sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Mauro Passos na polêmica do Parque da Luz

O ex-vereador petista, Mauro Passos, diante da polêmica criada em cima da criação do Parque da Luz, em Florianópolis, postou uma nota de esclarecimento em seu blog De Olho no Futuro:

 Sobre o PARQUE DA LUZ

Diante da polêmica sobre a autoria do projeto de lei complementar que criou o PARQUE DA LUZ, com grande repercussão no horário eleitoral e na mídia local, quero esclarecer aos que me indagaram:

1- O Projeto de Lei Complementar 051/99, que classifica como parque a Área Verde de Lazer na cabeceira insular da Ponte Hercílio Luz, é de minha autoria. Isso ocorreu no meu primeiro mandato de verador em Florianópolis, legislatura 1996/2000;


2- O mérito do projeto é da sociedade organizada. Foram anos de mobilização, atos, eventos, até chegar a um abaixo-assinado com mais de 10 mil assinaturas. Tudo isso só foi possível com muita seriedade e dedicação de um grupo de pessoas que passou a se chamar "Amigos do Parque da Luz";


3- Na época, como vereador, fui procurado por eles e me envolvi por inteiro com esse movimento da cidadania em defesa de um novo parque para a cidade. Assumi, com os "Amigos do Parque da Luz", o compromisso de propor o projeto e articular junto com os demais vereadores o bom acolhimento da Câmara para a matéria. Em 8 de dezembro de 1999, o sonho de milhares de pessoas que se envolveram com o Parque da Luz se tornou realidade. Os vereadores, na sessão daquele dia, aprovaram por unanimidade o PLC 051/99,  que transformava a área em parque.

Juiz acaba com demagogia Berger em São José

   Ontem, 13 de setembro, os candidatos a prefeito do município de São José compareceram a um debate promovido pelas Faculdades Estácio de Sá. No meio do evento o prefeito e candidato à reeleição, Djalma Berger, foi citado por um oficial de justiça. 
   A Justiça Eleitoral acolheu representação do comitê da candidata Adeliana Dal Pont, pedindo investigação quanto à enorme quantidade de placas alusivas à Operação Tapete Preto, projeto de asfaltamento de ruas que é o carro chefe do marketing dos Berger, em campanhas eleitorais. A profusão de placas, várias na mesma avenida, configuram propaganda eleitoral ilegal, segundo a Jutriça.
  Realizada a toque de caixa neste ano, às vésperas das eleições, o resultado da "operação" muitas vezes não passa de uma "pintura" de ruas. Obras antigas receberam placas novas. Na Av. Presidente Kennedy, obras "de ocasião" vem congestionando o transito, para uma "reforma" que não inclui nem mesmo um sistema de drenagem adequado.
   Na liminar concedida, o juiz eleitoral obriga a retirada de todas as placas, em cinco dias, sob pena de cassação da candidatura.
   O candidato Djalma ficou tão transtornado com a intimação que, ao finalizar o debate na Faculdades Estácio de Sá, agradeceu a presença dos alunos da Univali!




quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Tio Bruda e as lorotas do Pinho em Lages

- Alô...Alô, tio Canga!!!!!!!

- Oi, tio Bruda! Não precisa gritar, estou escutando bem...por incrível que pareça!

- É, as vezes a gente sente uma melhora nas telefonica e acha que tudo vai melhorar. Baita engano, tio Canga! Continua tudo o mesmo cocô!

- O senhor é muito engraçado, tio Bruda!  Mas diga lá, qual a novidade política aí pela Serra?

- A novidade é as conversa mole do Pinho Moreira, do PMDB, que botou os lageanos tudo em polvorosa!

- Sim, mas o que que o homem andou dizendo por aí?

- Mas não é que o Pinho teve o topete de dizê que "se não fosse o Luiz Henrique e o Elizeu, o governador de Santa Catarina não seria o Raimundo Colombo"!

- É, eu li isso, tio Bruda. Achei uma agressão ao eleitor catrinense e principalmente ao lageano e ao governador. 

- Mas, tio Canga, eles tão que nem o Lula, se achando! Se acham os ban-ban-ban do pedaço! Isso pegô muito mal por aqui. Tá todo o mundo comentando a petulância deles. Veja só o tipo do jeito!
 - Nós não tamo mais no tempo da revolução contra o tio Briza, né?


- Mas como assim, tio Bruda? Agora nós vivemos numa democracia, capenga, mas democracia! 

- É bom saber, tio Canga! Então não é mais aquela história de que vem um general e nomeia qualquer um! Se eles tão pensando que a coisa é assim, vão cazá mal a filha deles!

