sábado, 7 de novembro de 2009

Falso Lula revela identidade

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República anunciou ontem que iria descobrir os autores de um trote passado para as rádios nacionais de Angola e Moçambique que entrevistaram longamente um falso Lula.

É desnecessário. Os autores já reveleram suas identidades. São os responsáveis por um dos novos quadros do programa "Chupim" da rádio "Metropolitana FM", de São Paulo, a rádio do blog Os Alphas

Eles entraram em contacto com vários emissoras do Canadá, da Austrália e de países africanos oferecendo uma entrevista exclusiva e ao vivo com o presidente brasileiro, que gostaria de falar sobre a violência no Rio, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

As duas emissoras mais ouvidas em Angola e Moçambique aceitaram a oferta na hora. Uma emissora canadense preferiu entrar em contacto com assessores de Lula e escapou do trote. Uma australiana gravou a entrevista, mas não a levou ao ar.


Lançamento do livro Honoráveis Bandidos, sobre a máfia Sarney, acaba em pancadaria

Militantes da juventude do PMDB tentaram agredir os ex-governadores Jackson Lago e Ze Reinaldo no lançamento oficial, em São Luís, do livro best-seller, HONORAVEIS BANDIDOS, de autoria de Palmerio Doria e Mylton Severiano.
No evento estavam presentes figuras opositoras ao clã Sarney, entre eles: Domingos Dutra, Aderson Lago, Marcos Silva, Haroldo Saboia, Marcio Jardim, Bira do Pindare, entre varios outros.

Honoráveis Bandidos-Um retrato do Brasil na era Sarney, do jornalista Palmério Dória, publicado pela Geração Editorial, explica bem por que o Maranhão é um dos estados mais pobres do país e por qual motivo Sarney se mantém como presidente do Senado mesmo após ter protagonizado tantos escândalos. O lançamento do livro foi na quarta-feira, no Sindicato dos Bancários do Maranhão, em São Luís. Em determinado momento, um grupo de estudantes ligados à governadora Roseana Sarney, começou a xingar e tentar atingir os autores com tudo que estivesse à mão. Mas o troco veio logo com outro grupo com faixas de "A navalha bandida", referindo-se à prisão de pessoas ligadas ao ex-governador Jackson Lago (PDT) na Operação Navalha, da PF.

“Em 2008, o senador José Sarney voltou a ser manchete, principalmente das páginas policiais, quando revelada a organização criminosa da qual seu filho fazia parte. Para não deixar o filho ir para a cadeia, ele teve de disputar no ano seguinte a presidência do Senado. Foi preciso colocar a cara para bater. O poderoso coronel voltou para dar forças aos filhos, para salvá-los”.

Pela primeira vez em livro, um jornalista – Palmério Dória, um veterano do jornalismo investigativo – reconstrói toda a insólita trajetória do ex-governador do Maranhão, ex-presidente da República e atual senador José Sarney. Sua vida, seus negócios, seu destino – presidente da República por acaso – sua família, amigos e correligionários, todos envolvidos numa teia cujos meandros os jornais e revistas revelaram nos últimos meses – sem a riqueza de detalhes e revelações surpreendentes agora contidas em livro. Leia mais sobre o livpo. Beba na fonte.




Falsa entrevista de Lula a rádio será apurado por Gabinete de Segurança

Por Luciano Borges

A Assessoria de Imprensa da Presidência da República informou, na tarde desta sexta-feira que o governo vai investigar o “falso Lula”. O caso foi encaminhado para o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República “para que se tomem as providências”. A decisão foi tomada depois que a rádio SBS, da Austrália, formalizou uma denúncia junto ao Secretário de Comunicação Social da Presidência, o jornalista Franklin Martins. A nota foi enviada por Beatriz Wagner, jornalista e produtora executiva do programa de língua portuguesa da emissora. Leia mais. Beba na fonte.

