por Emanuel Medeiros Vieira
(Pobre prosinha
poética panfletária, escrita no calor da hora)
e pretos de tão pobres
Os documentos serão todos ultrassecretos, que se danem os
órgãos de controle, parentes de políticos não poderão ser mais investigados.
O deputado ameaçado renuncia antes da posse: quer viver.
E uma violência devastadora contra a democracia vira piada
nas redes.
O ex-moralista
ministro da Justiça, se cala (envergonhado?), se esfarela - está no
liquidificador.
Sua ética era seletiva
E o rebanho foi atrás das “Fake News”, do candidato “decente”.
Na “internet democrática”,
o idiota da aldeia, torna-se oráculo.
E proclama:
“Abaixo a
inteligência! Viva a morte!”
Para os que pensam, a fogueira está acesa.
“Meio ambiente?
Balela!”
A cara é a mesma: escravocrata.
O rio se chamava Doce
e era amargo,
agora o nome é outro.
(O rompimento da
barragem de Brumadinho liberou 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos que
entraram no rio Paraopeba.)
A lama escorre, passando por cima de brasileiros que nem nós
A lama na cara de ”nuestra” América
A tragédia se repete como farsa
(ou tragédia novamente?)
E as desculpas são as mesmas,
à espera de outras barragens que serão rompidas e
esquecidas.
O rio era Doce...
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