quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Morre o presidenciável Eduardo Campos


   O jato PR-AFA (prefixo PR-AFA), que transportava o candidato à Presidência Eduardo Campos, do PSB, morreu em um acidente aéreo na manhã desta quarta-feira na cidade de Santos, no litoral de São Paulo. Ainda não há informações sobre o estado de saúde dos demais tripulantes. O comitê da campanha informou que a candidata à vice, Marina Silva, não estava a bordo.

   O jato decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando a aeronave se preparava para o pouso, arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave. A Aeronáutica já iniciou as investigações sobre as causas do acidente.
   As informações preliminares são que a queda ocorreu pouco depois das 10h. A poucos metros do local do acidente funcionam uma escola infantil e uma academia de ginástica.
   Viaturas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Polícia Militar e dos bombeiros estão no local e trabalham no socorro.



Os candidatos e a eterna juventude

   Por Leal Roubão 

   Após o pequeno incidente referente a censura às minhas considerações (leia aqui) sobre o perfil dos candidatos, já sanado, resolvi olhar o semblante de alguns deles.

   O César Souza, por exemplo, parece o irmão mais novo do atual prefeito da capital.
   

   Jovem e esticado, sorri para seus eleitores nos diversos out-doors da cidade.  


   A combativa Ada Lili de Luca, sempre na luta que continua, cada vez mais rejuvenescida. 
   
   Nem parece ter nascido em 1949.

   Gean Loureiro, o doador de terras, também rejuvenesceu. 
   
   A voz continua rachada, mas como os cartazes não falam, interferência não há.

   Em Portugal costumamos trocar as moscas a cada eleição. Aqui, parece-me que usam o botox como solução.

   Pergunto-me, então: Se são capazes que fazer pequenas alterações em suas próprias aparências, serão capazes de alterar outras coisas também?




13 de agosto...quarta-feira

...poderia ser sexta-feira! Dia de azar diria o pessimista supersticioso. 
   Dia de sorte, diz a mãe!
   Treze de agosto de 2014, dia do seu anivesário!
   Hoje a Dna. Noé está completando 94 anos de vida cheia e feliz!

   Nunca deu bolas para dificuldades ou sofreu por antecipação, nos ensinou isso. Uns aprenderam mais...outros menos. 
   Os seus ensinamentos durante todos esses anos de vida foram aceitos ou não por seus 5 filhos. Cada um interpretava os conselhos à sua maneira e conveniência. 
   No meu caso ela sempre dizia:
   - o Sérgio Antonio (claro, é a única pessoa no mundo que me chama pelo nome...completo) é muio querido. Aceita tudo que a gente fala, mas só faz o que ele quer!
   Bem...mesmo assim assimilei muito do seu conhecimento e hoje aprendo mais ainda. É sábia!
   
   Temos convivido quase que semanalmente, agora. Fui buscá-la em Quaraí, na fronteira, a poucos dias, e está em Blumenau passeando pela casa da filha. Semana que vem, vejam a disposição, se manda para Natal, Rio Grande do Norte. Vai visitar outro filho.
   Quando fui buscá-la em Quaraí, mês passado, convidei o Ramiro, meu filho, para ir junto. São 1.150 km de estrada até a fronteira. Pernoitamos em Porto Alegre e cedito no más, no outro dia, tocamos até Quaraí.
   Na volta, antes de saírmos para Florianópolis, a mãe já avisou: - Sem paradinhas, heim! Vamos tocar direto! 
   Frente a tal disposição, obedecemos! Quaraí-Florianópolis de um tiro só! Toca-lhe o pau Canga velho!

   Ano passado, quando fui buscá-la, sempre em julho para fugir do frio, acabamos fazendo uma parada técnica em Torres. À noite, fomos tomar algo e comer uns camarões. Encontramos vários restaurants e bares a beira de um rio que desaguava no mar.    Escolhemos uma mesa com vista para o rio e nos deliciamos comendo, bebendo e conversando. 
   De repente, surge uma lua cheia enorme por detras de uma montanha e nos deslumbra a todos!
   A mãe, então, exclama: - Quem diria, heim Sérgio antonio, eu assistindo essa lua maravilhosa aqui na foz do rio Mampituba!

É chute! Pensei...dentro de minha ignorância geográfica.
- Que Mampituba, mãe? perguntei!

- Sérgio Antonio, não conheces o Mampituba que divide os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul? 
   Daí em diante discorreu sobre rios e lagoas do sul do país. Lembrava de todos!
   Só me restou dizer: 
   - ...é mãe, essa aula eu devo ter perdido! 
   
   Os filhos, por mais que aceitem ou não aceitem seus conselhos e ensinamentos, tem uma coisa que desejam fortemente: serem herdeiros da sua capacidade genética! 
Fazer 94 anos com saúde, autonomia e vontade de viver é algo muito especial!

   Feliz aniversário Dna. Noé!

domingo, 10 de agosto de 2014

Cálculo Estrutural...


  Por Leal Roubão*
   Para melhor cobrir e compreender a política de SC passei a conversar com algumas figuras de proa desta grande arte do talento humano. Não vivemos sem ela. Desde os primeiros aglomerados humanos ela se faz presente. Disputa de poder, traições, saques, calúnias, obras públicas, palácios e discursos fazem parte dela.
   Ao tempo em que o MDB era um partido de gente combativa, guerreira e comprometida com a República e seus mais nobres ideais, os deputados federais Jaison Barreto e Fábio Fonseca, ambos médicos, o primeiro catarinense e o segundo mineiro, procuraram o líder Ulysses Guimarães para reclamar de alguns oportunistas que entravam no partido. 

   Sábio, Ulysses respondeu: 
- Todo partido, como uma casa de sapé, é feito com o material disponível no momento e na circunstância. Barro, palha, alguns paus e um pouco de bosta de vaca que é para dar a "liga" nos componentes. 
   Analisando a política catarinense de hoje, percebe-se que há "liga" demais no processo eleitoral.


