sábado, 26 de janeiro de 2019

POBRES DE TÃO PRETOS...


por Emanuel Medeiros Vieira
(Pobre prosinha poética panfletária, escrita no calor da hora)

Resultado de imagem para “Abaixo a inteligência! Viva a morte!”Pobres de tão pretos
e pretos de tão pobres
Os documentos serão todos ultrassecretos, que se danem os órgãos de controle, parentes de políticos não poderão ser mais investigados.
O deputado ameaçado  renuncia antes da posse: quer viver.
E uma violência devastadora contra a democracia vira piada nas redes.
O ex-moralista  ministro da Justiça, se cala (envergonhado?), se esfarela - está no liquidificador.
Sua ética era seletiva
E o rebanho foi atrás das “Fake News”, do candidato “decente”.
Na “internet democrática”, o idiota da aldeia, torna-se oráculo.
E proclama:
“Abaixo a inteligência! Viva a morte!”
Para os que pensam, a fogueira está acesa.
“Meio ambiente?
Balela!”
A cara é a mesma: escravocrata.
O rio se chamava Doce
e era amargo,
agora o nome é outro.
(O rompimento da barragem de Brumadinho liberou 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos que entraram no rio Paraopeba.)
A lama escorre, passando por cima de brasileiros que nem nós
A lama na cara de ”nuestra” América
A tragédia se repete como farsa
(ou tragédia novamente?)
E as desculpas são as mesmas,
à espera de outras barragens que serão rompidas e esquecidas.
O rio era Doce...

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