sexta-feira, 15 de julho de 2016

Niza: nos jornais, o retrato do terror


   O terror atacou na noite de quinta-feira (14) um dos grandes símbolos da França e das sociedades europeias: o calçadão no centro da cidade de Nice, na paradisíaca Cote d´Azur, na hora em que milhares de pessoas se reuniam para ver os fogos de artifício do Dia da Bastilha, que é o dia nacional francês, conhecido pelas três palavras que o terrorismo odeia: liberdade, igualdade e fraternidade. O correspondente Pedro Vedova tem, de Londres, os últimos detalhes do atentado praticado com um caminhão pesado.

    Já são 80 mortes nesse ataque com um caminhão enorme e 15 em situação crítica. Autoridades falam que esse homem disparava enquanto atropelava pessoas. Segundo a BMFTV, há corpos com marca de tiro. Testemunhas disseram que ele fazia zigue-zagues para matar mais gente possível. O ministro do Interior da França confirmou que não houve reféns.


   Leia mais no Globo 

Video mostra o momentoi do ataque da polícia ao motorista do caminhão:

quinta-feira, 14 de julho de 2016

"Há derrotas que comprometem menos que vitórias"



   Michel Temer ligou para Espiridião Amin - que recebeu 36 votos no primeiro turno - para saudá-lo pela participação e dizer que a eleição "ajudou a descomprimir a Casa".
O deputado foi dormir com sentimento de dever cumprido. "Há derrotas que comprometem menos você do que algumas vitórias."
   Será um recado para Rodrigo Maia?

Lula, Moro e o cofre


   Os investigadores da Lava Jato pediram a Sérgio Moro que intime a defesa de Lula a explicar a origem dos objetos guardados em um cofre de banco em São Paulo, informa o Estadão.
   As 23 caixas que contêm "presentes" recebidos por Lula foram apreendidas na Operação Alethea, 24ª fase da Lava Jato.
   

   Moro ainda não se manifestou. Do Antagonista)

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Qual o valor das acusações contra Cunha?



Levantamos as quantias envolvidas nos principais esquemas de corrupção dos quais o ex-presidente da Câmara dos Deputados é acusado de participar; assista à animação

   No último dia 7, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renunciou à presidência da Câmara dos Deputados. Ele estava afastado do cargo desde 5 de maio por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que também suspendeu por tempo indeterminado seu mandato como parlamentar.
   Eleito presidente da Casa em fevereiro de 2015, o peemedebista se tornou alvo de investigações depois que seu nome começou a ser citado por delatores da Operação Lava Jato.
   A Pública fez um levantamento das acusações mais recentes envolvendo Eduardo Cunha. Elas o transformaram em réu em duas ações penais no STF e motivaram a criação de inquéritos e denúncias contra o político.

   Navios-Sonda

   A primeira ação penal contra Cunha, aberta no STF em março deste ano, baseia-se na acusação de que ele teria recebido, entre 2010 e 2011, US$ 5 milhões (cerca de R$ 16,4 milhões) do lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, para convencer o também lobista Júlio Camargo, ex-representante da Samsung, a retomar um pagamento de propinas que havia sido suspenso. O dinheiro advinha da contratação, por parte da Petrobras, de dois navios-sonda da Samsung em 2005 e 2006 para a exploração de campos de petróleo na África e no Golfo do México. No STF, a defesa de Cunha disse que não há provas.
   A segunda denúncia, transformada em ação penal pelos ministros em junho, indica que o deputado afastado teria recebido cerca de R$ 5,2 milhões em propina no processo de aquisição, pela Petrobras, de um campo petrolífero em Benim, na África. A Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que o dinheiro foi escondido em contas bancárias da Suíça e financiou artigos de luxo para Cunha e a família, mas o ex-presidente da Câmara se disse “inconformado” com o acolhimento da denúncia.

