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domingo, 23 de janeiro de 2011

O JOGO DEVERIA SER ZERADO

Por Edison Silva Jardim Filho
Os holofotes continuam assestados na direção da seccional de Santa Catarina da Ordem dos Advogados do Brasil, devido à votação, pelo seu conselho, das duas listas sêxtuplas com nomes de advogados, que foram enviadas ao Tribunal de Justiça do Estado. Depois de transformadas em listas tríplices pelo TJ/SC, estas serão encaminhadas ao governador do Estado, que deverá escolher e nomear os dois novos desembargadores oriundos da advocacia.
Esse processo, conhecido por “quinto constitucional” pelo fato de que 1/5 das vagas do plenário do TJ/SC cabe aos advogados e membros do Ministério Público Estadual, ou seja, aos promotores e procuradores de Justiça, no que respeita à composição das duas listas sêxtuplas pelo conselho da OAB/SC, está eivado de suspeitas insuperáveis. Fala-se que dois são os candidatos marcados para vencer e, por isso, adredemente posicionados em cada uma das listas: Ronei Danielli, por ser ou ter sido advogado do então governador Leonel Pavan; e Oscar Juvêncio Borges Neto, por ser do grupo mais próximo do presidente da OAB/SC, Paulo Roberto de Borba- foi o coordenador de sua campanha à presidência- e ter caído nas boas graças de políticos poderosos do Estado, com a sua passagem como juiz do Tribunal Regional Eleitoral. As estratégias para a vitória de ambos teriam sido montadas em reuniões ocorridas em palácios e hotéis, inclusive, uma delas acontecida- a notícia não foi desmentida- na cidade do Rio de Janeiro. As duas listas sêxtuplas- especialmente a primeira, que abrigou Oscar Juvêncio Borges Neto- teriam sido formadas de maneira a levar, forçosamente, o pleno do TJ/SC a incluir os candidatos preferenciais por ocasião da escolha das listas tríplices.
Três são as condições pessoais objetivas- insisto: objetivas; e não subjetivas, como aventou o desembargador João Henrique Blasi- estipuladas pelas Constituições Federal e Estadual, para o candidato vir a ocupar o simultaneamente honroso e espinhoso cargo de desembargador do TJ/SC: “notório saber jurídico”, “reputação ilibada” e “mais de dez anos de efetiva atividade profissional”. Em relação aos dois candidatos favoritos, são levantadas dúvidas quer no campo do “saber jurídico”, quer- é muito pior!- no da “reputação ilibada”. Na análise da “reputação ilibada”, penso que teria de ser, necessariamente, levada em consideração a possibilidade dessa condição pessoal manter-se no futuro, ou seja, durante o desempenho do cargo de desembargador. Candidatos comprometidos até à medula com os políticos não poderão, evidentemente, exercitar os atributos da independência e isenção, indispensáveis à tarefa de distribuição da Justiça. E, por óbvio, eles serão tanto mais devedores do favor da escolha e nomeação pelos políticos, quanto menor for o grau do seu “saber jurídico” e da “reputação ilibada”.
Por causa desses pontos, a Associação dos Magistrados Catarinenses expediu uma “nota pública” sobre o “quinto constitucional” dos advogados, e o TJ/SC criou uma denominada: “Comissão de Admissibilidade”, que culminou com a devolução das listas sêxtuplas para que a OAB/SC fornecesse informações profissionais e pessoais dos candidatos. As últimas notícias dão conta de que o pleno do TJ/SC deverá votar a formação das duas listas tríplices, nas primeiras sessões que se realizarão no mês de fevereiro.
Porque não nasci ontem, não alimento esperanças de que o resultado do processo seja outro que não o que se afigura. Em todo o caso, com a posse do governador Raimundo Colombo e uma nova conjuntura se apresentando aos advogados catarinenses, o jogo teria de ser zerado, devendo o processo recomeçar do início, com a publicação de editais reabrindo as inscrições para o preenchimento das duas vagas de desembargador. Afinal, por “n” razões, pode haver advogados que deixaram de participar do processo também porque o governador era Leonel Pavan.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O "quinto" e o jogo jogado no Rio de Janeiro


 Após publicação aqui no Cangablog de reunião em hotel no Rio de Janeiro onde teria sido decidido os nomes dos próximos desembargadores do Tribunal de Justiça, o assunto se espalhou como rastilho de pólvora e virou motivo de especulações e discussões nos meios jurídicos de Santa Catarina.
No encontro carioca que teria contado com a participação de representantes do Executivo, Tribunal de Contas, OAB e Tribunal de Justiça, os nomes de Oscar Juvêncio Borges e Ronei Danielli teriam sido os escolhidos. 
A descoberta da reunião de coxeira gerou mal estar nos meios jurídicos do estado e até um ofício da Associação Catarinense de Magistrados, sobre o caso, foi enviado ao presidente do TJ.

O que estaria causando espécie nos magistrados da ACM é que se espera, para o Quinto Constitucional, a indicação de advogados com mais experiência e idade além, é claro, de reputação ilibada e notório saber jurídico
Um juiz de carreira demora 25 anos para chegar o TJ e de repente chega um advogado e vai direto para o TJ, sem nunca ter passado em um concurso.

Mas o que mais causou desconf0rto foi a tentativa de se apresentar um "prato servido" com ingredientes escolhidos em reunião, entre quatro paredes, em um hotel bem distante de Florianópolis. 

Comissão 
Foi criada hoje pela manhã (6), uma comissão para examinar a lista sêxtupla, quando está chegar no Tribunal de Justiça. Será composta pelos desembargadores Fernando Carioni e Luis Freysleben.

Michel deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O "quinto" e o jogo jogado no Rio de Janeiro": É engraçado!!!... Acho que se n estou enganado, mas, o Des. Carioni e o Des. Freysleben...ambos entraram no TJ pelo Quinto...e agora vão examinar a lista sextupla?..1 entrou pela OAB e outro pelo MP...e tem mais...a ACM manifestar sobre "reputação ilibada" e "mais experiência e idade" para os indicados...é notório que tem juíz que fez carreira meteórica e com 40anos entrou no TJ tbem...e outros deixam a desejar na questão transparência e parcialidade...acho que casal de desembargadores não deveriam ocupar o mesmo Tribunal... jamais!!!... mas, aqui no TJSC isso acontece.

Milton Silvério deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A indicação dos desembargadores e a reunião do Rio...": Com certeza a indicação de Ronei Danielli, partirá de seu cliente, o Deputado Estadual do PT, Volnei Morastoni, que já o defendia desde os escândalos da Operação Influenza, na Eleição de 2008. Aliás, o Dr. Ronei Danielli inclusive é réu numa Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa nº 033.09.019888-6, na Comarca de Itajaí, justamente por ter sido ilegalmente contratado pelo Porto de Itajaí, Autarquia Municipal, à época subordinada ao ex-prefeito do PT e hoje Deputado Estadual eleito Volnei Morastoni!