LAE deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Cálculo Estrutural...":
Dê uma olhada nesta coligação para Deputado Federal: (PSD / PC do B / PV / PMDB / PR / PTB / PSC / PSDC / PROS / PRB / PDT / DEM). Isso é uma aliança política ou um barraco de feira? O que faz nesse meio uma candidata como Angela Albino, que se auto proclama classista de esquerda?
Quem votar nela pode estar elegendo um pastor de igreja, e vice versa. Nesse balaio de gatos, que tipo de representação teremos em Brasília?


Resposta de Leal Roubão: 
Caro leitor, isso não é política. É business!

Punição da Verdade!!!


   Por Eduardo Guerini
Preparando um ataque viral na rede de
computadores mundiais para promover
 a autoelogio dos governistas de plantão
e denegrir os críticos do governismo infantil – a doença que tomou  conta dos pragmáticos e oportunistas de ocasião.

   Na recente investida contra os opositores dos sabujos governantes e sua canalha no poder, lemos e assistimos no noticiário nacional, manchetes apontando para o Planalto Central e Gabinetes regionais de governantes de plantão, ações no sentido de denegrir a imagem de opositores, clara manifestação da doença que assola uma horda de oportunistas de ocasião, no desejo inescapável de se manter no poder político “ad infinitum”.

   As pulsões por honra, poder e glória são temas recorrentes no léxico da Filosofia e Ciência Política, tratados como temas referenciais para demonstrar o quanto a lógica particularista é nefasta no exercício do poder e na manutenção dos governantes.

   Eis que, colunistas alugados a preço vil, funcionários do Estado - servidores públicos, na maioria das vezes - comi$ionados, apadrinhados e indicados, por alguma facção política – que se parece mafiosa em alguns casos tenta subverter a realidade que se materializa no cotidiano de qualquer indivíduo/cidadão.

   O processo eleitoral é um jogo disputado, onde candidatos tentam capturar desejos/necessidades dos cidadãos para transformá-los em peças promocionais da campanha política, com auxílio recorrente de propagandas elaboradas por profissionais da área de marketing. Tal processo tem elevado ao cinismo e cretinismo cívico sem precedentes, assim, candidatos e seus marqueteiros insistem em produzir o enredo midiático do “realismo fantástico” para ludibriar um povo faminto por direitos, por extensão inclusão na malha da cidadania tutelada pelo Estado. A emancipação política é uma utopia que a sociedade brasileira – desigual e excludente, não avista no horizonte próximo.

   A recorrência de criadores e suas criaturas políticas em negar a realidade - a verdade, mistificando fatos e tomada de posições é algo compreensível quando uma canalha usa o poder político para se locupletar e ascender socialmente. Diante de uma rejeição elevadíssima, falta de confiança do eleitorado, manifestos e pedidos para que governantes e representantes ajam, ou seja, governe e represente efetivamente, a melhor solução é manipular dados, escamotear resultados e eliminar os inimigos, utilizando todos os meios possíveis legais/ilegais/ilícitos. Tudo vale pelo poder !!!

   Na campanha eleitoral, políticos em sua teatralizada atuação nos programas de rádio e televisão, num processo de afastamento da realidade, trataram de construir uma rede de proteção invisível, mas tangível para uma parcela de jornalistas e comentaristas de política, a censura prévia (autocensura), o silenciamento dos comentaristas críticos, a perseguição, difamação em todos os espaços, e, finalmente, a criação de uma comissão que decretou com aval de todos, o veredicto da eleição de 2014:


“Para vencer, vale tudo (!!!), diante do reiterado desejo de MUDANÇA, contrariedade da população contra governantes e representantes – PUNA-SE A VERDADE”!!!

sábado, 9 de agosto de 2014

EXTRA!! EXTRA!! EXTRA!!

Jornalista Leal Roubão sofre
tentativa de censura

O jornalista português Leal Roubão, recentemente contratado por este blog para cobrir a campanha eleitoral de 2014, nem bem chegou ao Brasil e já está sofrendo perseguição e tentativas de calar a sua verve jornalística. 

   Os políticos Eduardo Pinho Moreira, candidato a reeleição a vice-governador e Dário Elias Berguer, candidato ao senado da República na chapa do governador Raimundo Colombo, entraram no Tribunal da Justiça Eleitoral, com uma "REPRESENTAÇÃO COM PEDIDO LIMINAR pedindo a imediata interrupção das postagens anônimas veiculadas em blog na rede mundial de computadores- internet".
      Trocando em miúdos, os dois políticos peemedebistas fizeram uma tentativa de censurar o Cangablog e o jornalista Doutor Leal Roubão, que nada mais fez do que escrever o perfil de políticos catarinenses que disputam esta eleição. 
   O que talvez tenha incomodado os dois políticos, tenha sido a forma como Leal Roubão escreveu estes perfis. Oriundo de uma escola de jornalismo fiel e leal à verdade, Roubão fez os pesfis o mais próximos da realidade sobre a vida dos políticos que, na maioria das vezes, em vez de vida pregressa, apresentam fichas corridas. 
  Provavelmente por discordarem de seus perfis traçado por Leal Roubão (leia em 
Gott, Liebe und Arbeit e Perfil do vice candidato a vice), Eduardo Pinho Moreira e Dário Elias Berger entraram com representação acusando o Cangablog de "flagrante violação à lei eleitoral por veicular propaganda eleitoral anônima de caráter negativo e antidemocrático".

   Leal Roubão vem de uma sociedade onde a democracia existe e a imprensa não é comprada. - Se mandaram retirar as notícias é porque deve haver um fundo de verdade,  diz Roubão.
   Leal Roubão não é um personagem de ficção, ele vive em nossas consciências, representa a imprensa que já não suporta mais tanto cinismo, indecência e mentiras por parte da classe política. Ele é a expressão daquilo que o Brasil precisa: honestidade, seriedade, comprometimento com a República. Leal Roubão veio cobrir as eleições para mostrar ao povo como ele é enganado diariamente por atos políticos de interesse privado.
   A liminar foi indeferida pelo juiz da Justiça Eleitoral Fernando Vieira Luiz. 
Veja abaixo:



   Corte internacional
   Leal Roubão peticionará na Corte Internacional de Justiça em Haia contra os políticos por proposição intempestiva da representação. Pois não tendo havido injúria, calúnia e difamação Leal Roubão apenas escreveu o perfil dos candidatos.