   Porto Maravilha

   Uma terceira denúncia contra Cunha foi feita pela PGR e corre em segredo de justiça. A investigação gira em trono de uma propina de R$ 52 milhões pelos contratos do Porto Maravilha, propagandeado como um dos grandes legados da Olimpíada no Rio de Janeiro. Em delação premiada na Lava Jato, Ricardo Pernambuco Júnior, dono da Carioca Engenharia, revelou que empresas ligadas às obras deveriam pagar o valor ao peemedebista, do qual ele ficaria responsável por R$ 13 milhões.
   Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal, também em delação premiada que corre em sigilo, disse que o dinheiro era pago mediante liberação de recursos do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), administrado pela Caixa, para empreiteiras envolvidas. Cunha disse desconhecer o teor da delação e mais uma vez disse que nunca recebeu “vantagem indevida de nenhuma natureza”.

Leia matéria completa. Beba na fonte.



segunda-feira, 11 de julho de 2016

ATOCHA NO CONTRIBUINTE


Por Eduardo Guerini
Contando os gatos pingados no revezamento da passagem da Tocha Olímpica e os gastos públicos para um espetáculo bizarro proporcionado na série de saltos e sobressaltos invertidos nas prioridades municipais catarinenses.
    
   A transmissão da passagem da “Tocha Olímpica” pelas cidades do Brasil, e, especialmente em Santa Catarina proporcionou ao cidadão incauto e desavisado um momento de reflexão.
 

   A chama olímpica que relembra a lenda do roubo do fogo por Prometeu, poderia iluminar os amáveis mortais diante do show de bizarrices que a Olimpíada no Rio -2016 está produzindo num Estado brasileiro em colapso.

   Não se trata de impedir as vaidades individuais e empresariais do evento internacional que demonstrou, tal como a Copa do Mundo de 2014, que as prioridades de nossos governantes tinham um objetivo certeiro no consórcio do roubo e desvio de recursos públicos, dar saltos ornamentais na legislação brasileira para enriquecer burocratas partidários e empresários das grandes empresas de construção.

   Enquanto municípios, em estado de penúria existencial, mal conseguem manter serviços essenciais, desloca-se um séquito de segurança e estruturas para uma fulminante passagem, com audiência máxima de algumas centenas de habitantes, com distribuição de alguns brindes ridículos de patrocinadores que ganharão publicidade na emissora oficial do evento. Na passagem catarinense, a Tocha Olímpica não empolgou muita gente, mas garantiu que escassos recursos fossem dispensados para um revezamento sem nexo.

   Assim, os atletas e convidados a revezar a Tocha Olímpica pelos municípios catarinenses acumpliciados pela situação, produziram indiretamente mais uma bizarrice de nossa Sucupira provinciana, um festejo que direciona parcos recursos públicos, indesejados pela municipalidade, para um momento único da crise fiscal brasileira. Enquanto a Tocha passava, os ministros da área econômica preparam mais um pacote que ATOCHA O CONTRIBUINTE!!

   O sonho olímpico poderá transformar o Brasil num Estado de Calamidade Pública permanente!!!

CPI investigará roubalheira na Lei Rouanet

   A Câmara dos Deputados criou nesta segunda-feira (11) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar irregularidades na Lei Rouanet. O ato foi assinado pelo presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA).   “Vamos passar a limpo toda a isenção tributária da Lei Rouanet, para que o Brasil saiba quem defende a verdadeira cultura neste País e quem, além de viver de maneira farta com os recursos público, ainda cobram ingresso, recebendo assim, duas vezes o dinheiro do povo brasileiro em nome da cultura”, disse Sóstenes Cavalcante, autor do pedido de criação da CPI.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Alemanha 7 X 1 Brasil! Dois anos da humilhação!

- Durante o intervalo, falei com cada um dos jogadores, exigindo que evitassem uma arrogância para com os derrotados. Para mim, era importante não humilhar os brasileiros - disse Joachim Löw, técnico da seleção alemã.




Mais um processo de Dario Berger

Ex-prefeito de São José responderá por dispensa indevida de licitação

Segundo ação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Dário Berger contratou diretamente uma empresa na época em que ocupava o cargo de prefeito de São José, causando prejuízo aos cofres públicos do Município.

