sábado, 20 de agosto de 2016

Servidor rebate artigo do Secretário da Fazenda

  Olá Canga, tudo bom? Segue uma opinião crítica ao artigo publicado pelo Secretário Gavazzoni hoje no jornal. Se concordares com a opinião ficaria grato se pudesse divulgar em seu blog o que segue:
   Resposta ao artigo: “Enquanto caçamos Pokemons” de autoria do Dr. Antônio Gavazzoni, Secretário de Estado da Fazenda de Santa Catarina.

   Estava tomando um café na tarde de hoje e li no jornal o artigo “Enquanto caçamos Pokemons” do Dr. Gavazzoni. Como funcionário, técnico nível superior, de carreira do Estado resolvi debater, por momento, um posicionamentos contido no texto. Li com perplexidade: “É corriqueiro ver membros da estrutura do Estado (servidores ou seus sindicatos) apontarem o dedo para os eleitos, responsabilizando-os por filas, atrasos, precarizações do serviço público.”

    Pois bem, acredito que existam realmente muitos que “apontam o dedo” por questões políticas ou por questões pessoais, o que não é meu caso. Vamos discutir tecnicamente para engrandecer o debate. 

   A lei complementar estadual no 381/2007 em seu Art. 160 parágrafo segundo aponta que preferencialmente 30% dos cargos em provimento em comissão codificados de direção e gerenciamento superior devem ser ocupados por servidores titulares de cargo ou emprego permanente do Estado, dos Municípios ou da União. Assim como a caput do Art. 163 que diz que preferencialmente estes cargos devem ser ocupados por pessoas com formação superior em curso de graduação.

    Analisando tecnicamente esta lei, observa-se que os gerentes e diretores responsáveis por garantir os princípios fundamentais do serviço público não necessitam ter nenhum curso de formação, muito menos experiência técnica, para serem indicados para estes cargos. Assim, a meu ver, estas indicações podem culminar nas “as filas, atrasos, precarizações do serviço público”. Além de proferir tecnificidade ao serviço público, a indicação de servidores de carreira para ocuparem os cargos de diretivos promove também economia ao Estado, diminuindo os gastos com as folhas de pagamento.

    Possivelmente esta é uma das justificativas da falta de fôlego da população em debater políticas públicas. Observa-se que muitos ocupantes dos cargos diretivos dentro do governo não possuem formação técnica, muito menos de gestão pública, e sabe-se que a solução pode ser mais trivial do que parece e somente depende de quem tem o “poder da caneta”. Logicamente, as pessoas cansadas da mesma retórica, e com razão, preferem caçar Pokémons, pois pode ser mais divertido e menos estressante.
 

Thiago Guimarães Costa- Químico de carreira do Estado, Doutor em Química pela UFSC, e acadêmico de Administração Pública na ESAG/UDESC

Cannes premia animação brasileira


   A animação brasileira "Malak e o Barco" foi a grande vencedora da edição 2016 do Festival Internacional de Criatividade de Cannes. O curta, com duração de dois minutos, mostra a batalha enfrentada pela menina síria Malak, de apenas sete anos, que foi sobrevivente de um barco com refugiados que cruzou o Mediterrâneo.   
   Baseado na história real de uma menina de sete anos, o curta foi produzido com a participação de voluntários brasileiros a pedido da UNICEF, para divulgar e alertar sobre a crise humanitária na Síria e os abusos contra menores de idade.
   Malak, 7 anos, fugiu com sua família da guerra e enfrentou uma perigosa jornada pelo mar Mediterrâneo. “Eu tinha um monte de amigos, agora não tem mais ninguém”, lamenta amenina.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

No Brasil quem trabalha não tem tempo de ganhar dinheiro


   A Kibelândia, como toda empresa privada, paga uma taxa de "Utilização de Logradouro Público" à prefeitura de Florianópolis.
   Para colocar 20 mesas e 80 cadeiras no calçadão da rua Victor Meirelles o restaurante pagou, ano passado, uma taxa de R$ 800,00.
   Hoje, ao fazer a renovação do alvará de licença para utilização da rua, a empresária Cristina Coutinho Soares, quase teve uma síncope: recebeu da prefeitura um carnê com 12 parcelas de R$1.393,09. 
   A taxinha da prefeitura saltou, em um ano, de R$ 800,00 para 16.800,00. Ou seja, mais de 2 mil por cento!
   Tem explicação?

