quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ideli torra 70 mil do Senado em cursos no México, Argentina e Espanha


O cometário nos corredores do Senado é de que denúncias contra Ideli já fazem parte do famoso "beijo da morte"
que ela recebeu do senador José Sarney. Segundo lenda congressual, todos que tocam em Sarney acabam caindo em desgraça. O beijo, então, seria a morte política.

O Senado gastou pelo menos R$ 70 mil para a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) e um assessor participarem de um curso voltado para a capacitação de executivos realizado em três etapas, no México, na Argentina e na Espanha, entre abril de 2007 e janeiro de 2008. As informações são do jornal “Folha de S. Paulo”.

Chamado "The Art of Business Coaching", o evento foi promovido pela empresa Newfield Consulting, cujo fundador no Brasil é Luiz Sérgio Gomes da Silva, ex-funcionário do Palácio do Planalto e ex-assessor da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e filiado ao PT.

Atual líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti foi acompanhada no curso pelo assessor Paulo André Argenta. Os dados das viagens constam na Tomada de Contas do Senado de 2008 enviada ao TCU (Tribunal de Contas da União).

Para os dois participarem do curso, o Senado desembolsou R$ 35.530 com as inscrições. Com diárias, a senadora gastou R$ 11.837,40 nas cidades onde o curso ocorreu: Cidade do México, Buenos Aires e Sevilha.

Além de participar das três etapas do curso com Ideli, o assessor Argenta fez mais três viagens sozinho para Buenos Aires, São Paulo e Florianópolis, entre julho e novembro de 2007. Recebeu R$ 15.208 para pagamento de diárias.

Argenta disse que ele e Ideli também tiveram as passagens aéreas pagas pelo Senado. A reportagem fez uma estimativa e os dois teriam gasto, em valores atualizados, ao menos R$ 7.500 para comprar os bilhetes. Do site último segundo

VANDALISMO EM REPRESÁLIA

Por Olsen Jr.

Demorei 33 anos para dirigir um carro porque prometi que só o faria quando tivesse o meu próprio. Coisa estranha considerando que os meus amigos quase todos já faziam isso desde os 13 anos.

Meu carro é um fox vermelho (a cor do meu clube) com placa MEQ-0606 (Meq em homenagem ao maior enxadrista brasileiro (do meu tempo de ginásio) Henrique da Costa Mequinho e seguido da minha data de nascimento), ah! Quase esqueço, chamo-o carinhosamente de Hägar (homenagem ao cartunista dinamarquês, Dick Browne, criador do personagem “Hägar, o horrível”, a tira de quadrinhos mais lida no mundo).

Eu e o Hägar temos uma relação de grande respeito um pelo outro. Somos parceiros de viagem. Nossa ancestralidade escandinava permite o silêncio sem constrangimentos. Também falamos pouco e respeitamos a solidão de cada um.

Agora, vamos aos fatos. Véspera do jogo entre Avaí e Internacional, os nativos começaram o aquecimento às 09h da manhã. Percebi isso quando fui tomar café. No almoço já havia indivíduos falando sozinho. Decido, junto com o Hägar, ver o jogo em casa, às 18h30min. O Hägar fica no seu canto, sozinho na garagem, lugar limpo e aprazível. O ritual é o mesmo, fecho a casa toda para ninguém saber que estamos lá dentro, a voz roufenha do Chet Baker na copa, televisão ligada sem o áudio, e fico na biblioteca esperando a hora, depois é no rádio mesmo.

Após o jogo e o que se viu. Internacional venceu com dois jogadores a menos e o Avaí também deveria ter dois expulsos, mas os critérios mudaram durante a partida. Há muito a arbitragem brasileira se tornou um caso de polícia.

Fico alegre com a vitória, digo alegre, mas não feliz o que é outra coisa.