    O ex-Prefeito de São José Dário Elias Berger e o ex-Secretário de Educação e Cultura do mesmo município Fernando Melquíades Elias responderão judicialmente por dispensa irregular de licitação. Segundo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que atende recurso do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), eles devem apresentar defesa perante a Vara da Fazenda Pública da Comarca de São José.
   Os dois foram alvo de ação civil pública do Ministério Público em 2002, que visava apurar irregularidades em convênio firmado por Berger, como Prefeito, e Melquíades, como Secretário Municipal da Educação e Cultura, com a Agência Acadêmica de Turismo (Acatur), gerida pela Fundação de Extensão e Pesquisas Educacionais (Funpex) da Fundação Universidade do Vale do Itajaí (Univali), para a viabilização de uma viagem de professores do Município à ilha de Açores, em Portugal. O ato tinha como objetivo promover o aperfeiçoamento dos educadores e intercâmbio cultural entre os países.
   A contratação da empresa, porém, foi feita sem processo licitatório, ficando a cargo da Prefeitura a destinação dos recursos e a execução do Projeto de Intercâmbio Cultural, e a Funpex ficou responsável por organizar as viagens (traslados, alojamentos e alimentação dos passageiros) e executar o pagamento de todas as contas necessárias para a realização do deslocamento. O convênio foi firmado no valor de R$ 185 mil, arcados com dinheiro da administração municipal.

Leia matéria completa. Beba na fonte.

Do Super Cinema

Dando VIDA em 3D a antigas fotografias históricas, trabalho FANTÁSTICO de tirar o fôlego. Assista

quarta-feira, 6 de julho de 2016

A moment in México

   Descanso em trip é dinheiro jogado fora.
   Aí falei pro Ramiro Rubim: - 3 pés, final de tarde, maré seca, sem vento ,vamo toca pra água , vai té.... 

  O Ramiro boto fé e o Rodrigo Kiko Bungus Ferreira foi pra fazer o registro da valinha sem ninguém, abençoada e divertida.
  Com: Kikomangawax Iozzi , Puerto Escondido , C.E.L. , Ballangh Surf Wear.



Fabiano Piruca Godinho e o surfista profissional Ramiro Rubim , brincando em um final de tarde sem ninguém na água em Barra de la Cruz, México.
Registro: Rodrigo KIKO Bungus e seu assistente, o Bala Perdida, Ediney.

Bom dia! Feliz sexta...

terça-feira, 5 de julho de 2016

Coisas da vida...


   Tempos atrás, fomos na casa de uma amiga da minha filha, Isadora. Pessoa querida, filhos idem, leves, educados, casa maravilhosa, espaço amplo, livre, na beira da praia. 
   O cozinheiro era eu. Picanha de forno em camisa de sal grosso finalizada na manteiga. Show!
   Almoçamos em uma grande mesa de madeira maciça, aliás, como todos os móveis da casa. Varanda ao ar livre, suspensa acima do terreno. Na frente...o mar.
   Passamos lo más bien. Crianças na volta, conversa farta fluindo naturalmente, enfim...maravilha.
   De repente, vi a amiga apagar um cigarro no grande vaso de argila que abrigava um belo alecrim. Achei o ato meio bizarro, e, franco como sou, declarei minha surpresa e contrariedade. Grosseria de "super cincero". Afinal, a casa é dela e pode fazer ali o que quiser. 
   Depois de falar, me desculpei e tudo ficou na farra, "de boa"!
   Hoje, quando cheguei em casa, à noite, liguei para a minha filha que, casualmente, estava na casa da amiga. Mandei um grande abraço e aí...surpresa!
   A amiga mandou dizer que desde aquele dia, da minha "grosseria", ela nunca mais fumou!!!!!!!

   Fique feliz com a atitude decorrente daquele meu gesto impensado. Fico pensando sobre o que aconteceu naquele dia. Se não tivesse havido aquela situação, a amiga ainda estaria fumando?

   A vida tem dessas coisas...