   Solidariedade internacional
   Friedrich Carl von Savigny e Rudolf von Ihering foram juristas alemães. Ocupam lugar ímpar na história do direito alemão, tendo suas obras grandemente influenciado a cultura jurídica em todo o mundo ocidental. São contemporâneos de Leal Roubão e manifestaram solidariedade jurídica e moral ao Doutor Roubão pelos constrangimentos sofridos em Santa Catarina.
   Em Der Geist des römischen Rechts auf den verschiedenen Stufen seiner Entwicklung, 4 Vol. 1852-1865, Rudolf von Ihering dá todo o suporte legal para os argumentos narrativos de Leal Roubão. Vejam as páginas 145 e seguintes do original.
   A verdade jurídica conceitual é relativa e o direito é a manifestação do desejo do poder e do interesse do particular, assim combaterá Leal Roubão a representação sofrida pelos políticos em questão.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Comportamento dos partidos menores


 Por Leal Roubão

 PSOL, PSTU e outros menores, legítimos ou não, completam a lista dos candidatos ao governo de SC. O PSOL foi uma parte que saiu do PT, da mesma forma que o PSDB saiu do PMDB, exceto pela expulsão. Ambos, PSOL e PSDB, pretendem ser a parte boa de seus ex-partidos. 
   O PSOL cresce num ritmo vagaroso em razão de seus filtros internos. Já o PSDB, sem filtros, cresce mais rápido. Ambos poderiam representar a social democracia no Brasil. Mas, nem sempre conseguem manter a postura doutrinária.
   Em Santa Catarina, o PSOL é a mistura fina e o PSDB é a mistura grossa.
   Vamos ver como se comportam no segundo turno e como convivem durante o primeiro.
Ambos sabem que o dinheiro público catarinense é drenado para mãos privadas pela publicidade, pelas consultorias diversas, pelas licitações, por empresa de projetos cujos preços custam quase o valor da obra e outros meios menos conhecidos.
   Vamos ver como se comportam os candidatos. Se vão para a tal agenda propositiva, onde todos escondem a corrupção, ou se vão colocar o dedo nas feridas.


TUCANO AVALIZA BISPO BILIONÁRIO

Edir...e o conto do vigário... 
...E IMPRENSA CALA E LOUVA TEMPLO

   Por Janer Cristaldo

   A presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi o escudo que protegeu Dona Dilma da artilharia da imprensa contra o PT. Não havia como condenar a presidente por prestigiar um vigarista notório quando um grão-tucano sentava a seu lado, dando com sua presença o aval ao suntuoso templo construído com a exploração da fé dos simples. Ou alguém alguém acha que um pregador de rua constrói em menos de 40 anos um patrimônio de quase dois bilhões de dólares vendendo vento?

   Leiamos o que indômito recórter de Veja, Reinaldo Azevedo, escrevia em 07 de maior de 2012 sobre o bispo Macedo:

   Quem frauda a Bíblia frauda os fatos
   Caso se reconstitua a trajetória de Macedo e se tente entender como amealhou recursos para se tornar empresário de comunicação, vai-se concluir o óbvio: o dinheiro, originalmente, saiu da igreja, da doção feita pelos fiéis. Problema: trata-se de uma atividade não-tributada constituindo fundos para organizar uma empresa privada. Ainda hoje, boa parte da receita da emissora sai dos cofres da Universal. Como a simples transferência de recursos é proibida, usa-se um artifício: a Igreja “compra” tempo na Record e paga por ele um preço que ninguém mais pagaria.

   Macedo impõe ao jornalismo o mesmo padrão e rigor teórico com que leva adiante em sua teologia. Este é aquele senhor que recorre a uma passagem do Eclesiastes para justificar o aborto, por exemplo. Também é aquele líder religioso que aparece num vídeo, com um chicote na mão, para expulsar o demônio do corpo de um homossexual. Se faz isso com a religião, por que faria diferente no jornalismo? “Ah, o Reinaldo está recorrendo a coisas que não têm nada a ver com o caso…” Ah, tem, sim! Quando se evoca o Eclesiastes para justificar o aborto, estamos diante de uma fraude teológica! Quando se recorre ao chicote contra um homossexual para que ele mude sua orientação, estamos diante de uma fraude em qualquer sentido que se queira: psicológica, religiosa, ética. Quando se leva ao ar aquela montagem asquerosa tentando incriminar o jornalista da VEJA — que só fazia o seu trabalho —, estamos diante de uma fraude jornalística. Porque a tudo isso preside o mesmo padrão moral.
   Leia o artigo completo: Beba na fonte.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Claudio Vignatti e a solidariedade do PT

Por Leal Roubão*   

Jovem candidato, o maior patrimônio pessoal corrigido destas eleições, Vignatti não tem muitos apoios no PT. Foi demitido pela professora Ideli Salvatti do Minsitério das Relações Institucionais. Foi abandonado pelo PT na coligação branca que se pretende com o PSD de Colombo. 
   Sozinho e isolado, o heroico candidato conta apenas com suas qualidades pessoais para furar o cerco desta eleição. Sua sorte é que Raimundo Colombo declarou recentemente "que a lei é clara: Dilma terá que subir no palanque do PT em SC". 
   Ela, a presidente, não poderá subir no palanque de Colombo. Assim, Raimundo José, poderá pedir votos para Dilma diretamente no ouvido dos eleitores. Falando baixinho, dirá: - vote na Dilma. 
    Apenas duas pessoas serão testemunhas deste pedido. O governador - candidato e o eleitor. Esta é a única brecha que sobra para Vignatti: a dúvida em relação ao comportamento de Colombo.


* Jornalista mais premiado no ano passado, na área política e sociológica, formado na Escola das Lides Portuguesas, em Lisboa, com doutorado em Londres na Press, Less and Guess, a mais revolucionária escola de jornalismo da Europa. Contratado do Cangablog para cobertura da campanha eleitoral em SC e no Brasil.

Entre Silêncio Obsequioso e Amarras Jurídicas

Por Eduardo Guerini
No enredo do “calipso” eleitoral
que tenta impor amarras e silencio
obsequioso para que os cidadãos
indignados não desvendem
a modorrenta realidade eleitoral em 2014.

