sábado, 13 de setembro de 2014

Turismo acidental em Lisboa


Bochecha de novilho
e risoto de vieiras com arroz negro

   Passear sem compromissos ou roteiros rígidos por Lisboa é o maior barato. Se corre o risco de, a todo momento, encontrar locais ou paisagem que não estavam no baralho. A cidade é linda e cheia lugares com arquitetura preservada, restaurada e com seus espaços ocupados com equipamentos voltados ao turismo, negócios e gastronomia. 
   Foi o que acabou acontecendo esta tarde quando peguei o metrô aqui na Av. de Roma e larguei em direção à estação Cais do Sodré. Saí do buraco (do metrô) para a rua onde apanharia um bonde (bonde mesmo) elétrico até Belém. Olhei para o outro lado e vi um construção com cara de mercado público.
   E era! Era o conhecido Mercado da Ribeira erguido em 1882 e que nestes anos todos sofreu várias remodelações. A última foi a 4 meses atrás. O vão central coberto foi transformado em uma grande praça de limentação com restaurantes populares, de cadeias e estrelados com chefs de cozinha. Uma beleza!
   
   Saimos do ponto do bonde para Belém, atravessamos a rua, e fomos conhecê-lo. Grata surpresa! Gente de todas as idades e nacionalidades ocupavam as mesas compridas de
madeira nova envernizada. Ao redor casas de fiambres, vinhos do Porto e ofertas gastronômicas as mais variadas. 

   Uma adiada temporariamente estratégica na ida para Belém e fomos procurar a iguaria que mais seduzisse o nosso paladar. Foi difícil escolher, tantas as oferta. Escolhemos o Alexandre Silva - trabaha com produtos frescos que se vendem no próprio mercado - e arriscamos um cardápio bem frugal. Bochecha de novilho e risoto de vieira com arroz negro. Acertamos! Uma maravilha. O vinho foi escolhido na adega e podem ser experimentados antes. Servem todos em taças como no Gastrobar La Cave de Florianópolis. Preços dos pratos super elaborados tem média de 8 a 15 euros. Honesto!
   
   O ambiente agradável e alegre é gerido pela revista Time Out que define o investimento "como o primeiro projeto editorial a três dimensões no mundo". 
   A proposta é de uma originalidade e ousadia tão fantásticas, que por si só já é motivo para ser visitado.

   Em sua página no FB a Time Out afirma que "o novo Mercado da Ribeira, revitalizado pela Time Out Lisboa, conta com cerca de 30 espaços de restauração servidos por 500 lugares sentados em área coberta e mais 250 de esplanada, situados na ala oeste. Aqui estão representados os melhores espaços, chefs e produtos nacionais. A nossa principal missão é transformar o Mercado num local de culto para os lisboetas e um ponto de paragem obrigatório para os milhares de turistas que nos visitam diariamente, unindo o mercado tradicional com um conceito mais gastronómico, cultural e de lazer". Missão cumprida!

Imperdível!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

No café do Pessoa...sem preço!


   Comer um bacalhau a moda da casa no Café Martinho da Arcada na Praça do Comércio, em Lisboa, não tem preço! 
   A indicação havia sido feita por meu irmão, Rubim, que mora em Natal, e vem no mínimo duas vezes ao ano a Lisboa. Com tanta frequência por esta cidade maravilhosa acabou fazendo grandes amizades. Uma delas foi o Afonso, garçom do restaurante Martinho da Arcada, na praça do Comércio.
Com Afonso, amigo.
   Pois foi aí que fomos almoçar ontem onde encontramos o Afonso que nos atendeu muito bem e nos deu atenção o tempo todo. Simpático, falante, profissional, Afonso nos sugeriu os pratos, Bacalha à moda Martinho e Filé de Atum ao molho de alho, e o vinho. Maravilha!
   O ambiente mais português impossível. O tradicional Café Martinho da Arcada tem o privilégio de ser frequentado por grandes figuras da cena cultural e política lisboeta - "tenho o prazer de já ter recebido nesta casa cinco presidentes da República", diz Antonio Barbosa, o proprietário - mas é conhecido internacionalmente pela associação com o seu mais célebre cliente, Fernando Pessoa. Está lá preservada a mesa do mais universal poeta português.
   Pessoa, considerado pelo crítico Harold Bloom um dos 26 melhores escritores da civilização ocidental, não apenas da literatura portuguesa mas também inglesa, batia ponto diariamente no mítico Martinho da Arcada.

“DAQUI PRA FRENTE TUDO VAI SER DIFERENTE”


   Por Jaison Barreto

   Não gostaria que meu facebook servisse de propaganda “escrachada” pra ninguém.
   Entendo como sempre entendi, que a construção da democracia como obra sempre inacabada, exige despreendimento e dignidade.
   Pretendo apenas mesmo que ridículo para alguns, ajudar nossa gente a raciocinar/pensar sobre definições fundamentais, no sentido de transformar este país numa sociedade mais justa.
   Gosto das minorias, gosto do contraditório, gosto dos que perdem, gosto dos que sofrem, gosto dos que acreditam, gosto mesmo até dos que se “se vendem”, pois servem de exemplo.
   ME ORGULHO DAS MINHAS DERROTAS, E OS DEUSES SABEM, QUE NÃO ME ENVERGONHO DAS MINHAS VITÓRIAS.
   Por isso não tenho medo de definições.
   Deixo claro, que meu voto pessoal e nas atuais circunstâncias, é do Aécio Neves e do seu vice Aloysio Nunes Ferreira, figura aliás admirável.
   Não gosto de dubiedades, não gosto de meias verdades, não gosto do talvez.
   Não gosto dos que se escondem na dúvida na hora da verdade.
   Eu sempre ouso dizer SIM ou NÃO.
   Cada um escolhe a sua maneira de viver.
   Existem atitudes na vida que exigem clareza, principalmente na política.
   Não sou homem de comprar bilhete premiado.
   Acho legítimo, digno, cada um ser filiado a partidos políticos, PSOL, PSTU, PT, PC do B, PSDB, PMDB, tantos outros, mas o deplorável é que pessoas da maior responsabilidade, sejam filiados do Data Folha, do Ibope e de institutos de Pesquisas. Tomem vergonha!
   Nesta véspera de eleição, inspirado no Ulysses Guimarães, estou a dizer que daqui pra frente, tudo vai ser diferente.
   “Não descerei com as mãos esvaziadas pela preguiça e pela
impostura. Não descerei esverdeado pelas cólicas de inveja dos que nos
emulam, nos sucedem ou nos superam. Não descerei com a alma apodrecida pelo carcinoma do ressentimento.”

