segunda-feira, 1 de julho de 2013

Descaracterização dos festejos de São João

   Por Emanuel Medeiros Vieira

A festa de São João é uma das tradições mais fortes e enraizadas do Nordeste.

   Junto com o carnaval, não creio que na Bahia haja outro acontecimento que mobilize tantas pessoas - muitas viajam para cidades do interior, onde a tradição ainda é mais intensa.   
   Escrevi “ainda”.
   Sim.
   Será fruto do mundo globalizado?
   Desse universo onde somos meros grãos de areia na imensa praia global?
   A festa já não tem a presença majoritária - como deveria ser - dos legítimos forrozeiros nordestinos, pois a cada ano percebemos a invasão ilegítima de cantores de axé, cujos repertórios nunca foram ligados à festa junina.
   As cidades baianas promotoras dos eventos juninos - apesar da brava seca que atinge muitos municípios -, contrataram artistas famosos a peso de ouro, mas que nada têm a ver com os festejos.
   O que liga Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Michel Teló e outros às festas juninas?
   Nada.
   O que acontece?
   Essa “turma” continua ganhando muito dinheiro, e os tradicionais conjuntos juninos, compostos de sanfona, triângulo e zubumba (que cantam as verdadeiras músicas alusivas à época), mendigam por um contrato, e se conseguem, recebem uma ninharia.
   Não, não é nostalgia.
   É questão de justiça.

CARTAZES VISTOS EM MANIFESTAÇÕES
“O Brasil era um país muito engraçado. Não tinha escola. Só tinha estádio.” 
“Me chama de copa e investe em mim.”
“O Brasil é o país do futebol. Porque futebol não se aprende na escola."

“DIREITA E ESQUERDA”
Alguém disse: “Isso vai atiçar a direita.” (As manifestações em todo o país contra a corrupção e contra todas as mazelas do país.)
Mas a chamada “direita” não está quase toda encastelada no governo?
Maluf, Collor, Renan, Sarney, Jucá e tantos outros.
Viraram socialistas?
Os banqueiros nunca ganharam tanto, não é verdade, Lula? 
O BNDES não financia o senhor Elke Batista, outro “socialista”?

   Estudem, leiam!
(E não vendam a alma em troca de cargos.)

   Por favor, parem de subestimar a nossa inteligência!

Um comentário:

José Eduardo Martinez disse...

Muito bom... Abraço ao querido Emanuel...