sábado, 26 de abril de 2014

Esbulho Partidário – A derrocada dos caciques em seus conchavos

   
Por Eduardo Guerini
Em contagem regressiva para  apuração da fissura partidária em Santa Catarina. Quando caciques perdem a bússola.

   Na tradição partidária – existem dois tipos de partidos políticos: os partidos de massa  e os partidos de elite. A história política brasileira é permeada por partidos  que sonham com a  massa e acordam enredados na intrincada e flexível malha ideológica dos partidos de elite. Eis o dilema do PMDB – um partido que sonhava com as massas e acabou nos braços da elite – triste sina para militantes sonhadores, que se atrevem em falar de “carta programática”.

   Na atual conjuntura catarinense, e, por extensão, nacional,  os grandes partidos – palacianos ou não, revelam uma recalcitrante realidade, em suas “rumorosas transações”, em torno da governabilidade: tratam de negociar  tudo e todos, sem qualquer pudor ou ética. Neste interim, os programas políticos intermeiam-se com as narrativas policialescas, evocando a luta de fratrias mafiosas que decidem o destino de nosso  “governismo de coalização”. 

   O mergulho mítico de Ulysses, o nosso Guimarães, deixou lacunas históricas na arte de fazer a  “boa  política”. Nesse  atual esbulho partidário, contaminado por pragmáticos e oportunistas de ocasião – a derrocada de caquéticas lideranças em discurso senil,  eleva o  nível de cretinismo político nas convenções que garantir a continuidade da decrépita situação em Santa Catarina e no Brasil.

   Não sejamos  ingênuos,  na “jaula de ferro”, caciques despudorados na sanha de eterno governismo, não tem limites para negociação(sic). Triste cenário para catarinenses e brasileiros, de um passado em eterno presente, onde o futuro é o reflexo carcomido de sonhos que nunca existiram. E assim, antes mesmo de existir, o futuro imita o  passado,  na liquidada reeleição catarinense e brasileira.

   Que venham os abutres!!!



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