sábado, 22 de julho de 2017

PSB com PMDB ou DEM?

por Emanuel Medeiros Vieira

Para todos que ainda acreditam na vitória da Democracia, da Compaixão e da Justiça
Correto: quando Temer diz “caríssimos” deputados é isso mesmo que quer dizer”. (RR)

   Vamos ao que interessa.
   Não estou – no o texto abaixo – demonizando o Parlamento ou deputados.
   Parece que as pessoas não mais  impressionam-se ou  espantam-se com mais nada.
   Sem invocar qualquer mérito pessoal, ouso dizer QUE EU AINDA IMPRESSIONO-ME  E ESPANTO-ME.
   Pelo noticiário, os partidos PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) e DEM  (Democratas) estariam agindo intensamente para trazer deputados do PSB (Partido Socialista Brasileiro) para os seus respectivos ninhos.
   Perceberam?
   Na sigla PSB está inscrita a palavra “SOCIALISTA”.
   O que um verdadeiro socialista teria ver com PMDB (de hoje) ou DEM (antigo PFL – costela da antiga ARENA)?
   Nada. São incompatíveis.
   O PSB – socialista e democrático–foi fundado em 1947, como partido da chamada “Esquerda Democrática”, sendo extinto por força do Ato Institucional número dois, de 1965.
   As ideias não importam mais?
   Sei que não (para muitos).
   É tudo um mercado? Um vale-tudo?
   Muitos já não se preocupam-se mais em usar máscaras.
É tudo às claras.
   “A vida É uma roleta”– frase que poderia estar na letra de tango ou de bolero...
   É Poder pelo Poder. (É preciso ler e reler sempre “O Príncipe”, de Nicolau Maquiavel (1469-1527), obra prima da ciência política –, que resiste a todos os séculos.)
   Aonde chegamos?
   Horror, horror, horror, como diria o personagem Kurtz,  de “Coração das Trevas” (“Heart of Darkness”) – muitas traduções optam por “No Coração das Trevas”) – obra-prima de Joseph Conrad (1857-1924), publicada em 1902.
   Sim: podem me chamar de moralista ou de romântico –  um tipo que ainda se espanta.
   Como disse alguém, Temer e turma querem ficar no navio tocando o violino do Titanic...
   Apesar de tudo, termino com um pensamento – se ele parecer sentimental demais ou meloso discurso de autoajuda, peço perdão:
Só existem dois dias do ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã.
 Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver”.
                                           (Dalai Lama)
(Salvador, julho de 2017)   

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