cílio Luz.  O contrato terminaria no dia 05 de agosto de 2008 com a primeira fase da obra terminada.
    Isso era apenas o começo do festival de dinheiro, aditamentos e números que Luiz Henrique executaria durante os seus últimos anos de governo. Logo pós o consórcio ROCA e TEC iniciar as obras outros R$9.810.170,61 foram in­ves­tidos na con­tra­tação das em­presas con­sor­ci­adas PROSUL e CON­CREMAT.
    Aparece aí, o nome da empresa PROSUL, que segundo se comenta tem políticos como "acionistas". A empresa, junto com a Concremat, ficaria encarregada do ge­ren­ci­a­mento, co­or­de­nação, su­per­visão, con­trole de qua­li­dade e apoio à fis­ca­li­zação das obras de re­a­bi­li­tação da Ponte. Se a primeira etapa foi concluida totalmente e dentro das normas estabelecidas no contrato não se sabe. A Prosul deve ter esse relatório.
 
    Etapa II
    Em 2007 o Deinfra publica novo edital de Con­cor­rência Pú­blica In­ter­na­ci­onal (nú­mero 044/07) para a fase final de con­clusão das obras de re­a­bi­li­tação da Ponte Her­cílio Luz. O orçamento básico para a licitação foi estimado em R$169.425.943,71.

     No contrato da nova etapa, prevista para ser finalizada em 2012,seriam realizadas as seguintes atividades.
- Reforços das bases das torres principais;
- Reforços dos blocos de ancoragem;
- Reforços das fundações das torres dos viadutos;
- Troca das barras de olhal;
- Recuperação dos elementos estruturais do vão central e torres principais;
- Reformulação da pista de rolamento;
- Recuperação da passarela de pedestres existentes (Lado Norte) e contrução de outra - passarela para pedestre (lado Sul)

    Tudo isso esta no site do Deinfra onde também tem esta pérola que custou alguns milhões aos cofres públicos em projetos e estudos:

"Em vir­tude dos es­tudos de vi­a­bi­li­dade re­a­li­zados para a ins­ta­lação do metrô de su­per­fície em Flo­ri­a­nó­polis,cons­tatou-se que a Ponte Her­cílio Luz es­tará ha­bi­li­tada para re­ceber este mo­derno tipo de trans­porte."

    Bem, como está a Hercílio Luz a gente sabe. Decidiram agora desmontar a parte central da ponte e em uma operação desastrada acabaram afundando um dos pilares de concreto para sustenção da velha senhora!
    Na última agora o governo federal autorizou, via Lei Rouanet, que o Estado capte mais R$ 64 milhões para recuperar a ponte. Alguém tem dúvidas de onde vai sair a dinheirama? Acho que da Celesc, Casan etc...

 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

A morte do Mosquito

Recebi hoje do amigo Emanuel Medeiros Vieira:
   
Estimado Sérgio
   Só para lembrar: Hoje, 13 de dezembro de 2018, faz sete anos da morte do Mosquito (Amilton Alexandre) - 13 de dezembro de 2011.
    Sim: o tempo passa por cima da gente.

    Apesar de todos os voluntarismos, merecem o NÃO ESQUECIMENTO, O NÃO OLVIDO, TODOS AQUELES  QUE DISSERAM "NÃO", que não se acomodaram!
    Ele cansou. É da humana lida.

    Hoje também faz 50 anos do AI-5, 13 de dezembro de 1968, que deu um brutal "chega-pra-lá" nas utopias de minha geração. 
    E de outras.

    E vamos continuando - em tempos TÃO DISTÓPICOS.
Fraternal abraço do Emanuel
(Brasília, 13 de dezembro de 2018)

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

O macaco e a cumbuca

por Leal Roubão

   Dizem as fontes a quem consultei que há no Brasil uma expressão muito conhecida e usada em diversas situações: O macaco meteu a mão na cumbuca.

