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segunda-feira, 13 de julho de 2015

A grande farra dos progressistas...

Era uma vez...
Os compadres José Janene e o doleiro Alberto Youssef
...o reino encantado de José Janene. 

   Poderoso deputado progressista (PP), Janene escreveu o roteiro do Mensalão, escandalosa peça de corrupção que corroeu as entranhas do PT e do governo Lula e ainda reinou soberano, mesmo depois de morto. O Petrolão, "em cartaz" na delegacia da Polícia Federal do PR e na Vara de Lavagem de Dinheiro, dirigida pelo juiz Sérgio Moro, tem a sua assinatura.

   A mesma plataforma aplicada no Mensalão, quando o governo Lula corrompeu parlamentares para que se mantivessem fiéis ao governo petista, foi aplicado no Petrolão, só que em escala de proporções gigantescas. Os milhões roubados do povo brasileiro no Mensalão, hoje, no Petrolão, são fichinhas.

   José Janene começou a administrar o Petrolão em 2004, às vésperas da famosa entrevista, para a FSP, quando o deputado Roberto Jeferson (PTB) revelou o Mensalão que colocou o núcleo duro do PT na cadeia.

   Para articular, lavar e administrar a dinheirama que era distribuida para os vários reinos que apoiavam o trono central, agora com Dilma (PT), o "Seo José" confiou a missão ao seu fiel escudeiro e compadre, Alberto Yussef.

   Youssef, natural de Londrina (PR), mesma cidade de Janene, começou a vida vendendo pastel nas ruas da cidade, depois como "executivo de fronteira", fazia contrabando do Paraguai para o Brasil. Com as constantes viagens ao Paraguai, começou a mexer com dólares e a fazer câmbio até ser preso no escândalo do Banestado - (Banco do Estado do Paraná), por meio de contas CC5, facilitou a evasão de divisas do Brasil para paraísos fiscais, entre 1996 e 2002, na ordem de R$ 150 bilhões.

   No Petrolão, Youssef, sob o comando do "Seo José", sofisticou o esquema de lavagem de dinheiro. Além de enviar dinheiro para paraísos fiscais, montou uma série de empresas laranjas, de fachada onde intermediava pagamentos de propina e fechava contratos fraudulentos com empresas do governo.

   Em 2004, Youssef foi o primeiro criminoso brasileiro a inaugurar o estatuto de delação premiada. Agora, pilhado com um cofre abarrotado de dinheiro, acabou entregando a ligação com Paulo Roberto Costa, diretor da Petrobrás e um dos grandes operadores do esquema na Petrobras.

   Mais uma vez Youssef faz delação premiada e entrega todo o jogo de corrupção do governo do PT que envolve vários partidos da "base aliada" e envolveu contratos com a Petrobras que somam mais de R$90 bilhões.

   Abaixo reproduzo depoimento extraído do Termo de Colaboração prestado por Roberto Youssef na superintendência da PF em 14/10/2014.

Este depoimento, conseguido com exclusividade pelo Cangablog, é o único que trata sobre repasses de recursos a agentes políticos, detentores de foro privilegiado, encaminhado ao STF. Esta denúncia é especificamente sobre o esquema de corrupção montado dentro do Partido Progressista, por José Janene.

DE COLABORAÇÃO N° 14 – PRESTADO EM 14 DE OUTUBRO DE 2014, NA SUPERINTENDENCIA DA PF DE CURITIBA – PR.

Procurador: Gostaríamos que relatasse a sua relação com Paulo e o PP.
Youssef: Vou detalhar bem pra que você possa entender: O Partido Progressista ele tinha uma liderança de vinha desde a época do Seu José (Janene) e que num determinado momento esse grupo, que era do Seu José Janene perdeu a liderança.

Procurador: Que época mais ou menos?
Youssef: Final de 2011 começo de 2012, ou meio de 2011, eu não me lembro bem exatamente.  E nessa época o Nelson Meurer era o Líder  e o Nelson Meurer  caiu da liderança e um novo grupo passou a comandar o Partido e esse novo grupo era composto de Ciro Nogueira, Dudu da Fonte, Benedito de Lyra, Artur de Lyra que passou a ser o novo Lider.
Na verdade é o seguinte: quando o José Janene coordenava o Partido, então o Zé foi Lider, o Pizolatti foi líder o Mario Negromonte foi líder por quatro vezes, quatro anos seguidos e aí depois, em 2010 o Nelson Meurer entrou na Liderança. O seu José já não estava entre a gente, já tinha falecido e aí o Nelson Meurer assumiu a Liderança.