Senadores querem saber porquê o governo acha que o TCU “atrapalha” a administração

A controvérsia sobre a paralisação de obras públicas com irregularidades graves continua acesa. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) realizam audiência pública conjunta para "analisar e debater as divergências práticas e formais na atuação e nas ações administrativas e judiciais que estão ocorrendo entre o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Poder Executivo federal". A audiência está marcada para a manhã de terça-feira (10)

Os requerimentos para realização da audiência pública conjunta foram apresentados pelos senadores Pedro Simon (PMDB-RS), na CCJ, e Renato Casagrande (PSB-ES) na CMA, comissão que preside. Simon, primeiro a solicitar a reunião, já previu em seu pedido que Casagrande fizesse o mesmo pleito à CMA. O senador lembrou ter sido ele o autor do texto-substitutivo ao projeto que instituiu a Lei das Licitações, a Lei 8.666/93, aprovado no Senado e depois pela Câmara, "que geralmente não aprova o que sai do Senado". Lembrou ter sido o PT o partido que mais colaborou para a aprovação da matéria. De acordo com Simon, "o PT, naquela época, era um apaixonado defensor da ética, da seriedade e do controle dos gastos públicos".

Simon lembrou ainda que o TCU anteriormente era acusado de não fiscalizar, de facilitar o erro. "Agora, a discussão é no sentido de que o Tribunal de Contas está entravando, impedindo a obra", conforme Simon. Na justificação de seu requerimento, Simon afirma que "o governo está num confronto aberto com o Tribunal de Contas da União". O senador lembra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a Lei de Licitações atrapalha as obras e propôs uma reunião com parlamentares, empresários e integrantes do TCU e do governo para debater a matéria.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Começando a babar

Recebi hoje este auto retrato da Isadora, minha filha, e da Luisa minha primeira neta. Entrando no sétimo mês a minha querida está linda, maravilhosa. Não vejo a hora de estar com ela. A Luisa vai nascer em, para mim, Nice na Riviera Francesa. Quando a Isadora esteve aqui no verão falava:
- Pai, não é Nice é Nizza.
Bem, sempre conheci como Nice mas percebi que quando falava com o meu genro, francês, ele não ligava a pronuncia com a sua cidade. Acabei adotando Nizza sem discutir muito mas achando que a Isadora estava sofisticando.
Errado!
Quando estive em Artigas no Uruguai recentemente contei para um casal de amigos que seria avô e que a Luisa nasceria em Nice. Eles me corrigiram perguntando: Nizza?
Claro, é Nizza, italiano. Não Nice (naice americanizada).
Descobri então que até 1860 Nizza pertencia à Itália.
E sabem vocês, caros leitores, quem nasceu lá?
Giuseppe Garibaldi.

A crônica do Olsen

Olá, meus caros, salve!
Os últimos acontecimentos ligados a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania e que puseram "novamente" Santa Catarina no mapa brasileiro, desmitificaram a ideia de um lugar "diferenciado" para se viver...
No fundo, creio, não somos "diferentes" de ninguém, uma vez que quando ocorre uma situação, acabamos repetindo "mal" o que condenávamos bem nos "outros...
Está aí...
A música, bem a música poderia ser qualquer uma das três (dos Beatles) que o líder de uma comunidade hippie, Charles Manson, em 1969, depois de matar a atriz Sharon Tate e outro casal... Confessou ter agido sob influência "delas", segundo "ele" os Beatles "psicografavam" as músicas para ele: "Helter Skelter", "Sexy Sadie" e "Piggies"...
Essa última, com mais propriedade... Falava dos "pequenos porcos" que tentavam explorá-los...
Semelhante a alguns, na política, em nossa credibilidade, em nosso "fazer de conta" que acreditamos que "eles" estão dando conta do recado...
Mas preferi essa outra, que fala de fraternidade, huumm!
O texto é esse, tive de responder a um questionário antes de vê-lo com o selo "Nihil obstat" do jornal A Notícia...
Só os convenci quando afirmei que todos os canais de televisão tinham repercutido a matéria, tinha saído em cadeia nacional pela Globo, vários bllogs repercutiram o episódio (citei vários, Tijoladas do Mosquito (Amilton Alexandre), Cangablog (Sérgio Rubim), Carlos Damião, deolhonacapital (César Valente e Mário Medaglia)... E ainda estava no Youtube... Bem, acho que convenci, ainda não fui até a banca compra o AN... Em todo o caso, o recado foi dado...

NÓS QUE AMÁVAMOS TANTO A REVOLUÇÃO

Por Olsen Jr.

Esse foi o título de um livro publicado em 1985, coordenado pelo ex-carbonário, Daniel Cohen-Bendit em colaboração com o Fernando Gabeira. Bendit foi um dos líderes de maio de 1968 na França e que culminou com a deposição do General Charles De Gaulle; Gabeira foi jornalista , escritor e guerrilheiro... Em comum, o fato de ambos ter assumido a política como parlamentares e o engajamento na construção do Partido Verde.

