quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O novo livro do Emanuel

O escritor catarinense Emanuel Medeiros Vieira acaba de publicar “Cerrado Desterro2” seu 23º livro. 


   A obra contém 34 depoimentos de amigos e de colegas de ofício. “Foi um parto demorado, mas espero que seja compensador”, diz ele.   Emanuel nasceu em 1945. Seu primeiro texto foi publicado aos 15 anos. Confessa que começou a escrever (“a descobrir o seu destino”), ainda no Grupo Escolar, aos 7 anos.
   Formou-se em Direito pela UFRGS, em 1969. Mas não quis advogar. Participou intensamente da vida política e cultural do seu tempo e de sua geração.
   Considera-se uma “mascate cultural.”
   Ele não que a literatura salvará o mundo, mas que sem ela, ele seria muito pior.
   Ou como diz o escritor Orham Pamuk – que o autor cita na epígrafe –, a literatura dá oportunidade de salvar um dia de cada vez.
   Emanuel viveu quase 32 anos em Brasília, “quase metade de sua vida”, como diz.
   Ele foi dirigente do Instituto de Estudos Políticos e Sociais (IEPES), embrião da Fundação Pedro horta – consistente instituição de combate à ditadura (1964-195), foi correspondente em Santa Catarina do semanário “Opinião” e membro do Conselho Editorial do jornal “Movimento”.
   Foi cineclubista, crítico de cinema, jornalista, editor, vendedor de livros, professor e redator de discursos parlamentares e ativo militante cultural. 
   Em 2010, seu romance “Olhos Azuis – Ao Sul do Efêmero” (2009), recebeu o Prêmio Internacional de Literatura, outorgado pela União Brasileira de Escritores (UBE), sendo contemplado com o “Prêmio Lúcio Cardoso, concedido para a melhor obra – segundo a entidade –, publicada no gênero, no Brasil, naquele ano.
   Com “Tremores”, recebeu o “Prêmio Brasília de Literatura”, 1991 e também contemplado com o “Prêmio Othon Gama D’Eça", concedido pela Academia Catarinense de Letras, sendo escolhido o “Escritor do Ano” – 2002 –, pela publicação do livro de contos “Os Hippies Envelhecidos”.   Sua obra, tema de dissertação de Mestrado na UFSC, em 1997 foi analisada e elogiada por, entre outros, Carlos Drummond de Andrade, Otto Maria Carpeaux, Afrânio Coutinho, Mário Quintana, Antônio Olinto, Antônio Carlos Vilaça, Léo Gilson Ribeiro, Moacyr Scliar e Caio Fernando Abreu.   Caio Fernando Abreu escreveu sobre um dos livros do autor: “Sofrimento e paixão constituem as notas fundamentais da literatura de Emanuel Medeiros Vieira. Seu incomum domínio da linguagem, principal elemento de seus contos, sua veia poética, sua revolta frente a um mundo que se modifica rapidamente, transformando logo em passado os ideais da juventude, sua violência, tudo isso faz de deste ‘Sexo, tristeza e Flores’, um livro extremamente forte. Doloroso. Vital. Com cheiro de vida, o que é muito importante.

Pedidos para metonia55@hotmail.com ((Memórias, 382 páginas, Edição do Autor)
   

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