domingo, 6 de abril de 2014

O rebotalho da oligarquia


   Por Fernando Alencastro

   Santa Catarina vive o momento mais sórdido de sua História Política, depois do golpe militar de 1964. Está no poder o rebotalho da oligarquia.

   As sobras políticas, internas e externas, tentam copiar seus padrinhos. Tentam em vão, pois sem a formação primária do processo oligárquico, copiam sem jeito e sem vergonha, os caminhos de seus chefes.

   Entraram pobres na vida política e para mudarem de status, roubam mais e mais rápido. Criam cargos e situações mirabolantes para proteger filhos e parentes. Transformam o Estado numa carniça devorada urubulicamente. (Relativo aos urubus).

   Inventam programas, peças publicitárias, necessidades funcionais e cargos desnecessários.

   Tentam enganar uma juventude aliciada pelas operações pirotécnicas de final de ano, pelas corridas automobílisticas com as estrelas do cenário mundial, com os desfiles de modas, com os shows dos sertanejos ou dos pop-stars.

   Sucatearam os serviços públicos, comprimiram salários, transformaram o servidor público em Eremildos, os idiotas.

   Enganam a classe empresarial que produz mais para gerar mais tributos necessários à festa dos cretinos. Riem de suas próprias imbecilidades.

   O que foi um dia oposição, misturou-se ao pior engodo da representação política.

   Afora os breves momentos em que Pedro Ivo governou o Estado e Angela Amin a Capital, estivemos nos tentáculos de aranhas cujas teias se sobrepassavam, misturando o novo e o velho, transformando as oportunidades do Estado num consórcio de saqueadores cujo objetivo final é parecer, em vão, com os fundadores da oligarquia.

   Pobre Santa Catarina se sucumbir por mais quatro anos ao rebotalho da classe política.

4 comentários:

Anônimo disse...

Segundo comentários nas redes sociais vai dar polícia também na final do campeonato catarinense, entre Figueirense e Joinville. Tudo por conta de uma investigação onde dizem que o filho de um conhecido dirigente ganharia mesada e estaria favorecendo um dos times. Existem fotos correndo dele em campo e segundo informações, audio do mesmo no vestiário pressionando a arbitragem. O cara age como se fosse auxiliar técnico do Joinville, mas trabalha pra federação. VAI DAR CÔSA! Vão querer anular os jogos...

bonaster disse...

Não entendi, ou não quero entender o penúltimo parágrafo. O Autor pretende com ele tirar da reta Angela e Pedro Ivo? É isso mesmo?

Sergio Rubim disse...

Não pretende tirar ninguém da reta. O que diz é que foram os únicos eleitos sem compor com as oligarquias.

Anônimo disse...

Canga, tá certo que o Pedro Ivo não compactuou com as oligarquias, mas e a "tia"? A Angela foi para a política por conta do marido Esperidião, que por sua vez só foi para a frente na política por conta de compactuar com as oligarquias do Aderbal Ramos da Silva e Konder Bornhausen. Quem é que colocou Amin na prefeitura da Capital nos anos 70? O Konder Reis. Quem colocou o Amin na secretaria estadual dos transportes? O Jorge Bornhausen.
Sem a "ajuda" deste pessoal, o Esperidião não estaria na política hoje e consequentemente sua esposa Angela e certamente o João Amin.
Ou será que estou "viajando na maionese"?
Luciano