- Eles são muito metidos, tio Canga! O Raimundo foi eleito com o voto do povo. O Elizeu é que foi criado pelo Luiz Henrique, prá depois fazê aquele monte de cagada com o amiguinho dele lá na SC Gás. Aquele Altamir Paes, que acabou condenado na justiça e posto na rua. Perdeu o empregão aquele, lembra, tio Canga?

- É verdade, tio Bruda, ele foi atropelado pela lei da Ficha Limpa! 

- Mas, tio Canga, me explique bem uma coisa!

- Fala véio!


- Eu tenho visto na propaganda da televisão esse candidato aí, o Cesar, dizendo que foi ele que fez a essa lei. É verdade, tio Canga?

- É verdade, tio Bruda. Mas é a lei estadual da Ficha Limpa!

- Tio Canga, voltando à arrogância do Pinho Moreira, eu acho que a missa tá contada pela metade. Tu lembra, tio Canga, quando o Pinho desistiu de correr pro governo, na última hora?

- Oh, tio Bruda, o senhor sabe disso também? 

- Eu leio e converso as coisas, tio Canga. To sempre negaciando os assunto de política!

- Tá, então desenterre a história, eu quero ver!

- Pois olha, tudo começou numa reunião num prédio aí da Beira Mar de vocês. Casualmente, eu andava tirando o atraso aí pela capital. Nem te conto, tio Canga, foi de sartá butiá dos bolso!

- Mas agora o senhor me confundiu. O que que foi de saltar butiá dos bolsos, a pelegueada com a sua pinguancha ou a reunião da Beira Mar?

- As duas coisas, tio Canga. A da pinguancha te conto despois. Mas foi ela que me relato a negociata acontecida! Como diz o outro: informação de alcova!

- Mas o que aconteceu?

- Não te lembra, tio Canga, o Pinho entrou prá reunião de nariz impinado, candidatíssimo a governador e saiu de vice do Raimundo. O home se bandeou pro outro lado, corneou os parcero do PMDB, e saiu do apartamento com cara de guri cagado!

- Eu lembro disso! Foi uma surpresa geral. Aconteceu na boca da eleição! Mas o senhor sabe o que aconteceu lá dentro?

- Olha, a pinguancha tinha uma sobrinha que trabalhava lá nesse apartamento. A guria disse que apareceu por lá um tal Julio, não sei se era vereador...sei que era das política. Pois disse ela, que o tal baixinho esse, apresentou uma muntueira de papel na reunião. Parece que era tudo sobre a empresa do Pinho Moreira, a Celesc! Mostro os papel e o Pinho ficou cum o olhos que eram dois pila. Ficou com cara de assombração! O home que era pra ser candidato do PMDB, a qualquer custo, ele dizia, saiu dando louvado pro Raimundo, e agora vem querê dizê que eles que fizeram o Raimundo! Vai te roçá nas guanxuma, Pinho Moreira!!!!

- É, tio Bruda, essa história do dossiê Celesc é famosa. Eu mesmo, estou com um monte de documentos sobre esse assunto.

- Mas, tio Canga, se o senhor tem esses papel também, tá na hora de alardiá pro povo!

- Calma gaudério! Tudo tem a sua hora! 

- Bueno, tio Canga, o senhor não foi comprado pelo Pinho, né? Os home não encostaram uns pila pro senhor, né, tio Canga?

- Que é isso, véio??!!! Tá me estranhando??!!!! 

- Olha, tio Canga não...tú...tú...tú...

- Esse tio Bruda!

Julgamento do Mensalão

Acompanha aqui os debates dos comentaristas da revista Veja, logo após o encerramento das sessões do STF que julgam o Mensalão

O Divino da Festa do Divino...Santo Antonio de Lisboa

   A Origem
   Oito de setembro, Dia de Nossa Senhora das Necessidades, denominação inicial do atual distrito dada em 1750 com a criação da freguesia, segundo nos informa o professor Sérgio Luiz Ferreira. Talvez por isso a solenidade de coroação da imagem seja um dos momentos mais emocionantes dos festejos do Divino.
   Em 1935 esteve em Santo Antônio um padre alemão que rezou as missas dos festejos do Divino, porém se recusou a coroar um menino Imperador. O provedor da Irmandade, Roldão da Rocha Pires, sugeriu então que fosse coroada a secular imagem de Nossa Senhora das Necessidades. E assim se fez.
   O padre foi embora e os meninos voltaram a ser coroados durante as festas do Divino. A coroação de Nossa Senhora das Necessidades caiu no agrado do povo e foi mantida desde então. Quem conta é o historiador Sérgio Luiz Ferreira
(Texto Celso Martins).


