sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Floram derruba barraco irregular no Campeche

Os "construtores" da obra não foram identificados
    A Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (FLORAM) demoliu ontem (17) uma construção clandestina nas dunas da praia do Campeche.
   A construção irregular já estava sendo monitorada pela fiscalização da prefeitura desde a denúncia feita neste blog. 
   Segundo os fiscais da Floram a construção seria usada como bar na temporada de verão que começa agora. 



Compra de votos na Câmara vai a julgamento

Gean Loureiro poderá ter direitos políticos cassados por improbidade administrativa. 


   Os atores são sempre os mesmos na cena política catarinenses. Gente que vive e "trabalha" para a manutenção de seus cargos e mandatos políticos. O que fazem? Política! Apenas política! Sempre com dinheiro público, é claro!
   Agora a Justiça de Santa Catarina marcou o julgamento daquele caso de malandragem e corrupção da compra de votos para presidente da Câmara de Vereadores de Florianópolis acontecida em 2011. 
   Segundo o Promotor de Justiça, Thiago Carriço de Oliveira, o então Presidente da casa, Gean Loureiro, deveria ter comunicado o fato do vereador Ricardo ter pedido dinheiro para votar às autoridades competentes. Como não fez, incorreu em atos de improbidade administrativa. Uma eventual condenação pode cassar seus direitos políticos. Haverá audiência no dia 4 de fevereiro, quando serão ouvidos Dário Berger e Paulo Freitas.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

TCE: raposas cuidando do galinheiro


   Conselheiro do Tribunal de Contas de SC, Herneus de Nadal, comprova na prática a serventia das indicações políticas para cargos em instituições do estado. 
   Quem lembra do então deputado Herneu de Nadal (PMDB) chorando copiosamente no plenário da Assembléia Legislativa durante a sessão de impeachment do governador Paulo Afonso Vieira (PMDB) em 1996?
   O deputado Herneu de Nadal, envolvido até a medula na defesa da emissão fraudulenta das Letras Finaceiras do Tesouro do Estado de SC para pagamento de precatórios enexistentes, emitidas por seu chefe político no poder, foi agraciado com um cargo vitalício de conselheiro do Tribunal de Contas como prêmio por tão dedicada defesa.
   O processo sobre a emissão fraudulenta das letras dorme até hoje nas gavetas do Tribunal de Contas. Com alguns espasmos de "agora vai", o processo já passou pela mão de vários relatores.   Todos fazem de conta que darão o andamento devido ao processo e continua tudo como dantes.
   Agora, para surpresa geral dos incautos contribuintes, o mais recente conselheiro relator da falcatrua tem o nome de Herneus de Nadal, o Chorão!
   O voto do conselheiro Herneu, levado ao plenário em pleno ano da graça de 2013 pelo fato ocorrido em 1996 foi de sobrestar o julgamento do processo até trânsito em julgado na justiça, ou seja: nunquinha!!!!!
   Por uma questão de ética, no mínimo, o conselheiro deveria declarar-se impedido. 

Número do processo: TCE TC 000690471

Todos perdoados

Tio Bruda e os delírios do Capivara

- Alô, tio Canga???!!!! Tá me ouvindo?????

- Oi, tio Bruda! Como anda o amigo?

- Mas tio Canga de Deus, que volteada pelas europas heim? Gostei de vê, acompanhei a sua aventura lá pelas bandas da Itália e aquela parte da europa que os comuna tinha invadido, o leste.

- Foi uma bela de uma viagem, tio Bruda. Mas e aqui, quais são as novidades?

- Olha só, tio Canga, esse Luiz Henrique da Silveira não pára de surpreender...e delirar!

- Como assim, tio Bruda? O que que o Capivara aprontou desta vez???!!!!

- Esse home, com a surrada história da descentralização tá mais chato que o Suplicy com a "renda mínima". Mais mala que padre de colônia, tio Canga! Agora quer transformar cabide de emprego em modelo nacional!

- Andei lendo alguma coisa a respeito...

- Não sei se tu lembra, tio Canga. Aquelas 36 secretarias regionais, criadas pelo Capivara e que o Raimundo Colombo chamou de cabide de emprego,  agora podem virar modelo para o país inteiro.

- Mas eu vi essa bobagem que Luiz Henrique falou lá no tal de Senado do Futuro, uma comissão que ele preside.

- Tio Canga, eu tive no bolicho do Thiucas e pedi pra ele fazê umas contas na Facit dele. O Capivara quer expalhar os cabides de empregos do PMDB "por todo o Brasil". Levando em conta os 27 estados brasileiros multiplicado por 36 vamos ter, por baixo, uns 972 ministério. O home tá delirando mesmo, tio Canga! Quer expalhar ministério como pó de mangueira e pé de vento.

-  Tio Bruda, fique tranquilo que alguém vai impedir essa barbaridade. Se aqui em Santa Catarina a tal de descentralização foi uma tragédia imagina no Brasil. 

- Tio Canga, eu to preocupado. Sabe que o PMDB é forte, e prá criar cargo é mais eficiente que japonês na roça! Até um secretário do governador Raimundo foi lá no senado ingrupir o povo com um discursso de que a descentralização "é a custo zero".

- Eles perderam a vergonha, tio Bruda. Dizem qualquer coisa. Aqui em Santa Catarina a malandragem do Luiz Henrique, e que foi mantida pelo Raimundo, custa nada menos que R$ 500 milhões por ano!

- Mas pára, tio Canga! Isso é mais escandaloso que relincho de burro choro! Eles ainda tem coragem de falar um monte de mentiras e ficar com cara de paisagem! Uma brincadeira destas sai mais caro que argentina nova na zona!