Durante a madrugada, alguém insatisfeito com o acontecido, invade a garagem e aproveitando que o Hägar estava dormindo, munido de um objeto perfuro cortante (olha a medicina legal da faculdade de direito) sangra-lhe o ventre de lado a lado e se evade. Pela manhã não consigo dar a partida como faço sempre. É estranho, parece que ele está tentando me dizer alguma coisa. No primeiro posto de gasolina, pouco distante de casa, percebo a ferida no seu corpo, coisa feia, deve ter doído muito. Logo, o Hägar e eu mesmo, somos consolados por transeuntes que também não entendem aquele ato de selvageria diante de uma criatura inofensiva. Com a promessa de uma internação breve, porque se precisa de recursos, o Hägar se conforma e sugere que toquemos a vida como sempre fizemos, sem lamúrias, mas cada vez mais convictos dessa “paixão inútil”, na voz de Sartre, em que se tornou o ser humano.

Duas coisas me ocorrem: uma, o sujeito pensou “danifico o patrimônio dele ou então chego em casa mato o meu cachorro ou arrebento com a minha mulher; ou talvez, o sujeito inconscientemente deve ser um “meia bomba” como disse Paulo Francis a respeito do assassino de John Kennedy, Lee Oswald, fracassado, frustrado e com uma “puta inveja” de tudo o que funcione ao redor, nesse caso não há muito o que fazer...

É irônico, fico em casa para não me incomodar e sou agredido na forma mais covarde de represália que é o vandalismo, a depredação do que não se fez nada para construir... No “dos outros” é refresco, como se diz...

Somos impermeáveis à grandeza, alô! Paulo Francis novamenteç “...Por isso rejeitamos Maurício de Nassau, Calabar e Duguay-Trouin. E deu nisso”.

A famosa tamanqueira portuguesa.

Digo para o Hägar que nem todo o ser humano é assim e que irei tomar as providências que o caso requer embora o cara não tenha deixado nenhuma pista, a menos que se considere um forte cheiro de enxofre no ar, mas isso pode ser confundido com o odor dos mil demônios que exorcizo, diariamente, quando escrevo.


Estadão usa o tema 'independência' para protestar contra censura

O jornal O Estado de S.Paulo usou a comemoração da independência do Brasil como tema para um anúncio de protesto contra a proibição imposta ao jornal há quase 40 dias. No anúncio, ilustrado pelo quadro “Independência ou Morte", uma tarja preta cobre o rosto de D.Pedro I, e traz a frase "Censura não combina com independência". Leia mais. Beba na fonte.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Acidente simulado vira sucesso no YouTube

Um vídeo produzido com poucos recursos pela polícia de um condado do País de Gales se tornou um dos mais novos sucessos do site YouTube, com pelo menos 4 milhões de visitas até o momento, ao usar imagens fortes na simulação de um grave acidente de carro.

O filme tem como objetivo alertar jovens sobre os perigos de se enviar mensagens de texto por celular (os chamados “torpedos”) ao mesmo tempo em que dirigem. Leia mais. Beba na fonte.


Hasteamento da Costela



Aconteceu novamento o Hasteamento da Costela. Comemoração inusitada promovida pelo tradicional Bar do Ori, no bairro Abraão em Florianópolis. A festa reúne moradores tradicionais do bairro, manezinhos da gema e quem mais aparecer.
Para quem não conhece o "evento", o primeiro hasteamento aconteceu numa festa de aniversário do falecido Ori, nascido em 7 de setembro. Lá pelas tantas, apareceram o Aldirio Simões, o Zininho e outros manezinhos da mesma estirpe e – papo vem papo vai, cerveja desce/sobe – o pessoal decidiu cantar o Hino Nacional. Ori não teve dúvida: como não tinha bandeira, hasteou a costela.
A partir deste dia a data é comemorada anualmente com o nome de Hasteamento da Costela, o que aconteceu agora, dia 7, com o hasteamento, pela terceira vez, de uma bela costela gorda, muita música, bebida e diversão.