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

TAREFA

Por Emanuel Medeiros Vieira
Para os blogueiros da Ilha

“Só há uma coisa importante: fazer: o repique das palavras soar na mente de algumas poucas pessoas exigentes.”
(Logan Pearsall Smith)

Insulto atirado na cara da morte: poema.
Velho peregrino
Eterno inquilino
(uma rima – não solução, não é Drummond?)
Leão cansado – ainda arfante.

Ainda?

Nada haverá depois:
deste sol, deste pássaro, deste menino com boné.
Reaprender a coragem – e a inocência.
Sim – é tempo de disfarces
hora de representações.
(Ter nascido em Santiago de Compostela, também não seria uma rima – nem solução.)
Acabamos todos antiquados.
Escrever do fundo do coração– onde só Deus pode enxergar.

É inútil? Não importa. Não?
Pressagio calamidades?
Também o arco-íris.

“A tarefa que me resta: reunir relatos, organizar as partes dispersas. Poeta, tocador de lira, mago, senhor da ressurreição, é isso que me caber ser”.
(J.M. Coetzee –“O Mestre de Petersburgo”)

Pronto estou para cruzar o escuro rio.
Sem ver o que os outros viam, tentei ver o que ninguém mais via.

“Toda morte é uma simplificação da vida para os sobreviventes: ela os exonera de serem
gratos ou de serem obrigados a fazer visitas”.

(Marcel Proust – ”O Tempo Redescoberto”)

Mortalidade e memória.
Sempre: mortalidade e memória.

A Linha Fria do Horizonte


   Documentário musical que mostrará a obra e o pensamento de um grupo de cancionistas do sul do Brasil, Argentina e Uruguai que compartilham o fato de representar em sua obra a paisagem e o sentimento do local onde vivem, ignorando as fronteiras entre os países. O brasileiro Vitor Ramil, os uruguaios Daniel e Jorge Drexler e o argentino Kevin Johansen são alguns dos artistas que por meio de suas criações, cada um a sua maneira, refletem sobre as questões da identidade local e global permeadas pelo frio. (Peguei do FB da Duda Hamilton)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

A voz e a sombra

Por William Ear Long 
diretamente para o Cangablog

   Passei este final de semana debruçado sobre as acusações e ataques que pesam sobre os candidatos à Prefeitura Municipal de Florianópolis.
   Duas me chamam a atenção. 
   O candidato sem voz, cuja luta enfrenta e supera. 
   E a candidata ausente cuja sombra recebe os salários na Assembléia Legislativa.
   Consultei uma mestre em experiências metafísicas e trans mediúnicas para melhor compreender os dois fenômenos.
   A explicação que me foi dada é que o rapaz, em outras vidas, foi cantor de ópera em sua Igreja, tinha a voz fina de castrati na Roma medieval. 
   Daí a ligação umbilical com Andréa Bocelli, o homem que não veio, não cantou, mas que pagaram pelo show.
   Ela, desde menina, brincava de sombra. Dizia ir para um lado e ia para outro. Enganava as amiguinhas. Ali, numa infância hipo suficiente, aprendeu a gostar da propriedade privada e do dinheiro sonante. Tornou-se comunista. Ela queria uma coisa, a sombra queria outra.

Secretário faz contrato suspeito de R$ 650 mil

Secretário Paulo Bornhausen assinou contrato de R$ 650 mil com a Fundação Getúlio Vargas (RJ) sem licitação. Alega notório saber.   

   Empresário de Santa Catarina já registrou denúncia no Tribunal de Contas do Estado, o que pouco deve adiantar, e no Ministério Público estadual, a respeito da contratação suspeita. 
   O contrato assinado entre a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável e a Fundação Getúlio Vargas (FGV/RJ) foi feito ao arrepio da lei, com dispensa de licitação, sob a alegação de notório saber.
   A FGV foi contratada para realizar o inventario de CO2 do Estado de SC. Existem, em Santa Catarina, mais de 10 empresas com condições técnicas e profissionais de realizar o mesmo serviço.
   Por que buscar a Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro, para agraciar com R$ 650 mil do nosso suado dinheiro, se temos aqui, empresas com condições de fazer o mesmo trabalho?
   Hummm.... 



segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A chuva...

Depois de 3 dias em casa ...
Segunda feira de matina a mesma rotina, 
Despertador ( hoje telefone celular heheh) toca... 
As 5:15 h ( isso é que é precisão) levanto e vou para cozinha preparar o chimarrão
As 5:30 h acordo a dona Maria .. Ta na hora...
As 5:45 h la vamos nós mateando no carro em direção ao aeroporto..
As 6:30 h estou na sala de embarque...
As 6:35 h a moça da Gol fala: Atenção srs passageiros,  informamos que a aeronave que fará o voo 1281 encontra-se em solo e seu embarque quando autorizado será realizado pelo  portão 3. ( ja escutei isso pelo menos umas duzentas vezes).
As 06:45 h A moça da Gol fala : Atenção srs passageiros do voo 1281 embarque iniciado pelo portão 3, passageiros com assento marcados entre as fileiras 14 a 26 ao lado direto do portão e passageiros com assentos marcados entre as fileiras 1 a 13 ao lado esquerdo do portão , daremos prioridade de embarque a passageiros com crianças,com dificuldade de locomoção, melhor idade, passageiros com cartões de fidelidade ouro e diamante.
06:55 h estou dentro do avião e acomodado na poltrona 6A...olho pela janela e vejo a imagem...