   Recentemente, soubemos pela imprensa brasileira que um ex-assessor, motorista e segurança de um deputado estadual pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, movimentou em dois anos, 2016 e 2017, doze parcelas de R$ 100 mil reais, totalizando R$ 1 milhão e duzentos mil reais. Diz o relatório do órgão financeiro que cuida destas movimentações, que são consideradas atípicas. De fato, para quem recebe salário de R$ 7 mil reais e uma aposentadoria de R$ 12 mil reais, difícil economizar R$ 50 mil reais mensais por dois anos inteiros e chegar ao valor de R$ 1.200.000,00.

   Mas, há várias hipóteses que devem ser consideradas na investigação do Ministério Público Estadual.
O Rio de Janeiro é uma cidade muito perigosa. Está, inclusive, sob intervenção federal em razão da alta criminalidade. É possível que o deputado Flávio Bolsonaro peça ao seu segurança para cuidar do seu salário mensal que deve girar em torno de R$ 33 mil reais. Mas, aí faltariam R$ 17 mil para chegar aos R$ 50 mil reais.

   Outra hipótese é o jogo do bicho, muito popular no Brasil, em especial no Rio de Janeiro. O macaco é o 17 e pode ser que o motorista – assessor e segurança tenha acertado várias vezes no milhar do macaco. Pode!

   Pode ter acertado 12 vezes no milhar do jogo do bicho, sempre ganhando R$ 100 mil reais.
   Pode ter sido também uma daquelas correntes da felicidade. Um passa para o outro até que alguém acerta.
   Pode ter sido a venda de um imóvel. Pode!
   Pode ter sido a doação de um parente distante. Pode!
   Tudo pode até que o MPRJ termine a investigação.
   Enquanto isso, diz a Bíblia no livro de João, capítulo 8, versículo 32: CONHECEREIS A VERDADE E ELA VOS LIBERTARÁ.

   O presidente diplomado, Jair Bolsonaro, bem como seu Chefe da Casa Civil, deputado Onyx Lorenzoni, costumam repetir a máxima de João, o apóstolo. O deputado tem a tatuagem no braço direito com a frase para lembrar constantemente do perigo da mentira.

   É importante neste inicio de governo, lastreado na vitória sobre a corrupção, que não fique nenhuma dúvida sobre as tais movimentações financeiras de pessoas próximas à família presidencial. Até porque, o esclarecimento fortaleceria ainda mais os seguidores de João.

   Por último, apenas como hipótese, é comum nas casas legislativas, municipais, estaduais e federais, a prática da caridade ou do pecado com o corpo alheio.
   Se paga ao funcionário do gabinete do legislador dez moedas e se obriga que ele devolva cinco. É uma forma indecente de se apropriar dos recursos públicos usando a cumplicidade daquele que se submete à tramoia.

   Que a Bíblia, tão citada pelos vitoriosos, seja seguida e respeitada e que não se desmereça em vão o nome do macaco, nosso herói do jogo do bicho com a camisa 17.

sábado, 8 de dezembro de 2018

O Bode Está na Sala

por Leal Roubão*  

   A chapa recém eleita, Bolsonaro e Mourão, obteve êxito baseada em alguns tópicos. Entre eles, a segurança pública, o combate à corrupção, o fim dos favorecimentos na relação executivo - legislativo e uma nova ordem econômica, pois o candidato dizia que o economista Paulo Guedes cuidaria deste setor. Enquanto o Juiz Sérgio Moro cuidaria da justiça e da sua aplicação. Ao deputado federal Onyx Lorenzoni caberia a articulação com o Congresso.
   
   Ainda não chegamos ao Natal e algumas coisas mudaram. Já sabemos que esta articulação parlamentar terá pelo menos dois interlocutores no Palácio do Planalto.
 
   Onyx começa a se irritar com as explicações de uma doação não registrada de R$ 100 mil reais. Agora aparecem nos registros da COAF - órgão de controle de movimentação financeira - doze parcelas também de R$ 100 mil reais na conta de um ex-assessor do deputado Flávio Bolsonaro.   Também um cheque de R$ 24 mil para a futura primeira dama. O filho do futuro presidente, eleito senador, diz que seu assessor tem uma explicação plausível e que dirá ao Ministério Público no momento oportuno.
 
   Para que esperar?
 
   O presidente eleito diz que o tal cheque era para ele, fruto de um empréstimo pessoal ao tal assessor, mas como não tem tempo para sair, mandou depositar na conta da esposa.
 