   A suspeita que a eleição de 2014 seria uma grande batalha em manter o cenário depressivo de desencantamento do eleitor com seus representantes e atuais mandatários se revelam em cada momento do cenário desenhado na formação das alianças, a conjugação do “bacanal ideológico”, jamais produzido na “história da republiqueta”.

   A posição de vários jornalistas e comentaristas de politica da mídia provinciana e monopólica, ocultada na censura e autocensura é vislumbrada por uma submissão passiva e contemplativa. Uma parcela significativa de jornalistas amedrontados pelas amarras eleitorais, simplesmente começou a dedicar suas colunas e comentários aos temas de cotidiano, com notas esparsas sobre natureza, estilos de vida, culinária ou autoajuda para tempos de crise. A máxima que jornalista posicionado e ideologicamente adestrado não perde o bônus salarial.

   No caso de comentaristas políticos, na mutação dos cenários, se transformaram em narradores de caravanas e eventos eleitorais, como se fossem “colunistas sociais de política”, destacando aspectos superficiais, desde a cor da vestimenta aos abraços efusivos de inimigos ou amigos de ocasião. O importante é não “tornar público qualquer reação de contrariedade do cidadão-eleitor”. O efusivo jogo democrático deve ser enaltecido sem qualquer pudor.

   Não bastasse a escandalosa máquina reeleitoral colocada em movimento, com alianças e candidaturas apostando todas as fichas no “sonolento e dispendioso” horário eleitoral gratuito (sic)! Não interessa planos de governo e programas que serão colocados em marcha na próxima gestão, nem as linhas gerais de atuação de representantes nas casas legislativas, sejam estaduais ou federal. É a repetição da farsesca e titubeante democracia multipartidária em crise de legitimidade.

   Os comentaristas políticos e jornalistas são proibidos de falar em CRISE de REPRESENTAÇÃO, dos PARTIDOS POLÍTICOS, e, da INDIGNAÇÃO da maioria da população com os serviços públicos precários, alvo das MANIFESTAÇOES DE 2013. Nada de contraditar a velha e putrefata ORDEM.

   No contexto atual, pelo silencioso obsequioso e por amarras jurídicas, pragmáticos, oportunistas, com alguns traficantes de ocasião conseguiram transformar o pleito eleitoral de 2014 em algo SURREAL para política – um tempo de contemplação com louvação fantasiosa e de negação do DEBATE.

   Com temos a nababesca produção dos mágicos marqueteiros em período de incubação, programas eleitorais serão como novelas, divididos em capítulos, iniciarão com muita emoção, sentimentalismo, seguidos de uma dose cavalar de “fantasia”, candidatos em representação teatral, sem nenhuma pretensão critica.

   Silenciados e obsequiosos jornalistas e comentaristas da política nacional e regional, tratarão de assistir os programas midiatizados, com a leveza e superficialidade de um programa de culinária. Basta apreciar o PRATO FEITO e SABOREAR!

Nacionalidade do Papa ainda rende...

   Já se sabe que a velocidade, propagação e nível de alcance das redes sociais é algo impressionante. Desde o surgimento destas ferramentas na internet o mundo não foi mais o mesmo.
   Mas o que me surpreende é como notícias que publiquei a tempos atrás, aqui no Cangablog, se mantém atuais e circulando na rede por vários países.
   É o caso dos artigos O Papa é brasileiro, nasceu em Quaraí, A influência da Infância no discurso do Papa Chiquinho  e Vaticano emite comunicado oficial sobre nacionalidade do papa, todos escritos em tom de humor e ironia - devido à coincidência de o biógrafo do Papa Bergoglio ser Sergio Rubin, meu homônimo - e que rende comentários até hoje. 

   Vaticano
   Recentemente fiquei sabendo que a Secretaria Geral de Assuntos Culturais do Vaticano tomou conhecimento do artigo e aceitou a brincadeira, com a leveza do humor italiano.     Estariam procurando um personagem quaraiense que atuasse internacionalmente na área artística.
   Outro dia me liga do Rio de Janeiro o amigo Miguel Proença, pianista de renome internacional que já atuou em diversos países da Europa, Ásia e Américas.
   Miguel me falava, surpreso, de telefonemas que havia recebido de amigos da Europa e aqui do Brasil, que falavam sobre o Papa ser seu conterrâneo. A brincadeira está rendendo até hoje.
   O pianista Miguel Proença seria o quaraiense indicado sob medida para as pretenções da Pontifício Conselho da Cultura do Vaticano. Como camerista, Miguel já fez duos com Salvatore Accardo, Jean-Pierre Rampal, Leonard Rose, Paul Tortelier, Arto Noras, Janos Starker, entre outros. 
   Possui mais de 30 gravações de autores eruditos brasileiros, tem gravações de repertório internacional pelo Selo Vox Classics, Alemanha, com Sonatas de Schubert e Chopin e pelo Selo M.A Music International, o CD Brazilian Impressions. 
   Em 2006, juntamente com a atriz e cantora Bibi Ferreira, lançou o disco “Tango”, pelo Selo Biscoito Fino –, escolhido como “Melhor Disco de Língua Estrangeira”, no Prêmio TIM de Música Brasileira. Figura no “Wall of Fame" da Steinway & amp Sons em Hamburgo, Alemanha.
   Divertindo-se com a história do "Papa de Quaraí", Miguel lhe oferece uma música: o tango "Uno" de  Enrique Discépolo com música de Mariano Mores.





segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Paulo Bauer e o TRE


   Por Leal Roubão*

   Embora ainda não tenha sido julgado seu pedido de candidatura pelo TRE, Paulo Bauer (PSDB) espera até o dia cinco de agosto para dizer oficialmente: sou candidato. 
   Começou a vida política em 1980, levando luz ao campo, pelas mãos de Jorge Konder Bornhausen, então governador nomeado pela Revolução Militar de 64.
   Um detalhe que deve ser anotado: Nestas eleições de 2014, em SC, quase todos passaram pelas mãos de JKB. Passou Raimundo, passou Bauer, passou Dário, nasceu Paulinho...
   Paulo Bauer é sócio do governo Colombo que é sócio de LHS que é sócio de JKB no mesmo governo. Ponticelli que nasceu em Pouso da Caixa, no interior de Pouso Redondo, também queria ser sócio de Raimundo e LHS. Santa Catarina nunca esteve tão unida numa eleição.    
   A classe política disputa contra o povo. 
   E deve ganhar.