   Eu não estou de pijama.
   Lembrando o poeta moçambicano José Craveirinha e o meu DNA, VOU TOCAR TAMBOR.

   Saudações democráticas

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

As contas do Paulo Bauer até agora...


    Por Leal Roubão*
   Enquanto Raimundo Colombo transformou suas contas num comitê financeiro único, liderado pela JBS, um conglomerado de empresas produtoras de carnes e derivados, Paulo Bauer nada mais recebeu da empresa Espaço Aberto, informa o TSE em sua página de prestação de contas.

   As contribuições ao candidato do PSDB-45, que quer mudar SC, são as seguintes, em relevância: 
Itaú-Unibanco deu R$ 250 mil
WEG deu R$ 500 mil
TRACTEBEL ENERGIA deu R$ 200 mil
WOA Empreendimentos Imobiliários deu R$ 150 mil
BRF Foods deu R$ 200 mil
Construtora Andrade Gutierrez deu R$ 150 mil
Safra Leasing S/A deu R$ 300 mil
RF Reflorestadora Ltda. deu R$ 280 mil.

   Não resta dúvida de que Paulo Bauer está ligado à iniciativa privada e que vai diminuir o tamanho da máquina estadual


A sorte me espreitava em Lisboa

Panorâmica de Lisboa vista do oitavo andar do hotel Roma
Não sou dos que acreditam em sorte ou azar. Acredito que as coisas se encaminham para uma boa ou má solução conforme os tratos que se dá à bola. Talvez acredite um pouco no "quem procura acha" e, se procurar otimistamente, com espírito elevado, sempre acreditando que vai dar certo e se não se der não dar muita importância ao revéz, a contabilidade final sempre será positiva.Vai da forma que se vê o mundo.

   Filosofar sobre a existência de sorte ou azar é sempre complicado d perigoso. Se escrever muito sobre o assunto se corre um grande risco de cair em contradição. Mas fazer o que? Se eu me contradizer um pouco mais abaixo...azar!
   A coisa já começou na chegada a Lisboa. Depois de passar um dia maravilhoso conhecendo Braga, no norte de Portugal, embarquei em um Alfa Tur da Comboios Portugal às 7 horas da tarde no Porto Campanhã em direção a Lisboa. Começava a viagem para o sul. O trem rápido cobriu os 300 quilômetros em três horas. Uma viagem tranquila, confortável, rápida e com internet à bordo.

Hotel Roma

Aportar no hotel Roma já foi um lance de...sorte. Localizado na famosa e ampla Av. de Roma - com seus prédios em tons de rosa e verde, passeios largos, lojas de marca e mercearias antigas, tal como descrita em "A arte de morrer longe", do escritor português Mário de Carvalho - o Roma foi mais do que havíamos contratado pelo Booking.com. Quarto triplo com mais de 60 metros quadrados, localizado no oitavo andar do prédio com uma sacada debruçada sobre a avenida de Roma e uma maravilhosa vista panorâmica de Lisboa. Um show!
Silveira: Churrasqueira salva-vidas
    Cerca de 22:30h desci do quarto e caí na rua em busca de uma garrafa de vinho. Procurava um Porca da Murça, do Douro. Vinho que conheci por indicação do meu sogro. Gosto muito. A indicação de um shopping no final da "segunda à direita até o fim" não me valeu de nada. Já estava fechado.
    Na caminha até lá, já fui mapeando bares e restaurantes da região do hotel. Pequenas casa de comida, alguns bares e até um pub de esquina permeavam o meu trajeto. Um deles me chamou a atenção pela algazarra que vários amigos faziam no local. Bebiam e cantavam. Se divertiam como se o mundo fosse acaba amanhã. Era uma pequena "churrasqueira" de esquina onde pude ver, através, da vitrine, uma grande quantidade de garrafas de vinho enfileiradas sobre a antiga geladeira industrial branca com 12 portas quadradas. Marquei!
   
   Silveira churrasqueira
   Na volta da frustrada investida cheguei na churrasqueira "alegre". Entrei, dei boa noite e logo fui atendido por uma simpática senhora portuguesa, com certeza. Falei da urgência da minha necessidade, explique que havia chegado em Lisboa naquele momento e todas as lojas já estavam fechadas no entorno do hotel.
   
   Perguntei se ela faria de gentileza de me "ceder" uma garrafa de vinho. Todo o diálogo era acompanhado atentamente pelos amigos, que agora em silêncio, ouviam o meu relato. Alguns tiveram de se levantar das cadeiras pois estavam espremidos entre as cinco mesas que improvisavam um mesão e a geladeira branca alouçada, onde estavam enfileiradas as garrafas de vinho.
- O vinho que tenho é para servir nas mesas, disse a senhora. Vou ter que cobrar o preço da carta.
-Sem problemas, disse eu.

   Escolhi um que achei mais simpático, não conhecia as marcas, perguntei o valor.
 - 10 euros, falou a senhora.

   De repente um senhor de cabelos grisalhosque estava na mesa com os amigos levantou e perguntou:
- De onde você é?
- Do Brasil, respondi prontamente.
- Do Brasil todos aqui sabem que tu és desde a hora que tu entrou no recinto. Cairam todos na gargalhada.
- Quero saber de que cidade, perguntou.
- Florianópolis, uma ilha mara... fui interrompido com um grito:
 - Conheço! Um paraíso! Vais levar esse vinho como um presente dos amigos e meu, Baltazar Afonso ao seu dispor!

   Tudo isso aconteceu numa velocidade incrível a aquela energia cantante e alegre voltou à mesa dos amigos. Agradeci, dei um abraço no Baltazar. Quando saía olhei para trás a tempo de vê-los cantando e brindando. Era a "sorte" me rondando.

Cassino de Lisboa   
Cheguei no hotel com a novidade do presente. Bebi, comecei a escrever, e ouço a inadvertida pergunta da Gisa:
- Tem cassino aqui em Lisboa?

   Foi como oferecer banana para macaco. Sim, tem cassino em Lisboa, Gisa. O maior e mais moderno cassino de Portugal. Uma caixa de vidro com cinco andares de máquinas, mesas de roleta, black jack e outros jogos, um perdição!
   
   Foi o tempo de tomar um banho rápido, pois já estava no adiantado da hora, e mais uma vez sair para a rua. Desta vez a trabalho.
   Cheguei no Cassino de Lisboa por volta das 12:30h, em 10 minutos. Fiquei impressionado com o tamanho da casa, luzes coloridas e vidros. A cada andar um profusão de gente, máquinas a se perder de vista e mesas de roleta jogando a pleno. Estava com eu gosto.
   
