domingo, 5 de maio de 2013

Tio Bruda...ao vivo

Foto que recebi da minha irmãzinha Camaria. Encontrou o tio Bruda por aí...

Pequenas reflexões (fragmentárias)

Por Emanuel Medeiros Vieira

Para Adélia e Dorinha-irmãs e amigas
para Letícia Arangue, Manairá Athayde (e André) e Carlos Mota

   Informam-me que uma pessoa muito amiga, muito amada e muito querida está à morte.
   Devoto-me as palavras - mal rompe a aurora - há mais de 50 anos: eu sei, elas não mudam o mundo.

   O que dizer?

   Mas a palavra tem uma força imensa: nós nascemos para ela.
   Somos, como dizia Lacan, “falesseres”.
   Seres da fala e prometidos à morte, ao falecimento.
   Alguém disse que a escuta tem uma função pacificadora, e é cada vez mais necessária no
mundo globalizado em que vivemos.
   Salma Rushdie acredita que é “função do poeta: nomear o inominável, apontar as fraudes, tomar partido, dar forma ao mundo e impedir que adormeça”.   Só haverá lugar para fala e para a escuta, se houver afeto.   Afeto, segundo Freud, está no campo do prazer e do desprazer.
   O citado Lacan, por sua vez, traz o silogismo “amódio”, que junta amor e ódio.
   
   O que fazer? Fazendo!

   A vida seria aquele touro que, segundo o poeta Garcia Lorca, temos de enfrentar, nem que seja com o traje emprestado do toureiro.
   Escrevemos porque acreditamos que isso dá sentido à nossa vida.
   Continuaremos escrevendo porque é também um modo de domar tormentos.
   O leitor não tem rosto.
   Mas insistiremos: não para sermos célebres, por dividendos pecuniários, por vaidade. Isso não tem importância.   É preciso sentir organicamente a palavra para não poder viver sem ela.
   E continuamos.
   Viver é breve, efêmero.
   E continuaremos com a palavra, mal rompe a aurora - até.
(Salvador, maio de 2013)

sábado, 4 de maio de 2013

“Sem liberdade de informação, não há contrapoder”

No Dia Mundial da Liberdade da Imprensa, ONG espalhou por Paris cartazes de quem se considera acima da lei

   
   A organização internacional Repórteres sem Fronteiras (RSF) espalhou pelas ruas de Paris montagens de fotos de mandatários violadores da liberdade de imprensa. Nas imagens, eles aparecem fazendo gestos obscenos. Os cartazes colocados em muros e estações de metrô mostram o presidente russo, Vladimir Putin; o ditador sírio Bashar Assad; Xi Jinping, presidente da China; Mahmoud Ahmadinejad, do Irã; e o gorducho tirano norte-coreano Kim Jong-un.
   A ONG os descreve como "poderosos, perigosos e violentos, predadores que se consideram acima da lei”. A campanha é realizada no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, criado pela ONU e comemorado no dia 3 de maio. O slogan da campanha é: “Sem liberdade de informação, não há contrapoder”. Leia matéria completa. Beba na fonte.

Malagueña bala!!!!!


Mamalagueña salerosa como disse o meu irmão Leonardo Ribeiro no post do outro irmão, João David Martins. Tudo de Quaraí!

Em direção à Bruxelas...


   Por William Ear Long
de Bruxelas, especial para o Cangablog

   Embarcamos no voo AF 090 em Paris com destino à Bruxelas. Era final de tarde... Sobrevoamos a Torre Eiffel, Luiz Henrique lacrimejou...
   Chegamos ao aeroporto da capital da Bélgica e tomamos um táxi para a Grand Place, nosso endereço para pernoitar.
   Trocamos de roupa, saímos para uma caminhada suave pelas vitrines belgas e entramos no Restaurant Vieux Table. Uma velha mesa nos aguardava. Em seguida entram algumas pessoas conhecidas: Aike Lavista, João Bóia Junior, Vilfredo Goma e Vinicius Lumitz.
   Coincidência ou não?
   Aike convidou para uma única mesa (unique table), repetiu Vinicius.
   A Ponta do Coral veio à baila. Discussões acaloradas e as conclusões: Há que mexer na Constituição. Na FATMA está tudo certo. O presidente é nosso, disse um deles. Os problemas estão no SPU (Serviço do Patrimônio da União) e na Prefeitura Municipal.
   Depois de algumas garrafas de vinho, surgiu a ideia de criar o mar de baía. Seria uma praça de água, sob a responsabilidade da Prefeitura. Aí foi um delírio geral. Todos elogiaram a capacidade do LHS e suas invenções constitucionais.
   Foi aí que lhe deu uma revira volta. Um mau humor repentino. Ele explicou:
*William Ear Long
é o  jornalista responsável
pela cobertura da viagem
do senador LHS a Paris.
Tudo pago com dinheiro
público.


