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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Em entrevista, Gilmar confirma pressão de Lula

Eles se merecem...
    O ministro do Supremo Tribunal federal (STF) Gilmar Mendes passou o dia tentando evitar falar da polêmica causada com a matéria da revista Veja na qual ele contou a pressão que sofreu do ex-presidente Lula para adiar o julgamento do mensalão.
    Fervoroso defensor do julgamento, Mendes não queria polemizar com o ex-ministro Nelson Jobim, que depois da divulgação da matéria negou que a conversa tivesse sido no sentido de interferir no julgamento a ser feito pelo STF. O encontro entre Mendes e Lula ocorreu no escritório de Jobim, em 26 de abril, em Brasília.
    Ao conceder entrevista a Zero Hora no começo da tarde, Mendes demonstrou preocupação com o atraso para o início do julgamento e disse que o Supremo está sofrendo pressão em um momento delicado, em que está fragilizado pela proximidade de aposentadoria de dois dos seus 11 membros.

Confira o que disse o ministro em entrevista por telefone:
Zero Hora — Quando o senhor foi ao encontro do ex-presidente Lula não imaginou que poderia sofrer pressão envolvendo o mensalão?
Ministro Gilmar Mendes — Não. Tratava-se de uma conversa normal e inicialmente foi, de repassar assuntos. E eu me sentia devedor porque há algum tempo tentara visitá-lo e não conseguia. Em relação a minha jurisprudência em matéria criminal, pode fazer levantamento. Ninguém precisa me pedir para ser cuidadoso. Eu sou um dos mais rigorosos com essa matéria no Supremo. Eu não admito populismo judicial.
    Leia a entrevista inteira. Beba na fonte. 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

LAURITA NA WEB

Por Laurita Mourão

Querido Sergio, grande Canga !

     O jornal "O Globo" do dia 11 de agosto corrente, publica, como é de praxe às quintas-feiras, a sempre estupenda crônica do Luiz Fernando Veríssimo.


    Sob o título "O Espírito da Coisa" ele condena o ex-Ministro Jobim, um civil, de ter feito publicamente uso do uniforme militar parecendo não ter entendido que o "espírito da coisa" é justamente ter um civil ocupando a Pasta das Forças Armadas, e continua escrevendo: "A maior falha do Jobim como ministro, talvez se deva à sua envergadura. Se fosse um Ministro da Defesa menor vestindo aquela farda de campanha, o erro seria menos conspícuo" e continua mais adiante: "Acho até que, mesmo em missões no mato, o ministro deveria ir de terno e gravata. E vá lá de botas. Mas civis". 


     Já eu, como mulher, penso como o grande Proust que, no seu livro "Du Côté de Chez Swann", à página 123, da "Collection Folio Editions Gallimard, de 1954", opina que:
"Même les femmes, qui prétendent ne juger un homme que sur son physique, voient en ce physique l'émanation d'une vie spéciale. C'est pourquoi elles aiment les militaires, les pompiers; l'uniforme les rend moins difficiles pour le visage; elles croient baiser sous la cuirasse un coeur différent, aventureux et doux; et un jeune souverain, un prince héritier, pour faire les plus flatteuses conquêtes, dans les pays étrangers qu'il visite, n'a pas besoin du profil régulier qui serait peut-être indispensable à un coulissier".
(Tradução livre: "Até as mulheres, que pretendem julgar um homem apenas pelo seu físico, vêem nesse físico a emanação de uma vida especial. É por isso que elas amam os militares, os bombeiros; o uniforme os torna menos difíceis em relação à aparência; elas acreditam beijar, sob a couraça, um coração diferente, aventureiro e doce; e um jovem rei, um príncipe herdeiro, para fazer as conquistas mais lisonjeiras, nos paises estrangeiros que ele visita, não precisa do perfil regular que seria talvez indispensável a um civil"). 


     E termina o Veríssimo: "O Jobim, vestindo-se como soldado, mostrou que não tinha entendido o espírito da coisa, que é um Ministro da Defesa ser um civil, ou então estava apenas cedendo a um impulso juvenil e, neste caso, está perdoado."