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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Gavazzoni promete limpar porões da Celesc

Entrevista do presidente da Celesc ao jornal O Estado de São Paulo foi mal recebida pelo sindicato dos eletricitários. Sindicalistas publicaram nota em seu informativo, Linha Viva, onde criticam e acusam o presidente da estatal de criar 38 cargos de chefia sem necessidade.
Leia a nota:
LIMPEZA DE PORÕES OU JORGAR A SUJEIRA PARA BAIXO DO TAPETE?

Ilustração/montagem Cangablog
    Na terça-feira, 15 de outubro, o Presidente da Celesc, Antônio Marcos Gavazzoni, concedeu ao jornal O Estado de São Paulo entrevista comentando o futuro da estatal Catarinense. Mais uma vez, como parece ser comum à grande mídia desinformada e preguiçosa, que acomoda-se em reproduzir inverdades sem pesquisar e confirmar a realidade do setor elétrico brasileiro (principalmente na questão das empresas públicas), o trabalhador é exposto como o centro dos problemas.    Segundo a reportagem do “Estadão”, “o calcanhar de Aquiles da Celesc sempre foi uma estrutura trabalhista inchada”. A mitologia usada para descrever uma Celesc problemática, serve-nos também para algumas considerações. Aquiles era um mortal com fúria de Deus. Grande lutador, temido por vários povos ganhou diversas batalhas com os poucos homens que compunham seu exército.    A verdade é que a Celesc é quase como Aquiles: uma empresa forte, que leva energia de qualidade ao estado de Santa Catarina, mesmo com um quadro reduzido de trabalhadores, sempre criticados por uma lógica de mercado que considera eficiênte uma empresa que explore seus trabalhadores expondo-os à condições inseguras em prol de lucros cada vez maiores para poucos acionistas. Em certa passagem do mito Aquiles é traído pro Agamenon e recusa-se a entrar na guerra contra tróia.    Seria Agamenon, na nossa história, Gavazzoni? Na entrevista concedida ao Estadão, o presidente afirma que em 2012 “é o ano de limpar o porão da Celesc” e que “o grande problema da Celesc é excesso de pessoal”. Também declarou que sua equipe irá “criar regras de forma que nem se eu quiser realizar um novo concurso público para contratação de funcionários vou conseguir”.    Em uma análise objetiva, expressão usada pelo presidente deveria ser outra: esconder a sujeira debaixo do tabete. Lembramos que em sua gestão foram criados 38 cargos de chefia sem necessidade. Também lembramos que o Ministério Público do Trabalho (MPT) recomendou à Celesc a contratação de trabalhadores por concurso público, considerando que com o atual efetivo a Celesc não consegue nem cumprir legislações trabalhistas. O MPT também declarou que não aceita a terceirização que explora os trabalhadores e os expõem à riscos de saúde e segurança em prol da diminuição de custos e distribuição exacerbada de lucros.
    Os trabalhadores da Celesc não abandonarão a guerra. Estaremos sempre à postos para defender nossos direitos, defender com nosso trabalho a empresa pública, maior patrimônio da sociedade Catarinense. Defenderemos acima de tudo a continuidade da Celesc como exemplo de empresa comprometida com o desenvolvimento do estado, sempre respeitando seus trabalhadores.    Nosso porão está limpo. As sujeiras escondidas em baixo do tapete, com o tempo vamos varendo com a força da verdade.

domingo, 24 de outubro de 2010

Raimundo Colombo e a ala Bossa Nova dos Demo



Por Sergio Rubim
 
A rapadura é doce mas é dura, diz o ditado. 

O governador Raimundo Colombo foi o grande vencedor das eleições ganhando no primeiro turno e mostrando uma perfomance eleitoral invejável. É claro que esse desempenho nas urnas não se deveu apenas a sua carinha de bom moço. 
Teve por trás uma máquina econômica poderosíssima, apoio da grande maioria dos prefeitos, uma coligação de partidos imbatível e o trabalho político magistral  de Luiz Henrique da Silveira.
Nadando de braçada e em lua de mel com a política, o novo governador de Santa Catarina resolveu que só falaria de nomes para compor o seu governo na volta de viagem à Espanha. Até aí tudo bem. Só que logo negou a afirmação citando o nome do professor Ubiratan Resende para ser o homem que dirigirá o processo de transição do seu governo.

Ubiratan, Bornhausen Boy de carterinha, seria uma indicação de Jorge Bornhausen. O nome de "Bira" causa arrepios na coluna vertebral de muita gente. Ubiratan capitaneou uma transição traumática no Sebrae/SC, fazendo uma reengenharia (nome da moda na época) para sanear dívidas da administração Vinícius Lumertz.

A citação do professor a princípio não causou muita reação. Mas quando Raimundo achou que o nome tinha sido digerido deu mais um passo: Ubiratan será o Secretário da Fazenda.

Pronto! Estragou toda a carne que era para a linguiça!

A primeira reação partiu de dentro da trincheira Demista. A ala Bossa Nova dos Demos (grupo mais "moderno" e semi-independente do bridão do Kaiser), que reúne lideranças, prefeitos e deputados com votos, reagiu de forma clara em alto e bom som. Não aceitam a imposição do nome Ubiratan Resende que sequer participou da campanha pois mora nos Estados Unidos.

A ala Bossa Nova não é fraca. Tem nomes como Antônio Gavazzoni, o deputado Cesar Souza Júnior, José Nei Ascari, João Paulo Kleinubing, João Rodrigues, Jean Kulhmann, prefeito Miltom Hobus, Darci Matos, o presidente dos Demos de Blumenau Nelson Santiago e o presidente da Assembléia Legislativa, Gelson Merísio, campeão de votos para deputado estadual. 

Não é pouca coisa! Mas na verdade o que está pegando é quem vai ficar com o cofre!!!!!!
Quem será o Secretário da Fazenda.

Antônio Gavazzoni é o nome da ala Bossa Nova. Foi arrecadador de campanha, provavelmente negociou com bancos, principalmente com Bradesco o grande credor das letras podres do Paulo Afonso (lembram?) e que agora está em processo de federalização em transação urdida entre José Sarney, Delcídio do Amaral, Leonel Pavan e outros "engenheiros" da política estadual e nacional.

O lance é pegar a Secretaria da Fazenda para acertar o baralho da campanha e meter a mão numa grana boa com a federalização das Letras do Tesouro de SC. Embora isso aumente a dívida do estado em R$ 3 bilhões.

A reação da ala Bossa Nova também é um recado ao PMDB, que segundo o governador eleito, Raimundo Colombo, terá a maioria das secretarias dentro da divisão de cotas.

Ah! Ia me esquecendo: Gavazzoni é cunhado de Gelson Merísio.