   Rodei, andei pelo labirinto das máquinas procurando uma com interface amigável mas eram todas diferentes das que eu conhecia.
   Encontrei uma mesa circular gigantesca com cerda de 10 máquinas ao redor. Da base dos monitores saíam colunas de vidro que piscavam luzes coloridas em sequência até chegar ao topo da pirâmede de 2 metros onde estavam grandes monitores que faziam girar o bonus e os grandes prêmios. Um luxo só!
   
   Gostei, não sei porque, de uma das máquinas que estava ocupada. Fique na volta só esperando o cara levantar para tentar a sorte por ali. O desgraçado perdia e não largava o osso. Fiquei olhando de longe me divertindo com aquele exagero de luzes coloridas e sons apoteóticos que a máquina fazia. Uma breguice lasvegasiana!
   
   De repente o azarado levantou e ocupei o seu lugar. Já havia tomado um uísque e as luzes agora estavam mais salientes. Sentei, tirei uma nota de 5¢ e outra de 10¢ do bolso da camisa e ofereci à máquina. Sugou o meu dinheiro com aquela voracidade deslavada das máquinas de jogo.
   
   Olhei os botões, o teclado, os valores de apostas e desisti de entender como se jogava. Apertei na aposta máquima e...começou um gritaria e as luzes que não paravam mais de dançar. O som era de explosão a cada prêmio que o monitor do topo da pirâmidade pagava. 100 euros! 300 euros!...
   Bem, em apenas uma primeira e única jogada de 15 euros eu havia ganho 1.500¢, sim mil e quinhentos euros!!!!
   
    Apertei o botão de pagamento e fiquei esperando que a máquia cuspisse o recibo. Nada! Só música e luzes. Sem sair do lugar, virei para trás e procurei um funcionário do cassino para reclamar que a máquin a não queria me pagar o prêmio.

   Ao ver um ao longe, levantei a mão e gritei. O cara saiu em outra direção e minutos depois voltou acompanhado de outro atendente de camisa branca e colete preto que trazia uma bandeja prateada com um bolo de dinheiro em cima. 

- Quando o prêmio é grande a máquina não emite o recibo. A central detecta o pagamento e entrega o dinheiro pessoalmente. Não precisa ficar chamando, gritando, conte o dinheiro, me ordenou o mala que vestia um terno azul calcinha e tinha rendas nos punhos da camisa branca.

   Conferi os 1500 em notas de 50 e 100 euros e saí rindo em direção ao bar para tomar aquele fuerte que o meu amigo Jurandir Camargo costuma tomar quando comemora um jogada de sorte.

   Estou feliz em Lisboa!!! 

Márcio Dison deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A sorte me espreitava em Lisboa": Sempre fostes bafejado pela sorte... só custas a perceber. Aproveita a grana extra e prolonga a viagem em outras paragens. 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O Porto, uma feliz surpresa!

Casario típico, turistada, restaurantes. Cena urbana do Cais da Ribeira.

   Antes de partir para uma viagem investigo tudo sobre as cidades que vou visitar, pesquiso, levanto informações sobre a "vibe" da cidade, restaurantes, museus, segurança, bares, botecos, vida noturna, casas de jogos e...o basfond

   Minha entrada na Europa, desta vez, foi pela cidade do Porto, situada ao norte do país e a segunda maior cidade de Portugal.


Rua Santa Catarina lembra muito Floripa.
   Costumo dizer que viajo duas vezes. Depois de feito o roteiro de cidades e países que pretendo conhecer, na internet consulto mapas, localizações, leio sobre a história das cidades além de entrar no google eart e visitar a cidade virtualmente em 3D. 

   Bem, com todas as informações que tinha sobre a cidade do Porto, tive uma surpresa enorme ao colocar os pés na cidade. Senti uma empatia imediata com a urbe. Percebi suas ruas e arquitetura extremamente familiares, afora a simpatia e hospitalidade dos Portuenses. Senti aquela sensação de "moraria aqui"!


   Um cidade com cerca de 230 mil habitantes, a segunda maior de Portugal, que consegue
ser moderna e ao mesmo tempo preservar valores arquitetônicos antigos. Tem uma topografia ingrime ao longo do Rio Douro e surpreende pela beleza do casario em grande parte preservado, suas ladeiras, suas pontes de ferro e pela investimento feito no turismo. Gastronomia farta, serviço e atenção impecáveis. 


   Turistas do mundo todo. Muitos turistas. O Porto acolhe hoje a maior comunidade inglesa de Portugal. Seus laços econômico/político com o Reino Unido vem de séculos.

   A cidade é conhecida pelos seus vinhos, que na verdade são produzidos Douro acima, mas também pelo seu centro histórico hoje considerado Patrimônio Mundial pela Unesco.
  
A chegada
   Aportamos na Praça da Batalha, onde fica o nosso hotel, por volta das 10 horas da manhã. Check in, mala no quarto, água na cara e pé na rua. Internético que sou, desci a rua Santa Catarina direto para uma loja da Vodafone comprar um chip para o meu telefone. 
   
   Domingo de sol, pouco movimento, caminhei pela rua Santa Catarina e já me senti meio em casa. O casario e as ruelas adjacentes lembravam muito a Conselheiro Mafra, a região do Mercado Público e a travessa Ratclif, aí de Florianópolis.


       Feito o carreto voltei em direção ao hotel, atravessei a Praça da Batalha em direção ao Teatro Nacional São João e desci em direção ao Cais da Ribeira, zona de restaurantes e bares que fica ao pé da exuberante ponte de ferro Dom Luiz e reune turistas do mundo todo.
   
   Desci pelo lado esquerdo, descartei o funicular, e fui serpenteando pelas escadarias que atravessam um bairro de velhas casa que, guardadas as proporções, poderiam sugerir uma minúscula Rocinha. No caminho varai de roupas "a secar" na rua, sedes de times de futebol e entidades beneficientes com seus bares lá no fundo e a bandeira de Portugal na frente.

   Quando chegamos o pé da ponte de ferro houve aquela divisão na realidade. Gente, mais gente e mais gente caminhando pela beira do rio Douro, entrando nas lojas de artesanato e bebendo e comendo na infinidade de restaurantes que oferecem desde bacalhau com natas até a Francesinha e Tripas à moda do Porto. Um show!