Petista tenta faturar e acaba expulsa de manifestação

   A deputada federal Maria do Rosário (PT/RS) foi duramente hostilizada ao passar por uma manifestação organizada por amigos e familiares da médica Graziela Müller Lerias, 32 anos, morta durante um assalto no último domingo (14), em Porto Alegre. Os manifestantes estavam reunidos em frente ao Palácio Piratini (sede do Governo do Rio Grande do Sul) e cobravam por mais segurança.
   Aos gritos, o público começou a reclamar da deputada, chamando-a de “Cúmplice”, “Defensora de bandido”, “Ih Fora, Ih Fora” e "Vai embora, vai embora". Maria do Rosário não aguentou a pressão e acabou indo embora.


Veja o vídeo:


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

TJSC considera legal posse de Dado Cherem

Quino ilustra bem o compadrio
     Leitor do Cangablog enviou esta mensagem premonitória, abaixo, sobre o possível "refresco" que o ex-deputado Dado Cherem ganharia no Tribunal de Justiça, em processo que pede a ilegalidade da nomeação e posse do ex-deputado no cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.  
   A ação tem como relator o ex-parceiro de Cherem na Alesc, João Henrique Blasi. Essa, outras "curiosidades", lhe garantiriam a impunidade. Não deu outra. Os parceiros se protegem. Assim funciona a justiça do compadrio.
   O TJSC considerou legal e constitucional a nomeação e posse de Dado Cherem no cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

   Mensagem premonitória:
   Caro Canga: incluído na pauta do dia 16.08.2016 do TJSC o julgamento da escolha-nomeação-posse de Dado Cherem como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.
   Na primeira instância o juiz julgou procedente em parte o pedido dos autores - anulando a escolha - sob alegação de falta de notórios conhecimentos técnicos do indicado. O juiz não possibilitou a pronta execução do que decidiu. Disse que dependeria de apreciação pela segunda instância, o que, agora ocorrerá.
   Ambas as partes recorreram da decisão, os autores, ao que parece, reafirmando a ausência de outros requisitos constitucionais necessários para ocupação do cargo - além da capacidade técnica.
   Entres outras coisas, uma "curiosidade", é que o relator do processo na segunda instância (TJ) é o desembargador João Henrique Blasi - ex-deputado, ex-colega de Cherem na ALESC - escolhido para o cargo de desembargador do TJ pelo então governador LHS pela vaga do quinto constitucional.

   Outra curiosidade, é que houve parecer do MPSC agora na segunda instância - pelo procurador Alexandre Herculano Abreu - acolhendo pedido do réu, para "reforma da sentença combatida para que seja julgado improcedente o pedido inicial".
http://esaj.tjsc.jus.br/cposgtj/search.do?conversationId=&paginaConsulta=1&cbPesquisa=NUMPROC&tipoNuProcesso=UNIFICADO&numeroDigitoAnoUnificado=0322615-08.2014&foroNumeroUnificado=0023&dePesquisaNuUnificado=0322615-08.2014.8.24.0023&dePesquisa=&uuidCaptcha=sajcaptcha_cc48f81d04804d43973f1c4ebe857930&vlCaptcha=myc&novoVlCaptcha=

POR ONDE ANDAVAM ?

O filme Lula O Filho do Brasil: Encalhado!
   Ontem, em Florianópolis, os militantes pró Dilma saíram a denunciar o impeachment. Da UDESC até a frente da FIESC. Talvez 500 metros de caminhada e meia hora gritando na frente da federação das indústrias. "Fora Temer". 
   
   Entrevistado, o presidente da CUT municipal (que reúne basicamente funcionários públicos nas tres esferas, incluindo funcionários e o professorado da UFSC e da própria UDESC), berrava no microfone que "não deixariam passar as reformas neo liberais"
   
   Ao repórter não lhe ocorreu perguntar, mas eu pergunto agora: "Por onde andavam estes militantes, no tempo em que seus ídolos Lula e Dilma montaram seus governos, ficando neles 13 longos anos, e deixaram este falido país em nossas mãos???"