- Vocês estão acostumados a ver as coisas sob duas óticas apenas. A clara e a escura. Veja no capitalismo. Existe o capitalista total. Aquele que reúne uma ideia, dinheiro, mão de obra e matéria prima. Produz, vende e lucra...
Tem o capitalista de cuecas arreadas, em várias áreas: Da publicidade até as concessões para a extração mineral. Tem o capitalista de entrega de prêmios vendidos. Ele só ganha quando o governo paga...
Vocês estão acostumados com o capitalismo estatal. Onde o estado paga e vocês lucram...

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Hepatite C: Flavivírus vence o primeiro round

Com Chico e Viviane: último Interferon
   Acabo de receber o resultado do meu terceiro exame de contagem de duplicação, ou ausência, do vírus da hepatite C no sangue. O Flavivírus (vírus da hepatite), que havia sido dado como "não detectado" no exame anterior, ressurgiu com níveis semelhantes aos anteriores ao início do tratamento em 21/10/2012.

   Interrompi hoje o tratamento sob o risco de criar um super-vírus resistente.

   Não estou contente, estou puto!!!! 

   Agora tenho de ficar a espera de uma nova terapia, talvez para 2014, que já está sendo desenvolvida por vários laboratórios.
   O "não detectado" nos alegrou a todos, família, amigos, médicos e enfermeiros que me acompanham no tratamento. Como sou primário nesta terapia e "pioneiro" no tratamento triplo que inclui Interferon, Ribavirina e o primeiro antiviral, Boceprevir, estava bem otimista em relação ao resultado deste último exame. 

   Nos frustramos todos! 

   Realmente o Flavivírus não é uma coisa fácil de se vencer. Durante esses sete meses de tratamento conheci várias pessoas que, como eu, estão na luta contra a hepatite C. Todos são recidivos, alguns com vários anos de tratamento, e agora tentando a terapia tripla, que só pode ser usada uma única vez.

   A carga química e os efeitos colaterias do tratamento são bastante fortes e extremamente limitadores da nossa vida. A depressão, a náusea, as febres, as dores pelo corpo, a perda de cabelo e a escamação da pele é de uma violência tal que nos exige uma força descomunal para não cair na armadilha da vitimização e da depressão. 

   É como se mantivéssemos a nossa vida em stand by, à espera da cura e do final do tratamento. Todos os projetos são adiados e jogados para o futuro. A dislexia, o mal-estar físico e mental não nos deixam espaço para produzir, física e mentalmente.
   
   Fiz o dever de casa
   Parei com bebidas alcóolicas no dia 15 de abril de 2012, seis meses antes de iniciar o tratamento. Me tornei uma pessoa disciplinada, cuidei da alimentação, dos horários e da frequência dos remédios (17 por dia). Comecei a dormir mais que as 3,5 horas habituais de sono por noite, li tudo a respeito da doença e me preparei para enfrentar os efeitos colaterais e não deixar que a química me transformasse em uma pessoa amarga, sofredora o que, finalmente, transformaria a vida da minha família e dos meus amigos em um inferno. 
   Acho que fiquei uma pessoa melhor. Controlei a irritação medicamentosa e isso me trouxe a calma e principalmente a paciência com as outras pessoas. A falta dela talvez fosse um dos meus maiores defeitos. 
   Enquadrar-me em um esquema que exige disciplina e obediência vai contra tudo que sou e que sempre pratiquei na vida. Sou totalmente anticonvencional...até a página 26, pelo jeito. 
   Da proximidade, cuidado e dedicação da minha família, surgiu uma forte energia, criando um novo circulo de relação, mais forte afetivamente e com mais conhecimento mútuo. Uma experiência fantástica que pude vivenciar neste período de tratamento.

   Complexo mas verdadeiro
   Nunca fiz nada que não me desse prazer. Sempre mantenho uma cenoura pendurada lá na frente e corro atrás para alcançá-la. Não tenho patrão e não devo obediência a ninguém. Se o Flavivírus pensa que acabou a batalha está enganado. Vou atrás de novas armas, que já existem e estão sendo testadas por cientistas do mundo todo. 
   O meu perfil de paciente se enquadra no modelo definido como ideal para testar novas terapias. Quero ser cobaia. Fico incomodado de saber que esse bicho ainda está andando pelo meu corpo e, principalmente, ameaçando o meu fígado...que tanto prezo.

   Futuro maravilhoso
   Outro dia escutei do meu amigo Orlando, no terceiro tratamento: 
- Canga, o tratamento é sofrido, dolorido, cansativo, anêmico/depressivo...uma merda! Mas de tudo isso, tem uma coisa que é maravilhosa: o fim do tratamento! Quando acabam os remédios e cessam os efeitos colaterais, meu Deus! O mundo se transforma e a gente volta a perceber que a vida é maravilhosa, cheia de energia e força, é a supremacia do bem estar!