   Lembro do impacto que senti quando cheguei ao Grande Canal de Veneza, ao pé do Pelourinho num começo de noite em Salvador e agora no Cais da Ribeira. Impactante. Alegria, clima extremamente amistoso e um festival de beleza estética com uma arquitetura preservada e totalmente integrada àquela paisagem composta por uma ponte de ferro gigantesca, um rio caudaloso e uma infinidade de barcos coloridos saindo, chegando e circulando cheio na frente da multidão como um desfile de coisas bonitas. Uma beleza de se ver!

   Do outro lado, na outra margem, mais barcos e gente circulando pelos bares, museus, caves de vinhos e restaurantes de Vila Nova de Gaia. Neste mesmo dia, depois de almoçar em um restaurante da Ribeira, atravessamos a ponte a pé e fomos comer um Pastel de Belém com uma taça de vinho do Porto em Gaia. Porto visto de Gaia é ainda mais lindo! Que cidade! 
   

   Tenho muito ainda para contar desses três dias que estou aqui. Desde uma feliz investida no cassino de Espinho, balneário sobre o Atlântico que fica a cerca de 30 quilômetros ao sul do Porto, até uma trágica aventura em um bingo para a terceira idade no centro do Porto.

   Paro por aqui pois preciso dormir. Amanhã vou a Guimarães e Braga, ao norte, e depois retorno de carro para Lisboa. Estou fazendo o roteiro da família Roubão, ancestrais no nosso correspondente político Leal Roubão, hoje em Florianópolis cobrindo a campanha eleitoral estadual e nacional.





O atelier do meu avô em Portugal.


  Por Leal Roubão*
   O escritor Leal Roubão I, meu bisavô (foto), muitíssimo parecido comigo, ou melhor, eu com ele. Este era seu escritório, na Rua das Carmelitas, no centro do Porto. Ficava bem ao lado da "Fábrica e Armazém das Carmelitas, Fernandes, Mattos & Companhia", a maior casa de tecidos do Porto, fundada em 1886, que ainda hoje conserva o seu charme com o interior amplo, colunas debruadas a ferro, prateleiras ao correr das paredes e uma fantástica escadaria em madeira entalhada.

   Lá, no jornal "Águas do Cais", ele assinava uma coluna diária. Era uma coluna multifocal:


Vizinhos dos Roubão ainda mantém o charme
 política, comércio, religião, social e jurídica. Recebeu o prêmio Pedro Álvares Cabral pela cobertura da reta final da vida de Dona Maria, a louca. Aquela que vem a ser a madrinha espiritual do Roberto Requião, aqui do Paraná. Nossa família, os Roubão, é muito leal ao 
passado. Daí meu nome: Leal Roubão. Nunca nos intimidamos com pressões políticas, sequer da Coroa Portuguesa.

   Aqui em Santa Catarina, o Raimundo Colombo, homenagem a outro navegador europeu do século XV, está licenciado da campanha por causa dos olhos inflamados. Não quer ver a realidade estadual... Presume-se.

   O Paulo Bauer espera outra parcela da empresa Espaço Aberto. Mas, Colombo cortou os pagamentos.

   Vignatti está sem o apoio da Dilma. Ela é mais PDT (Maneca Dias) do que PT.

   A delação do ex-diretor da Petrobrás está abalando os índices do IBOPE. Novidades na próxima pesquisa.

Os contrastes desta eleição


   Por Leal Roubão*

Paulinho
O que há de comum entre Paulinho e Marina??? Nada, absolutamente nada.
Ele é rico, ela pobre. Ele é nascido em berço farto, ela na mata. Ele vem do PFL, ela vem do PT. Ele é a direita, ela é fundamentalista. Ele usa automóveis de luxo, ela quer bicicletas. O que os une afinal???

Ângela Albino,
do partido comunista albanês, da Albânia, em campanha de rua dá beijinho no eleitor. Ela não gosta de "santinho".

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Negro pode. Branco não.


Há uns bons três anos, ao comentar o episódio de dois gêmeos idênticos que foram considerados como branco e negro pelo sistema de cotas, a revista Veja rendeu-se vilmente ao politicamente correto e titulou com gosto na capa:É mais uma prova de que RAÇA NÃO EXISTE



Veja sofismava. Se os responsáveis pelo sistema de cotas se enganaram, isto nada tem a ver com a existência ou não de raça. Se afirmo que preto é branco e branco é preto, isto nada tem a ver com a existência ou não do preto ou do branco. Se raça não existe – comentei na época - vamos então parar de falar em dálmatas, buldogs, bassets, beagles, dobermanns, filas, chihuahuas, chowchows, cockers, malteses, pequineses, pitbulls, poodles, yorkshires, São Bernardos, rottweilers. Nem nas mais de 400 raças caninas.

   Tampouco se fale mais, quando se trata de cavalos, em raças árabe, crioula, Holsteiner, manga larga, puros sangues ingleses, espanhóis e lusitanos, lipizzaners, appaloosa e quartos de milha, percherons, paint horses, campolinas, favacho, JB, Bela Cruz. Nem nas mais de 100 outras raças conhecidas.

   Abominável racismo falar em bois zebu, Aberdeen-Angus, Nelore, Hereford, Limousine, Brahman, Gir, Guzerá, holandês, charolês. Ou em ovinos merino, Texel, Île-de-France, Suffolk, Hampshire Down, Poli Dorset, Corriedale, Ideal, Laucane, Bordaleira. Tenha também respeito pelos galináceos. Elimine de seu vocabulário palavras como Legorne, D’Angola, Cochinchina, Hamburguesa, Brahma e Plymouth.

   Ou alguém pretende que raça só exista no reino animal? Quando surge o Homo sapiens, este ser excelso, tocado pela graça divina, raça deixa de existir?


    Leia o artigo completo. Beba na fonte.

domingo, 7 de setembro de 2014

Foto de Domingo

Do Milton Ostetto


Todas as viagens são lindas,
mesmo as que fizeres nas ruas 
de teu bairro.
O Encanto dependera do estado de tua alma.
(Rui Ribeiro Couto)

Ladrões portugueses e ladrões brasileiros...socialistas!