Hasteamento da Costela? Só em Florianópolis mesmo!

domingo, 6 de setembro de 2009

A imagem marcante da calota de gelo, localizada no arquipélago de Svalbard (Noruega), foi registrada pelo ambientalista e professor Michael Nolan, enquanto fazia uma viagem para observar as geleiras e seus animais selvagens ao redor.

Na foto, percebe-se o degelo formando uma imagem parecida com um rosto. “Seria a Mãe Natureza chorando?”, pergunta o jornal britânico Daily Mail.

O perito disse que esse fenômeno não é por acaso. Ele confirmou que a calota de gelo tem diminuído cerca de 160 metros a cada ano há várias décadas.

A situação é preocupante, declara Jon Ove Hagen, respeitado especialista. O cientista diz que há outras mudanças drásticas sendo observadas em outras massas de gelo na região.

A geleira de Austfonna é a segunda maior da Europa e a sétima maior do mundo. Do Boteco da Net.

Campanha anti-Aids com Hitler gera polêmica na Alemanha

Campanha Anti-Aids com Hitler gera polêmica na Alemanha | Foto: Reprodução

Uma agência de publicidade alemã criou polêmica ao divulgar uma campanha na qual mostra um cartaz com Adolf Hitler tendo relações sexuais com uma modelo. Há ainda um vídeo de 30 segundos que mostra um casal em cenas eróticas e no final é revelado o rosto do ditador alemão e a mensagem "Aids é uma assassina em massa". A campanha faz parte da divulgação do Dia Mundial da Aids, em 1º de dezembro, informou o Telegraph.

A responsável pela campanha, a agência Das Commite, criou ainda cartazes com Joseph Stálin e Saddam Hussein. Os criadores explicaram que a intenção é "sacudir" as pessoas. O diretor de criação da agência, Hans Weishäupl, contou ao jornal que sugeriu o vídeo para criar impacto.

"Muita gente não tem consciência de que a Aids está matando muita gente todos os dias. Na Alemanha, é o rosto mais feio que você pode usar para mostrar o mal", declarou Weishäupl ao Telegraph. Fonte: Sidney Resende

É ruim hein?

"As gentes querem ser vistas como seres que ajudam a fazer esse país ir para a frente".

Esta frase está no panfleto do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina que convoca a (vou abusar também) catiguria para um protesto contra o oligopólio da mídia.
Esse pessoal do sindicato tem faculdade com diploma, né?
Acho que não é porque o diploma não é mais exigido que voltaremos à idade da pedra e às trevas. Mas ainda fico duvidando se isso só é ignorância mesmo. Chego a pensar que pode ser um estilo petista de falar que está migrando para a escrita e assim uniformizando a linguagem criando um oligopólio esquerdo bolivariano da imprensa.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Se achou!

Está virando motivo de chacota a frase do "pequeno apedeuta" em entrevista à AFP: "não faria o que Cháves fez com a mídia".
Mas não faria mesmo! Nem pode!
O cara se achou. Confunde funda com bunda.
O regime brasileiro é diferente do autoritário venezuelano onde a lei é a vontade do executivo. Aqui ele não faz porque não pode e não porque não quer.
O regime aqui, embora corrupto, ainda é democrático señor presidente!

LesPaul comenta
Um cabra, sindicalista tido antigamente como de esquerda,que não mudou uma porra de uma vírgula da política econômica do FHC e dele aprofundou o bolsa miséria tiranjdo a exigência de estar na escola pra receber a propina, que tem Meirelles no BC, pode alguma coisa????????????????? Caraglio.