- Tio Bruda, o senhor tá sabendo que o Luiz...tú...tu...tú...tú...tú...
- Caiu a linha da Tim, o véio fica loco!


terça-feira, 15 de outubro de 2013

CERRADO DESTERRO - Volume II.

   Do Eduardo Dutra Aydos

   Ontem recebi o novo livro do Emanuel Medeiros Vieira.
   Consagração do poeta, a obra expressa em síntese a dramaturgia da nossa geração.
   Destaco, quase aleatoriamente, uma reflexão pertinente:
"O problema é que estamos vivendo um momento de enorme velocidade e de pouca concentração".
   Consistente como poucos, Emanuel exercita sua liberdade na contramão deste desatino e foca a sua atenção no que reputa essencial:
"Minha verdadeira cidadela é o território dos afetos.
Transformado estou: no guerreiro que não me imaginava mais - exaurido.
Ainda assim: combatente..."

   Generoso, faz-se acompanhar, na perenidade da sua obra, pelo depoimento de muitos que, ao longo do caminho, têm privado da sua convivência e do seu entendimento.
   Têm-se, destarte, completo, embora ainda no caminho.
   Encarnação de Kleos e mensageiro de Kudos: pelo manejo da palavra, experimenta a glória que ascende aos deuses; e assim, combatente, faz-se também um vencedor, distribuindo da sua própria glória, na memória escrita deste Cerrado Desterro.
   Longa vida e merecida imortalidade amigo Emanuel

domingo, 13 de outubro de 2013

Lula vai explicar na justiça sobre dinheiro no exterior

Polícia Federal investiga os tentáculos do mensalão no exterior

Justiça quebra o sigilo de contas e a polícia pede ajuda internacional para rastrear doação clandestina ao PT na campanha de 2002. O ex-presidente Lula será intimado a depor

Rodrigo Rangel e Hugo Marques

   Em setembro do ano passado, o empresário Marcos Valério, o operador do mensalão, apresentou-se voluntariamente à Procuradoria-Geral da República em Brasília e prestou um longo depoimento em que formalizava algumas revelações acachapantes sobre o maior escândalo de corrupção da história do país. O julgamento do processo contra os mensaleiros, entre eles o próprio Valério, estava em pleno curso no Supremo Tribunal Federal (STF). O empresário queria proteção e um acordo de delação premiada. Entre as novidades, Valério contou que o ex-presidente Lula não só tinha conhecimento do mensalão como avalizou as operações financeiras clandestinas. Disse ainda que o dinheiro usado para subornar parlamentares também pagou despesas pessoais de Lula, inclusive quando ele já ocupava a cadeira de presidente da República. O depoimento deu origem a várias investigações. Uma delas, envolvendo uma suposta doação ilegal de dinheiro ao PT, agora vai ganhar reforço internacional.
   A Polícia Federal pediu ajuda para rastrear a movimentação de contas bancárias no exterior que, segundo o publicitário Marcos Valério, foram utilizadas pelo PT para receber doações ilegais que bancaram despesas da campanha presidencial de 2002. Em seu depoimento, o operador do mensalão forneceu aos procuradores os números de três contas usadas para receber 7 milhões de dólares da Portugal Telecom, gigante do setor de telefonia que tinha negócios no Brasil e interesse em se aproximar do governo recém-empossado. Valério disse que a doação foi acertada por Lula, José Dirceu e o ex-ministro Antonio Palocci, e que ele cuidou pessoalmente da operação em Lisboa. Para despistar eventuais curiosos, os depósitos teriam sido feitos por fornecedores da Portugal Telecom em Macau, um pedaço minúsculo de terra no sul da China colonizado pelos portugueses onde a influência de Lisboa se faz presente até hoje. (Revista Veja)

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Decisão judicial vira moeda no mercado futuro

   Cansado de esperar pela justiça e sem nenhuma esperança de ver a cor do dinheiro em vida, cidadão sexagenário decidiu acertar com o crematório de Camboriú, para que o pagamento de sua "torrada" seja feito com parte de ação que se arrasta na justiça catarinense desde 6 de agosto de 2003.
    A ação indenizatória - nº 023.03.652390-1 que corre na 5º Vara Civel - por morte da esposa em acidente rodoviário. Após dormir nos escaninhos do judiciário catarinense teve sentença proferida em 20 de fevereiro de 2006, transitada em julgado.
   Uma luz no fim do túnel, pensou o crédulo cidadão. Ledo engano. A justiça não funciona como a gente imagina. O mérito da ação, que presume-se ser o mais difícil, durou 3 anos.    Agora para executar a sentença judicial, passaram-se 6 anos e nada do cidadão ver a sentença cumprida.
   Com as esperanças no judiciário totalmente perdidas, o cidadão resolveu transformar a decisão judicial em moeda futura. Vai pagar o crematório e todas as despesas funerarias com a sessão dos direitos da ação...quando sair...se sair!
   Quando doutrinava seu netinho de 2 anos para fazer Direito e defender a causa do avô, presenciou o julgamento do Mensalão. Um frio cortante percorreu sua espinha! Surgiu a figura dos Embargos Infringente! 
   Desistiu de tranformar o neto em advogado e o matriculou na escolinha de futebol do Figueirense.