Aqui os socialistas dominavam a corrução aí, no Brasil, o PT pratrocinou o assalto aos cofres públicos!
      De O Porto (Portugal) - Dizem que a corrupção no Brasil é endêmica e vem desde o império. Que assim como o sistema burocrático cartorário, a corrupção é uma herança maldita dos nosso colonizadores portugueses.
   Bem, endêmica, maldita ou herança não interessa, a verdade é que ela está nos dois países. Faz parte do jogo político/empresarial tanto de Portugal como do Brasil. A política está dominada por personagens sem caráter algum que, com a ajuda financeira de empresários, e com o voto popular de um povo também sem caráter e ignorante, acabam galgando os mas altos portos políticos do país.
   No caso do Brasil o povo conseguiu ser encantado por "representantes do povo" e nos regalou 12 anos de ladroagem do PT. Saiu a elite e entrou "o povo". A roubalheira, a corrupção continuou igual só que agora com um discursso social, mas nada mudou!
   Aqui em Portugal, após 5 anos de investigações, falcatruas, compra de juizes e jornais, o Tribunal da Aveiro conseguiu, finalmente, condenar à prisão efetiva mais de 30 envolvidos no famoso caso de corrupção e tráfico de influência  que ficou conhecido popularmente com Face Oculta e que desviou milhares de Euros dos cofres públicos.
   Tudo isso acontecu no governo do primeiro-ministro socialista José Sócrates que inclusive aparecia em várias gravações feitas judicialmente durante as investigações. Entre os condenados à prisão está o antigo ministro socialista Armando Vara. Cinco anos de cana dura.
   Assim como aí no Brasil os Mensaleiros do PT tiveram "ajuda" de vários ministros do Supremo Tribunal de Justiça, aqui os ladrões também foram ajudados. O ex-ministro Armando Vara desta vez não pode contar com a ajuda do amigo Sócrates, nem do Procurador Geral da Repúblicae do presidente do Supremo que o haviam "slvado" do crime de Atentado Contra o Estado de Direito. 
   Aí no Brasil o ex-diretor da Petrobrás resolveu abrir o bico para salvar a pelo. Entregou até o Lula. O presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros, o presidente da Cãmara dos deputados, Henrique Alves e mais uma penca de ministros, deputados, governadores e candidatos a governadores. Até o "santo" morto Eduardo Campos.
   Será que vai dar cadeia de novo como no Mensalão? Acho que hoje a coisa está mais dominada. Sei não...
    Mas legal mesmo é saber dos neopelegos petistas, dos massa de manobra e tarefeiros, o que acham da revista Veja com essa denúncia. 
   É tudo mentira????

sábado, 6 de setembro de 2014

Propaganda Canhestra

Por Eduardo Guerini
No canto da sala se esquivando
dos golpes baixos desferidos
 pelos governistas no afã
de manter seu projeto de poder.


   O início da campanha de Rádio e TV é o ponto de partida para muitas candidaturas na corrida por votos no pleito eleitoral. Em todos os níveis candidaturas/coligações, postulam cargos eletivos e representativos, buscando apoio popular em vistosas campanhas. Os grupos em disputa investem em programas tecnicamente apurados, com recursos do marketing político para conquistar a simpatia dos eleitores. 

   O foco central vincula candidatura/coligações as pessoas que se apresentam ao eleitorado – destacando um fenômeno já intitulado de “fulanização da política”. É justamente este enredo que destrói o que seria crucial no processo político, uma campanha em torno de propostas, resultado das necessidades reais, não imaginárias de uma pessoa que se candidata por um partido ou coligação.

   As peculiaridades dos fatores que elevaram historicamente a rejeição da classe política é determinante/determinado pelo abandono das bandeiras programáticas das siglas partidárias, pautadas pelo crivo do viés ideológico que defendiam. Quando a coordenação política de uma campanha passou ao controle desmedido dos profissionais do marketing eleitoral – os produtos se parecem homogêneos e os resultados são idênticos – as propostas se transformaram em promessas, na maioria dos casos irrealizáveis, e , são transformadas em sonhos de consumo projetados no processo de midiatização da política.

   Os eleitores-consumidores, no afã de buscar respostas às legítimas demandas para sua realidade miserável, na sociedade brasileira que necessita abertura e pluralidade, governada por sistemas democráticos aparelhando as instituições do Estado, como mecanismo de correspondência aos anseios da comunidade em geral.

   Na atenta leitura das propostas e programas das candidaturas- seja no plano federal ou estadual, para cargos majoritários ou proporcionais, se repete costumeiramente a prática nefasta de ludibriar a sociedade com ideias gerais sem nexo com o mundo real. No script fantasioso, ambicioso, distante do mundo da gestão pública que vivenciamos – sem recursos, sem funcionários públicos de carreira e sem projetos viáveis, o cinismo e cretinismo determinam uma campanha despudorada. Tudo não passa de mera formalidade burocrática.

   O desencantamento e afastamento do cidadão no processo eleitoral é um sintoma drástico da crise de legitimidade e representatividade da classe política que insiste em projetar uma imagem desfocada e distorcida da realidade brasileira. O vaticínio resulta no surgimento de candidatos messiânicos e super-heróis que são turbinados pelos intere$es dos financiadores.

   Nesta campanha canhestra, nada mais explícito que os “golpes baixos” desferidos pelos governistas de plantão, o resultado ideal seria encaminhar para o “ostracismo” e “esquecimento” aquela horda de sabujos da politicagem.

   Terá o cidadão brasileiro capacidade de produzir uma nova lógica na política brasileira???

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Dário Berger e a Árvore de Natal

Animação divertida rodando na internet mostra o ex-prefeito Dário Berger, candidato ao senado pelo PMDB, às voltas com uma árvore de Natal. O vídeoo é uma referência ao escândalo milionário da famosa Árvore de Natal montada em Florianópolis durante seu governo. 

Paulo Bauer e o samba do alemão doido

    Senador denuncia descaso da União com Santa Catarina mas não cita o nome da empreiteira que abandonou várias obras em Santa Catarina e foi a maior doadora privada da sua campanha ao senado em 2010.