* Jornalista mais premiado no ano passado, na área política e sociológica, formado na Escola das Lides Portuguesas, em Lisboa, com doutorado em Londres na Press, Less and Guess, a mais revolucionária escola de jornalismo da Europa. Contratado do Cangablog para cobertura da campanha eleitoral em SC e no Brasil.

domingo, 3 de agosto de 2014

Gravações comprovam: CPI da Petrobras foi uma grande farsa

A CPI da Petrobras foi criada com o objetivo de não pegar os corruptos. Ainda assim, o governo e a liderança do PT no Senado decidiram não correr riscos e montaram uma fraude que consistia em passar antes aos investigadores as perguntas que lhes seriam feitas pelos senadores. A trama foi gravada em vídeo.
   
   Por Hugo Marques
   Era tudo farsa. Mas começou parecendo que, dessa vez, seria mesmo para valer. Em março deste ano, os parlamentares tiveram um surto de grandeza institucional. Acostumados a uma posição de subserviência em relação ao Palácio do Planalto, eles aprovaram convites e convocações para que dez ministros prestassem esclarecimentos sobre programas oficiais e denúncias de irregularidades.    Além disso, começaram a colher as assinaturas necessárias para a instalação de uma CPI destinada a investigar os contratos da Petrobras. Ventos tardios, mas benfazejos, finalmente sopravam na Praça dos Três Poderes, com deputados e senadores dispostos a exercer uma de suas prerrogativas mais nobres: fiscalizar o governo. O ponto alto dessa agenda renovadora era a promessa de escrutinar contratos firmados pela Petrobras, que desempenha o papel de carro-chefe dos investimentos públicos no país. Na pauta, estavam a suspeita de pagamento de propina a servidores da empresa e o prejuízo bilionário decorrente da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, operação que jogou a presidente Dilma Rousseff numa crise política sem precedentes em seu mandato. O embate estava desenhado. O Legislativo, quem diria, esquadrinharia o Executivo. Pena que tudo não passou de encenação.
   Leia matéria completa: Beba na fonte.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Perfil do vice candidato a vice


  Por Leal Roubão* 

   Trirradial foi uma empresa que não pagou seus débitos junto aos bancos credores. Vendiam pneus. Um dos sócios dela: Eduardo Pinho Moreira. Tentará, pela terceira vez, ser o vice governador de Santa Catarina. 
   Vindo do sul, foi deputado federal e prefeito de Criciúma. Além da Trirradial, tem uma passagem elétrica pela CELESC onde foram eletrocutados R$ 50 milhões de reais com a Monreal. 
   Pinho Moreira é híbrido. Pode ser socialista na hora de dividir o prejuízo. Pode ser capitalista na hora de estocar capital. Pode ser vice ou governador. Depende do valor da pensão vitalícia. 
   É cardiologista e médico do trabalho. Por isto, empregou o filho no Detran como médico cujo salário rondava os R$ 10 mil mensais. Tem interesses familiares na Ponta do Coral.   Junto com Joarez Ponticelli e Julio Garcia, formam uma espécie de "Os três mosqueteiros" das verbas públicas.

* Jornalista mais premiado no ano passado, na área política e sociológica, formado na Escola das Lides Portuguesas, em Lisboa, com doutorado em Londres na Press, Less and Guess, a mais revolucionária escola de jornalismo da Europa. Contratado do Cangablog para cobertura da campanha eleitoral em SC e no Brasil.

Didi eternamente

   Florianópolis, 31 de julho de 2014 - Recebi com grande tristeza, agora a noite, a notícia de que o jornalista Valdir Alves, o Didi "abençoado", havia nos deixado.
   Fazia tempos que o Didi vinha lutando e engambelando a morte. O fazia com galhardia. Várias vezes ficamos até tarde da noite comentando sobre a morte e rindo da vida. Não existia medo. Nunca existiu!
   Será velado amanhã (dia 1 de agosto) no Itacorubi e cremado às 15 horas em Camboriu.

Abaixo algumas história que registrei durante a andança do Didi por aqui:

Didi eternamente (Buenos Aires, 25 de abril de 2010)

    Recebi esta madrugada com grande alegria a notícia de que o querido amigo jornalista Valdir Alves fez um implante de células tronco com sucesso. Segundo o Didi "já está ensaiando uns passos de salsa".
   Liberados pelos médicos deve pousar na Ilha esta semana. Diz que já está se sentindo melhor mas atribui isso ao psicológico. Lá no meio da mensagem diz que "a gratidão (dos amigos) por tanto carinho será eterna".
   O cara botou umas células tronco no coração e já acha que vai durar eternamente. Como disse Borges, o homem se eterniza na sua obra e na memória dos amigos.

A tua eternidade está garantida Didi. Vida longa amigo.

Caminhada "terapêutica" (Florianópolis, 16 de abril de 2014)
(Artigo que escrevi sem dar nomes aos bois. O "Robério era o Didi)