Grubba: o Vigilante Rodoviário

Grubba de moto no DC e de patinete no Cangablog
      Foto do secretário de (in)segurança, César Grubba, publicada na página 3 do Diário Catarinense de hoje virou gozação nos meios policiais da cidade.
   O secretário Grubba, desaparecido desde julho quando ficou fora das rodadas de negociações para resolver a greve da Polícia Civil de SC, apareceu de repente, na coluna Visor do DC, posando de "vigilante rodoviário".
   Segundo a poliçada, Grubba deveria pousar pilotando um patinete. Estaria, assim, mais de acordo com sua agilidade em resolver os problemas da Segurança Pública no estado. 

Os delirios de Luiz Henrique da Silveira


   O senador Luiz Henrique da Silveira, na tentativa de elogiar o mais recente trabalho do jornalista e escritor lageano, Paulo Ramos Derengoski, comete um texto - distribuido à imprensa catarinense - transbordando "erudição" e erros históricos. (Leia aqui)
   Numa exibição de seu "conhecimento", LHS mergulha em estórias dos generais espartanos e vai tirar a cabeça mais adiante com citações tipo: "Quem se recorda do nome de algum daqueles generais espartanos que Ciro, o Jovem, contratou a peso de ouro para combater seu irmão, Artaxerxes II, e tomar-lhe o trono, no ano de 401 antes de Cristo?
   Mas, se eu citar o nome de Xenofonte, não faltará quem se lembre do historiador que escreveu “A Anábase de Ciro”, narrando os detalhes daquela malfadada guerra fraticida, na qual foram mortos tanto Ciro quanto os generais do exército espartano mercenário".

- Mas como lê esse home!!! Oigaletê home letrado!!! Me exclamou o Tio Bruda depois de tentar acolherar as letras e o pensamento do senador.

   Mas de tudo isso o que mais chama a atenção é o descuido com informações históricas sobre o conflito catarinense, objeto do livro “A sangrenta Guerra do Contestado”. Na tentativa de comparar Euclides da Cunha com Paulo Derengoski, se equivoca ao registrar a origem "paulista" do autor de Os Sertões, que na verdade nasceu em Cantagalo, interior do Rio de Janeiro.
   Mas a coisa não para por aí. Provavelmente com a ajuda de algumas doses de poire, Luiz Henrique consegue ressuscitar o lider "maragato" Gumercindo Saraiva, morto numa tocaia no Arroio de Nhã Capetum no interior do estado Sul Riograndense em 10 de agosto de 1894. Como sabemos, a Guerra do Contestado aconteceu de 1912 a 1916, impossível então de contar com os préstimos de Gumercindo na peleia. 

O finado Ulysses Guimarães, com quem LHS afirma conversar em noites de poire, ao ler o texto teria exclamado:
- Mas o que é isso Capivara!!! Apelido que Ulysses atribuia a LHS.

   Essas informações estão contidas m carta que o ilustre leitor Paulo Vendelino Kons, de Brusque, enviou ao senador LHS, esclarecendo os erros cometidos. Leia abaixo:

Brusque-SC, 8 de outubro de 2013.
   Ementa: artigo de opinião “Escritor do Contestado”
   Caro Senador Luiz Henrique,
   Com a satisfação de cumprimentá-lo e agradecer a deferência de vosso gabinete parlamentar em justificar vossa não participação na assembleia do Grupo deProteção da Infância e Adolescência – GRUPIA às 09h do dia 10 de outubro de 2013(quinta-feira), no salão de reuniões da Associação Empresarial de Brusque (ACIBr).
   Na oportunidade do contato disse às duas assessoras parlamentares que em vosso nome nos contataram de que o artigo de vossa autoria intitulado “Escritor do Contestado” publicado em vários jornais e localmente na edição nº. 675 do hebdomadário A Voz de Brusque (4 X 2013) continha um equívoco: é citado o general Gumercindo Saraiva como “líder guerreiro do lado das tropas governistas”.
   Como sabemos, caro Senador, a Guerra do Contestado foi um conflito armado entre a população cabocla e os representantes do poder estadual e federal brasileiro travado entre outubro de 1912 a agosto de 1916, numa região rica em erva-mate e madeira, disputada pelos estados brasileiros do Paraná e de Santa Catarina.
   Já o general Gumercindo Saraiva, um dos comandantes das tropas rebeldes (maragatos) durante a Revolução Federalista, nasceu em Arroio Grande, na então província de São Pedro do Rio Grande do Sul, no dia 13 de janeiro do ano da graça do Senhor de 1852 e foi prostrado, numa tocaia, com dois tiros de espingarda que lhe dilaceraram os pulmões, no Arroio de Nhã Capetum, bem no interior do estado Sul Riograndense (atual município de Capão do Cipó) em 10 de agosto de 1894. Após dois dias seu corpo foi localizado no cemitério do capuchinhos de Santo Antônio por forças leais ao governador Júlio de Castilho e ao presidente Floriano Peixoto e degolado. Sua cabeça foi levada numa caixa de chapéus como um troféu para o governador do estado em Porto Alegre. Mas Júlio de Castilhos proibiu o oficial de aproximar-se do Palácio do Governador. Assim, por óbvio impossível de Gumercindo Saraiva participar da Guerra do Contestado.
   Observe-se que por detalhes o general Gumercindo Saraiva não alterou substancialmente a história de Brusque, pois condenara a morte por fuzilamento o empreendedor e líder político Carl Christin Renaux, depois conhecido como Cônsul Carlos Renaux.
   As tropas federalistas Sul Riograndenses - autodenominadas Exército Libertador - ao atingirem o Planalto catarinense se desdobraram para Laguna e Vale do Itajaí. Cerca de 1.600 homens, no comando do general Gumercindo Saraiva, depois de um combate com a Divisão Norte, desceu pelo Vale do Itajaí e ocuparam Blumenau em 29 de novembro de 1893. Renaux foi preso e em julgamento sumário condenado à morte por fuzilamento, acusado de ser partidário de Floriano Peixoto. Foi salvo pelo chefe federalista (maragato) de Blumenau, Elesbão Pinto da Luz (1860 — 1894, que após casar-se aos 18 anos com sua prima, Maria José, irmã do Dr. Hercílio Pedro daLuz passou a residir e trabalhar como servidor público nas colônias Itajahy e Príncipe Dom Pedro, formadoras do município de São Luiz Gonzaga – hoje Brusque – tendo aqui nascido sua primeira filha). Elesbão inclusive ofereceu-se para ser morto em lugar de Carlos Renaux. Com a derrota da Revolução Federalista, Elesbão foi fuzilado na fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim.