É atrás desta cenoura que estou correndo agora! Quero a minha vida de volta!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Farra das Diárias em Ponte Alta

Decretada prisão de seis vereadores envolvidos na "Farra das Diárias"

   O Ministério Público na comarca de Correia Pinto, por intermédio do Promotor de Justiça Jaisson José da Silva, ofereceu denúncia contra 14 vereadores (titulares e suplentes) do município de Ponte Alta/SC, pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e formação de quadrilha. A pedido do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão de seis vereadores - dois já foram presos e quatro estão foragidos.
   Segundo a Promotoria de Justiça, o esquema criminoso, conhecido como "farra das diárias", teria operado entre 2008 e 2012, período em que os vereadores e os respectivos suplentes, com a possível concorrência de alguns empresários da rede hoteleira da região do litoral catarinense, fraudaram notas fiscais e outros documentos públicos e particulares a fim de desviarem verba pública em proveito próprio com o recebimento de verba indenizatória denominada diária. Segundo a denúncia, o desvio chegou ao montante de R$ 102.000,00.
   A quadrilha emitia, fraudulentamente, roteiros de viagens, notas de empenhos e notas fiscais para comprovar, documentalmente, situação inexistente, ou seja, a realização de viagem ou a pernoite em hotéis da Grande Florianópolis. Em algumas oportunidades, segundo a denúncia, as viagens sequer eram realizadas e, na grande maioria, conquanto os denunciados, de fato, se deslocassem até Florianópolis, retornavam para a região serrana no mesmo dia, auferindo, assim, mais duas diárias com pernoite indevidamente. Os réus serão notificados a responder à acusação. (Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC)

Paris: Um dia glorioso

Te cuida Lagerfeld
Por William Ear Long de Paris
especial para o Cangablog

   O senador Luiz Henrique da Silveira foi recebido pelo Comitê Central na sede do Partido Comunista Francês. Edith Piaf entregou a ele rosas vermelhas e disse:
- Leve nossas rosas, símbolo do socialismo que o senhor pratica desde quando era agente administrativo do DOPS, em Florianópolis.

   O auditório aplaudia com veemência e de repente LHS, num surto inexplicável, bradou: 
Rouge, rouge, rouge...

  Foi quando Alberto Martins, negro, carioca e comunista gritou:
- Rouge et noir, rouge et noir... Vermelho e preto... Uma vez Flamengo, sempre Flamengo... O auditório ovacionou Alberto Martins...

   Saindo de lá, fomos ao encontro com Rodin. LHS explicou a situação política do Brasil e de Santa Catarina. Disse que tem sonhos com o PT, com o PSD, com o PP e depois tudo se mistura. Ele vê, então, o Amin e outro correndo na frente e o Paulo Bauer atrás...
   Passaram-se 30 minutos e só o silêncio reinava. Mais 45 minutos e nada. Foi quando LHS me disse:
- Este cara não fala? 

Respondi: 
- Ele entrou para a História como um pensador...

Pensei: Para interpretar sonhos, melhor Carl Gustav Jung.

   No encontro com Monsieur Thrilhot - presidente da TGV - Train du Grand Vitesse, foi firmado acordo de uma linha entre Joinville e Florianópolis, duas áreas conurbadas do litoral. A linha terá 46 vagões, andará numa velocidade de 345 km/h e o vagão 08 será sem teto para dar mais conforto e comodidade aos passageiros que já sofreram com a conurbação.

   A conversa com Humboldt, cientista alemão que explorou a flora como Darwin explorou a fauna, foi ríspida. Humboldt passou uma descompostura no senador brasileiro. Disse:
- Você non sabe nada dos florestas. Eles son muito complexas. Son sistemas vivos de auto regeneraçon e autônomos. Pota sua atençon em outro assunto. Você deve continuar com as flores do festival de Joinville.
- Son mais fáceis para você entender. Se non você acaba entrando pra História como vencedor do prêmio Mico Leão da Tigre.
*William Ear Long
é o  jornalista responsável
pela cobertura da viagem
do senador LHS a Paris.
Tudo pago com dinheiro
público.

   Assim que terminou o encontro, passamos num bar. LHS bebeu três copinhos de poire e fomos ao encontro da Madame Coco Chanel. Madame Chanel foi elegantíssima. Recebeu-nos com blinis e Moet & Chandon. Conversa amena até que ela fulminou:
- O que o senhor deseja, afinal?

   E aí, LHS a convenceu de comandar o próximo Joinville Fashion Week, versão 2014. Ela concordou e disse que mandará Karl Lagerfeld representar a marca Chanel.

*Sobre o tour de LHS leia também: Paris, Paris, toutjours Paris...

Fim de tarde no Arpoador (Rio)

Do Milton Ostteto

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata....
(Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A máfia do asfalto em Blumenau

Do site da UOL
Secretário usou estrutura da prefeitura para campanha e disse que "povo tem que se f..."
   
