sábado, 19 de novembro de 2016

Mc Donald’s

por Marcos Bayer 
 
    Os Estados Unidos da América, numa visão atual, podem ser vistos sob três óticas.

   Donald Duck, obra prima de Walt Disney! Donald Trump, fruto da democracia mais representativa do mundo moderno e Mc Donald’s, a representação fast food da gastronomia yankee.

   Dito isto, gostaria de comparar as bobagens que parte da imprensa mundial tem difundido sobre o novo presidente dos Estados Unidos, com as festas temáticas das senhoras de meia idade desocupadas. Porque as ocupadas não perdem tempo com festas temáticas!

   As festas temáticas, escrevo pela terceira vez, são festas muito fantasiosas, por obviedade. Assim como algumas das opiniões de parte da mídia nacional.

1. Donald Trump, como nenhum outro presidente, explodirá o mundo apertando o botão vermelho da mala atômica. Antes de apertar o famoso botão, a decisão sobre ele, é triada por mais de 50 comandantes militares de primeiro escalão, além de forças econômicas poderosíssimas. Porque não se deixaria ao sabor de um só homem, ainda que presidente dos EEUU, esta crucial decisão. Afinal, ele poderia acordar de mau humor, tomar um porre de Jack Daniels do Tennessee, sofrer uma traição amorosa ou, por ato estabanado, apertar o botão fatal.

2. Outra das fantasias ditas é na questão dos imigrantes. Ele falou na campanha o que o povo eleitor branco e desempregado queria escutar. Ele não expulsará árabes e ou mulçumanos, tampouco mexicanos ou latinos e negros africanos. Ele expulsará tão somente criminosos fichados, ilegais desnecessários e eventuais ameaças humanas. Nada mais, pois como empresário ele sabe que força de trabalho mais barata ajuda no crescimento do PIB.

3. Ele, Trump, com todo apoio do capitalismo puro imporá necessárias barreiras alfandegárias às vassouras chinesas de U$ 1,99 dólares. Como aos inúmeros produtos Made in China. Se assim não proceder, em uma dezena de anos, a China destruirá o que resta da produção em solo americano e acabará com os empregos dos que ainda trabalham no sistema produtivo deles. Para exemplificar vejam o que aconteceu com a Walmart e seus empregados.

   Finalmente, festas temáticas de senhoras de meia idade desocupadas e opiniões inconsistentes de parte da imprensa mundial, só são úteis nos sábados vespertinos do outono no Hemisfério Norte. 


5 comentários:

Anônimo disse...



Dázumbanho Canga!

Abs do Jair Figueira.

Anônimo disse...

Apenas por questões de clareza: não foram os chineses que tiraram as vagas dos empregados da indústria americana. Foram as próprias indústrias americanas que por questões de lucratividade e competitividade optaram em apenas gerenciar o design, o marketing e os lucros nos EUA transferindo a produção para a China e outro países de mão de obra barata.

Anônimo disse...


Sr. Anônimo,

É verdadeiro vosso argumento.
Assim como os americanos levaram suas industrias para a China, agora Donald Trump irá trazê-las de volta!

Sds, Lawrence Back.

Antônio Carlos Vieira disse...

Muito bom o comentário do meu amigo Marcos. Parabéns.

Anônimo disse...


Vieirão, meu caro leitor!

Além do prazer de saber que tenho um leitor super qualificado, pensei na possibilidade remota de chamar o Donald Trump para dar uma "apurada" no Michel do Líbano...!!!

Abs, MBayer.