Um corrupto ponta rfirme


   A delação do ex-deputado do PP, Pedro correia, no processo de delação premiada da Lava Jato, foi uma das mais demoradas.
   Pedro Correia falava, falava, contava, contava...mas não contava tudo!
   Em determinado momento, os procuradores federais encarregados de interroga-lo, se irritaram com seus segredinhos e deram um ultimato ao ex-deputado, um dos criadores do Mensalão.
   Por uma questão de "ética" de amizade, Pedro Correia se negava a entregar outros dois comparsas na roubalheira do Petrolão: o catarinense João Pizzollati (PP), e o deputado alagoano, Arthur de Lyra (PP).

   Esta e outras histórias curiosas estão no livro do jornalista Vladimir Netto, "Lava Jato - O juiz Sergio Moro e os bastidores da operação que abalou o Brasil"
   No livro, Vladimir, que é filho da jornalista Mírian Leitão, conta os bastidores da maior e mais famosa operação policial contra a corrupção que já aconteceu no Brasil.


segunda-feira, 4 de julho de 2016

CRISE: Brasil, um país sem tornozeleira!


  Parece piada mas é verdade! 

  Faltam tornozeleiras no Brasil. Aquela pecinha que se coloca em volta do tornozelo dos meliantes, para monitoramento da polícia, quando em prisão domiciliar. Já são 19 mil detentos usando o equipamento no Brasil.

  A indústria de tornozeleiras cresce exponencialmente.
A economia de custos para o poder público ajuda a explicar a disseminação. Enquanto o custo mensal por monitorado varia de R$ 167 a R$ 660 (média de R$ 301), no sistema prisional o gasto por detento vai de R$ 1.800 a R$ 4.000.


  Ironia do destino
  Recentemente um tal desembargador, Ivan Athié, mandou soltar o empreiteiro Fernando Cavendish, o famoso "bicheiro", Carlinhos Cachoeira, e toda a turma presa na Operação Saqueadores, da Polícia Federal. Todos ladrões de milhões de dinheiro público, mas com regalias da justiça, sempre.

   Por ironia do destino, os meliantes, em vez de ir para casa, foram para o presídio de Bangu 8. Motivo: falta de tornozeleira. Talvez a crise econômica, causada pelos próprios ladrões, macomunados com os governos petistas e políticos em geral, tenham causado a "carestia" de tornozeleiras.

 Hecha la ley hecha la trampa!

 O ditado acima, muito usado na fronteira do Uruguay, avisa: feita a lei, feita a burla!
   E o brasileiro, um povo muito criativo, é especialista em criar artifícios para burlar a lei.

   Recentemente uma equipe da Polícia Rodoviária Federal prendeu, em Porto Alegre, dois homens em um carro com placa clonada. Um deles tinha uma tornozeleira envolta em papel alumínio para bloquear o sinal emitido pelo aparelho.
   Em Minas Gerais, a Assembleia Legislativa do Estado estava investigando denúncia de venda de lacres das tornozeleiras dentro da unidade de monitoramento.

  Empreendedores
  Com a grande quantidade de políticos e "gente fina" sendo presas por corrupção, um grupo de empresários se prepara para lançar tornozeleiras com grife, customizadas, com detalhes em ouro e até com brilhantes.
  Capas de oncinha, também estão na lista dos novos produtos.

   Esse país não existe!!!!!!!!!  

 

Luiza Brunet mostra foto de hematoma após agressão

   “A maquiagem forte esconde o hematoma da alma”, postou a atriz nas redes sociais após a agressão.
Luiza Brunet, 54 anos, foi espancada pelo ex-companheiro, o empresário Lírio Albino Parisotto. Ela revelou ter sofrido uma série de agressões de seu companheiro na madrugada do dia 21 de maio.

   Na ocasião, ela pegou um voo direto para o Brasil. A queixa foi representada no Ministério Público de São Paulo com o laudo de corpo de delito do IML feito por ela. Relembre aqui todo o caso. (Do Catraca Livre)

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Dono da RBS/SC agride Luisa Brunet em New York

    O empresário Lírio Albino Parisotto, conhecido, por aqui, por ser o maior acionista individual da Celesc, e recentemente ter comprado a RBS Santa Catarina, vai ser enquadrado na lei Maria da Penha. 
   Lirio agrediu a badalada modelo, Luiza Brunet, em seu apartamento em New York. La Brunet não deixou barato. Apresentou queixa no Ministério Público de São Paulo.
  