Procurador: O último Líder do grupo de Janene foi o Nelson Meurer?
Youssef: Foi o Nelson Meurer.

A rebelião contra o golpe
Procurador: O que aconteceu, que racha foi esse?
Youssef: Aconteceu que na verdade, depois que o seu José (Janene) faleceu, esse Grupo anterior, que era o Grupo do seu José, que era formado por Pizollatti, Mario Negromonte, Nelson Meurer, Pedro Correia, Pedro Henry, esse Grupo passou a não fazer repasses para o Partido, então começou a dividir entre eles, começou a enrolar o pessoal do partido, então o Partido se rebelou e tomou a liderança, inclusive tomou o Ministério das Cidades  do Mário Negromonte.

Procurador: Eles começaram o que, esse é dinheiro de propina, se apropriar do dinheiro da propina?
Youssef: É, começou a fazer repasses a menores, não repassava todo o mês, repassava a menor, começou a enrolar. E aí perderam a Liderança.

Procurador: Não repassava, ou seja se apropriava pessoa física, não repassava ao Partido?
Youssef: Com certeza porque o dinheiro chegava neles.

Procurador: Não repassava ao Partido?
Youssef: É. Repassava uns não repassava outros, começou meio a se dispersar nessa situação e consequentemente o Partido se rebelou. Perderam a Liderança, perderam o Ministério das Cidades e aí pediram uma reunião com Paulo Roberto Costa aonde participou dessa reunião Agnaldo Ribeiro, Dudu da Fonte, Arthur de Lyra e Ciro Nogueira.

Procurador: Quem solicitou a reunião?
Youssef: Foi o próprio Ciro Nogueira que hoje é o Presidente do Partido.

A troca de operador
Procurador: Solicitou pro senhor?
Youssef: Não, solicitou ao Paulo Roberto, e aí nessa conversa que eles tiveram com o Paulo Roberto explicaram que eles tinham tomado a liderança e que a parti de agora os negócios que eles tinham com a Petrobras, passariam a não ir mais para o outro grupo e sim para o grupo que tinha assumido a liderança e consequentemente pediram para o Paulo Roberto que mudasse o interlocutor também, no caso eu era o interlocutor. Pediram a minha mudança também

Procurador: Tem uma liderança formal perante a casa e uma liderança informal?
Youssef: É. A liderança informal sempre foi comanda pelo Ciro Nogueira. Ele sempre foi o articulador desse grupo todo aí com o Dudu da Fonte.

Procurador: Ciro Nogueira era o líder informal?
Youssef: É, tanto que depois virou presidente do Partido.

Procurador: De fato é ele quem é o manda chuva lá dentro?
Youssef: Sim. De fato foi ele que articulou toda essa mudança.

Dilma e Lula sabiam de tudo
Procurador: O Sr. pode afirmar se a presidenta sabia desse comissionamento antes desse racha no Partido ou não  sabia?
Youssef:  Na verdade eu acredito que o Planalto sabia, a Presidenta sabia, o ex-presidente sabia, todo mundo sabia o que acontecia. Mas enquanto não tinha discussão, não tinha brigas internas, enquanto isso não foi parar formalmente no Planalto então se fazia vista grossa. A partir do momento que isso passou a gerar discussões, intrigas e brigas Ela (Presidenta) foi obrigada a tomar uma decisão (exonerar Paulo Roberto Costa). Esse é meu entendimento.
 Enquanto você sabe o que está acontecendo e isso não gera discussões a coisa continua, tudo bem, mas a partir do momento que começa a sair de dentro de casa, começam a plantar notinhas em revistas umas coisas em jornais, aí já passa a ser um assunto de risco. No meu entendimento Ela (Dilma) achou melhor demitir (Paulo Roberto Costa), ou melhor, pedir que ele entregasse a sua renúncia.