"Eles" vão derrubar a ponte...
   Por Carol Baiana* (correspondente do Cangablog em Brasília)
  
   Ainda encontro dificuldades para entender o funcionamento intrínseco da política brasileira e o comportamento errático dos seus políticos. Um dia dizem uma coisa e no outro se desdizem. Tudo com a maior naturalidade como se mudar de opinião fosse simples como trocar de cuecas. Tudo me parece um grande samba da alemão doido, como diria Stanislaw Ponte Escura.
   Recentemente o senador catarinense Paulo Bauer, candidato tucano ao governo do estado, ocupou a tribuna do Senado para criticar o "descaso do Governo Federal com as obras de infraestrutura no seu estado. O governo da União dá pouca importância e pouca atenção para as prioridades catarinenses. A situação que Santa Catarina vive é uma situação de tristeza profunda, porque essas obras não andam”, lamentou.
   Paulo Bauer se referia ao abandono das obras de infraestrutura do novo aeroporto de Florianópolis, a paralização da duplicação da SC-403 e da recuperação da Ponte Hercílio Luz que, desde o governo Luiz Henrique da Silveira, virou uma grande fonte de renda para os políticos de plantão. Hoje conhecida popularmente como a "indústria da ponte".
   Bem, a indignação de Paulo Bauer em seu púlpito senatorial não passa de um grande jogo de cena. Ele conta o milagre mas não conta o santo. Como diria o meu colega lageano, Tio Bruda, "ele mata a cobra mas não mostra o pau".
   No caso em questão "o pau" é  a empreiteira Espaço Aberto, até recentemente queridinha dos governistas e a mais "ativa" trabalhadora no governo de Luiz Henrique da Silveira.
   Mas porque Paulo Bauer não cita o nome da empreiteira que abandona os trabalhos pelo meio do caminho depois de encher as burras com o nosso dinheiro?
   Provavelmente por que tem compromissos de "gratidão" com a empresa que foi a maior doadora privada da sua campanha para o Senado Federal em 2010. Entre outros financiadores da campanha de Paulo Bauer, a Espaço aberto aparece com um agrado de R$ 250.000,00. 
   Na época, Paulo Bauer estava associado a Luiz Henrique da Silveira e ao atual governador, Raimundo Colombo que hoje disputa a reeleeição dizendo, ao contrário do que diz seu opositor, Paulo Bauer, que "Santa Catarina está um verdadeiro canteiro de obras!". De obras paradas, provavelmente foi o que quis dizer.
     Impedidos pela direção da campanha de "bater" no governador Raimundo Colombo, a tríade tucanosocialprogressista (Paulo Bauer, Paulo bornhausen e Joares Ponticelli) tem que se contentar em bater no governo federal sob o risco de dar um tiro no pé, pois até ontem faziam parte de seu governo.

 Abaixo a prestação de contas do candidato Paulo Bauer  seus financiado em 2010:

*Carol Baiana, renomada jornalista política, é mais uma das profissionais vitima das demissões em massa da RBS que está sendo absorvida pelo Cangablog. Carol Baiana, agora mais livre para escrever, no Cangablog não tem os compromissos financeiros com o governo e seus sócios como tinha o seu antigo empregador.
   Algumas empresas encolhem e outras crescem. É o nosso caso. Estamos contratando.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

As pausas da política

   Por Leal Roubão*

   Aproveitei a viagem de Luitz Willem da Siltzveira (tradução de LHS para o alemão) até Berlin, e fui à minha Lisboa querida.
   Na Europa, nossas campanhas políticas são mais aguerridas e melhor sabatinadas pela imprensa.
   Aqui no Brasil, especialmente em Santa Catarina, parece-me um tanto morna.
Estudei os últimos 70 anos da história catarinense e vejo que o período oposicionista já se passou. Hoje, a então Arena Jovem apresenta dois candidatos ao governo. Ao senado, apenas um filho e um enteado.
   O que foi oposição um dia, o MDB, depois do "P" de partido, PMDB, foi minguando e sofrendo alterações cutâneas. Tudo ficou casca grossa. A maioria se vendeu para a oligarquia local. Alguns até tentam trucidá-la, para ocuparem seu lugar e praticarem os mesmos atos. A propaganda do João Raimundo é fantástica. Fala de um "admirável mundo novo", onde o Ministério da Verdade é substituído pela Secretaria da Mentira. Nas duas chapas principais, 55 e 45, todos são amigos e traidores uns dos outros. Nas chamadas oposições, o que parece mais confiável, chama-se Janaína, uma senhora de número 54.
   Interessante que um estado tão moderno, produtivo e diversificado no cenário brasileiro, tenha apresentado candidaturas tão medíocres como em 2014.
Temos um burocrata-fazendeiro que não mostra suas vacas. E um contador, do outro lado, que não pode mostrar seu apartamento. Quando o eleitor não pode ver como e onde moram os candidatos do sistema vigente, é sinal de que o sistema está doente. Eles só podem mostrar o passado decente de seus pais.



TRE-SC rejeita representação de Dário Berger e Eduardo Moreira contra jornalista diz Moacir Pereira.

Leal Roubão
    O colunista político do Diário Catarinense, jornalista Moacir Pereira, divulga acórdão da Justiça Eleitoral sobre Cangablog:


Tribunal Regional Eleitoral rejeitou, por unanimidade, representação dos candidatos Dario Berger e Eduardo Moreira, do PMDB, contra o jornalista Sérgio Rubin, do Cangablog. O relator, juiz Fernando Luiz afirmou: “As críticas ácidas e em tom jocoso sobre candidatos, publicadas na internet, constituem propaganda eleitoral negativa. Todavia, não havendo ofensas, injúrias, calúnias ou difamações -elementos que não são tolerados pela legislação eleitoral -, não cabe a essa justiça especializada censurar jornalistas e internautas no exercício de sua livre expressão".

Campeche: MPF quer preservação do campo de aviação

 Ministério Público Federal propôs ação civil pública, com pedido de liminar, para garantir a preservação dos bens naturais e culturais do antigo Campo de Aviação do Campeche, na Capital.
    
Postal dos anos 20 do campo de aviação da praia do Campeche
O objetivo é transformar, por meio de efetiva participação da comunidade, o local em um parque, para que tenha uso adequado e sustentável. São também requeridos na ação a desocupação, tombamento e restauração dos imóveis existentes, entre os quais destaca-se o antigo casarão dos pilotos.

   A ação foi movida contra a União, Instituro do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Município de Florianópolis e Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) e abrange toda a área orginal do Campo, a qual compreende mais de 350 mil m². O Ministério Público Federal requer uma multa diária no valor de mil reais em caso de descumprimento por parte dos réus.

   A liminar visa a paralisação imediata de obras no local, assim como a suspensão de licenças ou autorização de quaisquer natureza que tenham sido concedidas, até que seja apresentado, em até seis meses, um estudo ambiental produzido por equipe multidisciplinar. O estudo deverá apresentar a caracterização ambiental, identificando, delimitando, descrevendo e analisando, inclusive historicamente, todas as áreas que compõem o local e que possuem valor natural, cultural, patrimonial e urbanístico.