O ex-secretário municipal de Obras de Blumenau (139 km de Florianópolis) Alexandre Brollo utilizou a estrutura da pasta e as prerrogativas do cargo para fazer campanha eleitoral para o candidato a
vereador Fábio Fiedler (PSD), segundo investigação do MPE (Ministério Público Estadual), em Santa Catarina.
    Brollo foi o coordenador da campanha de Fiedler, que se reelegeu com 5.542 votos, o segundo melhor desempenho dos candidatos a vereador do município. Escutas feitas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) de Itajaí -subordinado ao MPE-, com autorização judicial, mostram que a participação dele na campanha começou antes mesmo do seu afastamento do cargo para por 80 dias, para concorrer nas eleições, iniciado em 13 de julho de 2012.
Leia matéria completa no site da UOL.


Presidente do Paraguai ligado a paraiso fiscal

Horácio Cartes foi apontado como chefe de uma das organizações mais importantes de tráfico de drogas internacional

Pai do recém-eleito presidente do Paraguai e mais quatro diretores do seu banco criaram uma conta secreta nas Ilhas Cook, revelam documentos

    Documentos obtidos pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês) revelam que funcionários do alto escalão do banco paraguaio de Horacio Manuel Cartes, presidente recém eleito no Paraguai pelo partido Colorado, operavam uma instituição financeira secreta num paraíso fiscal do Pacífico Sul.   O pai de Cartes, Ramón Telmo Cartes Lind, e outros quatro executivos do paraguaio Banco Amambay S.A. criaram o Amambay Trust Bank Ltd. em 1995 nas Ilhas Cook, uma pequena cadeia de atóis e afloramentos vulcânicos a mais de 6 mil quilômetros de distância do país vizinho ao Brasil.
   Dono de uma empresa produtora de cigarros, tanto Horacio Cartes como o Banco Amambay, de sua propriedade e com sede em Assunção, foram investigados recentemente por lavagem de dinheiro em uma operação da DEA, a agência anti-drogas americana, de acordo com telegramas diplomáticos vazados pelo WikiLeaks em 2010. (Saiba mais aqui)

DEA INFILTROU AGENTES EM CÍRCULO DE CARTES PARA INVESTIGAR LAVAGEM DE DINHEIRO
   Horácio Cartes, o presidente eleito no Paraguai pelo partido Colorado no último domingo, foi investigado pela DEA, a agência anti-drogas americana, como traficante de narcóticos e dono de um grande esquema de lavagem de dinheiro internacional, baseado na tríplice fronteira – Brasil, Argentina e Paraguai. Em 2009, seu grupo chegou a ser infiltrado por agentes da DEA em uma operação secreta batizada de “Coração de Pedra”.
   Um documento diplomático da embaixada americana em Buenos Aires, de 5 de janeiro de 2010, vazado pelo WikiLeaks, descreve os pormenores da operação policial. O objetivo era “interromper e desmantelar a operação de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na área da tríplice fronteira entre Argentina, Paraguai e Brasil, e em outras partes do mundo”. Leia mais aqui. (reportagem especial da Pública)

Paris, Paris, toutjours Paris...


William Ear Long
especial para o Cangablog

   Estamos dentro do avião da AIR BUS 320-A da companhia AIR FRANCE no voo São Paulo-Paris. Primeira classe, bons vinhos, excelentes hotéis e despesas pagas pelo Senado Federal. Mais uma oportunidade de cobrir a extensa agenda do senador Luiz Henrique da Silveira, relator do Código Florestal Brasileiro, na capital da França, Paris.
   Como repórter independente, tenho as despesas pagas por uma agência de publicidade que prefere a reserva neste assunto.
*William Ear Long
é o  jornalista responsável
pela cobertura da viagem
do senador LHS a Paris.
Tudo pago com dinheiro
público.
   Hoje, embora feriado, o Dia Internacional do Trabalhador, vamos nos avistar com o escultor Rodin com quem o senador LHS pretende refletir sobre algumas questões da política catarinense.
   Também uma audiência com o presidente da TGV – Train Du Grand Vitesse – Monsieur Trilhot, para discutir a linha Joinville-Pirabeiraba, fundamental para a mobilidade urbana da grande Manchester catarinense.
   Ao entardecer, LHS irá ao famoso teatro Folies Bergere onde assistirá à imortal Edith Piaf cantar La vie em Rose.
   À noite, um bom Don Perignon na Avenue des Champs Elysees, no Le Fouquet’s, para conversas sobre a condição florestal mundial com Friedrich Wilhelm Heinrich Alexander von Humboldt, cientista alemão que virá a Paris, especialmente para o simpósio das florestas.



