quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Maricotas de anunciação na província catarina virginal

   Por Eduardo Guerini
No enredo do início dos trabalhos legislativos, observando as “maricotas” da mídia provinciana em ato perlocutório para justificar as narrativas governistas diante de uma realidade contraditória. Entre uma descuidada pauta e trejeitos meigos, o poder monopólio dos colunistas é exagerada na Província Catarina Virginal.

   É Carnaval!!
   No período que fantasias e máscaras são tratadas como algo festivo, iniciou o ano legislativo catarinense. Neste momento em que autoridades solenemente proferem discursos efusivos com propostas surreais, os atos perlocutórios de alguns setores são tratados em tese, como a teoria da anunciação, evento que jamais será repetido pelas condições de sua produção, seja no tempo, no lugar, nos papeis de seus interlocutores e na produção de imagens. O enredo político catarinense segue a modorra existencial de distanciamento e falta de representatividade que assola a “canalha política” instalada no Planalto Central.

   Em que pese a excessiva pompa, a retomada do “árduo labor” de nossos notórios representantes do “poder legislativo”, a mídia provinciana e seus colunistas de política se esmeram em tratar algo rotineiro com pompa e festejo.  Assim, como se fosse m “MARICOTAS DE ANUNCIAÇÃO”, essa figura folclórica da cultura açoriana local, toma o espaço de forma mítica, com os trejeitos e descuidos esbarra desastradamente na produção de uma “agenda política” produzida nos bastidores palacianos do Governo Barriga Verde.

   Na tentativa de persuadir uma certa normalidade, o nossos vaqueiro que dramatiza e ordena o folguedo político, distribuiu carícias para as “MARICOTAS DE ANUNCIAÇÃO” que repercutem sem qualquer senso crítico “as cantorias”, na representação simbólica de “investimentos em obras” para garantir um “estado de graça” aos catarinenses.

   O problema central é que na Província Catarina Virginal, a arrecadação está ferida pela queda da atividade econômica, nem “Seo Doutô” e a “Benzedeira” conseguirão salvar os catarinenses da sanha fiscal de nossa “Bernunça Fazendária”, seja aqui na Planície, ou, lá no Planalto Central.

   Nesse enredo de atores envolvidos pelas cantorias palacianas e subserviência das “Vossas Insolências” no Palácio Barriga Verde, o verdadeiro “boi de pano” adoecido está morrendo, representando pelos servidores dos setores essenciais de atendimento ao povão que assiste pávido o rodopio do “vaqueiro” e as “maricotas” da mídia provinciana.

   A educação, a saúde, a segurança, o saneamento, a infraestrutura e seus servidores ressuscitarão diante do cenário de crise que foi lançado no “terreiro” do folguedo político catarinense neste turbulento ano de 2016??

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