   A matéria sobre o "alto barraco" é de Ana Cláudia Guimarães e está publicada na coluna do Anselmo Góes, de O Globo.

Violência doméstica
Luiza Brunet acusa companheiro de agressão

   Luiza Brunet, 54 anos, está muito abalada. É que, na madrugada do dia 21 de maio, a querida ex-modelo e atriz diz ter sofrido uma série de agressões de seu companheiro há cinco anos, o empresário Lírio Albino Parisotto, no apartamento dele, no Plaza Residence, em Nova York. No dia seguinte, escondida, ela pegou um voo direto para o Brasil. A queixa foi representada no Ministério Público de São Paulo com o laudo de corpo de delito do IML feito por ela.

   A agressão de Lírio, segundo Luiza, começou no restaurante onde eles estavam jantando com amigos. Ao ser perguntado se o casal iria a uma exposição de fotos, Lírio se exaltou. Disse que não iria porque da última vez ele foi confundido com o ex-marido de Luiza, Armando. Daí por diante, ele teria se descontrolado. Luiza, educadamente, mandou mensagem pelo celular às outras pessoas que estavam sentadas à mesa.
— Fui para Nova York acompanhá-lo para o evento Homem do Ano. Saímos do restaurante e pegamos um Uber. Ao chegar ao apartamento, ele me deixou dentro do carro e subiu — conta Luiza.
   A atriz conta que subiu logo depois e se sentou numa poltrona, onde os dois sempre fumavam e paravam para conversar. Lírio já estava de roupão e, segundo Luiza, partiu para cima dela, ofendendo-a verbalmente. Logo depois, deu um soco em seu olho, seguido de chutes. Luiza diz que ele a derrubou no sofá e a imobilizou violentamente até quebrar quatro costelas dela. Ela só conseguiu se desvencilhar depois que ameaçou gritar pelo concierge. Então, trancou-se no quarto e só saiu de lá no dia seguinte, após ter certeza de que ele não estava no apartamento, e voltou ao Brasil:
— Eu sempre tive uma família estruturada e sempre fui discreta em minha vida pessoal. É doloroso aos 54 anos ter que me expor dessa maneira. Mas eu criei coragem, perdi o medo e a vergonha por causa da situação que nós, mulheres, vivemos no Brasil. É um desrespeito em relação à gente. O que mais nos inibe é a vergonha. Há mulheres com necessidade de ficar ao lado do agressor por questões econômicas, porque está acostumada ou mesmo por achar que a relação vai melhorar.
   Luiza, a Madá de “Velho Chico” e musa da Dijon no final dos anos 70 e início dos 80, é mãe de Yasmin e Antônio, fruto de seu relacionamento com o empresário argentino Armando Fernandez, com quem ficou casada de 1984 a 2009

Um brasileiro em Buenos Aires...

An American in Paris, do mexicano Miguel Covarrubias
    Afora o encontro com o Abapuru, de Tarsila do Amaral - considerada a expressão máxima do Movimento Modernista, brasileiro - outra obra me chamou a atenção, na visita ao Malba (Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires). Foi An American in Paris, óleo do mexicano Miguel Covarrubias.

   Lembro, há muitos anos, quando comprei uma coletânea dos Gershwin, uma caixa com 4 fitas cassete e um livreto com a biografia dos irmãos, Ira e George. Escutava as músicas e lia a biografia que, em algumas partes, George contava como foram compostas certas obras como Rhapsódy in Blue e An American in Paris.

   Ao escutar Um americano em Paris, conseguia viajar com George Gershwin pelas margens do rio Sena, naquele outono de 1928. Em seu relato, sobre o processo de composição da famosa obra, George conta que saia às ruas e, impressionado com a beleza da cidade, voltava correndo ao hotel para escrever a música. Voltava às ruas e retornava ao hotel para escrever mais uma parte de Um Americano em Paris. 

   Sempre lembro disso. Quando vi o óleo de Covarrubias, tive novamente a sensação agradável daquele passeio pelas margens do Sena e a alegria de um turista extasiado com belas paisagens diante de seus olhos.