Ficou célebre a frase de Cohen-Bendit no auge do movimento que se institucionalizou pelo mundo afora, disse: “É preciso levar a imaginação ao poder”.

Isso tudo me vem à lembrança a propósito de recentes imagens de presos sendo torturados em Santa Catarina e mostradas para o Brasil.

O meu assunto era outro, iria falar de cidadania, comportamento, civilização e respeito... Mas aquelas imagens tornadas públicas e divulgadas em muitos blogs não me saem da cabeça. Seria mais um omisso (como a maioria dos nossos parlamentares) se não dissesse nada.

Em tempo que não vai longe, havia nesse País apenas dois partidos políticos (os outros tinham sido postos na clandestinidade ou extintos)... Um era a favor do golpe militar ou da contra revolução (é o termo técnico para a quartelada) e o outro lhe fazia oposição: Arena e MDB, respectivamente.

No ideário da oposição estava claro, se ainda me lembro: o reatamento diplomático com os países comunistas, o restabelecimento do direito de “ir” e “vir”, o fim da censura prévia nos veículos de comunicação, o direito a livre manifestação de opinião, a legalidade da UNE – União Nacional dos Estudantes, o voto livre, direto e secreto para se eleger os nossos representantes, em todos os níveis, da presidência da república ao vereador municipal, mas principalmente, e isso era universal, o fim da tortura física e moral para se co.nseguir confissões políticas ou não...

Não sou um saudosista e isso tudo parece pré-história em nosso sistema de organização sócio-política, mas não é demais lembrar, alguma coisa ainda precisa ser aprimorada e não podemos nos desgarrar dos direitos humanos.

Trabalhei dois anos (final da década de 1980) na assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania, visitei várias vezes todos os 23 presídios e as três penitenciárias do Estado (estas últimas são modelos para o Brasil) e lembro certa vez de um preso (paulista) que tinha sido recapturado aqui em SC e ele pediu para cumprir o resto de sua pena aqui, a razão era o tratamento que se dava aos apenados. Havia no imaginário do dito preso que aqui a polícia era menos truculenta e até se tivesse sorte poderia ingressar em um dos programas alternativos de (re) socialização, cito o caso da construção de cadeiras de rodas a partir de sucatas de bicicletas, uma inovação trazida por um pastor dos Estados Unidos e que deu certo durante algum tempo em Joinville e Rio do Sul. Técnica que foi levada para outras instituições penitenciárias e que acompanhei de perto, em Manaus, por exemplo, com sucesso.

Isso posto, para mostrar que houve tempos piores, mas também houve tempos melhores e é até constrangedor, para se dizer pouco, que tenhamos regredido a esse ponto de sequer nos rivalizarmos com os animais, porque estes não se dedicam a infernizar a vida dos seus iguais, não assim com este requinte premeditado de humilhação, como foi mostrado para o mundo pela televisão.

Logo agora, quando quase toda a cartilha do que se pretendia no poder está toda decorada e cumprida e justamente num governo que tinha como essência a determinação de acabar com a insolência e de uma luta que começou lá atrás, em 04 de março de 1966, o dia da fundação do MDB, o partido que ficou conhecido como “o bom e velho de guerra”... Só que a guerra, como se observa ainda é a mesma, como disse o antigo revolucionário: “é preciso levar a imaginação ao poder”

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Vereador evangélico perde a compostura


O vereador Asael Pereira usou e-mail oficial da Câmara de Vereadores de Florianópolis para atacar e ameaçar blogueiro com palavras de baixo calão.
A atitude desvairada do edil pode lhe custar caro. Pode ser enquadrado em vários crimes. Leia matéria completa. Beba na fonte.

Eleições na OAB/SC

Prezado jornalista,

As eleições na OAB/SC ultrapassaram as fronteiras do Estado. Jurista Fábio Konder Comparato, renomado internacionalmente, com uma história de vida marcada pela defesa dos valores democráticos, acaba de declarar apoio à chapa Chapa 2 – Nova Ordem. Contra a reeleição e a favor da democracia.

Abs,

Maristela Amorim

CONTRA A REELEIÇÃO, A FAVOR DA DEMOCRACIA

Jurista Fábio Konder Comparato apóia a campanha da Chapa Nova Ordem contra a reeleição.