Do Laércio Duarte, no FB

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Uma boa história

O dia em que fui indiciado

No dia 29 de janeiro de 2008, a PF indiciou-me na esteira do escândalo dos aloprados. Durante dois anos, o redator-chefe da revista Veja permaneceu como o único indiciado nessa vergonha.

Em 15 de setembro de 2006, pouco antes do primeiro turno das eleições, petistas foram presos pela PF num hotel de São Paulo, com o equivalente a mais de 1,7 milhão de reais em espécie. O dinheiro era para comprar um dossiê falso contra José Serra, que concorria contra Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo. Como de hábito, Lula correu para dizer que não tinha nada a ver com aquilo, que se tratava de "um bando de aloprados".

Reuni um editor-executivo e três repórteres para fazer uma reportagem sobre o caso. A missão era obter a foto da dinheirama -- mantida sob sigilo pela PF -- e informações exclusivas sobre a malandragem. Missão dada, missão cumprida. Eles não apenas conseguiram a foto, como descobriram que Freud Godoy, segurança de Lula, e José Carlos Espinoza, assessor do então presidente da República na campanha de reeleição, haviam visitado secretamente o aloprado Gedimar Passos na carceragem da PF.

Publicada a reportagem, a PF negou o encontro de ambos com o preso, mas abriu uma sindicância interna para apurar a história. Os repórteres foram gentilmente convidados a relatar de viva voz a sua descoberta a um delegado. Eles foram acompanhados de uma advogada da Abril.

Eu ainda estava em casa, quando recebi um telefonema do editor-executivo que comandara a reportagem. Um dos repórteres havia conseguido ligar para ele -- na verdade, uma repórter -- e, muito nervosa, dissera que o delegado estava intimidando os jornalistas da revista e a advogada da Abril, sob o silêncio da representante do Ministério Público. O sujeito gritava que a reportagem da Veja era mentirosa, além de exigir que eles revelassem fontes e como tinham obtido a foto do dinheiro.

Telefonei para Márcio Thomaz Bastos e deixei recado para que me ligasse. Em seguida, entrei em contato com Fernando Henrique Cardoso e o senador Tasso Jereissati, que estava em São Paulo. Os dois se dispuseram a seguir para a sede paulista da PF, a fim de exigir que os repórteres e a advogada fossem liberados. Nesse meio-tempo, recebi o telefonema de Márcio Thomaz Bastos. Disse ao ministro da Justiça que ele segurasse os seus aloprados. Márcio Thomaz Bastos mandou que a PF liberasse todos imediatamente. A sua ordem foi seguida, sob comentários irônicos do delegado intimidador.

Na redação, chamei os envolvidos e cruzei as versões. Todos confirmaram a intimidação e me  forneceram detalhes idênticos. O editor-executivo ligou para a representante do MP, que também relatou a situação vexatória sofrida pelos jornalistas e pela advogada. A essa altura, os jornais começaram a me procurar. No dia seguinte, noticiaram o absurdo. O Globo reproduziu o meu diálogo com Márcio Thomaz Bastos. Diante da repercussão, a representante do MP voltou atrás na sua versão e afirmou que não havia ocorrido intimidação. Os jornais colocaram a versão dos repórteres da Veja em dúvida. Fui adiante, com o aval do diretor de redação. Escrevi uma matéria para contar o episódio aos leitores da revista. A Veja ainda publicaria mais duas reportagens sobre o delegado intimidador. Entre outras coisas, descobriu-se que a PF o havia "importado" de Sorocaba, a fim de interrogar os jornalistas.

A PF abriu outra sindicância interna. Meses depois, concluiu que não havia ocorrido intimidação. O caminho estava aberto para que o delegado intimidador me processasse por ter escrito a reportagem que relatara o absurdo cometido contra  a liberdade de imprensa. Fui acusado de calúnia e difamação. Curiosamente, o delegado que conduziria o inquérito era o mesmo que havia chegado à conclusão de que os repórteres e a advogada da Abril eram mentirosos.

Ao ver que o clima estava pesado para mim -- eu também era alvo constante dos blogueiros sujos do PT --, Roberto Civita resolveu contratar bons criminalistas. Roberto Podval e Paula Kahan Mandel me defenderiam. Vi-me intimado a depor na mesma PF que havia esquecido os aloprados, absolvidos que foram, em 2007, por "falta de provas". O delegado havia acordado com os meus advogados que eu falaria e sairia de lá sem acusação formal.

