Queridos leitores,
Hemingway que me desculpe mas Buenos Aires também é uma festa. Pelo menos foi hoje desde a hora em que desembarquei no aeroporto de Ezeiza. Chegamos ao hotel, eu e meus parceiros de viagem Paulo Medeiros Vieira e o seu filho Paulão, por volta de meia-noite.
Tomei um banho rápido e às 12:30h bati no quarto dos amigos.
- Calle!!!! Disse.
Convidei. Queria ir para a rua. O Dr. Paulo elegantemente declinou do convite de dar uma banda pelos arredores. Seria apenas uma missão de reconhecimento, afinal fazem alguns anos que eu não visitava a grande metrópole.
O Paulão topou e saimos em busca de um balcão, cerveja e boa música por perto pois amanhã (hoje) queremos ir cedo para la famosa Feria de San Telmo.
Ao lado do hotel já tinha um pub, La Cigale, bombando. Gente bonita e música da boa. Passamos batido e fomos até a rua Reconquista. Na primeira esquina encontramos o Down Town Matias, um pub irlandês extremamente amigável.
Para adiantar o serviço entramos direto. Pedimos dois chopp no balcão, aliás, maravilhosos "mostradores" e, como que combinado, o Rafael Taborda começou a tocar. Desde o primeiro acorde de guitarra tivemos a certeza de que havíamos acertado na mosca. Um trio de primeira qualidade. Rafel na guitarra, uma Janes Joplin no baixo e vocal e un flaco na batera.
(Putz! Odeio caminhão do lixo. Tem um aqui embaixo do meu quarto anunciando que entrei madrugada adentro. Já são às 5 e não contei nem a metade da noitada!)
Bem, saí do pub e fui até o hotel, a duas quadras, pegar a máquina fotográfica. Na volta parei no La Cigale e...aí foi fantástico. Encontrei o meu amigo Flávio Casa Nova. Estava se apresentando com uma banda nova mas fazendo aquele rockabilly de sempre.
Para encurtar o assunto, o Flávio é o precurssor do rockabilly na Argentina. Nào é de Buenos Aires, vive em La Plata e vem à capital para se apresentar. Dei sorte de encontrá-lo tocando ao lado do hotel.
Enquanto isso o Paulão está lá no pub Irlandes delirando com o som do Taborda que ia de Credence, Rollin's, Beatles e quejandos.
Bem, encontrei o Paulão já louco para avançar na guitarra do cara e quebrar tudo, ele anda sempre com três palhetas no bolso. É guitarrista de "palheta cheia".
Fim de festa, voltamos o hotel. Ao lado, La Cigale ainda dava sinais de vida embora o som do Flávio já tivesse acabado.
O Paulão resolveu berciar e eu mais uma insisitida. Fiquei conversando com o Flávio que me convidou para uma festa a três quarteirões dali. Já eram às 3h. Cheguei a me ensaiar. Daí os músicos começaram a colocar os equipamentos no caminhão baú da banda, que também serve de camarim do Flávio e escutei um papo do motorista/produtor reclamando de que o tratado não estava sendo cumprido pela casa. Tipo rango e hospedagem. Vida de músico da noite é igual em qualquer lugar. Matam um leão por...noite.
Resolvi correr. Não sem antes comer alguma coisa. Dei uma banda rápida pela vizinhança e cai num calçadão cheio de boites. Preços convidativos, o câmbio nos favorece, e moças idem. Mantive o foco e encontrei um lugar onde gentilmente, já estavam fechando, me fizeram um chivito que devorei com uma taça de vinho nacional.
Tá acabando a bateria do meu lep e a tomada do hotel não conjumina. Vou postar esta história e aproveitar para dormir.
Hasta leitores
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domingo, 25 de abril de 2010
Buenos Aires é uma festa
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terça-feira, 14 de abril de 2009
Racismo...

Foi hilária para não dizer trágica a manifestação, no Jornal Nacional ontem, de um pró-reitor da Universidade Federal de Santa Maria, RS, ao cancelar a matrícula de uma aluna que passou no vestibular pelo sistema de cotas.
Bem, a moça se declarou parda, na verdade é branca embora tenha pai pardo e avô negro, e acabou pegando a boquinha dentro deste sistema que ressucitou o racismo no Brasil. Mas para surpresa geral teve a sua matrícula cancelada pois, segundo o pró-reitor, ela se declara parda mas não se sente parda!!!!
Ao ser inquirida se alguma vez na vida se sentiu discriminada a moça disse que não. Foi o que bastou para comprovar que não era parda!!! O indivíduo para benbeficiar-se da lei estapafúrdia de cotas tem que se sentir também discriminado senão não vale!!!! Pode????? Idiotice perde!
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Canga, É Phlóda. O racismo militante exige que a pessoa tenha sido discriminada. Se ousar dizer que não foi ou nunca se sentiu, é visto como um falso-negro, algo como o lusco-fusco que nem dia é mais e nem noite é ainda. A idiotice da exigência desvela a prova cabal de que muito desse "tudo" não passa de um pretexto e de um discurso RACISTA. Aí do negro que diga que nunca foi estigmatizado pela linda cor que ostenta. Aí do "traidor" que diga que não se sentiu discriminado. Se disser é porque é contra 'a causa', vendilhão cooptado, falso black esbranquiçado pelos apelos da sociedade capitalista branca, ou boca alugada dos senhores do engenho que empunharam o chicote e o açoite. Quem fala é um neto de alemão de olhos azuis e de um ilustre mulatão das senzalas com origem remota nos prados africanos.