Forte na convicção de que a igualdade é pressuposto para a democracia, o jurista Fábio Konder Comparato, que tem uma história de vida marcada pela defesa dos valores democráticos afirma apoio à campanha da Chapa 2 – Nova Ordem, que tem Tullo Cavallazzi Filho como candidato a presidente. Comparato acredita na luta da Chapa 2 – Nova Ordem por uma OAB transparente, apartidária, democrática, comprometida com o advogado e com os ideais republicanos. “Quem tem em mãos o poder e todos os seus instrumentos de pressão, não é um candidato igual aos outros”, lembra o jurista.

Conceituado professor, doutor pela Universidade de Paris e Doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra, Fábio Konder Comparato preside a Comissão de Defesa da República e da Democracia do Conselho Federal da OAB. Também é membro honorário vitalício da OAB Nacional, condecorado com a medalha Rui Barbosa pelos relevantes serviços prestados à causa do Direito e da Advocacia.

Espelhando exemplos como este, a Chapa 2 – Nova Ordem defende que a reeleição é uma prática inaceitável. E se ampara nas próprias palavras do ilustre jurista e professor Comparato quando ele defenda que a democracia supõe a renovação constante dos titulares do poder, que são meros delegados dos eleitores.




quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Eleições na OAB/SC


Estou achando a disputa pela presidência da OAB/SC muito morna. As duas chapas de oposição estão muito lentas e condescendentes com a situação que é sabidamente comprometida com o governador Luiz Henrique e partidarizou a Ordem. Todos sabem e falam nas internas que a atual diretoria está cheia de "nó pelas costas". Mas nada acontece. Tem material de sobra para denúncias contra a atual direção. O comentário geral é que dentro das chapas de oposição existem quintas colunas que travam uma ação mais agressiva e que, no final, favore a atual diretoria.
Recebi da colega e amiga Maristela Amorim o seguinte release da Chapa 2 que disputa a presidência da OAB/SC:

Cavallazzi tem apoio de advogados de Tubarão e região

Candidato à presidência da Ordem dos Advogados pela Chapa 2, de oposição, é recebido mais uma vez por colegas do Sul

Faltam poucos dias para as eleições na OAB/SC, este ano com três chapas concorrendo à seccional Estadual. Tullo Cavallazzi Filho, que concorre pela Chapa 2 – Nova Ordem, de oposição, estará nesta quinta-feira, 05 de novembro, em Tubarão. Visita escritórios de advocacia, encontra-se com advogados que apóiam a sua candidatura e, à noite, participa de um jantar no Clube Cidade Luz, a partir das 19h30min.

Cavallazzi estará acompanhado dos advogados de Tubarão Murilo Medeiros, que integra a Chapa 2 como candidato ao Conselho Federal, Marcelo R. Cardoso, candidato ao Conselho Estadual, e Rud Gonçalves, coordenador da Chapa 2 – Nova Ordem na cidade. Juntos apresentarão o elogiado Plano de Gestão da Nova Ordem, a única chapa realmente de oposição.

As duas outras chapas que estão na disputa apresentam como candidatos à presidência da OAB/SC Paulo Borba, que quer a reeleição, e Marcus Silva, com chapa constituída por dissidentes da OAB/SC. O que deixa Tullo Cavallazzi Filho em vantagem, já que é notório que os advogados de Santa Catarina querem mudanças urgentes, com seus dirigentes pensando na Ordem como uma entidade da classe, sem amarras ou histórico políticos que possam comprometer a defesa das prerrogativas dos advogados.

As eleições na OAB/SC acontecem em 16 de novembro na seccional estadual e em todas as subseções de Santa Catarina.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

SC: a massa começa a reagir!