Com minhas renovadas expressões de reconhecimento e estima cristã,
Paulo Vendelino Kons

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Magistra Vitae

Por Eduardo Guerini

Em penitência cotidiana, escrevendo na
 lousa sua profecia de vida - Ler, apreender,
 ensinar a ser feliz.

   Eis que surge a dúvida diabólica que move toda a classe do magistério em sua senda de vida: é uma profissão de vida ou uma profissão de fé?
   Uma incansável classe trilha todos os dias um caminho longo e tortuoso por todas as partes do imenso território brasileiro. A lembrança de condições inóspitas é algo natural, embora incompreensível para maioria dos trabalhadores que acredita ser este ofício algo leve e saboroso. Todos os anos, o mês de outubro é carregado de festas populares, lembrando que estamos próximos de uma temporada de verão. E na tarefa cotidiana, de sol a sol, com a martirizante situação de penúria existencial, na normalidade sofrente, esculpindo o semblante, os mestres vão sucumbindo as intempéries de sua natureza humana e desvalorização social.
   Na “terra brasilis”, os professores são um bom enredo para campanhas eleitorais, com ajuda da funcional ferramenta do “marketing político”, especuladores da realidade criam uma realidade ficcional para o cotidiano do magistério em todos os níveis. Na terra encantada da propaganda política – homenagens, escolas e personagens são perfeitos - a harmonia estética é uma grande utopia a ser atingida. 
   A infraestrutura das escolas e as condições de trabalho dos professores está tão distante como o “pote de ouro” no final do arco-íris, tal como perseguíamos na fantasia infantil que alimentávamos no inicio de nossa vida escolar. As escolas brasileiras na atualidade são um depositório cruel de crianças e profissionais desvalorizados e descontes. Um tom sombrio se abateu no ambiente escolar nas últimas décadas – o desencantamento na arte de ensinar e aprender.
   Não bastasse a penúria estrutural, nossos governantes que disputam majestosamente espaços midiáticos para narrar planos e metas que soterram qualquer esperança possível. O uso político das escolas – local onde a liberdade de cátedra e expressão deveria reinar, foi devidamente ocupado pela nefasta classe de “comissionados” ou “indicados politicamente”, todos devidamente apresentados por um parlamentar oportunista em manter currais eleitorais.
   Finalmente, a escola foi contaminada pela tecnologia, na ânsia de entrar para a “pós-modernidade”, todos os gestores buscam um meio para empurrar uma quinquilharia eletrônica como sinal de inovação ao velho e surrado quadro e giz. Entre paredes e aparelhos eletrônicos, os professores passaram a condição de coadjuvantes do processo educacional, ou como diz aquele especialista em pedagogia e didática – um mediador (sic)!
   Na histriônica condição de governantes que mandam policiais militares usarem a força desmedida e lançam “spray de pimenta” em professores, resistimos resignados e silenciados – a vida é magistral. 
   Na resistente luta cotidiana por melhoria das condições de vida e de trabalho, não rendemos homenagens aos governantes de arlequim, repudiamos falsas homenagens, seguimos vivendo e aprendendo, tudo pelo bom combate - no campo das ideias e da realidade. 
   Afinal, somos mestres na interpretação, na leitura de realidade, aprendemos e ensinamos a beleza da descoberta, redesenhamos a realidade.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

De volta ao paraíso, porém...


   Depois de um tempo fora é muito bom voltar para casa! Ser recebido pelo filhos, pela neta, pelo Bakunim - meu velho cão anarquista - e acordar com um dia maravilhoso como esse aqui na praia do Campeche, não tem preço!
   Cedo e fui dar uma caminhada pelo bairro. O dia não poderia ser mais convidativo. Treinado de tanto bater perna pela Itália, Eslovênia, Áustria, República Checa e Alemanha, em 22 dias de viagem, não foi difícil percorrer o circuito Rua da Capela, Av. Pequeno Príncipe e retorno pela areia branca da praia do Campeche.
Novidade em área de preservação
   Porém, caminhando feliz com o sol na cara, ao passar pela praia do Riozinho me deparo com um novidade: uma construção nova em cima das dunas, área de preservação permanente, bem ao lado do barracão dos pescadores. Nada de concreto e ferro, é verdade, mas um "puxadinho" de madeira bem ao estilo dos "empreendedor de verão" aqui na Ilha. Vai a foto e a pergunta aos fiscais do Ibama, Fatma e Floram:
1 - A construção do puxadinho está dentro das leis e normas que regem a ocupação e o impacto ambiental nesta área?
2- Seria este um equipamento construido pela comunidade para abrigar salva-vidas na temporada de verão?
3- Ou o "puxadinho" é um equipamento autorizado pela Prefeitura Muicipal para ser explorado com venda de bebidas e lanches durante o verão?