Didi com o Soares da Kibelândia. 
Imagino os dois, agora, na Kibe II
   Sempre observei encontros de pessoas que já viveram mais de meio século. Invariavelmente falam de doenças e medicamentos.
   Na conversa, parece haver uma disputa sobre quem tem mais conhecimento médico, corolário de enfermidades e lançamentos de novos remédios. De médico e louco todo o mundo tem um pouco...dizem.    Achava isso esquisito, tipo coisa de velhos.
   Hoje, na minha caminhada matinal encontrei um velho amigo, também caminhando. Paramos para trocar umas idéias, tenho várias repetidas. Conversa vai, conversa vem, o assunto chegou na saúde de cada um.    Bem, o Robério já teve problemas sérios de coração, um infarto aos 30 anos, driblava uma diabetes que, segundo ele, surpreendentemente desapareceu e agora, além da pressão alta, enfrenta problemas de fígado devido a uma Hepatite C descoberta tardiamente.
   Falei do fracasso do meu tratamento para liquidar o vírus da Hepatite C e de minhas andanças pela Eslovênia, em setembro, atrás de um remédio "milagroso" que não havia sido liberado ainda pelo FDA americano.
   Ríamos da converssa de "velhos" quando passa de bicicleta outro personagem, esse músico (Joel Brito), nos cumprimenta, anda alguns metros e volta. Entrou no assunto como profundo conhecedor. Casualmente faz aniversário na mesmo 17 de junho que eu. Eu rumo aos 61 e ele, 62.
   Para ilustrar melhor a sua participação na conversa, abre uma sacola de plástico que trazia pendurada no guidão da bicicleta e nos mostra uma quantidade considerável de caixas de...Losartana. Remédio para a pressão!
   Rimos um monte! Não pude deixar de lembrar a resposta do arquiteto Oscar Niemayer quando perguntado por uma jovem repórter de TV como era ter 101 anos de idade:

- Uma merda, minha filha. Ficar velho é uma merda!
   Não era o nosso caso, para 101 nos falta muito...ainda.
   Mas ao ver o remédio para pressão do nosso atlético desportista, Robério, sempre ilustrado e com boas histórias para contar, lembra que certa noite ofereceu um jantar em sua bela casa na praia.
   Contratou um chef de cuisine e, com a casa farta de amigos, deu tratos à bola. A noite estava extremamente aprazível, Robério serviu as bebidas, que foram sendo degustadas maneirosamente com calma e apreciação de sabores e odores.
   Enquanto isso, o chef fazia malabarismos na cozinha que ficava integrada à sala, à vista de todos. repentinamente o chef meteu a mão em um bolso da calça, em outro, no bolso da túnica e nada. Procurava insistentemente alguma coisa que, por não achar, lhe imprimia um ar de preocupação no rosto vermelho.
   Robério, percebendo o fracasso da busca, pergunta ao cozinheiro o que buscava.

- Meu remédio para a pressão, respondeu, incontinente.

   Imediatamente surgiram da mão de quase todos os convidados caixas e caixas dos mais variados nomes e laboratórios de remédios para pressão alta.
   Bem, a partir daí o assunto remédio dominou o imaginário e o conversário da festa!

O Didi tinha essas histórias...

A viagem do Didi...
...assim escrevia o Didi:
Estava amanhecendo nas areias da praia do Campeche, este paraíso no leste da Ilha, quando, sem nenhuma razão ou motivo palpável, me ocorreu uma cena: Gertrude Stein, a lendária moradora da Rue de Fleurus, a madame que nomeou a “lost generation”, no estertor da vida, segura as mãos de Alice B. Toklas, amante e dedicada companheira de toda uma vida, e indaga: “qual é a resposta?” Miss Toklas, serena, retruca: “e qual é a pergunta?” Que bom que a vida tem estas mulheres maravilhosas.
Valdir Alves


quinta-feira, 31 de julho de 2014

SININHO QUER ASILO


   Por Janer Cristaldo

   Estão surgindo na imprensa, como se fossem novidade, personagens obsoletos e anacrônicos, que se pretendem inovadores e contestadores do... Do que mesmo? Da ditadura não há de ser, porque ditadura não existe no país. Do governo muito menos, pois são recebidos e defendidos por altas autoridades do PT. Da oposição tampouco, afinal são opositores. No fundo, são os abomináveis rebeldes sem causa, que só são rebeldes porque julgam que ser rebelde tem charme.

   Comentei há pouco os pronunciamentos do líder do MTST, Guilherme Boulos, que de sem-teto nada tem. Aventureiro oriundo da Fefelech - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – que se diz professor de psicanálise. Mas a meta de Boulos não é exatamente teto para os sem-teto. E sim a revolução socialista. Qual revolução socialista?

   De artigo escrito na Folha de São Paulo, deduzimos que é aquela de 1917, que de início se chamou comunista, e que estertorou em 1989, com a queda do Muro. Escreve o jovem stalinista, a propósito da morte de Plínio Arruda Sampaio:
“Figurou nessa lista ao lado de gente como Luiz Carlos Prestes, Francisco Julião (dirigente das Ligas Camponesas) e do próprio Jango, dentre outros grandes nomes que defenderam os interesses populares contra o golpe militar”.

   Ou seja, o marxismo de Boulos não é apenas pré-64. É pré-35. Data do auge do stalinismo, quando o Paizinho dos Povos queria pôr uma pata na América Latina. Só mesmo no Brasil para um espécime como este ganhar coluna na grande imprensa.

   Agora está tendo seus 15 minutos de fama uma gaúcha desocupada, Elisa Quadros – mais conhecida como Sininho - que se diz cineasta e produtora cultural e tem liderado as últimas badernas no Rio de Janeiro. A moça, munida de três galões de gasolina, queria nada menos que tocar fogo na Câmara de Vereadores. Presa com outros baderneiros - todos soltos por habeas corpus de um desembargador que não vê mal nenhum em pretender incendiar a Câmara - Sininho se diz perseguida política. Que país é este onde um cidadão não tem mais direito a incendiar uma câmara de vereadores?

    Indagada pelo Estadão sobre a acusação de ser uma das líderes da FIP (Frente Independente Popular), Sininho afirmou: “Historicamente, o Estado, o poder, precisa criar um líder para matar e criminalizar o movimento. É isso o que estão fazendo. E vão fazer com todos. Vão destruir as identidades por meio da mídia, para depois justificar prisão, tortura e assassinato. Eles precisam disso. Mas o movimento é espontâneo, não aceita esse tipo de coisa. Não adianta tentar criar o que não existe”.

Leia o artigo completo. Beba na fonte.

"O cusco que pita"

   Taí a nova (vintage...rsrrs) placa do bar mais antigo das Américas: El Perro que Fuma!   Fica em Montevidéo na rua atras do Mercado del Puerto.
   A foto foi feita pelo meu irmão, Marco Rubim, que passou por lá dia destes.