   O Juiz Moro observa em silêncio.
 
   O vice presidente general Mourão e o chefe do gabinete de segurança institucional, general Augusto Heleno, acompanham os movimentos. A imprensa quer explicações.
 
   A nação acompanha. O bode está na sala. Como entrou ninguém viu. Mas, como sairá todos verão.
 
 
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

MADONA


Resultado de imagem para madonapor Emanuel Medeiros Vieira
  
Senhora das horas inconclusas
Senhora do torto parto
                 do porto inalcançável   
Madona da ânsia infinita
                    vã peregrinação    
Senhora do desassossego
Conceda-me o bálsamo do olvido
                       passagem silenciosa
                       travessia sem medo
Senhora do inútil tempo – que continua queimando
Senhora da veloz juventude
Madona de todas as velhices
Outorga-me o estatuto da ausência.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Esquerda uruguaia e esquerdismo brasileiro

Garcia e Lula. Fator Odebrecht.
   O presidente uruguaio, Tabaré Vásquez, negou asilo político ao ex-presidente peruano Alan Garcia. Vásquez, eleito pelo Frente Amplio, coligação de partidos de esquerda do Uruguai, não reconheceu o argumento de "perseguição política", alegado por García que é investigado pela Justiça peruana por recebimento de propina da Odebrecht.

    Ao contrário do ex-presidente Lula, Vásquez não agiu ideologicamente protegendo um ex-parceiro de esquerda.

    No Brasil, Lula quando presidente, concedeu status de refugiado ao italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália por ações que provocaram a morte de quatro pessoas quando militava em uma organização de esquerda.
Lara, deportado à força
   Já, quando se tratou dos atletas cubanos, Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, que desertaram durante os Jogos Pan-Americanos realizados no Rio de Janeiro e pediram asilo no Brasil, Lula mandou prendê-los e foram entregues rapidamente ao governo cubano. 

   A viagem dos dois boxeadores, de volta à Cuba, foi feita por um avião da Venezuela presidida, então, pelo "companheiro" Hugo Chávez.