   Saiba mais - a área do Campo de Aviação foi adquirida pela empresa Air France na década de 20, para utilização como pista de pouso para aviões do correio aéreo da Societé Latecoère, que percorria a linha Paris - Buenos Aires - Santiago. Ela seria um ponto de apoio da ligação entre o hemisfério Norte e o Sul. Juntamente com os aviões que sobrevoavam o Campeche, os moradores da localidade conviveram com o piloto francês da Compagnie Génerale Aéropostale (CGA) Antoine de Saint Exupéry, que se tornou mundialmente famoso como autor de "O Pequeno Príncipe".

   Com o início da 2ª Guerra Mundial, o serviço aéreo postal da empresa francesa foi interrompido e os pilotos, convocados para o esforço da guerra. Em 1944, o Governo Federal, por meio do Decreto Lei nº 6.870, de 14/9/1944, desapropriou a área e as benfeitorias (antigo prédio da estação de passageiros, construído nas décadas de 20 e 30 pela Air France) do Campo de Aviação do Campeche, passando o terreno para o domínio da União. Posteriormente, a área foi requisitada pelo Ministério da Aeronáutica e passou a servir para pouso dos aviões da empresa Panair do Brasil S.A. Com a construção do Aeroporto Hercílio Luz, no Bairro Tapera, o Campo de Aviação não foi mais utilizado para o pouso de aeronaves. 

(Assessoria de Comunicação Procuradoria da República em SC)

NO REINO UNIDO, “JOVENS” VIRAM "ASIÁTICOS”

Por Janer Cristaldo

Há mais de década tenho comentado que a imprensa européia, quando se trata de noticiar crimes ou vandalismo, em nome do politicamente correto evita chamar africanos de africanos, árabes de árabes ou muçulmanos de muçulmanos.

Paris, desde 2005, tem encontro marcado com o vandalismo a cada réveillon. São centenas de carros queimados, sob o olhar impotente da polícia. Em 2011, o alvo dos vândalos foi Londres. Ano passado, foi a hora e vez de Estocolmo. Por uma semana, bairros periféricos da cidade arderam em chamas, quando grupos de “jovens”, como dizem os jornais, saíram às ruas para botar fogo em containers, carros, quebrar vitrines e enfrentar a polícia a pedradas. A Europa não é mais o que foi. Em breve será a vez de Viena, Madri, Roma, Bruxelas. Nos próximos anos, a epidemia fará parte da normalidade do continente. Quem viver, verá.

O que espanta em tudo isso é que a imprensa evita nominar os “jovens”. Os responsáveis pela violência são invariavelmente árabes e africanos de segunda, terceira e quarta gerações e, o que é mais significativo, árabes e africanos muçulmanos. Em nome do politicamente correto e do multiculturalismo, os jornais se proíbem de dar nome aos bois.

Na ocasião dos distúrbios em Estocolmo, comentei a contenção dos jornais e das autoridades suecas, que só falavam em “jovens da periferia”. No mesmo ano, a Espanha também rendeu-se. Se os espanhóis, há cinco séculos, não hesitaram um segundo em expulsar “los moros” da península, hoje autoridades e jornalistas não ousam sequer nominá-los. Comentando os episódios de Estocolmo, El Paísescrevia:

Husby, donde empezó todo, es una zona de unos 12.000 habitantes en la que el 85% es inmigrante de primera o segunda generación. La chispa que encendió el fuego saltó allí, a 17 kilómetros al noroeste de Estocolmo, el pasado lunes 14. Un vecino de 69 años murió en su apartamento, abatido a tiros por la policía después de haber amenazado a los agentes con un machete. La tensión fue subiendo a lo largo de la semana hasta que el domingo pasado, entre 50 y 60 jóvenes comenzaron a quemar coches y cuando llegó la policía, se enfrentaron con los agentes lanzándoles piedras.

Imigrantes de primeira e segunda gerações. 50 ou 60 jovens. Que imigrantes? Que jovens? A Suécia, desde os anos 60, foi invadida por imigrantes de todos azimutes. Latinos, eslavos, chineses, hindus e, mais tarde, árabes e africanos. Alguém imagina um brasileiro, chileno, chinês ou indiano incendiando carros em Estocolmo? Não dá para imaginar. A violência é obra de negros e árabes muçulmanos. Desarraigados de sua cultura e sem conseguir integrar-se na cultura que os recebe, reagem com a única linguagem que dominam, a da violência.

Leia o artigo completo. Beba na fonte.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

El Tigre, mi perro loko, intimou-me acompanhá-lo

Foto by Les Paul
Por Mamute del Toro (Califórnia)

El Tigre, mi perro loko, intimou-me acompanhá - lo de LA a San Francisco. Iria, segundo me disse ao telefone, "atender" a alguns pedidos de celebridades a quem servira de motorista nas últimas quatro décadas. Disse-lhe: - Let's go. Sem problemas. Afinal, já havíamos corrido cada artéria e cada veia da Califórnia nos 70 e 80. Eu ficaria no lado Oeste nas últimas semanas do verão. O que não me disse o cão danado, meu velho amigo, era o 'naipe de ouro' que despejava em cada envelope que entregavámos a cada um dos famosos que visitamos em Calabassa, Santa Bárbara, San Luis Obispo, Carmel e San Francisco. Levamos mais de 10 horas em um trajeto que em 69 fizemos em 5 horas. Parecia 'Medo e Delirio'. El Tigre está velho, quase morto em sua idade indefinida e suas rugas vincadas pela solidão, pelo álcool e pela rotina sem esteios. Já provou todas as drogas e sobrevive àquelas (no plural) que escolheu como parceiras, aditivos e combustível para o resto de sua vida miserável entre celebridades que guia e guiou. Não parece anacrônico. Pelo menos sete das dez 'celebridades ' em cujas portas parou você já assistiu no cinema ou no sofá de sua sala. E veneram o cão danado. Um amigo chinês entregou - lhe em uma loja da Sunset Strip em Los Angeles o pacote repleto de pequenos pacotinhos. Domingo ensolarado, ninguém percebe sua presença. Só o asmodeu à espreita nas milhares de encruzilhadas de LA. Circundei a quadra do estúdio de tatoo aonde rolou a entrega no domingo à tarde da foto que ilustra o post. Fiquei na baratinha Alfa meio desconfortável com meus quase 1.85m. Quando El Tigre pulou sobre a porta da Alfinha conversível não perguntei-lhe o que era nem para quem era. Apenas recebi meu envelope com 5 mil bucks pelo serviço. Deixamos o cruzamento para Half Moon Bay à esquerda e seguimos por belas vicinais para o destino final: San Francisco. Ele me disse que Dashiell Hamett nos aguarda. Pior - não, melhor - é verdade.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A volta do Tio Bruda, maconha, Mujica e agronegócio

- Alô, alô, tio Canga!!!!