Gott, Liebe und Arbeit

Leal Roubão
    Por Leal Roubão*
   Deus, amor e trabalho é o lema deste candidato ao Senado da República, Dário Berger. Ele não é socialista. É um capitalista de Estado. Oferece serviços ao Estado e cobra caro. Dizem que ele tem empresas de segurança e manutenção, de transportes coletivos, usina de asfalto e até uma carta patente do Banco Central para abrir um banco de pequeno porte. 
   Este trabalha desde menino. Poderia ser garoto propaganda da Maison Dior ou Yves Saint Laurent, em Paris. Preferiu ficar no eixo Bom Retiro - Florianópolis. Usa as roupas que são costuradas por sua mãe, impecavelmente.
   Foi o único alemão que o LHS conseguiu enganar: Vide o affair do Andrea Bocelli. Mas, deu o troco na convenção do PMDB quando conquistou a vaga senatorial. Não brinca em serviço. Com os frutos de seus negócios privados-estatais teria comprado muita terra na Coxilha Rica. É vizinho de Colombo por lá e na chapa eleitoral.
   Seu desempenho na campanha é imprevisível. 
   Pode jogar nos dois lados.

* Jornalista mais premiado no ano passado, na área política e sociológica, formado na Escola das Lides Portuguesas, em Lisboa, com doutorado em Londres na Press, Less and Guess, a mais revolucionária escola de jornalismo da Europa. Contratado do Cangablog para cobertura da campanha eleitoral em SC e no Brasil.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Os desavisados do governismo infantil...

Por Eduardo Guerini

Na leitura dos jornais e revistas da semana, em seu recôndito espaço,  refletindo e observando o horizonte da crise brasileira.

   Em certos momentos da vida, a experiência requer um pouco de prudência diante da velocidade dos fatos e natureza dos argumentos. Vivenciamos uma nova crise econômica – tracejada desde o epicentro financeiro nos países desenvolvidos. Lula e seu séquito governista menosprezou a onda que se agigantava lentamente. Determinara que, o “tsunami” econômico chegaria ao Brasil como uma “marola”, ou como, desejara – “marolinha”.
   Nas metáforas de onipotência e supremacia, alcançada por todos “os meios possíveis” que o poder político lhe auferiu, via voto direto, a síndrome soberana tomou conta de Lula nos seus mandatos – absorvido pela ideia deificada que poderia tocar a realidade e muda-la como bem entendesse. E, no surfar de um ciclo econômico positivo, desdenhou críticos e opositores, garantindo a sucessão na Presidência do Brasil, da desconhecida “CRIATURA” que se entranhou nas hostes da burocracia  petista  -  Dilma Rousseff.
   Nas propagandas e comícios pelo Brasil, o líder sindical deificado na plenitude de sua popularidade – vendeu  uma “gestora” que colocaria ordem na “casa”, seria a “matrona do crescimento”, a condutora da  “tecnoburocracia”, que sobrevive nas entranhas do poder político, que tão bem, o CRIADOR manipulara – seja no Executivo ou no Legislativo.
   No esteio de um governo avaliado positivamente, o  ex-presidente desfrutando da aposentadoria, saiu plantando “postes políticos” por todo o Brasil.
   Afinal, o “CRIADOR”  que “nunca na história desse País” havia visto e presenciado tamanho e vertiginoso crescimento com distribuição de renda, garantia nas  suas consultorias e palestras, remuneradas a peso de ouro ( tráfico de influência e informação  privilegiada é a pedra de toque das consultorias) que sua ‘CRIATURA” daria conta do recado e que o sistema financeiro deveria apreender com o Brasil, receitas milagrosas da “gerentona” para “safar” o mundo da crise financeira mundial.
   No enredo fatídico, o horizonte que era de brigadeiro e o mar que era de almirante, começou a turvar e nebulosamente, nas águas revoltas da política, agentes econômicos, empresários e trabalhadores em geral,  começam a sentir a reviravolta no clima nacional.   Os indicadores econômicos monitorados pelo Banco Central transformaram o projeto de poder com reeleição da “governanta” em grande pesadelo para os partidos aliados, e,  o sócio majoritário – o Partido dos Trabalhadores.
   Na tentativa de macular qualquer crítica,  militantes cegos e alucinados, “bocas alugadas” da alcovitagem midiática, proxenetas de ocasião e uma gama de “emergentes do crédito fácil” se defendem na tese plebiscitária, infantilizada e bestializadora de que a gestão da crise não é culpa da governanta e seu ministério  pífio e silente.
   O verdadeiro determinante do “tsunami” das expectativas negativas é composto  de pessimistas, alarmistas, derrotistas, velhos do restelo, profetas do caos – nenhum deles, com o poder de manejar a política econômica. Portanto, os desavisados do governismo infantil esqueceram-se de  analisar de onde partiu a decisão assombrosa de empurrar o Brasil para a RECESSÃO, senão dos laboratórios do Banco Central (polo Ativo) e Ministério da Fazendo (Polo Passivo), com aval da “CRIATURA”. 
   Como é tradição no “modus operandi” do lulo-petismo-dilmismo,  transferir os problemas para os outros – glorificando sua opressão e demonizando os outros, nada mais usual, que radicalizar o achaque do coitado cidadão brasileiro, com TARIFAÇOS, aumento dos JUROS, DESEMPREGO e CRISE DE EXPECTATIVAS.
   Toda culpa cabe a oposição que não governa, ao sistema financeiro nacional e internacional(que nunca ganhou tanto, tal como repete o CRIADOR), meia dúzia de empreiteiras e uma dúzia de indústrias que financiaram as campanhas eleitorais de 2010.
    Na pérfida realidade que depõe contra os argumentos do governismo infantil, nada melhor que a linguagem  das redes sociais #nadaseidacrise  #vemnimimcrise  #desempregadomaisfeliz #crisesaideti  #noisepobremaisefeliz #crise2014eparafracos  #tsunamibrasil2014 #marolinhajaera  #MUDANCAJA #deupratiDILMA...


terça-feira, 29 de julho de 2014

Os enigmas do discurso político em SC.