Vazamento para a imprensa
Procurador: Que tipo de fator externo o Sr, falou?
Youssef: É que começou a discussão no Partido. Isso saiu pra fora do Partido. Começou sair algumas notas em revistas, jornais, a onde se atacou muito o Mario Negromonte, na época que era ministro, isso foi orquestrado pelo Ciro Nogueira. No primeiro momento eles tomaram a liderança, no segundo tomaram o Ministério das Cidades e quando eles foram pra se apropriar diretamente do cargo do Paulo Roberto Costa isso foi pra dentro do Planalto e não foi visto com bons olhos, e eu acho que isso gerou a queda do Paulo Roberto.

Procurador: Faltou aqui no começo que quando diz que era um grupo hegemônico que comandava o Partido Progressista. Desde quando era esse grupo?
Youssef: Desde 94.

Procurador:  Desde 1994, formado por Mario Negromonte.
Youssef : O Mário acho que veio depois. Na época era o José Janene, Pedro Correia, Pedro Henry, falecido Flávio Derns. O Mário veio depois. O Mário era PSDB e veio depois. O Ciro se não me engano era PSDB e veio depois, já na época, aí nos anos 2002.

A compra do passe
Procurador: O Ciro era do outro grupo.
Youssef: Em quanto o Zé (Janene) era vivo o Ciro respeitava, ele participava do grupo, tanto é que o Zé comprou o passe do Ciro Nogueira pra vim pro Partido. O seu José comprou na época, se não me engano, pagou 150 mil dólares e mais uma condição mensal, como outras pessoas também vieram para o Partido dessa mesma forma, quando se podia mudar de partido assim.

Procurador: O Sr. falou que o PP comprou o passe do Negromonte?
Youssef: Do Mário eu não me lembro se ocorreu isso, mas o Ciro Nogueira sim, com certeza, o seu José comprou o passe dele. Ele veio de outro partido. Como comprou o passe de outros também que eu não lembro os nomes.

Procurador: Quando que o Ciro passou pro Partido:
Youssef:  Eu acredito que tenha sido em 2002, eu não tenho exatidão.

Procurador: Então essa alternância do poder ali ocorreu um pouco depois do falecimento do José Janene?
Youssef: Um pouco pelo falecimento do Janene e outro pouco da displicência do novo líder, no caso o Mário Negromonte, Nelson Meurer, Pizolatti. Eu acho que eles passaram a cuidar mais da questão pessoal deles e deixaram um pouco o Partido de lado e isso comprometeu a hegemonia e a liderança.

Procurador: Qual era a contrapartida desses pagamentos?
Youssef: Votação, eleição do líder, Comissão perante a Câmara, Comissão de Minas e Energia. 
  
A entrega do dinheiro
Procurador: Onde o Sr. entregava o dinheiro:
Youssef: Entregava no apartamento do Pizolatti, entregava na residência dele, de origem, no caso em Camboriu o  Pizolatti, Nelson Meurer em Curitiba,  Mario Negromonte  em Salvador na Bahia, mas a maioria foi entregue em Brasília mesmo, no apartamento do Pizolatti.

Procurador: Apartamento funcional?
Youssef: Funcional.

Procurador: Gostariamos que o Sr. Detalhasse questões relacionadas aos pagamentos direcionados ao Partido Progressista.
Youssef: Na verdade a gente já abrangeu esse tema no Termo anterior a esse, se não me engano foi o termo 14 ou 15, mas eu vou detalhar  um pouco mais esse assunto na questão de valores, por exemplo: quem comandava a alta cúpula tinha participação maior dos valores arrecadados, no caso José Janene,  Mário Negro Monte, João Pizolatti, Neuson Meurer, esses tinham maior valores. O restante, mensalmente funcionava na questão de , tinha deputados que recebiam 30 por mês e tinham deputados que recebiam 150, de 30 a 150.

Procurador: Conforme a importância?
Youssef: Conforme a importância política de cada deputado. E com isso o Partido tinha que arrecadar durante o mês em torno de 3 a 4 milhões para que pudesse suprir todos esses pagamentos.
Porque que era feito isso: justamente para manter a governabilidade e a bancada perto pra que pudesse contar junto com a base aliada do governo e não votasse contra. Na verdade esses pagamentos eram referentes a isso.

Procurador: Isso só da Petrobras. Era o Banco do PP geral assim, ou era so da corrupção  da Petrobras?
Youssef: Normalmente só da Petrobras. As vezes vinha alguma coisa de outro setor, mas era muito difícil.