Prestei o depoimento, deram-me a transcrição para eu ler, pedi para que corrigissem o português e assinei. Levantei-me para ir embora, mas o delegado pediu que eu assinasse outro papel. Era o meu indiciamento. Roberto Podval e Paula Kahan Mandel tomaram o papel das minhas mãos e entraram numa discussão acalorada com o delegado. Saí da sala e, apesar da porta fechada, o andar inteiro ouvia os gritos que de lá ecoavam. Fui indiciado à revelia. O delegado recebera ordens para me indiciar de qualquer jeito. A PF havia sido balcanizada pelo lulopetismo.

No início de 2010, finalmente, depois de muitas idas e vindas, a ação penal contra mim foi trancada pela Justiça Federal de São Paulo, mediante habeas corpus impetrado pelos meus advogados. O desembargador Otavio Peixoto Junior escreveu:

"Óbvio que os jornalistas não inventaram nada. Alguma coisa o delegado fez que foi sentida ou interpretada como constrangimento e intimidação. Os repórteres não iriam inventar, tirar isso do nada.  A meu juízo, o que há é mera notícia de fatos no exercício da liberdade de imprensa e isso é tudo. O que pode haver de mais é o uso do inquérito como retaliação e não duvido que, fosse caso de dilação probatória, surgissem elementos de convencimento dessa hipótese."

O delegado intimidador caiu do telhado e morreu (não é piada). Paula Kahan Mandel deixou a advocacia e se mudou para Nova York. Roberto Podval se tornaria advogado de José Dirceu ("Mas o seu foi o caso mais difícil que enfrentei", brinca ele). A advogada da Abril morreu de câncer. Os três repórteres e o editor-executivo saíram da Veja bem antes de mim. O dinheiro dos aloprados foi para a União.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

A envolvente voz de Iara Germer!

Sensibilidade, afinação e uma voz extremamente melodiosa. É isso que sentimos nesta "palinha" da gravação da faixa Mergulho da cantora/compositora Iara Germer. Este novo trabalha, saindo do forno, é só com músicas autorais da Iara.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Proselitismo de esquerda

Morais devolverá placa ao DF, não o dinheiro

   Numa atitude de intolerância comum entre petistas, o escritor Fernando Morais anunciou que vai devolver a placa com a qual foi homenageado pelo então governador do DF Cristovam Buarque (PPS) em 1995. Tudo porque o hoje senador Cristovam, neste ano de 2016, não declarou voto pró-Dilma. A grosseria resultou em bate-boca nas redes sociais. O senador, por elegância e até piedade, não lembrou que, além da placa, Fernando Morais recebeu também um bom dinheiro, na cerimônia.
   Fernando Morais recebeu de Cristovam uma placa e 10 mil dólares (valiam R$ 9,3 mil, era governo FHC), que não fala em devolver.
  Os US$10 mil do prêmio de Fernando Morais do governo do DF, em 1995, corrigidos pela inflação, correspondem hoje a US$ 16 mil. (do Diario do Poder)
 

Sábado Bruto!


Ramiro Rubim e outras 5 pessoas

Surfistas locais de Floripa encontram onda perdida na saída 2 da via expressa continental Rod.BR 282. Filmado e editado por Cristiano Bittencourt ao som da música Keep your eyes peeled da banda Queens of the stone age

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Brasil, nosso país...!