Hitler e Lenin


Retrato teria sido feito em suposto encontro entre os dois em Viena, na Áustria, em 1909
Quanto você pagaria por uma gravura que retrata duas das mais importantes e controversas personalidades do século XX, Hitler e Lênin, jogando xadrez? E se a obra viesse com o próprio tabuleiro que eles usaram? Pois estima-se que os dois, que vão a leilão em outubro, valham nada menos do que R$ 122,6 mil (40 mil libras). A imagem, que ilustra um suposto encontro entre os dois, teria sido feita em Viena, na Áustria, por Emma Lowenstramm, professora judia de arte de Hitler em 1909. No verso, o retrato está assinado por ambos. À época, Hitler trabalhava como artista na cidade austríaca, enquanto Lênin vivia no exílio. A casa, onde foi retratado o encontro entre os dois, pertenceria a uma importante família judia e serviria de palco para discussões políticas no período. Com o início da Segunda Guerra Mundial, a família teria fugido da Áustria e deixado muitos de seus pertences, como a gravura e o jogo de xadrez, para sua empregada. Leia mais. Beba na fonte.

Nei Duclós comenta

O objetivo dessa imagem, que deve ser falsa (são outros os protagonistas retratados), é estabelecer um vínculo entre os dois líderes, para desmoralizar e demonizar a Revolução Russa. Sabemos que o pacto entre Russia e Alemanha nazista em 1939 foi obra de Stalin e Hitler, e não de Lenin. Coincidência: há uma onda de notícias abordando o envolvimento russo na invasão da Polônia, no início da Segunda Guerra. Acusar Lênin seria estender a perversidade até as origens da revolução. Assim, a culpa não ficaria confinada ao seu desvirtuamento, e atingiria a fonte da insurreição. Não se trata de ser a favor ou não da revolução, mas entender a manipulação política que se faz dos fatos. Lenin e Hitler jogando xadrez significa que eram intimos, privavam de momentos de reflexão e lazer. Ou seja, estava tudo determinado 30 anos antes. Precisamos ficar atentos.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Gabeira defende desrespeito à lei em caso de restrição na internet

AURÍCIO KANNO
colaboração para a Folha Online

Em sua conta no Twitter, o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) defende que, caso haja mesmo restrições à internet durante as eleições, a lei seja desobedecida. "Vamos brigar feio pela liberdade na internet nas eleições", diz ele. "Na derrota, o caminho é a orientação do [filósofo Henry David] Thoreau para leis estúpidas: desobedeça."Leia tudo. Beba na fonte.

Fragmentos da Novembrada

Acabo de receber esta foto que mostra estudantes protestando contra o general Figueredo em novembro de 1979. Quem mandou foi o Joaquim Cunha, militante estudantil à época e que aparece à esquerda segurando a faixa. A foto, segundo ele foi resgatada do lixo e por isso está amassada. Disse que vários jornais, documentos e fotos do acontecimento foram para o lixo depois de uma desastrada faxina em sua casa. É a história sendo resgatada no lixo.

O DURO OFÍCIO


Por Olsen Jr.

Estava em Rio Negrinho, Norte do Estado, tratando de assuntos de família inadiáveis, às voltas com pagamentos de taxas, de um vai e vem burocrático sem muita razão, mas tudo recheado com muitos carimbos. Parece que nada funciona se não houver alguns carimbos estampados no papel. É assunto para outro dia, mas começou assim.

Aí toca o celular e a repórter, após se apresentar, indaga à queima roupa: “por que o senhor quer entrar na Academia Catarinense de Letras?”...

Ao tempo que escrevo essas mal traçadas a eleição ainda não se deu, mas quando forem publicadas na sexta-feira, já se saberá o resultado, o que no momento ignoro, portanto o que digo aqui não interferirá no desfecho, trata-se apenas de um desabafo e de uma profissão de fé, se preferirem, da qual, naturalmente, não abro mão.

