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domingo, 1 de julho de 2012

Hantei começa obra de hotel na Ponta do Coral

Prospecção de solo a todo vapor neste domingo
    
    Começaram as obras de prospecção do solo na Ponta do Coral, em Florianópolis. A controvertida instalação de um hotel naquela área vem gerando protestos. 
    À margem do embate e do paradisıaco cenário, algumas árvores já foram ao chão e peões trabalhavam neste domingo ensolarado em uma aparente sondagem do solo.
    A história deste valiosíssimo pedaço de terra, localizado na área mais nobre da Ilha de Santa Catarina, é uma novela que tem como protagonistas figuras de proa da política e da alta sociedade catarinense.
   Empresários endinheirados e políticos ligeiros encenaram um intrincado enredo para que esta área pública fosse transferida, sem autorização da Assembléia Legislativa, para as mãos de um grupo privado que hoje tenta, ali, construir um super hotel.

   Coisas de família
   O conhecido empresário criciumense que havia adquirido ilegalmente a área do governo, o fez em nome de sua mineradora que pertencia a ele e aos irmãos. Mais tarde, sob a alegação de que na área não se conseguiria contruir nada, conseguiu através e um contrato de gaveta ¨vender¨ a Ponta do Coral para um grande empresário de comunicação que se prestou para farsa. Ato contínuo, a Ponta do Coral voltou para um único proprietário e hoje está nas mãos dos seus herdeiro. A parentalha teria dançado no negócio. Coisas se família.

Área nobre de belíssima paisagem despertou, há tempo, cobiça entre políticos e empresários



quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Sobre a Ponta do Coral

Por Anselmo Döll
   
    Florianópolis já foi conhecida como a cidade com melhor qualidade de vida do Brasil. Na época em que a imprensa comentava sobre isso, os argumentos mais fortes eram  as belezas naturais da ilha, os costumes  do seu povo, a tranqüilidade e a qualidade de vida que nós tínhamos.
     Atualmente, Florianópolis tem a pior mobilidade urbana do Brasil, cresce em violência e está cada vez mais poluída. O trânsito está parado, a Lagoa da Conceição e diversas praias estão poluídas, a violência tomou conta da cidade e perdemos muito em qualidade de vida.
     Com certeza, ninguém imaginou que um dia viveríamos de forma tão estressada e que até o manézinho mais ilustre de nossa ilha, o Guga, já anunciou o desejo de abandonar a cidade.
     Será que estamos no caminho certo? Concretar os patrimônios naturais é melhor que preservar?
     Eu consigo observar que o crescimento é inevitável, porém, em alguns lugares, como no Hawaii, local que recebe o maior número de turistas do mundo, os projetos estão sempre associados à preservação ambiental e não na destruição que possa poluir ou afugentar os turistas.
     A beleza natural do arquipélago hawaiano é e sempre será para eles, o maior atrativo para fomentar o turismo.
     Sabem que nenhuma obra por mais bonita e moderna que possa ser, poderá substituir a beleza natural, motivo de maior atração turística.
     O North Shore, em Honolulu, está intacto desde a primeira vez que visitei, em 1984 e cada ano recebe mais turistas, justamente pela política de preservação ambiental. É a beleza natural que continua atraindo os turistas, na qual me incluo e estou visitando ano após ano.

     Observando atentamente o projeto da Hantei, apresentado na TV, posso até  dizer que é muito bonito em termos de projeto, mas jamais poderia dizer que estou de acordo que seja construído ali na Ponta do Coral.

     Nenhum projeto poderá ser mais bonito e apreciável, que o projeto natural de Deus ou seja:  o desenho maravilhoso que Deus criou para aquele lugar que hoje chamamos de Ponta do Coral. Jamais alguma grande obra de homens poderá ser mais contemplativa que esta obra  do Criador. Só por este aspecto, já devemos pensar em não errar.
    Por outro lado, tem se falado sobre a venda irregular daquela área, assim como, sobre a situação de abandono e o mau uso da Ponta do Coral.
    Na questão da venda, espero que os órgãos competentes possam apurar e caso tenha havido fraude no processo, que este já seja um dos motivos que possam impedir qualquer tipo de construção por aquele que se diz dono, mas não é.
    O fato de o local estar abandonado ou estar sendo usada por vândalos ou drogados, a culpa é da prefeitura que deveria exigir daqueles que se dizem proprietários, que cuidassem daquele lugar, mantendo limpo e seguro, pois todo lugar abandonado, acaba tendo seu uso inadequado.
    Certamente que se a mesma área estivesse em algum país europeu, estaria tão bonito e bem cuidado, que o povo jamais teria o desejo de trocar a beleza natural e o canto dos pássaros, por torres de concreto e ronco de motores das lanchas poluidoras.
    Jamais eu poderia ser favorável à construção de um Hotel e uma Marina na Ponta do Coral, pois estaria sendo um criminoso ambiental e meus filhos e netos, jamais me perdoariam.
     Sei que o aterro de 30 mil metros quadrados, mais o fluxo intenso de embarcações na marina, comprometerá toda vida marinha, não só da Ponta do Coral, mas de todo entorno, incluindo todo manguezal e nunca mais conseguiremos reverter a situação.
    Lamento profundamente, que os investidores que só pensam em lucros momentâneos, não consigam ver que estão destruindo e matando a galinha de ovos de ouro, que é a ilha com suas belezas naturais.
    Ninguém pode impedir o crescimento ou desenvolvimento de um lugar, mas precisamos fixar nossos metas em projetos voltados para a sustentabilidade e desta forma, resgatar o título que um dia  já tivemos:
Florianópolis ? O melhor lugar para se viver.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Ponta do coral: Professor rebate acusação de especuladores

    Boa tarde amigos;
    Me valho da condição de jornalistas atuantes como vocês, amigos da cidade e de sua paisagem,para indicar esse vídeo. O grupo econômico que deseja uma Dubai em Fpolis, de uma forma leviana acusa a UFSC e o Departamento de Arquitetura de não ter propostas para a área. Inúmeros estudos, TCCs e artigos acadêmicos foram escritos desde os anos 1980. 
    Esse vídeo (quase caseiro) dá uma idéia da potencialidade histórica e ambiental da Ponta do Coral. Uma cidade sem parques urbanos, sem maritimidade natural e restrita a poucos é o futuro desejado por esse tipo de grupo e seus defen$ore$.
Um abraço,
Luiz Eduardo F. Teixeira



L.A. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Ponta do coral: Professor rebate acusação de espec...": Canga, pelo jeito esta é uma prática comum na política do Estado de Santa Catarina: ignorar estudos técnicos embasados em muita pesquisa e participação popular e endossar outros baseados em interesses particulares. Não sei se lembras do que foi feito com o Parque do Tabuleiro, em março de 2009. Desanexaram áreas com propósito de regularizar as terras da população tradicional do local, mas acabaram por beneficiar muito mais os grandes proprietários e madeireiros. Nada disso foi proposto pelos estudos realizados durante dois anos para formulação de u m novo desenho do Parque, que realmente atendesse ao primeiro objetivo. Só prá constar: os estudos tinham participação das comunidades do entorno do Parque, técnicos capacitados e habilitados, membros da Alesc e esse era o grupo criado oficialmente. Pode?