Depois da expulsão do governador Luiz Henrique da Silveira, com apupos e latas de cerveja, em Jaguaruna agora acontece o quebra-quebra no teminal urbano no centro de Florianópolis.
Parece que a paciência da população está se esgotando com tanta promessa não cumprida, corrupção e abandono do estado e da população por um governo que só sabe viajar para o exterior com bando de amigos às custas de dinheiro público.
As denúncias do desmonte da saúde, do transporte público, da segurança e da educação está diariamente nos jornais e na TV. É realmente um governo em final de festa. A prefeitura da capital foi abandonada pelo prefeito Dário Berguer que está em campanha pelo interior do estado comprovando as acusações do tempo das eleições passadas: a prefeitura é apenas trampolim político para os Berguer.
Santa Catarina mais uma vez emplaca as "páginas" policiais da grande imprensa nacional. Só na Globo as imagens de tortura a presos em SC apareceram no Fantástico e no Jornal Nacional de segunda-feira. Começam a aparecer denúncias da selvageria que se transformou a área de segurança e do sistema priosional de Santa Catarina. Enquanto isso o governador anuncia o afastamento de apenas um agente torturador em uma reação pífia frente às imagens chocantes de violência e abuso de poder. O seu secretário de Justiça e Cidadania reage quase que justificando as torturas.Atitudes de escárnio frente a população.
A polícia da Capital se transformou em uma máquina de aplicar multas enquanto a violência e a vagabundagem campeiam no centro da cidade.
Esse é o grande governo do PMDB. Essa é a grande contribuição do PMDB ao estado de Santa Catarina. Mas parece que a população que parecia anestesiada frente a tanta propaganda mentirosa e tanta crise começa a reagir. A sua maneira.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A Festa dos Mortos



O cemitério do Campeche está todo florido hoje. Bonito, com vista para o mar.

Diferentemente do dia dos finados do catolicismo, no México o dia dos mortos é um dia de festa. É um dia especial nas tradições populares. Misturando formas de devoções de origem cristã com ritos centenários das antigas culturas, o povo criou uma comemoração única no mundo, uma maneira alegre e feliz, quase irônica, de contato com seus antepassados. Alguns turistas até batizaram esse dia como o “carnaval dos mortos”. De fato, podem existir excessos e abusos nas comemorações do dia, mas, no seu mais profundo significado, é para o povo se sentir, neste dia, perto dos parentes falecidos, na alegria do convívio, desmistificando a morte e os fantasmas que assustam tantas outras culturas ocidentais. Não existe o sofrimento e a dor que tanto caracteriza o catolicismo.

A festividade começa no dia primeiro de novembro. Nas casas, preparam-se as oferendas sobre mesas enfeitadas com aquilo que de melhor se possui: toalhas bordadas, velas, flores, incenso, comidas e bebidas. Confeccionam-se as tradicionais caveiras de chocolate em cores fortes e, com o pão, modelam-se ossos humanos e alegres e coloridos esqueletos que, como verdadeiras marionetes, podem imitar as danças. Os esqueletos femininos são enfeitados com perucas e batom. Sobre o altar, além das imagens da Virgem de Guadalupe e de santos, há fotos, instrumentos de trabalhos e de diversão dos falecidos. Parentes e amigos passam de casa em casa entretendo-se em longas conversas, comendo e bebendo. Outros altares são preparados nas igrejas e nos cemitérios.

Grandes cruzes, feitas de flores amarelas – a cor da morte –, ladeiam as ruas no caminho ao campo-santo. No dia 2, data dedicada à lembrança dos finados, bem de manhã, todos se encaminham aos cemitérios, levando flores e alimentos em clima de alegria e de camaradagem. Não há choro nem sinais de luto, mas somente de festa e alegria. O povo vai ao cemitério para ficar em companhia dos mortos, como se estes estivessem vivos e participassem da comemoração. Sobre os túmulos se reza, come-se, bebe-se e se festeja. A morte não assusta e o cemitério se transforma numa grande praça de alegria com cantos, música e danças.

As crianças brincam livremente entre as tumbas, os vendedores ambulantes oferecem sua mercadoria e muito algodão doce. Neste dia, a prioridade não é a oração de sufrágio, mas a alegria de se sentir bem próximo dos parentes falecidos. De tarde, no lugar central do cemitério, debaixo de uma cobertura enfeitada, reza-se a Missa. Carnaval?! Talvez! Mas tais tradições populares e festivas existem para humanizar a morte e para conviver com ela como um acontecimento natural da vida. O povo olha para ela até com simpatia, sem perder o sentido da fé na vida futura.

A galinha do vizinho sempre é mais gorda!