  Por Marcos Bayer

   Manchetes dos jornais de todo o mundo reconhecem nossa festa de abertura como a mais alegre e criativa de todos os tempos. Arrepiados de risos e choros, assistimos aos nossos talentos de todos os naipes. Um discurso político-poético-musical que só a inteligência e a multicor da pele do brasileiro Tom Jobim pode cantar para a Garota de Ipanema que não é mais da zona sul, mas do Brasil do sul como diz a Tharcilla quando descreve a Gisele...
   Fogos, forças, fatos e fotos em revista mundial pela bárbara bela tela de TV nas palavras de Gil, irmão baiano do Caetano! Anita ou não?
   “Vivo sonhando, sonhando, mil horas sem fim...” cantou o poeta que me remete ao Brasil dos meus sonhos, dos nossos sonhos e revelado-manchado pela canalha que nos governa, em todos os níveis, salvo raras exceções, des-Moro-nando, escreve o Cacau, pelas mãos de um Juiz que trabalha silente numa salinha de Curitiba.
   Cores, dores, flores, senhoras e senhores deste Brasil que construiremos com Chico, numa eterna construção.
   A bossa que é nova é nossa no plano da música internacional.
   Pelé, Ester, Hortência, Guga e Vanderlei Cordeiro de Lima e um Menino do Rio acendem a Pira Olímpica tanto no Maracanã como a dos pedintes e chacinados da Candelária...
   Brasil dos contrastes, dos morros e das praias dos pobres e dos ricos, tão separados e próximos, nas horas do Carnaval em desfile que mostrou várias de suas escolas de samba no Rio do Fio Maravilha, cantado pelo Jorge Ben Jor dos nossos tempos de Flamengo e de uma nêga chamada Teresa, meu velho Cacau do querido amigo Afonsinho do teu eterno Botafogo que já reinou no futebol com o furacão Jairzinho da Copa de Futebol.
   Aguerridas e feridas mulheres de fibra que pulam e saltam ou nadam e jogam e dançam no palco do esporte mundial.
   Da Grécia eterna bailam quando acendem o fogo perene da alma nacional...

   Mooooroo... Mooorooo... Mooorooo... Mengoo... Mengoo... Mengoo!

sábado, 6 de agosto de 2016

Eleições em Florianópolis

Do amigo Laécio Duarte
 

Floripa e os Conchavos de Sempre 
     O governador Colombo retira seus soldados de campo, reconhecendo que o pedaço tem novo chefe: Dário Berger. De reboque, um acordão com o tucanato poderoso, na figura dos prefeitos do Vale do Itajaí, notadamente Blumenau, que deve reeleger o atual prefeito. Os Soizas, pai e filho, obedientemente reconhecem a autoridade superior e se resignam aos futuros papéis que a oligarquia lhes destinará.
    Não pedem muito, como sempre. Surpreendentemente, o mais talentoso dos filhos da velha oligarquia, Esperidião Amim, fica de fora do conchavo. Torço para que sua mulher, Ângela, pelo menos leve a macarronada para o segundo turno. Eu, de minha parte, estarei curtindo um tango já agendado para Buenos Aires. Boa eleição para todos. Tô certo ou tô errado, professor Cangablog Sergio Rubim ?

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Pirotecnia para nada


   A última ação do ex-presidente Lula recorrendo a ONU tentando forjar status de perseguido político foi o verdadeiro manotaço do afogado. Aquele último e hercúleo esforço para não afundar na correnteza.
   A ONU respondeu que teria uma avaliação do pedido de Lula, no mínimo, em dois anos. 
Avaliação que não daria em nada! Pois falta competência para a instituição interferir em assuntos internos do Brasil. Tiro n'água!
   O jornalista Reinaldo Azevedo, sobre esse assunto, lembrou do poema Gaucho, do poeta pernambucano, Ascenso Ferreira, que diz o seguinte:

GAUCHO 
Riscando os cavalos!
Tinindo as esporas!
Través das coxilhas!
Saí de meus pagos em louca arrancada!
— Pra quê?
— Pra nada! 

terça-feira, 2 de agosto de 2016

A fuga de Lula

   A libertação do marketeiro João Santana e de sua mulher, fez acender a luz vermelha na sede do Instituto Lula, em São Paulo. Lula teria informações de que a delação do casal compromete profundamente a sua "biografia" e poderia precipitar o seu pedido de prisão.
   Tentativas de estreitar relações com primeiro-ministro italiano Matteo Renzi, por quem já foi recebido para almoço, seria um sinal de que o ex-presidente Lula estaria inclinado a pedir asilo na Itália, onde  a mulher, Marisa e os filhos, já tem cidadania.
   Amigos mais próximos alertaram Lula que uma saída do país, agora, pode ser interpretada como fuga...pela Interpol.

33º LAVA JATO: Operação "Resta Um" ataca em 6 estados

   A 33º fase da Lava Jato mira executivos da empreiteira Queiróz Galvão que teriam feito sistemáticos pagamentos indevidos a diretore e funcionários da Petrobrás.

