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segunda-feira, 13 de junho de 2011

“OPERAÇÃO MOEDA VERDE”

Por Edison da Silva Jardim Filho

     A anulação do processo que abriga a “Operação Satiagraha”, pela 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, por 3 votos a 2, com o voto de desempate proferido pelo ministro Jorge Mussi, e a decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pelo arquivamento dos pedidos de abertura de inquérito criminal, apresentados por partidos políticos de oposição, para investigar possíveis delitos cometidos pelo então ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, com os trabalhos de sua empresa de “consultoria”, a “Projeto”, tomadas nas últimas semanas, trouxeram-me à lembrança a “Operação Moeda Verde”.


    O motivo esgrimido para a anulação da ação penal da “Operação Satiagraha”, em que o banqueiro Daniel Dantas, controlador do grupo “Opportunity”, já tinha sido condenado a 10 anos de prisão por corrupção ativa, foi a participação, sem autorização judicial, da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) nas investigações policiais, o que, para a 5ª Turma do STJ, “contaminou” todas as provas colhidas, inclusive aquelas que não teriam nexo de causalidade com tal ingerência. É o que se conhece, em Direito, por “teoria da contaminação dos frutos da árvore envenenada”; nome pomposo para significar que a ilegalidade de uma prova contagia as que dela decorrem, fazendo com que todas sejam eivadas de nulidade. Essa decisão contrariou, além da sentença do então juiz (hoje, desembargador) Fausto De Sanctis, também um julgamento do Tribunal Regional Federal da 3ª região e o parecer de um subprocurador-geral da República, que consideraram legal a participação da ABIN.

    Mas, voltando à terrinha. Como os cidadãos florianopolitanos de bem e de boa memória não devem ter esquecido, a “Operação Moeda Verde” foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã do dia 3 de maio de 2007, com a prisão de 19 pessoas conhecidas e poderosas da cidade, dentre as quais o empresário Fernando Marcondes de Mattos e o então líder do governo do prefeito Dário Berger na Câmara de Vereadores, Juarez Silveira. Este último foi dado como mentor intelectual e operador principal do esquema. O caso foi o primeiro tsunami moral da administração do prefeito Dário Berger (outros viriam), porque envolveu alguns secretários municipais fortes, pois muito próximos dele. A “Operação Moeda Verde” que, inicialmente, indiciara 22 pessoas, ao seu final, já tinha carimbado o indiciamento em 54 testas. No relatório da delegada que presidiu o inquérito policial, Júlia Vergara da Silva, as acusações versavam sobre o cometimento de crimes ambientais, contra a ordem tributária, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, falsificação de documentos, uso de documentos falsos e formação de quadrilha.

    Devido ao suposto envolvimento do prefeito Dário Berger, o inquérito policial da “Operação Moeda Verde” foi remetido ao Tribunal Regional Federal da 4ª região, sediado em Porto Alegre, e lá permanece há, precisamente, 4 anos e 10 dias, dormitando em algum escaninho que se finge de desavisado.

    Como os profissionais do Direito com boa formação sabem, o sistema penal faz a seleção dos criminosos e dos crimes a serem punidos, sendo que a última instância desse processo que é o Poder Judiciário, nas palavras de Alessandro Nepomoceno, “decide com o código ideológico e fundamenta com a codificação tecnológica”, ou seja, lançando mão da legislação e das outras fontes jurídicas. Enquanto o momento do “pulo do gato” para a impunidade não chega, os processos de grande repercussão na sociedade ainda são protelados com a adrede colaboração da Justiça.

    Consta que Juarez Silveira será candidato a vereador, nas eleições que se realizarão em outubro do próximo ano. Sabendo ele, até de olhos tão vendados quanto os da mulher que representa a Justiça, o “caminho das pedras”, e continuando a contar com o apoio político e financeiro de muitos dos companheiros de infortúnio da “Operação Moeda Verde”, certamente vai se eleger, e com folga, se não for o mais votado.


 L.A. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "“OPERAÇÃO MOEDA VERDE”": E este é o Brasil moderno, forte e integrante do G-20. Um Brasil sem segurança jurídica, sem agilidade processual e sem garantias eleitorais. Todos são iguais perante a Lei, mas alguns são mais iguais... Exatamente como sentiam-se os porcos, na Revolução dos Bichos de George Orwell.  