- Quem está falando, por favor? (putz, ligação internacional à cobrar!!!!)

- É o tio Bruda, tio Canga!!!!!!!! Aqui do Uruguay!!!!!

- Mas não é possível, véio! Depois de tanto tempo sumido, liga agora da Banda Oriental...e a cobrar ainda!

- Pois é, Tio Canga, a coisa tá meia encardida lá pela Serra. A situação ficou mais quente que frigideira sem cabo.

- Pois eu fiquei sabendo que ouve um entrevero brabo aí pela serra com o senhor. Andei até preocupado mas ninguém sabia do seu paradeiro, Tio Bruda!

- Olha, Tio Canga, o causo é meio complicado pra explicar. Mas pra encurtar a história vou lhe dizer que envolve uma chinoca lindaça, daquelas de apresentá prá mãe. Andei passando a linguiça na farinheira e a china já tinha dono. E pior, o elemento não era de brincadeira! Fui buscar lã e saí tosquedo!

- Sim, e aí te baldiaste pro Uruguay, Tio Bruda?

- Tio Canga, resolvi tirar uma temporada longe do ocorrido. Como quem joga e anda em égua nunca se aperta, resolvi visitar o meu cumpadre Mujica aqui no Uruguay.

- Mas de onde essa amizade, Tio Bruda?

- Mas isso vem de longe, Tio Canga. Desde quando o cumpadre Mujica era Tupamaro e vivia entocado nas tatuzeiras pelo campos do Uruguay. Uma vez me apareceu lá em Lages, mais ou menos na mesma situação que estou hoje. Só que ele fugia dos milicos daqui do Uruguay. Tava tão magro de fome, que a coaieira enrolava no espinhaço, pobre Mujica!

- Mas que coisa, Tio Bruda!!!!!!

- Tio Canga, recebi o paisano, dei pouso e bóia farta pro home e fizemos uma grande amizade. Se aquerenciou pela Serra, e foi ficando até a poeira baixar aqui no Uruguay. Quando se foi, quase me levou junto prá ajudá a derrubá aqueles milicos sanguinolentos. 

- E o senhor não foi "pelear" no Uruguay, Tio Bruda?

- Não, tio Canga. Na época eu tava encambixado com uma pinguanxa linda e cheia do tutú, ali da Coxilha Rica. E depois, como guaipeca não se mete m briga de cachorro grande, resolvi levar o amigo até Quaraí, na fronteira com o Uruguay e voltei correndo prá Lages. Mas prometi que um dia ia visitar o cumpadre no seu país.

- Tô começando a entender o sumiço, Tio Bruda! Foi pagar a promessa que fez para o Mujica. Mas não foi visitar quando ele estava na cadeia. Agora que o home é presidente fica mais fácil, né véio?

- Tio Canga, a formiga sabe a erva que corta. Agora eu pude chegar em Montevidéo com toda a segurança e conforto. O Mujica, mesmo como presidente, mantém aquela sua simplicidade que mostrou lá em Lages, só tá um pouco mais gordito. 

- Mas como foi o encontro, Tio Bruda?

- O Mujica foi me pegar na redoviária Tres Cruces. Tava de sandália de padre nos pé, e com aquele fusquinha azulzinho dele. Me levô prá casa e me fez um mocotó daqueles de colá os beiço!  Me apresentou até a Manoela, a sua cadelina de três patasQue home simples, Tio Canga!

- Tá, mas algum interesse comercial ou tá só fugido mesmo, Tio Bruda?

- Olha, Tio Canga, eu andei escutando essa conversa de liberação da maconha que o Pepe táva fazendo aqui no Uruguay e me interessei... pela parte do agronegócio. 
- Já imaginei até os campos da Coxilha Rica coalhado de erva do fuminho. O problema é o perfume, Tio Canga, não sei a vizinhança - que tu conhece - ia gostar!

- Mas, Tio Bruda, tá ficando louco, né? O senhor tá pensando em plantar maconha nas redodendezas das terra do governador Colombo e do Dário Berger? Isso não vai dar certo, Véio!!!!

- Tio Canga, macaco véio não põe a mão mão em cumbuca! Primeiro eu fui me informar do plantio, dos agrotóxicos, da seleção de semente e do mercado. Passei uma tarde inteira com os técnicos do Ministério da Agricultura, dentro Palácio Estévez, me inteirando bem do assunto. Tinha até umas amostras da tal marijuana. Me disseram que aquelas amostras eram da parteleira de cima! Coisa de luxo!

- Ah! Tio Bruda! Não vai me dizer que experimentaste maconha dentro do palácio!!!!!

- Tio Canga, eu táva lá prá conhece tudo! Aí me disseram "pode tomar mate que os micróbios são de casa", me atraquei! Achei que era que nem os paiêiro que a gente fuma no galpão e dei uma baita tragada de causá inveja naqueles castianos. E eles só me olhando!

- Mas e aí véio, que tal a maconha dos uruguaios?

- Tio Canga de Deus, prá encurtar a conversa, entrei num estado tal que nem avaliar a qualidade da coisa eu conseguia. Me deu vontade de tomar um ar fresco lá fora e fui saindo naquele passito de quem não quer peidar! Foi uma coisa de lôco, Tio Canga! Aprendi que o barato sai caro!

- Mas como o senhor vai plantar maconha aqui, se é proibido no Brasil, tio Bruda?

- Mas aí são outros quinhentos, Tio Canga! Esse negócio vai cair tão bem que nem chuva e roça de milho! Tô de olho na eleição da Marina. Imagina os Povos da Floresta, a Marina, o Paulinho Bornhausen e até o Gabeira, no poder, logo, logo o agronegócio vai entrar com tudo nesse mercado. As pessoas são que nem os indivíduo!

- Tio Bruda, o senhor vai ser eleito o Homem de Visão do Ano! Estou surpreso com o seu tino empresarial. Meus parabéns!

- Olha, Tio Canga, tô chegando por esses dias e já vou procurar o Raimundo. Vou adiantar o assunto prá ele. Pois, boi lerdo bebe água suja!

- Tá bom, Tio Bruda. Que bom falar com o senhor. Já estava com saudades. Volte logo e me traga uma provinha do produto do teu cumpadre Mujica. Vou desligar, se não tu vai me quebrar com essa ligação internacional a cobrar.

- Tu...tu...tu...tuuu!