  

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O resgate do Serguei


ALGUÉM CORRA JÁ DO RIO OU DOS LAGOS E DÊ UM POUCO DE CARINHO, AMOR E DIGNIDADE A SERGUEI
Serguei hospitalizado em Saquarema precisa de ajuda financeira para tratar artrose e anemia. Vamos buscá-lo se seus amigos cariocas não lhe derem o mínimo do que merece
   
   Há 20 ou 22 anos toquei pela primeira vez com Serguei. Ele chegou sozinho na pizzaria San Francesco da Av. Rio Branco, do meu amigo Phill Collins (Mauri), pertinho da NET e da PM no Centro de Florianópolis. Um músico local tocara algumas baladinhas "banquinho e violão" da MPB. Minha mulher Tatá, então namorada, voltava do toilette e pede licença pro cabeludo da mesa ao lado. Serguei, na época com 50 e poucos e a cara do Steven Tyler do Aerosmith fala pra minha loura um 'você é carioca' afetadísssssimo!
   Conversam tranquilamente alguma coisa fugaz e banal sobre as indiscutíveis belezas cariocas e então o roqueiro me percebe também voltando do banheiro onde não sei se rolou uma travessura com a patroa. 
- "E aí cabeludo", brincou, "sonzinho djjjivaaagaarr", complementou sobre a trilha sonora da pizzaria lotada e frequentada de universitários 'durangos' ao pessoal que começava a povoar as redondezas da Presidente Coutinho e imediações. Cumprimentei, sabia do cara na Ilha de 20 e tantos anos atrás, hospedado no recém inaugurado hotel Cambirela. Na época eu tinha largado a editoria de polícia pela editoria de Economia, na qual baixava índices importantes pelo telegrafo e guardava as fitinhas do aparelho com as informações publicadas em envelopes bem lacrados. Bluseiro sempre leva uma palhetinha, mesmo detonada - no bolso do jeans, five pockets ou não. Brinquei que se rolasse um Summertime da Janis o bicho pegava... Ele me olhou e convidou: "Você garante"? Pedi licença ao músico. Ele continuou no balcão e o violão virou uma Gibson com um humbuker rascante no bridge e um gordo e penetrante P90 no neck. Era um violão Gianninni ou Di Giorgio, pouco importa, mas Summertime nunca foi tocado daquela maneira e nem um bar ou pizzaria de Florianópolis ou do Sul do Brasil tiveram um show tão peculiar quanto aquele de SERGUEI, Sir Guei!!!. 
   Caso Les Paul possa e seus amigos cariocas não amarelem (cumé quié cacalhada, um ídolo precisa e ninguém se mexe - que seja pra vaquinha dos remédios!!!), o tempo não acelere, tudo permita e tudo der certo, até semana que vem você terá um resgate DIGNO e bacana! 
 GOD BLESS YOU, MAJ FRIENDJJIII!!! 

domingo, 28 de abril de 2013

O Japão e o chapão...

chapão
Japão
  Por Marcos Bayer

   Mais de 700 pessoas participaram do encontro de vereadores e presidentes municipais do PSD, realizado neste sábado em Lages. Prefeitos, deputados, secretários estaduais e o governador Raimundo Colombo também estavam lá. O governador fez uma análise de sua gestão.


- Na primeira fase, conseguimos reduzir o pagamento de juros e melhorar o orçamento. Depois disso avançamos. E foi aí que lançamos o Pacto por Santa Catarina. Com mais de R$ 9 bilhões em investimentos que estão chegando em todos os municípios catarinenses - afirmou Colombo aos pessedistas. Publicado no DC, no blog do jornalista Moacir Pereira, hoje, 27 de abril de 2013.

   Algumas considerações são necessárias. O Japão é um país muito pequeno, espalhado por mais de seis mil ilhas, sendo que quatro delas, representando 97% do território, acolhem a nação. Com população em torno de 128 milhões de pessoas. Solo impróprio para agricultura, em razão das montanhas, é a quarta economia mundial com PIB de seis 
trilhões de dólares. No Japão existe corrupção política.
   Santa Catarina não é o Japão. Somos quatro vezes menores em território fértil e diversificado, com uma população de seis milhões e trezentos mil habitantes e um PIB de R$ 154 milhões de reais. Estes números provam que espaço, população e desenvolvimento econômico são variáveis e dependem de inúmeros fatores. Em Santa Catarina também existe corrupção política.   O que causa espanto é que em Santa Catarina alguns fatos têm outras versões. Nestes doze anos de governo da Tríplice Aliança, agora em gestação um chapão, cuja pretensão é mais quatro anos, podemos aprender com o governador a tradução de algumas informações.

   Em japonês seria: Santa Catarina deve R$ 10 bilhões de reais à União. Passei dois anos aprendendo a mexer na máquina pública. Agora, com mais empréstimos na ordem de sete bilhões, ficaremos devendo capital e juros sobre R$ 17 bilhões.