   Muito bom...



quarta-feira, 29 de junho de 2016

O dia que Jesus delatou José

José Lópes, da turma K
   Fazia um frio austral. Típico das noites invernais argentinas. A região era um pouco deserta, casas baixas esparsas, iluminação fraca e quase nenhum movimento, naquela madrugada. Silencio quase absoluto às 3 da manhã.
   Jesus, apesar do frio, levantou mais uma vez. Havia perdido o sono. Algo o preocupava. Acendeu um cigarro, aproximou-se da janela com os vidros embaçados pela temperatura morna da casa. Com as costas da mão limpou o vidro. A cena que viu no outro lado da rua estreita deixou-o extremamente apreensivo. Um homem abria o porta malas de uma caminhonete e jogava grandes bolsas pretas por cima do muro do monastério Nossa Senhora De Fátima, onde viviam "las monjas enclausuradas", em um local cercado de muros altos e que sempre lhe despertou curiosidade, desde a infância.

   Sem entender a situação, soltou a cortina da janela lentamente, apagou o cigarro na soleira e ligou para a "guarda pretoriana", denunciando José.

   José, no caso, era José Lopes, secretário de Obras Públicas durante os 12 anos de governo de Néstor e Cristina Kirchner e homem de confiança do ex-ministro do Planejamento, Julio De Vido, outro prócer da quadrilha K.


   Há três quarteirões do local da chamada, um viatura da gendarmeria argentina recebia o aviso da central. Algo estranho acontecia nos arredores do monastério de "las monjas enclausuradas", em frente à casa de Jesús.

   Do aviso pelo rádio à chegada ao monastério foram quatro minutos. Quando dobraram a esquina, para acessar os fundos do monastério, os faróis flagraram a cena bizarra: José Lopes, atrapalhado, estava ocupado em lançar, por cima do muro, três das sete bolsas recheadas de dólares, euros, yenes e jóias. Ao todo, o botim continha mais de 9 milhões de dólares.

“São 160 maços de notas. Ainda estamos contando. Há dólares, euros, ienes e uma moeda do Qatar que não sabemos quanto vale. Quando a polícia chegou, López entrou em estado de choque. De início, tentou subornar os agentes. Como não conseguiu, disse à freira do local que estavam lhe roubando o dinheiro que ele planejava doar para o Monastério”, afirmava para rádios e TVs, Cristian Ritondo, secretário da Segurança da província de Buenos Aires, cercado pela imprensa que fazia a festa
     
   A notícia caiu como uma bomba naquela madrugada de Buenos Aires. De taxistas à funcionários do hotel onde me hospedava o comentário era um só. A prisão de José Lopes.


  José López é figurinha carimbada na imprensa argentina. Enfrenta vários processos na justiça, por corrupção e enriquecimento ilícito. 

   Na política também se destacou. Foi membro ativo como parlamentar no Parlasur. Era apadrinhado por Néstor Kirchner que o colocou como responsável pelas Obras Públicas em 25 de maio de 2003, primeiro dia de seu Governo. E ali Lópes se manteve, até 10 de dezembro de 2015, último dia do Governo de Cristina Kirchner. 
   Após a prisão de Lópes, a polícia entrou no monastério - "de las monjas enclausuradas" - e ao quebrarem um piso de concreto da igreja encontram mais um esconderijo da máfia K. Em Puerto Madero, outro apartamento servia de "cofre" dos ex-governistas. A quantidade de dinheiro vivo era tanta que a polícia avaliava o montante pesando maços de notas de 100 dólares. Ficaram horas pesando dinheiro.

   Parece que o bolivarianismo latino americano não tem limites para roubar. Aqui, no Brasil, a engenharia para roubar dos aposentados e pensionistas, criada pelo ex-ministro petista, Paulo Bernardo, é o mais novo capítulo desta sanha dilapidadora do patrimônio público.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

A rapacidade da classe política brasileira

Por Eduardo Guerini
“Fazendo a contabilidade criativa
no emaranhado do orçamento estatal
e estabelecendo uma engenharia financeira
 para transferir o custo da crise para
 os setores sociais empobrecidos e endividados.
Na lógica do trampolim político para ascensão
 social via rapinagem da canalha política brasileira.”