   Outra coisa que me chamou a atenção nesta caminhadinha pelo bairro foi o estado do cemitério aqui nos fundos de casa. A cerca, da parte que margeia a servidão que leva até à praia, ao lado da Igrejinha de São Sebastião, está toda rebentada com os arames enferrujados, enroscados pelo chão e com pontas perfurantes para todos os lados. Em certos lugares os arames estão no chão permitindo inclusive a entrada de animais. Um aspecto de total abandono.
   Segundo me relatou um morador que encontrei no caminho, já em janeiro a prefeitura teria sido comunicada sobre a cerca e depois de mandar uma empresa fazer o levantamentonada mais aconteceu. 

   Aí prefeito César Junior, o Campeche está precisando de uma atenção especial. Não são grandes obras, apenas um olhar mais cuidados com o nosso bairro. São pequenas coisas mas que trazem grandes benefícios para  a comunidade. 

sábado, 5 de outubro de 2013

Praga, uma cidade para não esquecer

Moraria nesta cidade...
      Quando vesti a "campeira" grossa para descer e comprar yogurte no mercadinho do coreano ao lado do Ametyst Hotel Praha, já passava das 10 da noite. A temperatura tinha caído bastante, beirava os 7 graus e era potencialiazada por um leve mas terrível ventinho. Naquela noite, Praga tinha um céu azul. O dia tinha sido maravilhoso, como os dois anteriores desde a nossa chegada.
    
Sophia e  črt, amigos
    Era quarta-feira à tardinha quando chegamos na estação central de Praga provenientes de Viena. A viagem de trem foi ótima. Dividimos uma cabine de seis poltrona com um casal jovem que, após 3 horas e meia, tornou-se amigo.
Não dá prá entender...
   črt (se pronuncia chuêrt), nasceu na Eslovênia. Formado em Letras e Filosofia hoje faz curso de montagem de filmes em Praga. Sophia, é tcheca, estuda música e canto na universidade. É cantora e se apresenta com grupos folclóricos e de jazz. A aproximação foi possível porque črt falava algo de inglês e outro tanto de italiano e espanhol. A medida que conversávamos ele fazia tradução simultânea para a namorada. A conversa foi bastante surtida. Música, arte, cinema, economia, história e fatalmente política. A herança comunista no leste europeu não é nada recomendável. Os jovens não foram os primeiros a reclamar dos anos de obscurantismo do domínio soviético sobre seus países. 
O imponente Museu Nacional da República Tcheca
   Senti o vento frio cortando a pele do rosto mas não desisti de dar uma banda pelos bares das redondezas do Museu Nacional, centro da capital da República Tcheca. Comprei o yogurte, deixei na geladeira do bar do hotel e vazei na primeira esquina com a rua Bélgicka. Na  seguinte havia um pub que já estava mapeado, tinhámos passado por ali no segundo dia de Praga a caminho do Ametyst Hotel Praha. O bar estava aquecido de música, conversa, bebida, risadas e muita fumaça de cigarro. Fumei como doido...fazer o que!
   O Ametyst foi o nosso segundo hotel na cidade. O primeiro, Julis Hotel, ficava na Václavské náměstí, número 22, ou seja: na cara do gol. Por um erro de planejamento acabamos ficando lá um dia só e depois nos mudando para o excelente Ametyst.
Grafiti às margens do Vltava 
    Se em Viena tivemos dificuldades com a lingua alemã, imaginem com o idioma tcheco, língua esláva. Faltam vogais para os amigos! Pelo nome do companheiro de viagm črt, já dá para sentir o clima. Afora isso, por uma questão de orgulho nacionalista os tchecos cansados de invasões militares e culturais, hoje resistem a todas as tentações de usar qualquer outro idioma nas suas placas de indicação turística, resistem ao uso do Euro dificultando o entendimento e negociações com moeda que não seja a Coroa tcheca.

Igreja de São Nicolas na Staromestké Nám
   Sem mesmo ter pedido uma bebida o proprietário da casa, com cara de hippye que chegou a pouco de Woodstock, me serviu um "balde" da excelente cerveja tcheca. O jogo já estava 2 a zero para o Bayer de Munique em cima do Manchester City. O som do narrador da partida de futebol na tv se misturava com um tipo de rock "eslavo" que tocava alto nas quatro salas da casa transformada em bar. A balburdia da conversa em idioma ininteligível e uma bruma de fumaça fedorenta de cigarro atingia a todos na altura da cabeça, Encostado no balcão, vendo o jogo e tentando entender o que realmente era aquele ambiente fui ficando cada vez mais alegre e embriagado. Tinha esperança de, até o final da noite, entender o idioma e o comportamento tcheco...em vão.
Pedi a conta das três canecas de cerveja para voltar ao hotel e levar o yogurte para o quarto, a conta me foi apresentada em Coroas. Pedi a conversão em Euros e o amigo se negou a fazer. Fiz uma conversão na calculadora do celular a um preço bastante amigável...para o dono do bar. Ofereci o dinheiro, ele aceitou com um sorriso e uma baforada de fumaça na cara.
Del otro lado del rio...
Também sorri, vesti a campeira e me despedi dos fumantes e bebedores. Quando deixei a porta do bar 
para trás houve àquela divisão na realidade. Mesmo constatando que o frio tinha aumentado, senti um alívio ao perceber o ar frio entrando pelas narinas e gelando os meus pulmões. Respirei com vontade e profundamente, engatei uma primeira e só parei na esquina com a Bélgicka para ver uma discussão entre dois bebuns. Tentei entender porque brigavam. Desisti...aquele velho problema do idioma, sabes?   
Václavské náměstí: arrebatadora
   Não usamos metrô em Praga. A cidade é fácil de se conhecer caminhando e tudo que nos interessava ficava relativamente perto, com exceção da Catedral de São Vito, do outro lado da Karluv most. 
O local de prédios medievais reúne além da catedral, várias capelas, a Basílika Sv. Jiri e o Castelo de Praga onde os reis e imperadores da Boêmia tinham seus escritórios. Hoje é local de despacho do presidente da República Tcheca. A entrada do castelo é fechada pelo Mathias Gate, portão onde acontece a troca da guarda de hora em hora, registrada por centenas de máquinas fotográficas de turistas do mundo todo. 
Cidade velha vista da ponte Carluv
   Além disso tudo, o gigantesco complexo arquitetônico e cultural que fica no topo de uma montanha abriga museus, galerias, palácios e jardins maravilhosos por onde se chega através de uma subida íngrime ladeada por contruções típicamente medievais com restaurantes e lojas de souvenir. 
Desencontrados nas ruelas do centro de Praga
  
