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segunda-feira, 9 de julho de 2012

O deboche do MILHÃO

    Só pode ser deboche o reclame que a Secretaria da Agricultura que está veiculando na mídia catarinense. Na propaganda do Programa Terra Boa - Milhão a agência de publicidade errou feio a mão. Fica mostrando corda em casa de enforcado.
    Na TV a propaganda mostra uma abundância de milho, sai até pelas torneiras, quando na verdade os agricultores catarinenses estão na míngua sem ter colhido uma espiga.
    A estiagem provocou uma quebra de safra de mais de 50% com prejuízos que ultrapassam os R$ 700 milhões. Os agricultores não colheram, não tem o que comercializar e nem como pagar os empréstimo. Estão todos pendurados nos bancos. 
    A propaganda da Agricultura é um engôdo. Feita por gente que não a mínima informação da atual situação do agricultor catarinense. Fizeram propaganda para ele mesmo assitirem. Para não ser tão ácido com os marketeiros, eles acertaram em uma coisa: o polentão. Se sobrar uma polenta o sofrido agricultor se dá por satisfeito, tal o estado de petição.

    Lucrando com a catástrofe
    A estiagem é um antigo inimigo do agricultor catarinenses. Acontece todos os anos e o governo somente remedia com soluções paliativas. A última foi a compra de milhões de litros de água do prócer pemedebista, ex-senador sem voto, Neuto de Conto, proprietário da Água Mineral Santa Rita.
    Neuto de Conto vem lucrando há tempos com a miséria da população atingida por catástrofes naturais. Tudo começou no governo do cumpadre Luiz Henrique da Silveira, outro peemedebista, quando, sem licitação, o estado comprou milhões de litros de água Santa Rita para abastecer os atingidos pelas enchentes no Vale do Itajaí e outras regiões.
    A água chegou? A que custo?

Advocacia Imobiliária Everton Balsimelli Staub deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O deboche do MILHÃO": Canga.O problema não é só esse apontado por você.Estou escutando este comercial em rádios que nenhum agricultor escuta, como ITAPEMA FM, Atlântida, Jovem Pan, tudo de Floripa, ou seja, além do deboche com o agricultor, estão queimando milhões com um público que não é o destinatário da mensagem. Agência de Publicidade e Veículo faturando alto as nossas custas.




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Chuva, bolinhos e política

Nota da coluna Visor do DC de hoje:

AGENDA CHEIA
Na mesma tarde em que atendeu ao Visor, Colombo participou de outras três audiências: primeiro recebeu um empresário que veio convidá-lo para o batismo de um navio. Depois, a entrevista. Na sequência, o ex-senador Jorge Bornhausen. Por fim, o grupo gestor do governo, formado pelos secretários Ubiratan Rezende (Fazenda), Derly de Anunciação (Comunicação), Milton Martini (Administração) e Antônio Ceron (Casa Civil). Antes da reunião, que se estendeu até o início da noite, fez questão de levar os bolinhos até a antessala. Na foto, Rezende serve Derly com os quitutes de Colombo.

   Da chuva, dos bolinhos e da política.
   Raimundo Colombo, na capa da edição do DC de hoje, se diz angustiado com o ritmo, mas confiante. A população catarinense, por incrível coincidência também está angustiada com o ritmo. E, já não tem mais confiança.
    O que fazem numa tarde de chuva, de bolinhos e de feriado nacional, o ex-governador JKB, seu tutor, e o grupo gestor na sala de estar?
    Discutem a operação Celesc/Pinho Moreira? 
    Ou perguntam se: Como o Eduardo conseguiu?
    Traçam as ações contra as possíveis cheias do Vale do Itajaí?
    Repartem a verba de publicidade, R$ 109 milhões, cuja licitação ocorrerá em breve?
    Comem bolinhos de chuva?

    Santa Catarina está assim, como na foto acima. 
    O secretário da fazenda dando de comer ao secretário da comunicação. 
    Deu para entender?