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Empresa da esposa de Gean Loureiro faz obras para a Prefeitura


    A revitalização da Beira Mar Norte esta dando "pano pra manga". Ontem recebi de um leitor a foto do guarda-corpo do trapiche já enferrujado. Depois, outro leitor manda outra foto mostrando a ocupação irregular com barcos que está sendo feita bem na cara das autoridades municipais sem nada seja feito.
   Com todas essas notícias pipocando, resolvi fazer a minha corrida matinal na Beira Mar e dar uma conferida. Realmente tem coisas interessantes por ali. Achei esta placa onde aparece o nome da esposa do atual Secretário de Governo da Prefeitura de Florianópolis, Gean Loureiro.
    A arquiteta Cintia de Queiroz aparece na placa do Corpo Técnico da Prefeitura como autora de projeto. Acontece que ela é diretora-sócia da empresa DQueiroz Arquitetura (http://www.dqueiroz.arq.br), responsável pela obra do trapiche da Beira Mar. Não entendi direito essa relação incestuosa. Gean Loureiro é o único candidato com campanha na rua para a Prefeitura de Florianópolis em 2012. Imaginem se a empresa da esposa já trabalja assim com os Berger, São José também, como será se o marido virar prefeito da Capital.

No portifólio da empresa de Cíntia as obras abaixo. Avalie: 
 Policlínica - Forquilhinha - São José, SC - 2009
Reforma da Escola Aderbal Ramos da Silva - 2009
Reforma da Escola Irineu Bornhausen - 2009
Escola Municipal - Campeche - Fpolis, SC - 2007
Escola Municipal - Rio Tavares - Fpolis, SC - 2007
CASAN – Grande Florianópolis, SC


Cintia de Queiroz deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Empresa da esposa de Gean Loureiro faz obras para ...": Bom dia, muito boa a sua preocupação. Desculpe a demora em comentar, mas não havia lido ainda este post. Mas gostaria de informar que projetei para a Prefeitura Municipal de Florianópolis somente no período em que fui funcionária daquela Prefeitura. Pedi demissão da PMF quando iniciei minha relação com o então Vereador Gean Loureiro. Neste momento, fundei a empresa d.queiroz arquitetura que nunca prestou nenhum tipo de serviço ao Município de Florianópolis. Abraço, Cintia Queiroz.
 


Caro Jornalista,
Muito dificil formar um juízo sobre esta ligação perigosa entre a arquiteta-esposa, a obra pública e o o candidato ao Paço.
Devemos supor que houve um processo de licitação, que ganhou a melhor proposta e que não há favorecimento.
É a forma republicana de conduzir a coisa pública.
Mas, suponha que ela tenha uma voz forte, muito forte, e, em casa, tenha dito: A obra é minha.
Então, levou no grito...
Faz sentido?

Marcos Bayer

P.D. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Empresa de esposa de Jean Loureiro fez obras para ...": KKAKAKAKAKAK TÁ BEM A MOÇA
VOU CHAMR O GREGO DIOGENES COM SUA LAMPADA PARA ACHAR UM POLITICO HONESTO
Paulo Dutra
 

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Campeche finalmente integrado à paisagem do concreto


Recebo do meu amigo e vizinho Milton Ostetto este irônico e indignado comentário. Milton registrou a nova paisagem do Campeche a partir da praia. 
Uma denúncia no que estes administradores picaretas transformaram esta ilha. Ficaram de joelhos para a especulação imobiliária. Os crimes cometidos por estes bandoleiros urbanos um dia terão de ser pagos. Os incautos que elegeram Dario Berger e seus asseclas na Câmara de Vereadores já estão pagando o preço. E caro!

Canga,
Tenho um amigo que diz:
 - Vejo tudo e não morro!
Ja fazia algum tempo que não ia a  praia aqui no Campeche. Acho que por estar meio desiludido, pois o nosso point de encontro, que era "o Bar do Seo Chico",  foi derrubado. Segundo a lei, estava em área de preservação e poluindo o visual da praia. Eu com a certeza de não encontrar mais os amigos naquele lugar estava meio resistente.
Mas ontem decidi que precisava dar uma caminhada, até para aliviar o dia a dia.
Já havia percebido algumas mudanças na paisagem da área aqui do Mato de Dentro e arrabaldes da Capela. Chegando à praia, descobri que derrubaram o Bar do Seo Chico mas tinham nos dado um outro visual turístico, ou seria um novo ponto turístico a ser admirado a partir da praia ? 
Realmente uma primor de engenharia e arquitetura, totalmente integrado com a natureza e a paisagem do Campeche completamente integrado à cultura do Bairro.
Resolvi fazer estas fotos e te mandar, já que somos vizinhos e amigos há tantos anos, ou seria?
 