Me engana que eu gosto!

domingo, 9 de setembro de 2012

Barulho na FATMA

   Denúncias publicadas por este blog sobre licenciamentos expedidos pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma) e, também, sobre a Diretoria de Administração, estariam causando o maior "ruído" dentro da casa de Murilo Flôres.
   Na última sexta-feira, a notícia de exoneração da atual Diretora de Administração, causou polvorosa no prédio da instituição. Porém o que mais inquietou os funcionários foi a informação de que a diretora demissionária só aceitava sair se também fossem exonerados outros quatro funcionários, todos com cargos na Diretoria de Licenciamento. Alguns com padrinhos políticos poderosos.
   A conferir!

Médicos ganham muito e trabalham pouco

 Servidor da Secretaria da Saúde envia denúncia sobre médicos com salários de até R$ 15 mil e que pouco aparecem nos hospitais
 
    Sou servidor da Secretaria da Saúde do estado e venho mostrar a minha indignação com verdadeiros marajás que estão presentes na secretaria. Com o Portal da Transparência podemos agora acompanhar servidores médicos que não trabalham ou trabalham pouco e recebem fortunas dos cofres públicos.
   
   Segundo o servidor, entre os profissionais que não cumprem as 40 horas semanais estão lideranças e personalidades médicas com cargos em instituições profissionais.
   Dois casos citados acontecem na Maternidade Carmela Dutra. Um dos médicos trabalharia apenas 2 horas por semana quando deveria cumprir 40 horas estipuladas pelo estado. No hospital poucos funcionários o conhecem.
   No outro caso, o profissional seria "mais assíduo". Com salário beirando os R$ 15 mil, cumpriria uma jornada de 10 horas semanais, ao invés das 40 horas estabelecidas em emprego público.
   

sábado, 8 de setembro de 2012

O livro do Eloy

   Ele faz parte da história do jornalismo e da publicidade, aqui em Santa Catarina e em São Paulo. Participou das campanhas de lançamentos de produtos como Chokito (“leite condensado caramelizado com flocos crocantes, coberto com o delicioso chocolate Nestlé”), Pinho Sol, Hellman’s. 
   Trabalhou para clientes como Nestlé, Volkswagen e Ford. Como assessor de imprensa, na década de 1980, estruturou o primeiro departamento de imprensa de um clube de futebol do pais – no São Paulo FC. Dirigiu a Revista Propaganda. Fez o primeiro programa de rádio dedicado à publicidade – o Noite da Comunicação, na Rádio Eldorado, de São Paulo.
   Algumas poucas coisas do extenso currículo do publicitário e jornalista, e atualmente blogueiro e professor do curso de Comunicação da Unisul, o Eloy Simões, que lança no próximo dia 13 o livro “Bordões, Slogans & Conceitos” (Editora Unisul, 290  páginas). Paulista de Cachoeira Paulista, desde 1992 mora em Florianópolis.
Lançamento - Livro “Bordões, Slogans & Conceitos” (Editora Unisul, 290 páginas) 
Data: 13/09 
Horário: 19h 
Local: Risotos e Cia (Av. Madre Benvenutta 1265)
Florianópolis

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Conselho suspeita de incêndio em Jurerê

   Caros Amigos,
   Um estranhíssimo incêndio de grandes proporções acabou de ser apagado exatamente no meio do local onde a HABITASUL e a AMBIENS Consultoria e Projetos Ambientais estão finalizando um estudo de impacto ambiental para solicitar o licenciamento da ÚLTIMA etapa de expansão do loteamento “Jurerê Internacional”.
   A área queimada foi de cerca de 30 campos de futebol (mais de 20 hectares) e vários animais mortos foram encontrados, o que demonstra que esta região inundável estava em avançado estado de preservação.

Veja o local do incêndio: Link do GoogleMaps

Matéria do Diário Catarinense: Link da notícia com fotos.