   Em chapones seria: Na primeira fase, conseguimos reduzir o pagamento de juros e
melhorar o orçamento. Depois disso avançamos. E foi aí que lançamos o Pacto por Santa
Catarina. Com mais de R$ 9 bilhões em investimentos que estão chegando em todos os 
municípios catarinenses - afirmou Colombo aos pessedistas   Tudo registrado pela imprensa de Santa Catarina, sem sequer questionar a diferença entre empréstimo, investimento e outras ilusões contábeis.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Jardim Botânico - RJ

Foto do Milton Ostetto
   Aclimatar as especiarias vindas das Índias Orientais: foi com este objetivo que, em 13 de junho de 1808, foi criado o Jardim de Aclimação por D. João, Príncipe Regente na época, e mais tarde d. João VI.
   Com a ameaça da invasão das tropas de Napoleão Bonaparte em Portugal, a nobreza portuguesa mudou-se para o Brasil e instalou a sede do governo no Rio de Janeiro.
   Encantado com a exuberância da natureza do lugar, aí D. João instalou o Jardim, que em 11 de outubro do mesmo ano, passou a Real Horto.
   Aberto à visitação pública após 1822, o Jardim teve visitantes ilustres como Einstein e a Rainha Elisabeth II.

   O Instituto de Pesquisas Jardim Botânico está localizado na zona sul do Rio de Janeiro e é uma das mais belas e bem preservadas áreas verdes da cidade, exemplo da diversidade da flora brasileira e estrangeira. Nele podem ser observadas cerca de 6 500 espécies (algumas ameaçadas de extinção), distribuídas por uma área de 54 hectares, ao ar livre e em estufas.
   A instituição abriga, ainda, monumentos de valor histórico, artístico e arqueológico e a mais completa biblioteca do país especializada em botânica, com mais de 32 000 volumes. (Fonte site do Jardim Botanico e Wikipédia)

terça-feira, 23 de abril de 2013

Leitor denuncia abandono de cemitério

   Prezado Canga,

   Mais uma vez recorro a esse Blog para denunciar o descaso de Prefeitura de Florianópolis na região continental que está sob os cuidados da Secretária do Continente, agora roubaram todos os fios dos postes da parte interna do Cemitério de Coqueiros, está tudo no escuro as fotos estão aí pra provar.
   O seu João Batista Nunes, secretário do Continente, não está nem aí para a situação que a cada dia se agrava mais, não tem vigilância é uma vergonha, o risco de virar criadouro do mosquito da Dengue alí é altissimo.
   Existe falta de coveiros, o descaso é total, será que se o cemitério fosse no bairro Córrego Grande o seu João Batista iria deixar acontecer isso? Esse cidadão que assumiu a Secretaria do Continente já mostrou ser um grande incompetente quando administrou nosso transporte público e agora vai acabar de destruir o que o "malandro" do Deglaber já tinha quase acabado.
   Quando é que o Sr. Cesar junior tomará uma providência? Promessas só em épocas de eleições, depois, o povo é que se f.............
   Abraço
Marcos


domingo, 21 de abril de 2013

A igreja de Itajaí

Foto e texto chupado do blog do Moacir Pereira. Postado por Upiara Boschi.

   
   Principal cartão postal de Itajaí, a Igreja do Santíssimo Sacramento é uma imponente obra de arquitetura. Projeto do arquiteto alemão Simão Gramlich, levou 15 anos para ser concluída. Foi inaugurada em 1955. A foto foi tirada pelo urologista Rogério Moritz, minutos antes do casamento de seu filho Rogério. Ao lado da Igreja Matriz, o Palácio Marcos Konder abriga o Museu Histórico da cidade. Um belíssimo casarão de 1925, bem conservado e cercado de jardins floridos.

sábado, 20 de abril de 2013

BODE EXPIATÓRIO

Palhaços Doutores visitam o Hospital Infantil 
 De leitor do blog:

"Vamos nobre Jornalista saber a quem pertence a empreiteira que atua dentro do hospital infantil há mais de 03 anos e que vive de aditivos, qual o ramo legislativo que tem".

   Sobre a exoneração do Diretor do Hospital Infantil é importante dizer que:

   É do conhecimento de todos que as obras realizadas nos hospitais públicos são definidas, planejadas e executadas pela equipe do Dr. Dalmo, Secretário de Saúde, a mesma equipe que fechou simultaneamente as emergências do Hospital Florianópolis (em obra há mais de 03 anos), emergência do Hospital Celso Ramos, ainda fechada ao público e a emergência do hospital infantil, em obras desde 2009.
   É sabido que a fiscalização e o acompanhamento das obras é do DEINFRA.
   Portanto, as intermináveis obras que tumultuam as rotinas dos hospitais e das Direções precisam ser cobradas dos incompetentes da própria Secretaria. Desafio o DEINFRA apresentar o relatório da última vistoria feita nas obras do hospital infantil e trazer à público as plantas, projetos arquitetônicos, projetos complementares (água, esgoto, elétrico, TI, telefonia, sistema de ar condicionado) que se arrastam desde 2009, os projetos simplesmente inexistem.
   Vamos nobre Jornalista saber a quem pertence a empreiteira que atua dentro do hospital infantil há mais de 03 anos e que vive de aditivos, qual o ramo legislativo que tem.
   Vamos procurar saber quem é o Engenheiro responsável da Saúde e o fiscal do Deinfra que acompanham o calendário de execução das obras.
   Obras intermináveis nos hospitais públicos são de responsabilidade do Secretário míope e sem musculatura política, Dr. Dalmo.
   Elegeram um bode expiatório para justificar a incompetência do Dr. Dalmo e sua equipe e a covardia do Colombo em substituí-lo.