   No total foram expedidos 23 mandados de busca, 2 de prisão preventiva, 1 de prisão temporária e 6 de condução coercitiva.

   A operação, batizada de "Resta Um" reúne informações de corrupção e fraude nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, na Refinaria Abreu e Lima e em diversas refinarias, como a do Vale do Paraíba, Landulpho Alves e na de Duque de Caxias. De acordo com a PF, a Queiroz Galvão tem o terceiro maior volume de contratos investigados no escândalo do petrolão.
 

   A Polícia Federal divulgou agora alista de mandados de busca, condução coercitiva, prisão preventiva e prisão temporária, por estado:
Goiás: 2 mandados de busca e 2 mandados de condução coercitiva, ambos em Goiânia
Minas Gerais: 2 mandados de busca em Belo Horizonte, 1 mandado de busca em Santa Rosa da Serra e 2 mandados de condução coercitiva em BH
Pernambuco: 1 mandado de busca e 1 mandado de condução coercitiva, ambos em Recife
Rio Grande do Sul: 2 mandados de busca em Rio Grande
São Paulo: 2 mandados de busca em São Paulo e 1 mandado de busca em Barueri
Rio de Janeiro: 11 mandados de busca no Rio, 1 mandado de busca em Angra dos Reis, além 2 mandados de prisão preventiva, 1 mandado de prisão temporária e 1 de condução coercitiva, todos no Rio.


Leia mais sobre a operação da PF aqui.

Lula diz que Delcídio mentiu sobre plano de fuga de Cerveró

   O jornal O Estado de SP publica hoje depoimento do ex-presidente, feito em abril, onde Lula afirma que Delcídio do Amaral mentiu sobre a sua participação na trama para comprar o silêncio de Nestor Cerveró. 
   O depoimento feito em abril, à Procuradoria-Geral da República, foi tornado público pela Justiça de Brasília onde Lula virou réu em ação penal por obstrução à Justiça.



segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O pão nosso de cada dia: A VIOLÊNCIA



(E curtas meditações sobre a Olimpíada)

por Emanuel Medeiros Vieira

Talvez viva me repetindo.
Por que ninguém escuta?
Somos fruto de nossas obsessões. O tema sobre o qual quero refletir é a Violência.

A antropóloga Miriam Goldenberg, em coluna de jornal, transcreve depoimento de um músico de 47 anos:
“Eu também morro um pouco junto com todos que estão sendo assassinados, roubados, estuprados. Perdi a esperança de que o Brasil renasça das cinzas e podridão. Costumava acompanhar obsessivamente todas as notícias dos jornais e televisão. Agora não aguento mais ouvir casos e mais casos de violência e de corrupção. (...) Sinto uma angústia enorme, uma impotência, uma espécie de ressaca física e emocional. (...)

A antropóloga traz também palavras de uma professora de 53 anos: “As pessoas estão muito mais agressivas. São violências diárias, cotidianas, sem qualquer motivo. Um vendedor que me trata mal, um aluno que me ignora, um colega que me desrespeita. Motoristas que me cortam e me xingam, um ex-marido que só me critica e desvaloriza. A falta de reconhecimento é também uma violência. (...) O clima de violência, roubalheira e desrespeito é tamanho que afetou todo mundo. Todos que conheço estão muito irritados, intolerantes, violentos. Está muito difícil sobreviver no meio de tanto violência”.

Eu sei: é uma violência globalizada, cada vez mais absurda. E falo da minha “rua” (o Brasil) porque A VIDA É UM ASSUNTO LOCAL.

E alguém me liga contando que seu pai (pobre) morre de câncer, que já afetou todo o organismo, porque na cidadezinha do interior do Nordeste em que mora não há hospital, não há remédios, não há nada. E quando levam um doente para uma lugar maior é em “pau-de-arara”, balançando. O doente de 74 anos desistiu. Quer ter, pelo menos, o direito de morrer na humilde casa em que vive. É um brasileiro – como nós.

Pessimismo? Não vou atribuir à tecnologia. Seria facilitário: nem tenho celular, mas minha mulher mostra as mensagens recebidas (muitas belas e edificantes, de  amigos e parentes queridos).
Mas pelo que falam, nas redes sociais (ou antissociais?) predomina o dogmatismo, o fundamentalismo, o xingamento. Se “ele” não concordar comigo é meu inimigo. Ou palavrões. Escassa leitura. Debates esclarecedores e civilizatórios? Não.