    O fato é que várias ocorrências “estranhas” têm ocorrido. Todos que lêem jornais têm acompanhado denúncias de “pesca de jacarés” com isca viva (aves), destruição de ninhos de corujas, supressão de vegetação e outras ocorrências similares.
    Se os culpados serão encontrados? Certamente não, pois nenhum ofício encaminhado pelo Conselho Comunitário Pontal do Jurerê aos órgãos ambientais e aos Ministérios Públicos provocou a instauração de qualquer processo investigativo. No máximo, vão concluir que foi “acidental”.
    A verdade é que o referido incêndio mesmo que “acidental” foi “PROVIDENCIAL” para os interesses da HABITASUL que, daqui a poucos meses, certamente afirmará em seu EIA/RIMA que nesta região “incendiada” a fauna era escassa e a vegetação estava em estado de conservação bastante ruim. Aliás, é bem provável que perante o(a) próximo(a) prefeito(a), este mesmo empreendedor afirme ser um exagero que o atual Projeto de Plano Diretor tenha colocado esta região como sendo “Zona de Amortecimento”.

Atenciosamente,

João Manoel do Nascimento
Vice-Presidente do Conselho Comunitário Pontal do Jurerê – CCPontal

Roberta Flack

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

As aparências enganam


A cena foi registrada em Artigas, Uruguai. Não é o que parece. A cadelinha uruguaia está apenas tirando "una siesta" com a cabeça apoiada em uma mancha de tinta vermelha usada na pintura do portão acima.

Curto circuito esquenta campanha na Capital

"Prensa" em Dário Berger aumenta temperatura da campanha eleitoral em Florianópolis  

Por Sérgio Rubim 

   Causando frisson nos meios políticos da Capital a notícia da "prensa" que o prefeito Dário Berger teria levado do governador Raimundo Colombo, senador Luiz Henrique e do presidente nacional do PMDB, Michel Temer.
   Dário teria sido intimado a "baixar a bola" na campanha do seu candidato a prefeito da capital, Gean Loureiro. O vencedor, aqui, segundo os caciques, teria que ser Cesar Souza Júnior, apoiado pelo governador e, veladamente, por Luiz Henrique. Como moeda de troca, as prefeitura de Lages e Joinville seriam entregues ao PMDB.

   Por que a "prensa" no alcaide?
   Na verdade ninguém confia nos Berger. Não professam fidelidade partidária alguma, trabalham somente para o PB, Partido dos Berger. O histórico é de mudanças contínuas de partido.
   Uma vitória de Gean Loureiro em Florianópolis cacifaria Dário Berger para disputar a eleição ao governo do estado em 2014.
   O clã Berger é pragmático e tem dinheiro na caixinha para enfrentar qualquer grupo político. Isso já provaram em Florianópolis e São José. Aves de arribação dentro do PMDB, Djalma Berger, candidato a reeleição em São José, e Gean Loureiro candidato em Florianópolis, têm filiação fresquinha no partido e são vistos de esgueio pelos papas do PMDB. Muitos peemedebistas nunca digeriram as duas candidaturas.
   A massificação da imagem de Dário Berger na campanha de TV e em materiais impressos, ao lado de Gean Loureiro, do irmão Djalma e de diversos candidatos a vereança, é um prenúncio das intenções de Dário para 2014.
   Tudo isso atemoriza não só o PMDB como antigos grupos políticos de Florianópolis. A aliança branca com o PT, na capital e, direta em São José, é outro fator de ruído nas relações com os Berger.
   A vaga de vice-prefeito para o PT na candidatura de Angela Albino (PCdoB), já seria uma articulação Dário/Ideli Salvatti. Em uma eventual vitória de Angela, os contratos da administração Berger estariam preservados com a garantia de que tampouco haveria uma devassa nas contas da prefeitura. 

   Migração para o PDT
   Corre nos bastidores que Dario Berger já estaria com um pé no PDT, hoje está sob a tutela do pai de Gean, Agnaldo Loureiro. Dário seria candidato a governador em 2014 de qualquer forma.
   Um dos fatores que poderia impedir a sua candidatura seria a lei da Ficha Limpa. Com uma condenação colegiada dentro do Tribunal de Contas, onde é investigado em processo de Tomada de Contas Especial, no escândalo Bocelli. Figura ainda como réu em processo de Ação Popular e Ação Civil Pública, sobre o mesmo  caso.
   No Tibunal de Contas, a força de Agnaldo Loureiro, pai de Gean, dentro da Maçonaria, seria um dos fatores de protelação do julgamento do caso Bocelli.

