"Prensa" em Dário Berger aumenta temperatura da campanha eleitoral em Florianópolis
Por Sérgio Rubim
Causando frisson nos meios políticos da Capital a notícia da "prensa" que o prefeito Dário Berger teria levado do governador Raimundo Colombo, senador Luiz Henrique e do presidente nacional do PMDB, Michel Temer.
Dário teria sido intimado a "baixar a bola" na campanha do seu candidato a prefeito da capital, Gean Loureiro. O vencedor, aqui, segundo os caciques, teria que ser Cesar Souza Júnior, apoiado pelo governador e, veladamente, por Luiz Henrique. Como moeda de troca, as prefeitura de Lages e Joinville seriam entregues ao PMDB.
Por que a "prensa" no alcaide?
Na verdade ninguém confia nos Berger. Não professam fidelidade partidária alguma, trabalham somente para o PB, Partido dos Berger. O histórico é de mudanças contínuas de partido.
Uma vitória de Gean Loureiro em Florianópolis cacifaria Dário Berger para disputar a eleição ao governo do estado em 2014.
O clã Berger é pragmático e tem dinheiro na caixinha para enfrentar qualquer grupo político. Isso já provaram em Florianópolis e São José. Aves de arribação dentro do PMDB, Djalma Berger, candidato a reeleição em São José, e Gean Loureiro candidato em Florianópolis, têm filiação fresquinha no partido e são vistos de esgueio pelos papas do PMDB. Muitos peemedebistas nunca digeriram as duas candidaturas.
A massificação da imagem de Dário Berger na campanha de TV e em materiais impressos, ao lado de Gean Loureiro, do irmão Djalma e de diversos candidatos a vereança, é um prenúncio das intenções de Dário para 2014.
Tudo isso atemoriza não só o PMDB como antigos grupos políticos de Florianópolis. A aliança branca com o PT, na capital e, direta em São José, é outro fator de ruído nas relações com os Berger.
A vaga de vice-prefeito para o PT na candidatura de Angela Albino (PCdoB), já seria uma articulação Dário/Ideli Salvatti. Em uma eventual vitória de Angela, os contratos da administração Berger estariam preservados com a garantia de que tampouco haveria uma devassa nas contas da prefeitura.
Migração para o PDT
Corre nos bastidores que Dario Berger já estaria com um pé no PDT, hoje está sob a tutela do pai de Gean, Agnaldo Loureiro. Dário seria candidato a governador em 2014 de qualquer forma.
Um dos fatores que poderia impedir a sua candidatura seria a lei da Ficha Limpa. Com uma condenação colegiada dentro do Tribunal de Contas, onde é investigado em processo de Tomada de Contas Especial, no escândalo Bocelli. Figura ainda como réu em processo de Ação Popular e Ação Civil Pública, sobre o mesmo caso.
No Tibunal de Contas, a força de Agnaldo Loureiro, pai de Gean, dentro da Maçonaria, seria um dos fatores de protelação do julgamento do caso Bocelli.
A chegada de Iran Pessoa de Mello
A saída de Wilfredo Gomes, marketeiro de Luiz Henrique, do comando da campanha de Gean Loureiro, já sinaliza a crise que abala as relações Dário/PMDB.
A chegada do marketeiro, Iran Pessoa de Mello, para dirigir a campanha de Gean, mostra que Dário Berger não comprou o modelito que os caciques lhe quiseram impor. Iran de Mello é conhecido nacionalmente como um profissional agressivo. A conferir, a partir de agora, se o novo posicionamento de marketing da campanha de Gean, vai virar as baterias de ataques contra a administração Raimundo Colombo, coisa que o irmão, Djalma Berger, já está fazendo em São José.

