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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ex-bar do Chico vira boca de crack

Bar demolido "boca" implantada.
Lugar de concentração de nativos do Campeche, a Igreja de São Sebastião se transformou em local de passagem e curtição de "pedreiros", como se chamam os fumadores de pedra de crack.
Atração turística e de intensa atividade comunitária, onde se realizam missas, reuniões sociais, bingos beneficientes, catequese e outras atividades, a Igrejinha tem experimentado, nos últimos dias, um intenso tráfego de pessoas estranhas à comunidade. São consumidores de crack que transformaram a servidão, ao lado do cemitério da Igrejinha, em rota de viciados.
Por ali se chega à praia do Campeche onde era o antigo bar do Seo Chico demolido recentemente pela Prefeitura por "poluir" o visual da praia. O local foi ocupado por traficantes e transformado em boca de venda de drogas, principalmente o crack. Traficantes que antes agiam na Av. Campeche, nas imediações do  antigo clube dos funciários do BESC,  agora se transferiram para o local do antigo bar. Ocuparam um lugar que concentra o maior número de turistas e frequentadores da praia do Campeche.
À noite o tráfego de viciados é intenso. Se espalham pelas servidões, invadem terrenos e o número de furtos já aumentor na região. Semana passada houve tiroteio na praia e a chegada da polícia causou uma correria de usuários por todo o entorno da Igrejinha causando apreensão entre os moradores.
É o começo de uma ocupação que pode aumentar e virar "território livre" do tráfico se não ouver reação das autoridades. 

Nei Duclós deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Ex-bar do Chico vira boca de crack": Enquanto em outros lugares as ruinas sãoo resultado da deterioração e da decadência, nós, ao contrário, planejamos e construimos nossas ruinas. Essa é a obra maior do Brasil, a de ter providenciado a própria ruina. Geramos lixo em tudo o que tocamos. Por que? Porque deve ser bom, deve dar barato. Só pode ser essa a explicação. Fuma-se a nação como uma pedra de crack

domingo, 10 de janeiro de 2010

Revista Isto É detona Leonel Pavan

Pavan entre o traficante de drogas Rueda-Busto e o sócio dele, Castagnaro

O vice-governador de Santa Catarina é citado em três operações da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro do narcotráfico, corrupção e fraudes em licitações milionárias.

Um Vice Enrolado Demais

Está difícil para o tucano Leonel Pavan assumir o governo de Santa Catarina. O motivo? Problemas com a Polícia Federal

Hugo Marques

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O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), interessado em antecipar sua campanha ao Senado, havia marcado solenidade na terça-feira 5 para transferir o comando do Estado para o vice-governador, Leonel Pavan (PSDB). A cerimônia teve que ser adiada. Antes mesmo da posse, as acusações contra o vice motivaram o PSOL a entrar com um pedido de impeachment na Assembleia Legislativa. Pavan foi obrigado a recuar porque não se sentiu em condições de assumir o cargo. Em conversa com o governador, Pavan admitiu : “Não dá mesmo. Estou me sentindo no fio da navalha.” E ouviu do interlocutor: “Você é quem deve medir as consequências.” O temor não é gratuito. O vice-governador de Santa Catarina é citado em três operações da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro do narcotráfico, corrupção e fraudes em licitações milionárias. A situação preocupa o PSDB. O projeto para este ano era Pavan assumir o governo e ser candidato a mais um mandato. No entanto, o vice amarga clara desvantagem nas pesquisas – caiu de 17% para 9%. O risco para os tucanos é o possível candidato a presidente, José Serra, ficar com um palanque fraco no Estado. Ou até mesmo sem um palanque. A queda de Pavan na preferência do eleitor ganhou força em dezembro, quando foi indiciado pela Polícia Federal depois de aparecer em escutas telefônicas e vídeos gravados na Operação Transparência, que investigou um esquema para beneficiar a Arrows Petróleo, empresa petrolífica carioca, em licitações. Leia tudo. Beba na fonte.

Cangablog: Felei ainda há pouco com o meu amigo jornalista Hugo Marques e cumprimentei-o pela excelente reportagem sobre a vida bandida do vice governador Leonel Pavan publicada na revista Isto É.

O jornalista Hugo Marques vem trabalhando em cima desta matéria há alguns anos. As vezes que nos encontrávamos pessoalmente ou por telefone e trocávamos informações a respeito do personagem, ele sempre se mostrava surpreso com a complacência da justiça, da polícia e dos políticos catarinenses com as histórias de Leonel Pavan que eram notórias e conhecidas de todo o mundo. Foi assim na última eleição quando consegui publicar na Gazeta de Joinville e no Cangablog a foto de Pavan abraçado com o mega traficante Rueda-Bustos e seu sócio Castanharo. Nada aconteceu aqui no estado. Agora, depois de mais de 4 anos de trabalho, Hugo Marques consegue emplacar sua matéria. Jornalista experiente, investigativo, relata fatos baseados em documentos de investigações legais desenvolvidas pela PF, Ministério Público e pelo seu faro de verdadeiro jornalista.

Me disse ainda esta noite: - O brasil tinha que conhecer este personagem. Santa Catarina não merece isso.

Parabéns Hugo Marques. Com este material resgatas um pouco do verdadeiro jornalismo que há muito desapareceu das redações neste pais.