   A chegada de Iran Pessoa de Mello
   A saída de Wilfredo Gomes, marketeiro de Luiz Henrique, do comando da campanha de Gean Loureiro, já sinaliza a crise que abala as relações Dário/PMDB. 
   A chegada do marketeiro, Iran Pessoa de Mello, para dirigir a campanha de Gean, mostra que Dário Berger não comprou o modelito que os caciques lhe quiseram impor. Iran de Mello é conhecido nacionalmente como um profissional agressivo. A conferir, a partir de agora, se o novo posicionamento de marketing da campanha de Gean, vai virar as baterias de ataques contra a administração Raimundo Colombo, coisa que o irmão, Djalma Berger, já está fazendo em São José.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Os Indiferentes

Por Antonio Gramsci
11 de Fevereiro de 1917
  
   Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.
    A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.
   A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos. O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens que, depois, só uma sublevação poderá derrubar. A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença, deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso. Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis. Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que, precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de procurar o tal bem (que) pretendiam.
   A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes. Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos sejam ativos na vida, que não admite agnosticismos e indiferenças de nenhum gênero.
   Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.
   Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.

Memória e Linguagem

   Por Emanuel Medeiros Vieira*

   Quero falar da memória não como algo mecânico, mas como base de toda a identidade.
   Memória como instrumento de justiça e de misericórdia.
   Não por acaso, na mitologia grega, Mnemosina, a memória, é a mãe das Musas, ou seja, de todas as artes, do que dá forma e sentido à vida.
   Sim, ela protege a vida do nada e do esquecimento.
   A literatura não deixa de ser (também) um instrumento de transfiguração de um momento (eternizar a memória).
   Uma busca de perenizar o instante para convertê-lo em sempre.
   O ato da lembrança é ao mesmo tempo caridade e justiça para as vítimas do mal e do esquecimento.
   Muitas vezes, indivíduos e povos desapareceram no silêncio e na escuridão.
   Muitos devem se lembrar das ditaduras que, apagando as fotografias dos banidos querem, em verdade, apagar a sua memória.
   A memória é resistência a um tipo de violência: àquela infligida às vítimas do esquecimento.
   A memória é o fundamento de toda identidade, individual e coletiva. Guardiã e testemunha, a memória é também garantia da liberdade.
   A linguagem é edificada para a construção dos textos que querem eternizar nossa brevidade, a nossa finitude.
   Como observa a filósofa e historiadora, Regina Schöpke, “quanto mais inconsciente ou subliminar é a linguagem, mais fortemente ela age sobre nós, mais ela nos domina e nos dirige.”
   Os filósofos e filólogos sabem disso.
   Estes últimos, veem nela não apenas uma ferramenta da razão para dar conta do mundo, mas, sobretudo, uma segunda natureza. “Algo que, de certa forma, produz o mundo, e não apenas o representa”, como observa a autora citada.
   Os gregos já enfrentavam a questão.
   Nietzsche - que além de filósofo era também filólogo - chamava esse universo da linguagem de “duplo afastamento do real”, de “segunda metáfora”.
   Porque aí os homens lidavam com conceitos e não apenas com o mundo em si.
   A linguagem pode ser instrumento de dominação, estimulando um preconceito racial, como fizeram os nazistas, alimentando o fanatismo e o preconceito, gerando um horror como raramente (ou nunca) se viu na História.
   Todo sistema com ambições totalitárias, como detectou a pensadora, tem necessidade de produzir um discurso, uma mitologia e palavras de ordem.
   É um exercício mental doloroso, mas assim a gente pode entender como uma cultura que produziu tanta beleza com Goethe, Beethoven, Nietzsche, Hegel, Wagner e outros, tenha mergulhado, com o nazismo, na mais profunda irracionalidade, onde o Mal apareceu com toda a sua força, ou melhor, em toda a sua plenitude.
   Tento meditar sobre esses assuntos, entre outras razões, porque a falta do estudo da filosofia para quem tem menos de 60 anos, criou um tremendo vácuo cultural.
   Fundou-se o universo utilitário, da posse imediata. Só vale o que tem valor contábil.
   Faço minha a proclamação de Michel Foucault: “Não se apaixone pelo poder.”
 
*Emanuel Medeiros Vieira é escritor catarinense, nascido em 1945. Viveu em Brasília durante 31 (trinta e um) anos. Hoje mora em Salvador ou, como diz, “faz a ponte afetiva entre a primeira e a última capital do Brasil”.
Tem 20 livros publicados, e é e detentor de diversos prêmios literários.
Nacionais.

Tio Bruda...o bruxo!

- Alô, tio Bruda? Alô? Alô?!!!!! O véio tá fora de área! Sinal de telefone na serra, só subindo em pinheiro!

- Alô, tio Canga!!!!!! Sinti a cutucada da sua chamada. To trepado num pinheirinho americano aqui, agora consegui um sinal...meio fraco! Mas a que devo a honra, tio Canga?