AQUILES


                            De Emanuel Medeiros Vieira


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dos asnos, dos cegos e de alguns políticos...

A cabeça do senador LHS é a cabeça da Carmem Miranda revisitada
  Por Marcos Bayer

   Prefeito de Joinville e governador de Santa Catarina, conhecido por suas grandes obras, entre elas as Secretarias Regionais de Desenvolvimento, o metrô de superfície e a restauração da ponte Hercílio Luz, Luiz Henrique da Silveira, num surto de clarividência compara dois monumentos públicos da Humanidade, a Capela Sistina em Roma e a Torre Eiffel em Paris a um projeto de um hotel privado em Florianópolis, sobre a Ponta do Coral.
   Não se pode imaginar que o senador seja advogado da empresa interessada na obra-senadores são proibidos de advogar por determinação legal – não se pode imaginar que seja em razão da amizade com o vice-governador, herdeiro parcial do istmo em discussão.
   Não podemos misturar, também, alguns dos escândalos de seus dois mandatos governamentais, entre eles o caso Aldo Hey Neto e o rombo financeiro na CELESC em parceria com a Monreal, cuja presidência era ocupada pelo atual vice-governador.   Mas, deixemos a visão estrábica e vamos para a visão do cego. Se é que é possível...
   José Saramago, prêmio Nobel de literatura, escritor português em seu Ensaio sobre a Cegueira, mostra como um homem contaminado por ela, em seu veículo, no semáforo, a dissemina a todos que prestam socorro.
   A força da epidemia não diminui com as atitudes tomadas pelo governo e depressa o mundo se torna cego, onde apenas uma mulher, misteriosa e secretamente manterá a sua visão, enfrentando todos os horrores que serão causados, presenciando visualmente todos os sentimentos que se desenrolam na obra: poder, obediência, ganância, carinho, desejo,
vergonha; dominadores, dominados, subjugadores e subjugados.
   Este é o grande perigo da cegueira e dos cegos convictos. Eles podem contaminar o mundo. Começam por sua cidade, depois pelo seu estado, seu país e, finalmente, o mundo.
   Um político que quer forçar uma barra para a construção de um hotel sobre um aterro marinho dando vantagens ao privado em detrimento ao público sofre de cegueira.   Afora o cambalacho já esmiuçado em vários artigos de vários cidadãos, persiste uma vocação amiga entre a empresa construtora, os proprietários do istmo e alguns políticos.
   No futuro, quando olharmos para o metro de superfície do LHS - sua grande obra - compreenderemos o tamanho de nossa cegueira.
   E teremos a certeza de que somos asnos suficientes para votar numa chapa que reúna, como ele quer, o PMDB, o PSD, o PT e o PP.

   Asnos e cegos são capazes de coisas fantásticas...



Da análise analítica do texto publicado e das imagens que o ilustram

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Konrad Westruck Heinze Muller
Doutor em psiquiatria e psicanálise 
pela Escola de Viena

   Senhor editor do Cangablog e jornalista Sérgio Rubim:
   
   Durante algum tempo fui residente em Ottakring, nos arredores de Viena. Fui aluno do Doutor Sigmund Freud, o pai da psicanálise e um homem muito doido. Freud nos ensinou a observação do comportamento humano, as reações cotidianas, o mundo onírico. Desde que voltei de Viena fixei residência em Pomerode - Santa Catarina.
   Em Pomerode somos uma colônia alemã bem típica, temos o deputado Knaesel e os leões do zoológico. Eu observo muito os bichos e os humanos que visitam os primeiros.
   Quando o macaco bota a mão naquilo, no sexo, todo mundo ri...
   Quando o leão abre a boca, todos ficam com medo...
   Então eu concluí que mão de macaco e boca de leão são duas experiências fortes e inesquecíveis para os humanos.   A ilustração do artigo em que se comentam as considerações de LHS sobre a Capela Sistina, a Torre Eiffel e a Ponta do Coral, obriga-me ao comentário seguinte: A cabeça do senador LHS é a cabeça da Carmem Miranda revisitada. Ao invés de bananas e carambolas, abacaxis e mangas, ele tem na cabeça metros de superfícies, capelas renascentistas, torres de ferro e ponte do mesmo material. Isto é um sincretismo psico-lático. Ou seja, LHS é brasileiro, de origem Silveira, mas queria ser alemão, ou italiano ou francês. Assim estaria mais acomodado em sua base eleitoral, Joinville.   Como sua equipe de trabalho é majoritariamente composta por gente burra, ele tem fixação nos asnos.   Os cegos são necessários à formação de sua personalidade política para que ninguém veja o que ele praticou no governo.
   Por fim, a mulher, única, que misteriosamente manterá sua visão não é a Ada Lili de Luca.   Esta é minha análise à luz dos ensinamentos freudianos.