Cheguei no hotel abaixo de tempo ruim. Na verdade frio, com um leve ventinho o que fazia com que a coisa se complicasse um pouco. Peguei o yogurte, levei para o quarto 510 e...não resisti. Não me contentei somente com um bar, voltei para a rua. Quando dobrei a esquina da Bélgicka pela undécima vez parecia que a rua tinha se amoldado ao meu corpo. A inteligencia corporal do meu ser havia incorporado todas as informações visuais de espaço, localização, movimento das árvores e dos carros, foi como enfiar o pé em uma meia confortável...me senti em casa. Já era dali! Tudo começou a ficar mais fácil e interessante. Desci umas cinco quadras até a Václavské náměstí, calçadão do centro, e mergulhei na verdadeira noite de Praga. Alguns contatos muito diretos com uns romenos, ciganos talvez, não foram de todo satisfatórios. Mas saí precavido. Dinheiro no bolso da frente da camisa, passaporte pendurado no pescoço, sem carteira e com os olhos bem abertos, mas bem abertos mesmo. Assim se anda no bas fond de Praga.

Relógio Astronômico. A grande atração.
   O fato de não ter usado metrô acabou nos tirando a oportunidade de conhecer as estações subterrâneas de Praga tidas como as mais belas do mundo. Uma lástima. Em compensação caminhamos durante três dias de sol e céu azul por toda a região central cortada pelo rio Vltava que pode ser atravessado por diversas pontes. A Carluv most é a mais bonita e dá acesso ao bairro Hradcany onde está o Castelo de Praga.
Concentra o maior número de desenhistas, pintores e grupos musicais que tocam música medieval e jazz e tem uma vista deslumbrante da cidade. Só permitido atravesá-la à pé. Tudo isso no centro. 
   Praga foi afortunada durante a guerra. Ao contrário de outras capitais européias, severamente bombardeadas e destruídas, mantém um acervo arquitetônico invejável. Suas ruas com todos os seus prédios medievais intactos parecem saidos de antigos contos de fadas. 
   A Staromestké Nám, a mais famosa praça de Praga, é extremamente acolhedoura. Cercada de cafés e restaurantes é dominada pelas torres góticas da igreja Nossa Senhora de Týn e pela barroca
O caminho das pedras...
São Nicolas. Recheada de cantores e grupos musicais, a grande atração da praça é o Relógio Astronômico que fica o prédio da antiga prefeitura. Centenas de turistas se aglomeram ali de hora em hora para ver o desfile de bonecos que anunciam uma nova hora. Um show a parte. 
Mas o grande lance é sentar num dos cafés, pedir uma birra tcheca, todas são boas, e ver a vida passar, bem ali na frente.

    Depois do terceiro bar e muita conversa na rua resolvi voltar para o hotel pois a encrenca já estava de bom tamanho. Remanchei um pouco para sair de um labirinto de ruelas até encontrar a Staromestké Nám. Daí em diante foi mamão com leite. Precavido, havia fotografado as placas com os nomes das ruas por onde passei. Não deu outra, voltei prá casinha são e salvo e com histórias para contar.



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Temporada de veraneio e corrida pré-eleitoral


   Por Eduardo Guerini

Na fastidiosa condição de prospectar
 pesquisas de opinião pública em tempo
 de veraneio e troca-troca partidário.