- Olha, tio Bruda, eu realmente já tinha uma grande admiração pelo senhor. É um homem sábio, atento e informado. Mas agora, depois da última conversa que tivemos sobre a reunião do governo em Lages, fiquei abismado. A sua fala foi premonitória. Parece que senhor já sabia tudo que iria acontecer!

- Tio Canga, fico muito envaidecido com tanto elogio, ainda mais vindo de um jornalista da partelera de cima como o senhor! Mas, tio Canga, a verdade é que "el diablo sabe mas por viejo do que por diablo!". Não se perde tempo de varde!

- Muito sábio, tio Bruda!

- Tio Canga, tava na cara o que ia acontecer. Lembra que eu falei que se o Raimundo não tirasse o PMDB do lombo, ia se incomodar?

- Lembro, mas confesso, achei que estava um pouco exagerada a sua análise.

- Mas só não vê quem não quer, tio Canga! Óia, tio Canga, todos sabem que o PMDB avança no dinheiro público como porco na roça. Tão sangrando o Raimundo, ainda mais agora na campanha prá prefeito. 

- Pois é, tio Bruda, eu li no tablóidezinho que o Derly falou na reunião que se não reduzir as despesas o governo vai deixar de pagar as contas!

- Acorda, tio Canga! Esse Derly é quinta coluna, é home forte do Luiz Henrique, vai faze de tudo pra atrapalhá o Raimundo, até essas histórias de governo quebrado! 

- Pois é, tio Bruda, tem outra história no tablóide, que o Raimundo falou, na reunião aí de Lages, que reduziram de R$ 700 milhões para R$ 60 milhões os gastos com aditivos nos contratos.

- Pera aí, tio Canga! De 700 prá 60???!!!!!! Era aí que tava a mina do PMDB!!!!! Se reduziu é porque não percisava. Vai vê em qual secretaria tavam esses contratos, tio Canga! É tudo do PMDB!
- É por isso que agora eles tão berrando mais que ternero desmamado! Não viste a reunião lá na casa do Pinho Moreira? Tão tudo envaretado, até tão ameaçando o Colombo e exigindo que ele "compareça" na campanha dos candidatos deles!

- É, tio Bruda, eu só não entendo como é que o senhor enxerga isso tudo daí de longe!

- Olha, tio Canga, isso tudo eu recolho nas volteadas, aqui, pelos bolichos da região. E quer saber mais, tio Canga, a coisa tá russa pros peemedebista! Se secou a teta mesmo, é o fim dessa gente. Eles só sabem fazer política robando o nosso dinheiro. Como diz aquele da quadrilha do Lula, o Delúbio: "é tudo dinheiro não contabilizado"!

- Essa é boa, tio Bruda...mas o Delú...tú...tú...tú
- Lá se foi a ligação, acho que o tio Bruda está grampeado pelo Guardião!
 

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Aventureiro revoltado

Denúncia do Johannes, recebida pelo blog:  

  Como um bom aventureiro, estou sempre atras aventuras e belos lugares para visitar em minhas férias. Neste ano o local escolhido foi Garopaba.
   Passando por uma das mais belas trilhas de Garopaba, a trilha entre as praias do Rosa e Vermelha, admirei a paisagem e aproveitei para dar minha colaboração ao meio ambiente juntando latinhas de alumínio que encontrava pelo caminho.
   Curti o passeio até a praia da Ferrugem/Barra e depois voltei pelo mesmo caminho. Ao chegar na praia do Ouvidor me deparo com aproximadamente 1500 pessoas praticando montanhismo. A principio achei legal a organização e promoção de eventos que agrupem saúde e meio ambiente, mas esta impressão durou pouco.
   No trecho da trilha, entre as praias Vermelha e do Rosa, havia um ponto de hidratação patrocinado pela Gatorade. Três funcionários distribuíam o isotônico em copos plásticos mas não havia nenhuma lixeira para que os participantes descartassem seu lixo.
   A cena que vi foi chocante: dezenas de centenas de copos espalhados pelo lindo gramado do qual eu havia com todo carinho juntado as latinhas de alumínio.
   Revoltado, procurei por alguém da organização e relatei o problema com os copos.
Com um sorriso cínico e debochante ele me respondeu que haviam catadores e que todos os copos seriam recolhidos.
   De fato havia um catador, que pegava os copos com uma vontade invejável (com muito ironismo na frase) mas o vento forte espalhava os copos e os levava para as pedras e para o mar. Se eu pudesse descrever em poucas palavras, ou em um curta definição meus sentimentos na hora, seria: revolta!
   Um lugar tão belo, destruído por pessoas sem escrúpulos, que acham lindo praticar esportes na natureza, mas não preservá-la.
   Pouquíssimas pessoas levaram seus copos até uma lixeira muito distante do posto de distribuição do isotônico. (dava até pra contar nos dedos os copos na lixeira).
   Resolvi então levar ao conhecimento público a barbarie que fez a Sports do Mountain em organizar um evento comercial, aproveitando-se da desgraça da natureza.
   Por favor, se alguém souber o contato do órgão responsável pela fiscalização da natureza em Garopaba, poste um comentário ou denuncie este fato, pelo bem do que ainda resta do que o homem destruiu.