*Konrad Westruck Heinze Muller atende todas as 4ª e 6ª em Pomerode, no seu consultório particular. Nos outros dias observa os bichos e os homens no zoológico.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

GASTRONOMIA – LA CAVE

   By blog da Gabriela Faraco

   Para quem ama comer bem e é amante de vinhos e champagnes, a dica de hoje é especial a vocês. Abriu no final do ano passado, aqui em Floripa, o primeiro gastrobar da cidade, o La Cave. Os pratos preparados pelo chef Nelson Valbuena são sucesso absoluto. De início, escolha seu Amuse-bouche(finger foods, ou pequenas comidinhas, se preferirem), como mini brochette de mignon, carpaccio de salmão ou até mesmo ostras empanadas. Outra especialidade do La Cave são os bombons de Foie Grás, atendendo aos paladares mais exigentes. 
   O ambiente é superdescontraído, ideal para reuniões com amigos, jantares a dois ou até mesmo para happy hour depois de um dia estressante de trabalho.

O La Cave fica na rua Altamiro Guimarães, número 260. Atende de terça a domingo, das 11 às 2 horas. Contato pelo telefone 3037-2828 ou pelo e-mail contato@lacavebar.com.br.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Estranhas Memórias (II)


   Por Marcos Bayer

   E a onda bateu e voltou...

   A onda que se formou no pós-guerra foi uma onda de completa reavaliação da vida
humana associada. Antes dela, a Renascença Italiana, 500 anos antes, impondo uma
reflexão no Ocidente sobre o fim das trevas e o início das grandes navegações e dos
novos mundos recém-descobertos: As Américas do Norte, Central e do Sul.
   Na segunda metade do século XX, nasceu a geração mais livre e mais crítica da história
humana. Uma geração que questionou com Erich Von Daniken se os deuses eram
astronautas. Uma geração que ouviu de John Lennon a frase: Somos mais famosos
do que Jesus Cristo. Uma geração que ousou, quebrou regras, paradigmas, mudou
hábitos, ensinou o diálogo com os pais, perguntou onde vamos colocar nosso lixo -
até então lançado em qualquer matagal - como vamos morar uns em cima dos outros,
pois os edifícios eram fenômeno mundial havia 30 ou 40 anos, que roupas usaremos,
que sociedade queremos (uma casa no campo onde eu possa compor muitos rocks
rurais), que educação necessitamos? Em Paris a manifestação dos estudantes em Maio
de 1968, aqui a Tropicália, nos EEUU os protestos contra a guerra no Vietnã. Glauber
Rocha e o cinema novo. Hair e Jesus Christ Super Star. O perigo na guerra nuclear no
Hemisfério Norte, Luiz Gonzaga em Asa Branca no Hemisfério Sul.
   Ernesto Geisel e o trem bala do Japão. Mortes e torturas pelas ideias. Chico Buarque
canta Reconstrução. Caetano fala da piscina, margarina, da Carolina, da gasolina...
   Eu vou ao Baturité e depois na Kizumba ouvir George Benson cantar Lady Blue. When
you show me a different side... Because I love you more and more... Uma geração
libertária que queria um mundo melhor. Em 1981, o Senador Ted Kennedy discursava
nos jardins da University of Southern California e pedia aos governos americano e
soviético: Nuclear Freeze. Aqui, em 1984, dignos senadores organizavam o movimento
das Diretas Já.
   O Brasil começa a viver a abertura política. As drogas da década anterior, a maconha e
o álcool, especialmente, são adicionados à cocaína, depois ao ecstasy e ao crack final.
Tudo fica punk.
   Um sonho de paz e amor, do tamanho de uma geração, santa geração é substituído
pelo pragmatismo econômico que vem com a queda do Muro de Berlin, 1989, e com o
fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
    Garotos focados (não sabem no que), ternos iguais com gravatas sem cor, botões
fechados próximos aos pescoços, executivos sem sonhos coletivos que aprendem a
roubar desde cedo.
   Mobilidade urbana, modais, gestão otimizada, sushi & sashimi, kite surf e narguilé. É
muito pouco em troca de uma liberdade que não terminava no horizonte, de um velho
calção de banho, de um dia para vadiar, de um mar que não tem tamanho e de um
arco-íris no ar... Canta Vinícius teu lindo mar de Itapoã, falar de amor Itapoã...
   Sociedade de criatividade escassa, talentos represados, contidos nas magníficas telas
de PC. Diferente da bárbara bela tela de TV que cantava Gilberto Gil.
   Genética, profética, cibernética civilização. A cada dia me despeço da vida. É muita
coisa para guardar dentro do meu eterno peito juvenil...
   E a consciência da minha finitude estrangula minha garganta.

   Logo ela que tanto bradou.