terça-feira, 4 de dezembro de 2018

As elites

 
por Marcos Bayer

   Foi a burguesia que derrubou a monarquia francesa (1789), e com o passar do tempo, criou a categoria social elite para poder viver a vida da realeza, sem precisar da coroa, da hereditariedade ou da educação. O dinheiro compraria tudo isto, como de fato comprou.
   Olhando, mesmo que pela televisão, as sociedades inglesa e francesa, percebe-se o argumento.
   Os EEUU e o Brasil têm a mesma idade. Foram descobertos pelos navegadores europeus, nos 1.500, e por eles colonizados. Lá como cá havia índios e africanos foram introduzidos nas duas nações, pelos ingleses que descobriram o triangulo da fortuna. Traziam o negro da África, mandavam plantar cana nos trópicos e levavam o açúcar branco para a Europa. Isto aconteceu no nordeste brasileiro, nas ilhas do Caribe e sul dos Estados Unidos.
   Depois, quando os ingleses inventaram o tear mecânico, introduziram a plantação de algodão, no mesmo esquema e assim nasceu a indústria têxtil.
   A diferença entre os EEUU e o Brasil, afora o clima, claro, é que a Lei foi tábua de referência na organização social desde a edição de suas respectivas constituições. Lá, em 1787, foi promulgada por cidadãos livres e independentes. Aqui, em 1824, ela foi outorgada pelo Imperador Dom Pedro I que a encomendou a um grupo de pessoas ligadas à Corte.
   É aí que começa o atraso brasileiro. Enquanto os norte-americanos constroem uma sociedade baseada na legalidade e na democracia, nós vamos caminhando entre o favorecimento e a sonegação tributária.
   Quando Getúlio Vargas negocia com Roosevelt a posição brasileira na Segunda Guerra Mundial, os americanos já construíam automóveis, tanques de guerra, navios e aviões. Nós íamos aprender a fundir o ferro através da Companhia Siderúrgica Nacional.
   As elites americanas, educadas em diversas universidades, desenhavam uma nação baseada na ordem, na lei, na liberdade de imprensa e no mérito, inclusive e principalmente na atividade comercial.
   Gigantes industriais como a PAN AM (Pan America Airlines) e a TWA (Trans World Airlines) quebraram e o governo não interferiu. Aqui a VARIG e a TRANSBRASIL, como a VASP, muitos subsídios receberam do BNDES. Já a EMBRAER, talvez por estar diretamente ligada ao ITA - Instituto Tecnológico de Aviação - teve destino melhor.
   Mas, voltando às elites, lá na América, a livre iniciativa é para valer e a taxa de juro não é para matar a capacidade de empreender. Assim, como no serviço civil, a burocracia pública, há certa lógica de simetria entre os salários pagos aos servidores. Sejam professores, médicos, policiais, diplomatas, fiscais, juízes ou promotores, inclusive parlamentares.
   Aqui, o clube dos quarenta mil reais, que abrange a classe dirigente brasileira, a nossa elite, concede aumento salarial para si e dane-se o resto.
   A nossa elite política meteu a mão no baleiro, sem dó nem piedade. Salvo raras exceções de sempre, a direita política enriqueceu em parceria com setores empresariais já conhecidos na Operação Lava Jato e outros que estão por vir. A elite de esquerda, operária ou não, quando chegou ao poder fez igual.
   Vou pegar dois exemplos, objeto de discussão nacional, e demonstrar.
   A Lei do Registro Público garante a qualquer brasileiro ir ao Cartório do Registro de Imóveis e requerer certidão de propriedade sobre tal ou qual pessoa. A Lei Civil diz que só é proprietário, quem tem a matrícula em seu nome. Sem matrícula não há propriedade.
   O ex-presidente Lula, preso, responde a alguns processos por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Lula não tem apartamento em Paris na Avenue Foch, e me parece sensato. O que faria por lá?
   Museus, livrarias, cinemas, chablis com filet de truite aux amandes, caminhadas no Champs Elysees? No máximo um jogo de futebol aos domingos para ver o Paris Saint Germain.
   Fernando Henrique Cardoso, filho da classe média brasileira, que ascendeu à elite intelectual e política do país, não tem apartamento no Guarujá ou sítio em Atibaia. Faria o que? Caminhadas matinais de bermudão na orla paulista ou passeio de pedalinho no pequeno lago com a jovem namorada? Churrasco com caipirinha de cachaça na serra? Assistir ao Netflix nas tardes de domingo? Ou ir ao estádio de futebol ver o jogo do Corinthians?
   As elites brasileiras estão entaladas até a garganta com tanta corrupção. Os partidos políticos, quase todos, estão no rol dos suspeitos e culpados.
   Aqui em Santa Catarina, mesmo com dois candidatos pró Bolsonaro, acredite quem quiser, o eleitor deu 71% dos votos ao mais desconhecido porque sentia no ar cheiro de corrupção nas outras possibilidades. Na eleição ao senado, o mesmo cheiro derrubou outros tantos.
   O presidente eleito, Jair Bolsonaro, também membro do clube dos quarenta mil, ele e seus filhos são parlamentares, tem consciência destas coisas. O que ele não souber, tem a quem perguntar: Tanto ao economista Paulo Guedes, quanto ao Juiz Sérgio Moro. Além do vice-presidente eleito e outros militares, estudados e graduados que comporão o futuro governo.
   O Brasil tem uma chance, em boa hora, para acertar o caminho. Um detalhe que é preciso lembrar e corrigir: Juiz não tem prazo para julgar no Brasil. Basta uma emenda constitucional, dando prazo ao Juiz, como dá ao promotor e ao advogado, para uma boa arrancada. O general Hamilton Mourão que demonstra preocupação com a necessidade da cobrança de resultados do governo poderia abraçar a causa. Com um sistema judicial que ainda anda na velocidade das carroças e uma democracia instantânea de apuração eletrônica com campanha política pelo whattsapp não vamos muito longe.
   Democracia e justiça, ou andam juntas, ou não existem!
   Basta olhar para as elites de cima. Tanto na America como na Inglaterra, onde boa parte desta história toda começou...