Johannes Cristoni - cristoni12@hotmail.com

Direto de Brasília

William Ear Long

   Estamos cobrindo, excepcionalmente, para o Cangablog o processo penal 470 no Supremo Tribunal Federal.
   As especulações dão conta que o senador LHS, ex-governador de SC, viu uma brecha no horizonte com a cassação de alguns "mensaleiros". Entende que o PT vai dançar no batuque da atabaque e que o PMDB, com ele na cabeça, tem chance de disputar e vencer a presidência em 2014.
   Por isto, chamou o Vinicius Lummertz e o Wilfredo Gomes. Um cuida do turismo, o outro da imagem. E com o Eike Batista, o trio está formado.

Fabulações

Paraolimpíadas: pouca atenção da mídia catarinense

   Bom dia a todos,
   Acabo de ligar para a redação de Esportes do Diário Catarinense, para obter informações sobre como seria a divulgação e cobertura das Paraolimpíadas 2012, qual minha surpresa, nem mesmo um correspondente temos lá. Claro, alguma coisa mostraram, fotos, algumas notas, mas acredito que não com a atenção que os nossos paraatletas merecem, com tantos catarineses representando o nosso estado. No mínimo uma falta de respeito pelo esporte paraolímpico.
   Convoco a todos amigos e paraatletas  ligarem para a redação, para cobrarem uma cobertura mais ampla deste seguimento esportivo, que não apenas é o maior meio de inclusão social, como também vem se tornando um segmento com paraatletas de alto rendimento.


Ricardo Emanuel DeFaveri
Desenhista e Projetista
 (48) 91588498  / 32498498

Corruptor não quer nem ouvir falar de corrupção

Como a dita vida fácil andava muito difícil, Bruna Surfistinha preferiu optar por ofício similar e mais confortável, a literatura. E acabou estreando no teatro, graças às mordomias da Lei Rouanet.

   Por Janer Cristaldo

   Há bem mais de década venho denunciando a indústria estatal do livro, que chamei de indústria textil – assim mesmo, sem acento. Ou seja, a indústria do texto. Aquela mesma indústria que empurra goela abaixo para a juventude as produções intelectuais dos amigos do Rei. Como o Rei é de esquerda, leia-se as produções intelectuais das viúvas do Kremlin. Que há muito mamam nas tetas do Estado.

    Em outubro de 1997 - há quinze anos, portanto - eu já denunciava esta farra obscena com o dinheiro do contribuinte, nas Jornadas Literárias de Passo Fundo. Em comunicado intitulado justamente de “A Indústria Textil”, dediquei um item aos amigos do Rei. Na época, Rubem Fonseca, Patrícia Mello, João Gilberto Noll e Chico Buarque desembarcaram em Londres, onde fizeram leituras públicas de suas obras e lançaram livros não só na capital britânica, como também na Escócia e no País de Gales.

    Em um primeiro momento, poderíamos pensar: que maravilha, o Reino Unido se interessa por nossa literatura. Nada disso. É o Ministério da Cultura brasileiro que promove tais turismos e financia as traduções dos autores brasileiros.

    Uma vez amigo do Rei, para sempre amigo do Rei. Em maio passado, comentei a notícia de que Chico Buarque iria receber financiamento da Biblioteca Nacional para a tradução de seu livro Leite Derramado para o coreano. Mais uma ajuda financeira indireta do Ministério da Cultura, comandado pela mana Ana. Chico quer empurrar sua “obra” ao mercado asiático.  Quem a paga a tradução da obra do vate na Coréia? Você, leitor, que é coagido a pagar e cinicamente chamado de contribuinte.

    Há décadas venho também comentando duas corrupções muito nossas, a universitária e a literária, que geralmente estão entrelaçadas. Escritor que de fato é amigo do Rei tem sua obra lançada e imposta aos circuitos escolares e universitários. Mas para isso precisa ser amigo do Rei. Nada de críticas ao governo ou ao PT. Se você, escritor, ousa criticar a realeza, você comete suicídio literário.

    O grande instrumento de corrupção na área da cultura e das artes é a famigerada Lei Rouanet, assim chamada por ter sido obra do diplomata, “filósofo” e membro da Academia Brasileira de Letras Sergio Paulo Rouanet. Leia o artigo completo. Beba na fonte.

* Ilustração: La prostituta intelectual de Tania Hernández