   A republiqueta das bananas continua sua corrida para os preparativos do verão, mal começando a primavera, nossos habitués tupiniquins planejam a condição vacante se aconchegando em alguma praia, mesmo que em condições impróprias de banho, para se refestelar e flambar ao sol.
   Tal como nossos ambiciosos corpos que desejam mostrar aquilo que não são – esculturais e bronzeados. A cidadania brasileira invernou, esta mais pálida, seja pela impunidade que grassa em todos os rincões do “gigante novamente adormecido”, seja pelo potencial explosivo de casos de corrupção na esfera pública, parte menos suscetível aos controles da sociedade.
   E no limiar primaveril, o surgimento de mais agremiações para a falta de representatividade dos grupos políticos que disputam avidamente nacos de poder e os negócios decorrentes das grandes obras para os festejos de 2014 (Copa do Mundo), e, Olimpíadas (Rio 2016). Neste equinócio de primavera, tudo é uma questão do ponto onde se recebe a iluminação.
   Todo movimento de junho de 2013 foi esquecido ou soterrado pela espiral de cinismo que mantém um sistema partidário viciado, degenerado e corrompido na “terra brasilis”. Ainda restam alguns minutos para entrada de um novo partido em ebulição – seja pelo interesse de um cacique ou pelo jogo da reeleição – todos os interesses republicanos sucumbem por um “cargo” ou “algumas moedas”. Nada de representação política, é pura representação teatral no universo partidário.
   No movimento pré-eleitoral , partidos e candidatos se organizam para receber a maior fatia da iluminação midiática , exposição necessária para que os desejos de grupos e agremiações sejam promissores. Afinal, o Estado brasileiro tem sido o melhor local para a ascensão social, garantindo uma carreira promissora e duradoura – as biografias dos caciques políticos que comandam o cenário político nacional são exemplos cabais . 
   Assim, de pesquisa de opinião a pesquisa de intenção , a questão são minutos e valores para o negócio eleitoral, os partidos são caudatários de grandes embalagens sem conteúdo ou programa, cada qual “vale o quanto pesa”, daí a acirrada disputa por mandatos e candidatos. 
   A máquina eleitoral não para de calcular, os lucros são decididos no balcão de negócios das casas legislativas e dos cargos a serem distribuídos. E o eleitor? Esse pobre vivente se contente em receber algum benefício temporário - participar com seu dedo indicador na urna eletrônica...

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Viena capital cultural do mundo

    "De noite morto de cansaço, só conseguia me rrastar até um desses cafés antigos, o Central, o Landit Mann, o Hawelka, o Frauenhuber, que pareciam cenários da Belle Èpoque, para comer um wiener schnitzel, a versão austríaca do bife amilanesa que a tia Alberta fazia com um copo de cerveja espumosa".  (Vargas Llosa em seu livro Travessuras da menina má)
   
  Lembrando Vargas Llosa entendi imediatamente o que o nosso chauffeur de táxi dizia sobre o mais tradicional prato da cozinha austríaca, o wiener schnitzel!
   Vamos combinar pessoal, a questão do idioma aqui pega de verdade. É muito diferente das línguas latinas. Nem um ouvido preparado e a boa vontade do viajante consegue entender os sons devido a profusão de consoantes indecifráveis!
   Aparentemente grosseira e pesada, a fala alemão não corresponde a atitude dos austríacos sempre extremamente atenciosos, educados, tentando se fazer entender e ajudar em todas as situações. Não foram poucas as que vivemos. A começar pela chegada conturbada em Viena. 
   Para começar o nosso senhorio que deveria estar nos esperando no prédio onde alugamos um duplex, pelo Booking.com, simplesmente desapareceu. Pedimos ajuda a um motorista de táxi que estacionou a nossa frente e se dirigia a um boteco na esquina onde vários taxistas se reuniam e jogavam cartas.
   A pessoa simplesmente deixou de lado seus afazeres para dedicar-se a nos ajudar, inclusive usando o seu celular para contatar o proprietário do apartamento. A ligação para o número de emergência que constava no site do Booking.com, caia sempre em um fax. 
   Sem carga na bateria do meu celular e consequentemente sem internete, fiquei num mato sem cachorro. Não conseguia me mexer para solucionar o problema.
   Depois de um tempo, esperando na rua onde a temperatura começou a cair drásticamente, resolvemos procurar um hotel para passarmos a noite.
   Caminhamos até uma grande avenida e perguntamos a um rapaz onde havia um hotel pelas redondezas. A essas alturas o meu curso de mímica e minha proeficiência em portumão rendiam ao máximo. Respondeu em inglês - aqui todos tem o inglês como segundo idioma - que não sabia mas que iria procurar no celular...imediatamente. Um casal de meia idade que passava pelo local interveio e nos indicou amavelmente o endereço do Amedia Hotel na Landstraßer Hauptstraße 155, 03. Landstraße, 1030 Viena, entenderam???!!!!
   Cansados, nos instalamos no Amedia e dormimos como pedra. Na manhã seguinte, dia maravilhoso de sol, me dediquei a habilitar o celular para internete e conhecemos o centro de Viena. Mapa na mão e pé na estrada. 

 
Centro de Viena repleto de gente no domingo
 A cidade

   A primeira impresão da cidade foi maravilhosa. Com cerca de 2 milhões de habitantes Viena tem grandes avenidas com calçadas e ciclovias, praças e parques (são 2 mil na cidade) urbanizados e limpos. Muito verde e transporte urbano à vontade, ônibus, trem de superfície e metrô todos integrados. Passagens se compram em guichês de estações ou em máquinas instaladas por toda a cidade. Poluição visual zero, assim como as cidades italianas que visitamos. Viena é considerada uma das melhores e mais interessantes cidades do mundo para se viver. A Áustria tem o melhor IDH e é um dos países mais ricos em PIB per capita.
   
Goulash delicioso
   A culinária
   A culinária austríaca é de dar água na boca...rs. Desde que deixamos a Itália e entramos na Áutria comemos super bem. Em um restaurante de Villach, onde fiquei cerca de três horas, pedi um Goulash acompanhado de purê de maçã com raiz forte, coisa de comer de joelhos. Aqui em Viena não foi diferente. Tudo tem sabor, é bem apresentado e servido quente. Se come super bem por 30 euros por pessoa incluindo vinho ou birra.
    