Esse ano, pela primeira vez em muitos, o abacateiro da frente de casa não deu frutos. Uma pena, pois quando tem aproveito muito. Nunca comprei abacate na feira e acho que nem compraria por achar que é uma fruta que "não é de comprar". Comento isso com a minha filha, aqui na frente tomando sol na grama, e ela me diz que não é de comprar para mim que tenho em casa. Pode ser.
O Brasil é um dos únicos países, se não o único do mundo, onde se come abacate com açúcar. Eu como com sal, azeite bom e muita pimenta. Faço a pasta de manhã e como com pão no café, diariamente.
Ceta vez encontrei um médico peruano em um bar de Lima, Peru. Tomamos todas e, lá pelas cinco veio a preocupação clássica: o figueiredo (fígado) deve estar reclamando, disse eu. Aí ele me falou sobre o abacate.
-Beba chá de folhas secas de abacate diariamente. E continue tomando todas.
Belo conselho vindo de um médico! Saímos do bar abraçados cantando pelas ruas de Lima celebrando as propriedade medicinais do abacate. Nunca tomei o chá, não sou muito de chá.
Inclusive quando estava em Cuzco, devido à altitude, em vez de tomar chá de coca para compensar os efeitos del "soroche" (falta de oxigênio nas idéias), comprei um cilindro de oxigênio que carregava na mochila e volta e meia dava um tapa no lance para no me apunar como se dice en Chile.
Bem, voltando ao conselho médico do meu amigo de Lima, se a folha seca do abacate já é boa imaginem a fruta in natura, com pimenta sal e azeite é claro. Aprendi a comer assim em Santiago do Chile em 79 quando andei por lá. Se comia um abacate pequeno que eles chamam de palta. Lembro que o toque de recolher era às 8 da noite. Uma merda!
Mas falei tudo isso para dizer que o meu abacateiro não deu frutos este ano e ainda há pouco olhei sobre o muro sul do meu quintal e vi a jabuticabeira (foto acima) do meu vizinho carregada! A inveja é uma merda!

sábado, 31 de outubro de 2009

TALEBAN DA UNIBAN TÊM MEDO DE COXAS

Por Janer Cristaldo

Gosto de citar uma frase que Roberto Arlt, considerado o Dostoievski argentino, coloca na boca de um de seus personagens:: “A revolução, a faremos com os jovens. São estúpidos e entusiastas”.

Em minha vida, encontrei não poucos jovens maduros e sensatos e tive imenso prazer em confraternizar com eles. Mas, no geral, tenho de concordar com Arlt. E vou mais longe: estúpidos, entusiastas e senis. Prova disto é o recente episódio ocorrido em São Bernardo do Campo, no campus da Universidade Bandeirantes de São Paulo (Uniban).

Uma estudante do primeiro ano de Turismo quase foi linchada por uma multidão de estudantes no prédio onde estuda, por estar usando um minivestido. O fato ocorreu na semana passada e ganhou repercussão nesta semana pelo site YouTube, onde foram publicados vídeos que registraram o episódio. Beba na fonte.

Exclusivo: Ex-mulher de Fernando Collor diz que tem medo de morrer

Rosane Malta, ex-mulher de Fernando Collor de Mello, abre o coração em entrevista exclusiva. Foto: Ana Paula Araripe/Extra

Clique e veja o primeiro trecho da entrevista com Rosane Malta

Em entrevista exclusiva, quase 20 anos após a primeira eleição presidencial pelo voto direto após a ditadura militar, Rosane Malta revela que tem medo de morrer. Separada do ex-presidente Fernando Collor de Mello desde 2005, ela afirma que se sente ameaçada por se considerar um arquivo vivo.

Em setembro de 2006, por exemplo, quando Collor ainda ensaiava em Alagoas o seu retorno à cena política, o telefone tocou na mansão do bairro Murilópolis, em Maceió. Do outro lado da linha, uma voz ameaçava de morte a ex-primeira-dama do país.

- Eu ia para o lançamento do CD evangélico de Cecília de Arapiraca. A pessoa dizia que se fosse ao evento, eu não voltaria - relembra hoje, aos 45 anos. Leia tudo aqui.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Moradores do Farol de Santa Marta expulsam Luiz Henrique com vaias e latas de cerveja

Deu no Moacir Pereira:

Governador envolve-se em tumulto no Sul

Tumulto em Laguna durante o ato de inauguração da estrada Camacho-Jaguaruna. O governador Luiz Henrique partiu para o confronto direto com moradores da região do Farol, que compareceram com faixas e cartazes, cobrando a promessa de pavimentação da estrada que dá acesso àquele patrimônio histórico.