Procurador: O PP também tinha ministérios,  não tinha?
Youssef: Tinha, o Ministério das Cidades.

Procurador: E lá também a corrupção fazia festa.
Youssef: Era outra operadora.

O preço da liderança
Procurador: Mas também tinha distribuição de mensalão?
Youssef: Com certeza alguma coisa acontecia. Além dos pagamentos para influenciar nas votações da Câmara, eram também pra, quando tinham as exceções, quando havia a eleição do líder, todo ano, também esse líder quando fazia a campanha, na verdade também pagava por isso. Então a eleição de líder custava em torno de 4 a 5 milhões todo ano.

Procurador: Lider dentro ad Câmara?
Youssef: Lider do Partido na Câmara.

Procurador: O Partido comprava então os votos?
Youssef: Na verdade se a pessoa quisesse manter  a liderança tinha que pagar por isso, pra ter o apoio dos outros deputados.

Doleiro elegia líder
Procurador: Houve caso específico de candidatos?
Youssef: Houve, vários. O jota elegeu o Mario Negromonte 4 vezes líder, elegeu o Pizolatti líder. Eu elegi Nelson Meurer líder depois que o José Janene morreu, através dessa mesma sistemática.
Eu não distribui. Eu conheci o valor pra que o Nelson Meurer pudesse comprar os votos par que ele pudesse se eleger.
A eleição do Lider custava em torno de 4 milhões. É muito simples, se a pessoa quiser ter 100% dos votos, 40 deputados a 100 mil reais cada voto, 4 milhões. Ou em caso que tivesse trinta e poucos votos, mas ai tem aquela pessoa que quer 150 mil, outo quer 50 mil, outro quer 200 mil.

Procurador: E isso replicava em torno dos outros partidos?
Youssef: Eu acredito que sim.

Procurador: Os da alta cúpula quanto recebiam?
Youssef: Em torno de 250 a 350 mil reais mensais. No caso do seu José muito mais.

Procurador: Mais tinha cara que não topava o esquema, o Bolsonaro aquela outra lá, como é o nome dela?
Youssef: Bolsonaro não, Ana Amélia também não.Tem mais exceções no PP, eu não lembro o nome.

Procurador: É bom por os honestos, depois traz a lista, de cabeça não dá. Esses que o Sr. diz ter certeza que recebia é por que pagou diretamente?
Youssef: Não, eu via na lista do Lider. Na verdade quem começou com tudo isso foi o Janene,  depois passou o Mario Negromonte quatro vezes na liderança, passou o Pizolatti duas vezes na liderança, passou o Nelson Meurer uma vez na Liderança.

Procurador: O eu era o controle, essa lista que o Sr. Fala?
Youssef: Na verdade era um controle que o líder fazia.

Procurador: Como que o Sr. viu isso?
Youssef: Eu como operador ele vinha com a lista, chagava pra mim e falava “ó preciso de tanto em Brasilia tal dia, ta aqui ó fulano tanto, sicrano tanto, beltrano tanto”.

Procurador: Ele ia no teu escritório lá em São Paulo?  
Youssef: Ele também ia no meu escritório lá em são Paulo, mas quando eu tava em Brasilia mesmo, na casa dele.

Procurador: Quem era ele?
Youssef: João Pizolatti.


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Sob pressão, ministro libera mensalão para julgamento

    O ministro Ricardo Lewandowski concluiu ontem a revisão do processo do mensalão e liberou os autos do caso, permitindo que o julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) comece em 2 de agosto, um dia depois do prazo inicialmente previsto.
    Na segunda-feira, Lewandowski disse à Folha que tinha até sexta-feira para concluir a análise do caso e queixou-se do presidente do tribunal, Carlos Ayres Britto, que o alertara por escrito para o risco de atrasos se não devolvesse os autos logo.
    Em mais uma demonstração de insatisfação com a cobrança que sofreu, Lewandowski afirmou ontem que fez a revisão “mais curta da história do Supremo”. “A média para um réu é de seis meses”, afirmou, lembrando que o mensalão tem 38 réus. “Eu fiz das tripas coração para respeitar o que foi estabelecido.” (do Blog do Pannunzio).
Leia mais. Beba na fonte.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Em entrevista, Gilmar confirma pressão de Lula