   A deflagração de mais uma fase da Operação Lava Jato, com prisão de membros ilustres na “Republiqueta do Pixuleco”, uma burocracia partidária emitindo sinais inequívocos que o lema do Brasil não pode ser “Não Fale em Crise, Trabalhe”, deveria ser estabelecida uma nova insígnia “Roubo para o Progresso”, e, na constituição republicana brasileira, o ideário deveria ser “todos são iguais no roubo e inocentes perante a lei”.

   Fica evidente que todos os partidos políticos criaram uma competição sutil na “criptoeconomia” criando um mecanismo subterrâneo de financiamento público que alimenta o “interesse privado partidário”. É a sonegação de todos os princípios éticos em prol da rapacidade sem precedentes, transformando o ato de roubar cotidiano.

   Não sejamos ingênuos, somos todos cúmplices no precipício político e abismo econômico que o Brasil está metido! Em troca da “inclusão pelo consumo”, alimentado pelo crédito via "empréstimo consignado”, deixamos de controlar socialmente os abutres da canalha política, da direita para o centro, do centro para esquerda, no espectro político-partidário brasileiro. O que importava era a esperança de alçarmos a condição de País do Primeiro Mundo, com hábitos e cultura do consumo do centro do sistema capitalista.

   A primeira viagem de avião, o primeiro vinho – mesmo que argentino, para aquele sujeito acostumado ao “tinto de mesa” em garrafão, o carro novo financiado, a Minha Casa – Minha Vida, a Minha Casa Melhor com eletrodomésticos comprados a longo prazo nas Magazines Populares, as férias nos “States” ou na Europa, o primeiro cartão de crédito internacional, tudo era estimulado pelo marketing eleitoral dos programas partidários, num misto de hipertrofia da mentira sistêmica como afirma Daniel Kertzman (2016).

   Não adiantava denunciar que o Brasil sob o desígnio do pragmatismo político e ideológico com as trucagens dos marqueteiros estava naufragando. Todos eram tratados como hereges, profetas do caos, velhos do Restelo, pessimistas de plantão, golpistas e traidores da causa. No roteiro dessa novela tragicômica iniciada na transição democrática, em rotineiras alianças e coligações que permitiram a “rapinagem do erário público” se transformando na verdadeira distribuição de renda, limitado é lógico, para a nomenclatura burocrática-partidária, com suas excentricidades e hábitos conspícuos, tal como se expõe hoje enquanto uma fratura exposta da falta de decoro e ética na gestão da “res publicae” tupiniquim.

   A trucagem marqueteira converteu todos os partidos do sistema político brasileiro em pragmáticos e utilitaristas funcionais. A narrativa que passou da estabilidade econômica a inclusão social, e, finalmente, em segurança jurídica, se funde na espetacularização dos presidentes-fantoches e cidadãos idiotizados pelo simbolismo da democracia brasileira. Enquanto, Sarney era o coronel democrata do “Tudo pelo Social”, Collor era o “caçador dos marajás”, FHC entoava o mantra “esqueçam o que escrevi”, Lula bradava “eu sou a metamorfose ambulante”, Temer , em sua interinidade indica que seguirá a “democracia da eficiência”. O mundo político das convicções se transformou na lógica do mercado de votos e seus dividendos, com todo tipo de degeneração e corrupção.

   A rapacidade da canalha política brasileira criou um grande sistema de rapinagem do erário público, com utilização de uma sofisticada engenharia financeira e contabilidade criativa, lastreada por uma retórica polarizada que ludibriou uma geração, garantindo a ascensão de bandidos e ladrões travestidos de democratas e republicanos.

   Esse é o legado da herança maldita, fruto da simbiose entre petistas e tucanos, apoiados por pemedebistas, produzindo para o Brasil uma bandalheira que se faz no ato de roubar do Estado para enriquecer poucos e empobrecer a maioria, um conflito distributivo que aprofunda a desigualdade histórica e aumenta a concentração de renda permanentemente.

   
   Existirá desgraça pior para os brasileiros?