O governador se irritou e foi cobrar dos que protestavam. Segundo informam emissoras de rádio de Laguna e Tubarão, o tumulto envolveu Luiz Henrique e manifestantes, alguns identificados com militantes do PT.

Os seguranças de Luiz Henrique agiram rápido e o colocaram no carro oficial, enquanto latas de cerveja voavam sobre a viatura.

De Henri Miller, Jack London e...

LesPaul deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O DIA DE ESTRELA DE UM MALDITO":

Caros Viking e Canga, essa crônica me levou lá atrás no tempo. Primeiro Kerouac, depois a catrefa cúmplice que lhe dava à preferência da janela desse trem bom. Depois, quem eram os caras que eles liam. Um pouco mais além do depois, quem eram os que que estes liam? Pronto. Achava-me um expert em literatura americana contemporânea ( do pós-Guerra até os 70) e moderna (início do século passado). Que nada, me levaram ao Steinbeck e Faulkner e ao Henri Miller (que um abobado da Folha de SP, leitor de orelhas simplificou com sua (dele) trilogia mais famosa Sexus, Nexus e Plexus - burrice ímpar), o policial noir de Dashiell Hammet e Raymond Chandler chegando em Jack London, passando por Whittimann e outros poetas 'menores'... Dá nó nas tripas a apologia da ignorância e o desprezo ao enfrentamento da urgência dos dias de hoje que roubam a descoberta de 'como é bom ler', e como é fácil voar nas linhas livres, nas folhas soltas, nas capas tortas e emboloradas, lombadas manchadas... PROSIT e Dunke má friend.

Canga: É isso aí Les Paul!
Quem sabe a gente continua este papo mais tarde na Kibelândia?

O DIA DE ESTRELA DE UM MALDITO


Por Olsen Jr.

O poeta galês, Dylan Thomas, se estivesse vivo celebraria 95 anos este mês. Lembrei porque me perguntaram sobre ele, cinco dias atrás.

Essa crônica trata dos malditos.

Convencionou-se chamar de “maldito” aquele escritor de talento que, longe do seu “fazer”, despreza as convenções sociais, o maneirismo peculiar da sociedade que, por dever de nascimento, deveria absorver.

Não obedece às regras porque, afinal, quem segue está sempre atrás. A minha razão é essa, mas cada um pode fazer a própria lista.

A grande arte é intuitiva.

Depois de um lauto almoço elaborado por Márcia Philippe, mulher do João Vianney, ex-sócio na Editora Paralelo 27 (junto com Carlos Damião) e, coisa rara, de sócios que continuam se dando bem após o término da sociedade, acompanhados da Julie e da Jade, também o Victor Hugo, a quem acabara de conhecer, ligado a informática, bom papo, seguimos para um bolicho à beira da estrada para assistir ao Gre-Nal... Claro está que nessa empreitada só foram os homens.

Casa cheia, reduto gremista, mas o proprietário administrava a tasca com pulso firme, poderíamos ficar tranquilos, segundo a informação do Vianney, uma vez que tanto eu quanto o Victor éramos torcedores do colorado.

Permanecemos ali fora, a conversa estava boa e, com todo o respeito, não vimos o jogo. Soubemos do gol logo no início pelo óbvio da exaltação dos vermelhos.

Quando terminou o embate tive de entrar na birosca para buscar duas cervejas, porque estava na minha vez. Nas costas da camisa vermelha que usava, estava o meu nome e alguém me chamou. Logo dou de cara com três gremistas pilchados e um deles, pergunta: “o que o senhor acha do Dylan Thomas e da Beat Generation?”. Sem refletir muito, afirmo que o Bob Dylan (cujo nome verdadeiro é Robert Allen Zimmermann) adotou o Dylan em uma homenagem ao poeta... Eles me ouviram e um deles afirmou “gostei do papo, quem sabe o senhor não fica aí para a gente conversar mais?”... Disse que estava com amigos ali fora, mais tarde poderia ser.

Quando saí, me lembrei que foi o Pasquim, na década de 1970, através dos textos do escritor Luis Carlos Maciel que nos tinha revelado o Jack Kerouac, Allen Ginsberg, William Burroughs, Charles Bukovsky, Neal Cassady, Gregory Corso, Timothy Leary, Peter Orlovsky, Carl Solomon, Lawrence Ferlinghetti...