Eles se merecem...
    O ministro do Supremo Tribunal federal (STF) Gilmar Mendes passou o dia tentando evitar falar da polêmica causada com a matéria da revista Veja na qual ele contou a pressão que sofreu do ex-presidente Lula para adiar o julgamento do mensalão.
    Fervoroso defensor do julgamento, Mendes não queria polemizar com o ex-ministro Nelson Jobim, que depois da divulgação da matéria negou que a conversa tivesse sido no sentido de interferir no julgamento a ser feito pelo STF. O encontro entre Mendes e Lula ocorreu no escritório de Jobim, em 26 de abril, em Brasília.
    Ao conceder entrevista a Zero Hora no começo da tarde, Mendes demonstrou preocupação com o atraso para o início do julgamento e disse que o Supremo está sofrendo pressão em um momento delicado, em que está fragilizado pela proximidade de aposentadoria de dois dos seus 11 membros.

Confira o que disse o ministro em entrevista por telefone:
Zero Hora — Quando o senhor foi ao encontro do ex-presidente Lula não imaginou que poderia sofrer pressão envolvendo o mensalão?
Ministro Gilmar Mendes — Não. Tratava-se de uma conversa normal e inicialmente foi, de repassar assuntos. E eu me sentia devedor porque há algum tempo tentara visitá-lo e não conseguia. Em relação a minha jurisprudência em matéria criminal, pode fazer levantamento. Ninguém precisa me pedir para ser cuidadoso. Eu sou um dos mais rigorosos com essa matéria no Supremo. Eu não admito populismo judicial.
    Leia a entrevista inteira. Beba na fonte. 

domingo, 20 de maio de 2012

Segredos de Cavendish preocupam PT e seus aliados

Acusada de irregularidades e pagamento de propina, a construtora Delta, uma das maiores do país, agoniza. Nos bastidores, seu dono ameaça revelar segredos que comprometeriam políticos e outras grandes empreiteiras

Da revista Veja
 
Blefe? - Fernando Cavendish, proprietário da Delta, tem enviado recados a grandes empreiteiros e políticos sobre o risco de surgirem revelações envolvendo caixa dois e dinheiro para campanhas eleitorais (Cristiano Mariz e Oscar Cabral)
  Otávio cabral e Daniel Pereira

    É absolutamente previsível a explosão que pode emergir de uma apuração minuciosa envolvendo as relações de uma grande construtora, no caso a Delta Construções, e seus laços financeiros com políticos influentes. A empreiteira assumiu o posto de líder entre as fornecedoras da União depois de contratar como consultor o deputado cassado José Dirceu, petista que responde a processo no Supremo Tribunal Federal (STF) no papel de "chefe da organização criminosa" do mensalão. Além disso, consolidou-se como a principal parceira do Ministério dos Transportes na esteira de uma amizade entre seu controlador, Fernando Cavendish, e o deputado Valdemar Costa Neto, réu no mesmo processo do mensalão e mandachuva do PR, partido que comandou um esquema de cobrança de propina que floresceu na gestão Lula e só foi desmantelado no ano passado pela presidente Dilma Rousseff. A empreiteira de Cavendish é dona da maior fatia das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e tem contratos avaliados em cerca de 4 bilhões de reais com 23 dos 27 governos estaduais. Todo esse império começou a ruir desde que a Delta foi pilhada no epicentro do escândalo envolvendo o contraventor Carlos Cachoeira. Se os segredos de Cachoeira são dinamite pura, os de Cavendish equivalem a uma bomba atômica. Fala, Cavendish!


     Na semana passada, a CPI do Cachoeira aprovou a convocação de 51 pessoas e 36 quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico. Os números foram festejados pela cúpula da comissão como prova inconteste da disposição dos parlamentares para investigar os tentáculos da máfia da jogatina nos partidos políticos, na seara das empreiteiras e na administração pública. Sob essas dezenas de votações, no entanto, esconde-se a operação patrocinada pelo ex-presidente Lula e alguns políticos para impedir que a bomba atômica de Cavendish seja detonada. A estratégia é enaltecer as convocações e quebras de sigilo relativas a empresas e personagens já fartamente investigados pela Polícia Federal. Assim fica mais fácil despistar as manobras para evitar que Cavendish conte tudo — mas tudo mesmo — o que sabe sobre como obter obras públicas pagando propinas a pessoas com poder de decisão nos governos. Investigar a Delta, aliás, foi considerada a tarefa prioritária pelos próprios delegados da Polícia Federal que prestaram depoimento à CPI. Eles disseram que desvendar os mecanismos subterrâneos de concessão de obras públicas no Brasil seria o maior legado da CPI. Fala, Cavendish! Leia matéria completa. Beba na fonte.