   Sissi a imperatriz
Num salão do Palácio de Inverno Mozart tocou para a imperatriz Sissi com apenas 6 anos de idade.
   Hoje visitei o castelo da Sissi, a imperatriz da Áustria. É difícil dissociar a imagem da imperatriz Elisabeth da Áustria, da atriz Romy Schneider que, na década de 50, estrelou os três filmes sobre uma das mulheres mais fascinantes da Europa do século XIX. 
    Ao visitar o Palácio de Hofburg, antiga residência de inverno da família imperial, em Viena, chamou-me a atenção uma balança colocada no quarto da imperatriz. Mais tarde fiquei sabendo que, infeliz no casamento, depressiva, vaidosa e anoréxica, Elizabeth subia na balança 3 vêzes ao dia. Pesava apenas 45 quilos com 1,73 metros.
   O palácio é algo de cinema. Com tudo preservado, os visitantes têm a oportunidade de conhecer objetos de arte e de uso pessoal da realeza que mostram os hábitos e costumes da época.
   Na visita conheci a sala em que Amadeu Mozart, aos 6 anos de idade, tocou pela primeira vez para a imperatriz Elizabeth. Feliz com as palmas de Sissi, reza a lenda que Mozart correu, abraçou-a pelo pescoço e a beijou.
    As salas decoradas com pinturas maravilhosas e revestidas de madeira com desenhos e arabescos em alto relevo dourado são de encher os olhos de qualquer pessoa.
    A enorme propriedade do palácio de inverno do imperador Francisco José, no centro de Viena, continua preservada até hoje com seus gigantescos jardins, bosques e fontes. Uma área dessas em Florianópolis provavelmente já teria sido loteada e hoje comportaria enormes espigões e condomínios com nomes franceses. 



   Centro cultural do mundo
Palácio visto da fonte
   Viena é considerada a capital cultural do mundo. Aqui nasceram Franz Schubert e Strauss. Teve na sua corte o grupo conhecido como clássico vienense do qual faziam parte Joseph Haydn, Mozart, Beethoven, Litz e Brahms além de ter sido berço do inventor da Psicanálise, Sigmund Freud.
  Amanhã deixo Viena com vontade de quero mais. Não foi por acaso que meu amigo Cláudio Frazê, que não é bobo, escolheu esta cidade para morar. Parto para Bratislava e depois Praga que diz ser maravilhosa.

Jardins preservados e coloridos

Entrada do Palácio de Hofburg disputada por turistas. Orientais são maioria.
Panorâmica da entrada da residencia de inverno da família imperial em Viena.










quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O novo livro do Emanuel

O escritor catarinense Emanuel Medeiros Vieira acaba de publicar “Cerrado Desterro2” seu 23º livro. 


   A obra contém 34 depoimentos de amigos e de colegas de ofício. “Foi um parto demorado, mas espero que seja compensador”, diz ele.   Emanuel nasceu em 1945. Seu primeiro texto foi publicado aos 15 anos. Confessa que começou a escrever (“a descobrir o seu destino”), ainda no Grupo Escolar, aos 7 anos.
   Formou-se em Direito pela UFRGS, em 1969. Mas não quis advogar. Participou intensamente da vida política e cultural do seu tempo e de sua geração.
   Considera-se uma “mascate cultural.”
   Ele não que a literatura salvará o mundo, mas que sem ela, ele seria muito pior.
   Ou como diz o escritor Orham Pamuk – que o autor cita na epígrafe –, a literatura dá oportunidade de salvar um dia de cada vez.
   Emanuel viveu quase 32 anos em Brasília, “quase metade de sua vida”, como diz.
   Ele foi dirigente do Instituto de Estudos Políticos e Sociais (IEPES), embrião da Fundação Pedro horta – consistente instituição de combate à ditadura (1964-195), foi correspondente em Santa Catarina do semanário “Opinião” e membro do Conselho Editorial do jornal “Movimento”.
   Foi cineclubista, crítico de cinema, jornalista, editor, vendedor de livros, professor e redator de discursos parlamentares e ativo militante cultural. 
   Em 2010, seu romance “Olhos Azuis – Ao Sul do Efêmero” (2009), recebeu o Prêmio Internacional de Literatura, outorgado pela União Brasileira de Escritores (UBE), sendo contemplado com o “Prêmio Lúcio Cardoso, concedido para a melhor obra – segundo a entidade –, publicada no gênero, no Brasil, naquele ano.
   Com “Tremores”, recebeu o “Prêmio Brasília de Literatura”, 1991 e também contemplado com o “Prêmio Othon Gama D’Eça", concedido pela Academia Catarinense de Letras, sendo escolhido o “Escritor do Ano” – 2002 –, pela publicação do livro de contos “Os Hippies Envelhecidos”.   Sua obra, tema de dissertação de Mestrado na UFSC, em 1997 foi analisada e elogiada por, entre outros, Carlos Drummond de Andrade, Otto Maria Carpeaux, Afrânio Coutinho, Mário Quintana, Antônio Olinto, Antônio Carlos Vilaça, Léo Gilson Ribeiro, Moacyr Scliar e Caio Fernando Abreu.   Caio Fernando Abreu escreveu sobre um dos livros do autor: “Sofrimento e paixão constituem as notas fundamentais da literatura de Emanuel Medeiros Vieira. Seu incomum domínio da linguagem, principal elemento de seus contos, sua veia poética, sua revolta frente a um mundo que se modifica rapidamente, transformando logo em passado os ideais da juventude, sua violência, tudo isso faz de deste ‘Sexo, tristeza e Flores’, um livro extremamente forte. Doloroso. Vital. Com cheiro de vida, o que é muito importante.”

Pedidos para metonia55@hotmail.com ((Memórias, 382 páginas, Edição do Autor)