Mais tarde, um dos gremistas que era também professor, se aproximou e me pediu um autógrafo... No princípio acreditei que ele estivesse tirando um sarro, mas não, se confessou um admirador e falou de uma crônica “Os Novos Beatniks” publicada nesse mesmo espaço na véspera de natal do ano passado, daí o seu interesse pelo tema.

O papo ia animado e logo os outros dois gremistas entraram na roda. Quem nos visse de longe acharia inusitado, um torcedor colorado com outros três gremistas discutindo literatura. Um deles disse que ainda curtia a velha máquina de escrever e o Victor Hugo ficou de rever sua concepção sobre o uso da tecnologia entre os mais jovens.

Afirmei que outros autores, pouco lembrados, tinham influenciado aquela geração e poucos se davam conta, citei o J. D. Salinger e “O Apanhador do Campo de Centeio” em que alguns (depois de um porre) incorporavam o personagem do livro, Holden Caulfield (rimos) e também, talvez o melhor deles, Ken Kasey que escreveu “Voando Sobre um Ninho de Cucos” e inspirado nele que o Milos Forman fez o filme “Um Estranho no Ninho”... Mais recente, “Quando Eu Era o Tal”, de Sam Kashner sobre a vida na Jack Kerouac School...

Próximo das 22hs quando o teor alcoólico da moçada já estava entrando no campo das confidências, lembrei do Dylan Thomas “Um alcoólatra é alguém de quem você não gosta e que bebe tanto quanto você”... Despedimo-nos e prometemos continuar o papo no próximo jogo, independente do Grêmio ou Internacional.



quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Tijoladas do Mosquito investiga, levanta provas e detona quadrilha especializada em roubar dinheiro público

Já está aberto no Ministério Público inquérito que apura o roubo de dinheiro público pelo ICADES (Rogério Nocetti de Souza CPF 645.056.340-00).

Também o Tribunal de Contas de Santa Catarina tem auditoria especial que investiga improbidade administrativa de Gilmar Knaesel (CPF 341.808.509-15) e Rogério Nocetti de Souza. Processo RLA 09/00550554

Os dois são investigados no caso ARENA JURERÊ - Rogério Nocetti de Souza conseguiu aprovar projeto para captaçào via SEITEC – Fundos da Secretaria de Esporte e Turismo no valor de R$ 1.160.000,00. Conseguiu com meia duzia de folhas de papel, um orçamento furado e três cartinhas. Para o Knaesel, para o Pavan e para o Luiz Henrique. Todos os documentos estão em posse do MPSC e Tribunal de Contas.

A prestação de contas completamente furada foi rejeitada pele própria Sec. de Turismo. O Secretário Knaesel quando liberou a grana já sabia que era golpe. Knaesel desfila hoje em varios eventos na companhia de Rogério Zanetti de Souza. Leia mais. Beba na fonte.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Pacientes reclamam da NAS da Unimed

Aumentam as reclamações de parentes de doentes internados no Núcleo de Atenção a Saúde (NAS) da Unimed Florianópolis. Afirmam que o atendimento é excelente mas falta roupa de cama e banho. Pacientes idosos às vezes são enxugados com lençóis pois faltam toalhas. Outras vezes faltam lençóis nas camas. As reclamações, além de pacientes e parentes, vem também dos atendendentes que são obrigados a ouvir os protestos. O caso mais gritante é na unidade de São José.

Suspeita de fraude pode anular eleições na Academia Catarinense de Letras


Ações na justiça podem anular a última eleição na Academia Catarinense de Letras. Uma ação pede a impugnação de dois votos que vieram abertos. Outro voto que levantou suspeitas de falsificação foi o de um acadêmico, em estado grave de saúde, que não teria votado. A família já confirmou que ele não foi procurado, não votou e está incomunicável por ordem médica.
Outra ação seria uma liminar pedindo a suspenção, até o julgamento da ação, da posse de Mário Pereira que teria sido eleito em um processo fraudulento.
É uma vergonha que uma instituição que tem como objetivo fomentar a produção literária e congregar os homens de letras deste Estado se preste para uma panacéia deste estirpe. A se confirmarem as suspeitas de fraude, sai a ACL manchada deste episódio frustando assim a espectativa de muitas pessoas que acreditam que a ACL é composta de gente horada e digna de representar as letras catarinenses.