Passado o susto, remonto aos idos de 1970 (do século passado) para buscar na história, no tempo passado e presente, a dureza que tem sido essa caminhada, no quanto tem de inexplicável, de absurdo, de loucura, de incompreensão, de desespero, de desprezo, de desdém, de acídia, da força que temos de buscar no inaudito para suportar o caminho, uma estrada que não tem atalhos, um destino que não se encontra em mapa algum, a poeira e a aridez dos lugares inóspitos com os quais nos deparamos e a maldição que todo o escritor carrega porque a penitência é avançar sozinho, mas o caminho, como afirma o poeta, se faz ao caminhar, então tocamos em frente. Não se olha para trás porque a impressão que temos é de que não estamos avançando, o que foi percorrido é um trecho sempre menor daquele que está a nossa disposição, além da inerente consciência fatídica de que não teremos tempo. O que nos move? Quando souber disso a busca terá terminado e a vida não terá mais sentido, portanto, a caminhada continua.

Digo para a repórter que tudo começou quando fui surpreendido fazendo um poema em uma prova de cálculo diferencial e integral II enquanto cursava engenharia civil em Blumenau e certamente aquela energia ou impulso criativo era maior que a racionalidade que deveria se impor para solucionar equações matemáticas. Deixar-se levar pela arte parece cômodo, o difícil foi suportar o desdém da professora fazendo tal constatação. Ser observado num ato criativo é constrangedor, parece que temos uma obrigação de compartilhar com o vulgo de nossas dores, o que não corresponde com a verdade que a grande arte carrega. Mas aquele ato parecia concentrar todas as forças do universo e nunca mais fui o mesmo... Dobrei aquele papel contendo algumas questões de menor importância e onde havia gravado sentimentos profanos, guardei no bolso e sem dizer nada, me levantei e sai da sala. Ouço até hoje os gritos daquele silêncio que se seguiu. Aquele vácuo de dezenas de olhares e dedos me apontando na rua como se dissessem “ali vai o desvairado que abandonou uma profissão lucrativa para ser poeta”...

Depois de malhar por mais de 35 anos esse ferro frio que é a literatura, escrito duas dezenas de livros, quero dizer que sobrevivi bem aos acenos de todas as facilidades porque, querem saber? Nunca tive nenhuma. Meu caráter foi forjado tomando decisões quando o medo calava todo o mundo. Sempre fui uma voz destoando no coreto dos homens acomodados. Desafino para chamar a atenção do desdém e da indiferença porque o sonho vale muito e é o que nos transforma.

Quase esqueço, a Academia é uma estação de passagem, um momento de trégua para um artífice que pratica uma arte menos por ser “diferente”, mas porque sem ela, sua vida não teria a menor importância.

Agradeço aos meus pais por esse discernimento, alô seu Oldemar e dona Nica, aonde vocês estiverem, muito obrigado!

Mídia social: modismo ou revolução?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

TARDE PIOU PUTIN

Por Janer Cristaldo

Aqui no Brasil, Jorge Amado, a celebrada vestal das letras nacionais, passou a editar uma página cultural no jornal nazista Meio-Dia, e tentou inclusive cooptar Oswald de Andrade como colaborador. Acenou com trinta contos ao escritor paulista, caso este se dispusesse a escrever um livro em defesa da Alemanha de Hitler. Oswald se recusou, exigiu que o baiano se retirasse de São Paulo e o denunciou como espião barato do nazismo.

Vladimir Putin, o primeiro-ministro da Rússia – em verdade o ditador escondido sob capa parlamentar - manifestou ontem seu reconhecimento "aos milhões de soldados da coalizão anti-Hitler, à resistência e aos civis que morreram nas mãos dos carrascos" nazistas. Num ato em Gdansk para lembrar o início da Segunda Guerra Mundial, Putin reconheceu que o pacto Ribbentrop-Molotov "não foi moral".