Tiro no pé

A blindagem de Cabral pode se transformar em uma faca de dois gumes

    Merval Pereira, O Globo

    O flagrante da mensagem do deputado petista Cândido Vacarezza garantindo imunidade ao governador do Rio, Sérgio Cabral, é mais uma confirmação de que essa CPI do Cachoeira está se revelando o maior erro dos últimos tempos do grupo político que está no poder.

    Convocada estranhamente pela maioria governista, a CPI tinha objetivos definidos pelo ex-presidente Lula e pelo ex-ministro José Dirceu: apanhar a oposição com a boca na botija nas figuras do senador Demóstenes Torres e do governador de Goiás, Marconi Perillo, e desestabilizar o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, responsável pela acusação dos mensaleiros no julgamento do Supremo Tribunal Federal.

    De passagem, queriam certos petistas criminalizar a revista “Veja” para criar um clima político que favorecesse a aprovação de uma legislação de controle da mídia, como vêm tentando, sem sucesso, desde o início do governo Lula. Leia tudo. Beba na fonte.


Sérgio Giron deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Tiro no pé": Grande Cangita. Que pegaram o Vacarezza fazendo M tá certo e bem feito, mas pô, o que fala este merdal pereira não dá pra levar fé!!!
Giron 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

ELES QUEREM APAGAR O MENSALÃO

Da Veja:
Com o julgamento do mensalão pelo Supremo a caminho, os petistas lançam uma desesperada ofensiva para tentar desviar a atenção dos crimes cometidos por eles no que foi o maior escândalo de corrupção da história brasileira
Cartilha Stalinista: Rui Falcão, presidente do PT (ao lado), e Marco Maia, presidente da Câmara: para tentar apagar os crimes cometidos por petistas no mensalão, a ordem é mentir até parecer verdade
     Daniel Pereira e Hugo Marques 

    Josef Stalin, o ditador soviético ídolo de muitos petistas, considerava as ideias mais perigosas do que as armas e, por isso, suprimiu-as, matando quem teimava em manifestá-las.
    O PT até que tenta se arejar, exercitar certo pluralismo, mostrar respeito às leis e conduzir as instituições do país que ele governa não como propriedade particular do partido, mas reconhecendo-as como conquistas da sociedade brasileira. Mas basta uma contrariedade maior para que o espírito de papai Stalin baixe e rasgue a fantasia democrática dos petistas parcialmente convertidos ao convívio civilizado.
    A contrariedade de agora é a proximidade do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da maior lambança promovida pelos petistas com dinheiro sujo, que produziu o escândalo entronizado no topo do panteão da corrupção oficial brasileira com o nome de mensalão.
    Sussurre esse nome aos ouvidos de um petista nos dias que correm e ele vai reagir como se uma buzina de ar comprimido tivesse sido acionada a centímetros de seus tímpanos. A palavra de ordem emanada do comitê central sairá automaticamente: “Isso é invenção da oposição e da imprensa!”.

Mantra repetido por ministros atá capangas pagos com dinheiro público na internet
    Como formigas guiadas por feromônios, os militantes de todos os escalões, de ministros de Estado aos mais deploráveis capangas pagos com dinheiro público na internet, vão repetir disciplinadamente o mantra de que o mensalão “foi uma farsa”.
    Ele vai ser martelado sobre os cinco sentidos dos brasileiros na tentativa de apagar os crimes cometidos pelos petistas e, seguindo a cartilha stalinista, fazer valer as versões sobre os fatos, transmutar culpados em inocentes e, claro, apontar bodes expiatórios como responsáveis pelas próprias misérias morais que eles infligiram ao país, a si próprios e a sua reputação, firmada quando na oposição, de paladinos da ética.
    Esse processo perverso de reescrever a história está em curso em Brasília, em pleno século XXI. Sua mais recente iniciativa é a iminente instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Congresso Nacional, a primeira do governo Dilma Rousseff. 

Leia tudo. Beba na fonte.