Chegamos a um ponto muito ruim. Perdoem a nostalgia: mas recordo (falo com absoluta sinceridade) nos grandes debates estudantis da década de 60, dos quais participei ativamente, vindo da esquerda católica (AP- Ação Popular) havia leitura, cultura. Era a esperança. Fé na vida – gosto de proclamar.
Ainda assim, com a palavra, é preciso resistir à brutalidade, ao engodo e à mentira.

OLIMPÍADA
1) Alguém reclama em carta para um jornal: “É revoltante saber que alguns atletas olímpicos das décadas de 1970 e 1980  não foram chamados para conduzir a tocha. Enquanto isso pessoas que nada contribuíram para o esporte, como artistas, músicos e apresentadores, fizeram-no por pura vaidade”.
2) No dia em que chegou ao Estado do Rio, o revezamento da tocha olímpica foi interrompido devido a fortes protestos no município de Angra dos Reis – relata a “Folha de São Paulo” de 28 de julho.O batalhão de choque usou bombas de gás para conter os manifestantes.
Razão do protesto? Criticava-se os gastos do município, comandado pelo prefeito Conceição Rabha do PT (mas para não parecer “marcação”, poderia ser de qualquer partido) para receber a tocha enquanto salário dos funcionalismo estão atrasados.

Fui “azedo”? Desculpem. Mas – perdoem o lugar comum – continuo acreditando na força da Palavra, em músicas que me elevam – escuto agora Villa Lobos – e permanece a Fé na Vida. Alvíssaras!
(Brasília, julho de 2016) 

Comentário de Luiz Fernando Cabeda
Emanuel
As obras das olimpíadas, o fascínio dos jogos, as mudanças urbanas no Rio, tudo isso está sendo visto sob o olhar do espetáculo (convenientemente conduzido por um enredo novelístico - não das novelas literárias, mas das televisivas - sobre a vida dos atletas, superações individuais, etc).
Se quiséssemos dizer que conhecemos o Rio, precisaríamos ir lá de novo.

A par disso, não falta o olhar de quem vê e pensa: nos jornais e internet encontra-se muito a respeito, como a análise de um pesquisador espanhol que examinou o impacto desses grandes eventos na vida das pessoas e no planejamento das cidades. Como outros, ele sugere que há uma piora do contraste e que a vida "real" fica mais difícil de ser entendida.

Assim vivemos este nosso tempo.
Só não lamento em nome de projetos passados porque, de um lado, o voluntarismo cede ante as observações no curso da vida: não basta, nunca bastou, simplesmente querer.
Afinal sabemos pouco e os desmentidos aos nossos propósitos são grandes.

Além disso, sempre ligo minhas experiências passadas a um país mais provinciano e, se nele havia núcleos de vida urbana que captavam o encanto da Nouvelle Vague, ou percebiam a grandeza de Brecht, ou a iconoclastia de Genet, ou se deixavam seduzir pela 'descontrução avant la lettre' do existencialismo de Sartre e Camus, era quase porque sabíamos que no imenso hiterland brasileiro o espesso véu do atraso nos consumiria, se penetrássemos nele.

Falo em descontrução avant la lettre porque a palavra descontrução só foi fabricada depois, na era dos pós-modernos, sobre cuja 'liquidez' ainda somos conduzidos...provavelmente a lugar nenhum. Camões, pelos menos, em Sôbolos rios que vão, chegou à Babilônia.

Não comentei teu artigo anterior sobre a perda do teu irmão porque, embora belo, ele exigia o recurso ao silêncio, este intervalo no tempo que só guardamos in pectus.
Porém, se me permites, vou reproduzir o que ouvi Celso Lafer lembrar em um interessante documentário sobre os emigrados europeus que aqui chegaram e engrandeceram nossa cultura, desde a Europa em guerra (entre eles, Carpeaux, Rónai, Rosenfeld e mesmo Sweig), exibido no Canal Arte 1. Comentando a perda de uma nacionalidade e a conquista profunda de outra, por parte desses notáveis, Lafer recuou 1.600 anos até Agostinho, o bispo africano: a morada da alma é a memória.
Abraço,
Cabeda