O primeiro-ministro russo também condenou o acordo a partir do qual, em 1939, a extinta União Soviética e a Alemanha nazista dividiram entre si suas zonas de influência na Polônia e o resto da Europa. "Nosso país reconhece seus erros e confia em sua participação no novo mundo", destacou o ditador russo, chamado gentilmente pelos jornais de chefe do Executivo da Rússia. Tarde piou Putin. Setenta anos se passaram desde então. Comunistas da Alemanha toda, em cega obediência ao Paizinho dos Povos, passaram a entregar seus companheiros de partido às autoridades nazistas. A aliança teve reflexos no mundo todo. Leia mais. Beba na fonte.

Terceiro mandato, dois pesos e duas medidas

Recebi do colega Luiz Fonseca o seguinte comentário:

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, tenta um terceiro mandato. E não se vê nenhum editorial indignado na imprensa, nacional e internacional, contra o que em outras paragens e dependendo de quem está envolvido, provoca reações violentas. Veja o caso recente de Honduras, onde o presidente constitucional foi deposto com base na alegação de pretendia um terceiro mandato. Um golpe militar vergonhosamente tolerado pela comunidade internacional. Qual a diferença entre Uribe e Manuel Zelaya?

Sem entrar no mérito da questão em si, a tese do terceiro mandato é avaliada com dois pesos e duas medidas.

Cometário meu:

Caro Chuvisco, já falei sobre onda reeleicionista aqui. Na época coloquei que todas estas tentativas de perpetuação no poder atropelando as instituições democráticas, como aconteceu em Honduras, fazem parte de um script comandado pelo bolivariano Hugo Cháves. Chaves defende a perpetuação no poder baseado em teoria de Simon Bolívar explícita no famoso "Discurso al Congreso Constituyente de Bolivia", publicada em Lima em 25 de maio de 1826.

Reproduzo abaixo o post:

A Presidência Vitalícia e o discurso bolivariano!

A origem da reeleição perpétua tão pregada por Hugo Chaves e tentada por Zelaya em Honduras tem origem no "Discurso al Congreso Constituyente de Bolivia", publicada em Lima em 25 de maio de 1826. Aqui Simon Bolivar apresenta a sua proposta de constituição. O discurso é uma gracinha. Serve hoje como base e inspiração para os candidatos a tiranetes latino americanos.

1. "O Presidente da República vem a ser, em nossa Constituição, como o sol que, firme em seu centro, dá vida ao Universo. Esta suprema Autoridade deve ser perpétua; porque nos sistemas sem hierarquias se necessita mais que em outros, um ponto fixo ao redor do qual girem os magistrados e os cidadãos: os homens e as coisas. Dá-me um ponto fixo, dizia um antigo; e moverei o mundo. Para Bolívia este ponto é o Presidente vitalício."

2. "O Presidente da República nomeia o Vice-Presidente para que administre o estado e o suceda no mando. Por esta providência, se evitam eleições, que produzem o grande azote das repúblicas, a anarquia, que é o luxo da tirania, e o perigo mais imediato e mais terrível dos governos populares. É desse modo que sucede nos reinos legítimos, a tremenda crise das repúblicas. O Vice-Presidente deve ser o homem mais puro: a razão é, que se o presidente não elege um cidadão muito reto, deve temê-lo como a um inimigo encarniçado e suspeitar de suas secretas ambições."

terça-feira, 1 de setembro de 2009

NÃO ENTENDI

Por Janer Cristaldo

Semana passada, a Suprema Corte Argentina descriminalizou o uso de maconha em pequena escala, abrindo caminho para uma mudança na política de combate às drogas no país a fim de centrar o foco nos traficantes e não nos usuários. A alta corte julgou inconstitucional abrir processos em casos envolvendo o consumo privado de maconha. Na América Latina, Colômbia e México já descriminalizaram o porte de pequenas quantidades de drogas. Brasil e Equador estudam a possibilidade de legalizar determinados usos de droga. É o que dizem os jornais.

Ou seja, o jornalismo latinoamericano está vivendo de ficções. Há muito as drogas estão permitidas no continente todo. O que se pretende, em um ímpeto de hipocrisia legislativa, é punir o traficante. Ora, se a droga tornou-se lícita, por que punir quem a fornece? Leia mais. Beba na fonte.