- Estive na praia e lembrei de vc
Escutei falar que existem duas leis. Uma que fala em impacto de vizinhança e outra que fala na questao da poluiçao visual. Será que existem mesmo?
abraço
Milton

Na foto acima o local onde existiu o bar do Seu Chico. Demolido por poluir o visual da praia, segundo a Prefeitura. Legal ficou agora!

 Michelle deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Campeche finalmente integrado à paisagem do concre...": Vale destacar que, o empreendimento visto na foto está completamente fora das leis, mas o que o dinheiro não compra!!!
Pra começar, estão sendo construídas 250 unidades habitancionais, sendo que o plano diretor vigente permite no máximo 200 unidades.
No que tange ao licenciamento ambiental, um empreendimento deste porte necessitaria de um Estudo de Impacto Ambiental/ Relatório de Impacto Ambiental - EIA/ RIMA com a realização de audiências públicas, o que nunca ocorreu, nem as audiências nem os referidos estudos.
Estudo de Impacto de Vizinhança - EIV a fim de verificar quais impactos urbanos, sociais e ambientais da comunidade no entorno, não vamos nem comentar. Afinal, que impacto trará 250 apartamentos??? Nada, se considerarmos 4 pessoas por apartamento, apenas 1.000 pessoas gerando lixo, esgotos, trânsito, ...
Mas infelizmente esse é o progresso que tantos querem e que os órgãos públicos fazem questão de licenciar a qualquer custo$$$$$$$$$$

sábado, 17 de julho de 2010

A arquiteta e a casa de Cadeia de Florianópolis

Que eu saiba quem trabalha com picareta é trabalhador braçal, ajudante de pedreiro e outros trabalhadores menos preparados intelectualmente. Mas Florianópolis tem coisas que até a própria razão desconhece. Aqui até arquiteto põe a mão na ferramenta e a usa como intrumento de espertice.
É o caso da arquiteta diretora de Planejamento do Ipuf, Cristina Piazza. Temos aí um caso exemplar de uma arquiteta picareta. Pois a profissional, da equipe do não menos "braçal" Dário Berger, resolveu picaretear justamente no chão onde ganha o pão. No IPUF.
Casa de Passagem de conhecidos picaretas a istituição mais uma vez tem o seu nome manchado e incluido na bacia das almas dos centros de maracutaias e picaretagens da capital.
Informações da imprensa tradicional e que também pululam pela internet dão conta que a arquireta, Cristina Piazza, foi demitida pelo prefeito Dário Berger por ter feito convênio para restauração da antiga Casa de Câmara e Cadeia, realizado com o Instituto Diverscidades, que é dirigido por ela mesma.
O valor do trabalho de restauração do prédio foi de R$ 25 milhões, dos quais R$ 2,5 milhões seriam destinados ao Instituto da arquiteta. Bem, mas qual seria o trabalho deste instituto? Pegariam no pesado? Fariam projetos? Obras?
Não, o dinheirinho suado do contribuinte que nos é tomados de várias formas como multas de trânsito, iptu e outros impostos municipais iria para o bolso da arquiteta apenas por ter feito a intermediação do negócio.
Interessante atentar para um pequeno detalhe: o filho do secretário José Carlos Rauen, que assina o documento juntamente com o prefeito, também faria parte da OCIP de Cristina Piazza. Interessante essa misturança né? Mas será que só agora o prefeito se deu conta da malandragem e demitiu Cristina Piazza? É da turma da Dilma: assinou sem ler!
Picaretagem da boa!
Já que o projeto é de restauração da antiga Casa de Câmara e Cadeia poderiam também devolver ao prédio a sua função original que era prender meliantes e bandidos. Já que o sistema prisional de SC está um caos com falta de vagas, quem sabe se construa ali um cubículo especial para picaretas do dinheiro público.
Fica a sugestão.
Abaixo documento assinado pela prefeitura e pela Ocip da arquiteta. São três páginas. A primeira com o nome da arquiteta, a segunda o valor da obra e da comissão, a terceira a assinatura do prefeito, secretário e da presidente da entidade. Clique na imagem que aumenta.