Blog novo na praça

Caminhos & Estrelas está saindo fo forno e é fruto do trabalho de 5 estudantes de jornalismo. Recebi este recado da futura jornalista Júlia Paniz (minha quiridona), de Blumenau, e reproduzo abaixo. Acho interessante esse tipo de iniciativa e dou a maior força.
Cangablog

Olá pessoal! Estou mandando esse e-mail àqueles que considero, que têm alguma importância para mim, para que eu possa dividir um momento da minha vida acadêmica. Eu e mais 4 colegas estamos produzindo um blog para a matéria Temas Contemporâneos - Redes Sociais. O tema foi sorteado pelo professor, e ficamos com Viagens. Nada foi especificado sobre o tipo de Viagem, por isso, estamos testando algumas formas para ver qual será melhor adequada ao blog. Gostaria de contar com a visita de todos vocês, e se possível, que comentem, opinem sobre os textos apresentados, será de grande contribuição para o grupo.

Aventura e novos horizontes
Por Júlia Paniz

Jornalismo é informação, é notícia, é entrega, é paixão pela arte de interar, é cansaço, é luta e batalha, é conhecimento, e vontade de unir culturas, mundos, pessoas, através da informação. Mas jornalismo também é abrangente. É não apenas dirigir-se a uma área da mídia, ou da informação, dar algum segmento. É também relacionar a arte de expor a realidade da melhor forma com àquilo que, além do jornalismo, possa trazer bem estar e prazer.

Jon Krakauer é um jornalista, escritor, amante do alpinismo, e consequentemente de aventuras, formado em Estudos Sociais que realiza muito bem essa função, de relacionar sua paixão com a exposição de informações para quem possa interessar. Autor de alguns livros que falam sobre o alpinismo e aventuras, como No Ar Rarefeito, Sobre Homens e Montanhas, e o mais sensibilizador, que é o tema da “viagem” de hoje, no meu ponto de vista, Na Natureza Selvagem.

O livro trata de uma longe viagem, sem volta, de Cris McCandless, jovem aventureiro que morreu ao tentar expandir sua vida para o Norte do Alasca. Krakauer escreveu o livro após a morte do jovem, realizando seu trajeto e buscando pessoas que fizeram parte dessa aventura incompleta. Cris é, sem dúvidas, a tradução da palavra coragem. Falo da coragem que existe no nosso inconsciente, aquela que está presa por acomodação e medo do novo. A viagem que McCandless fez, ocorreu após sua formatura na faculdade, pela insatisfação da rotina de sua vida.

Leia mais. Beba na fonte.

170 Anos do Surgimento da Fotografia - Fotógrafos Brasileiros




Canguita.
Nesta visitação caótica e emocional que as comemorações dos 170 anos de Fotografia tem me proporcionado, encontro surpresas maravilhosas.
Como esta do
http://fotografosbrasileiros.blogspot.com/, blog com o melhor da fotografia nacional. Você encontra autores mais, ou, menos conhecidos, e tem acesso a seus sites de maneira rápida. Produzimos material do melhor do mundo, sem muito ufanismo, mas com algum.
É uma beleza.
Dario

NYT noticia censura no Estadão

A determinação judicial de proibir O Estado de S. Paulo de publicar informações sobre a Operação Boi Barrica virou notícia no jornal americano The New York Times. A matéria, publicada nesta segunda-feira (31/08), trata o caso como um exemplo do cerco à imprensa nos países da América Latina.

“O caso Sarney ressaltou preocupações na América Latina, onde, apesar da década ser definida pela ascensão de líderes populistas que prometeram ajudar os oprimidos, muitos juízes continuam se curvando aos poderosos para censurar jornalistas”, diz a reportagem. Saiba mais. Beba na fonte.