Leal Roubão
Por Leal Roubão*

“Meu desafio é entender o que a nossa geração deseja, precisa e merece”.
   Com esta frase Kantiana, o socialista Paulo Roberto Bornhausen tenta desvendar os mistérios da ansiedade juvenil. Em todos os tempos da Humanidade, as gerações desejam paz, amor, trabalho, estudo, honestidade na vida social e política, inovações e transformações. Alguns querem revoluções.
   O jovem candidato é fruto de uma família de políticos que usou os recursos do Estado para garantir suas necessidades materiais, sociais e políticas. São verdadeiros socialistas neste aspecto. Não acreditam na livre iniciativa, não possuem empresas, não arriscam novos negócios. Nos poucos que tentaram, sucumbiram.
   O clã dos Bornhausen usa o Estado com maestria inigualável. Fazem grandes negócios público-privados. São ricos, mas não possuem empreendimentos nem virtuais.
O candidato terá que resolver este grande mistério: Entender o que a nossa geração deseja, precisa e merece.

“As pessoas em primeiro lugar” e “Santa Catarina em primeiro lugar”

   Raimundo Colombo, uma espécie de Rubens Barrichello da política e cria dos Bornhausen desde 1979, responsável pelos Comandos Sociais no governo JKB, subia os morros da capital para saber das necessidades de sua geração. É também um grande socialista. Sempre viveu à custa do Estado. Ocupou diversos cargos públicos até se tornar um grande pecuarista. É um dos grandes proprietários rurais na Coxilha Rica em Lages.
   Como não herdou grandes fortunas, presume-se que seja um excelente administrador financeiro. Teria economizado parte substancial de seus salários para adquirir as grandes pastagens lageanas. 
   Escreveu um livro: O povo tem rosto, nome e endereço. Como não colocou o CEP (código de endereçamento postal), poucos o receberam. 

* Jornalista mais premiado no ano passado, na área política e sociológica, formado na Escola das Lides Portuguesas, em Lisboa, com doutorado em Londres na Press, Less and Guess, a mais revolucionária escola de jornalismo da Europa.

Extra ! Extra ! Extra !

   
Leal Roubão
Para a cobertura completa das eleições 2014, no Brasil e em SC, o Cangablog habilitou-se ao crédito da CAIXA, do programa Minha Imprensa, Minha Vida, e conseguiu contratar o jornalista mais premiado no ano passado, na área política e sociológica, doutor Leal Roubão, formado na Escola das Lides Portuguesas, em Lisboa, com doutorado em Londres na Press, Less and Guess, a mais revolucionária escola de jornalismo da Europa.

   Doutor Leal Roubão ajudará a interpretar as frases, propostas e omissões dos candidatos em questão, contribuindo para o melhor entendimento dos eleitores.

   Suas análises vão desde os terninhos de manga 3/4 da Dilma, uma forma de arregaçar as mangas sem precisar fazê-lo, passando pelo aeroporto dos Neves, cujo piloto Cláudio, desaparecido com a farinha, deixou muita gente sem tutu no feijão. Leal Roubão explicará também a onda socialista que embala Eduardo Campos, neto do Arraes, e os novos adeptos desta falida doutrina, como Paulinho e seus familiares Bornhausen.

   Pinho Moreira, o homem de 50 milhões de dólares da Monreal, LHS - o representante dos interesses de Bocelli em Santa Catarina, Colombo das Coxilhas Ricas, Bauer e Ponticelli - o mentor do conto da beata.

   Entrevistas exclusivas, debates e notícias para enriquecer o seu entendimento político.

Condenados vereadores que fizeram turismo com dinheiro público


    Cinco ex-vereadores e um servidor público do Município de Agrolândia foram condenados, em primeira instância, por terem feito inscrição em um seminário na cidade de Foz do Iguaçu (PR) e não terem frequentado todo o curso, apesar de assinarema lista de presença. O fato ocorreu em janeiro de 2006, quando os agentes públicos passaram cinco dias no Paraná e, em vez de participar integralmente do curso, foram flagrados fazendo compras e turismo na região.

   Além de devolver o dinheiro das diárias e da inscrição do curso pagas pela Câmara Municipal, com as devidas correções monetárias, e pagar multa de duas vezes o valor do dinheiro usado indevidamente, os réus terão que pagar, cada um, 10 salários mínimos ao Município de Agrolândia por dano moral coletivo.

   A indenização por dano moral à cidade, pleiteada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), foi atendida pelo Poder Judiciário porque, na época do crime, a cidade foi exposta em mídia nacional. A Juíza Tatiana Espezim entendeu que os cidadãos de Agrolândia têm direito à honestidade de seus representantes e que essedireito foi violado.

   Além da condenação financeira, os ex-vereadores Jonas Cesar Will, Charles Pisk, Amarildo Michels e João Miguel Rodrigues da Costa; e o ex-Presidente da Câmara Lauri Sutil Narciso tiveram suspensos seus direitos políticos por oito anos. Os agentes públicos receberam, no total, R$ 11.741,44 em diárias e mais R$ 1,8 mil pelas inscrições.

   Na relação de provas usadas pela Juíza para condenar os réus está o relatório do Tribunal de Contas do Estado, que julgou irregulares as prestações de contas sobre a participação no Seminário; o fato de a autorização das diárias ter sido concedida pelo próprio Presidente da Câmara na época que era um dos beneficiados pelo esquema; os depoimentos dos denunciados e de 15 testemunhas, entre elas o repórter que levou o caso à mídia nacional em 2006; e documentos solicitados aos organizadores do seminário. Outra prova que levou à condenação são as imagens do grupo passando pelo posto da Polícia Rodoviária Federal no horário que deveriam estar no seminário.

Solidão e tecnologia

   Por Emanuel Medeiros Vieira

   Uma pesquisa da revista científica “Science” revelou que muita gente prefere levar choques a enfrentar alguns minutos a sós com os próprios pensamentos.
   Conforme informa Juliana Vines – autora da matéria –, o estudo surpreendeu o próprio autor da pesquisa, o psicólogo Timothy Wilson, da Universidade da Virgínia (EUA).
“Parece que há uma dificuldade em se distrair com a própria mente. Suspeito que a popularização da tecnologia e dos smartphones  é ao mesmo tempo um sintoma e uma causa dessa dificuldade. Hoje, temos menos oportunidade para refletir e desfrutar dos nossos pensamentos”, reforça Wilson.
   Para a psicóloga Lívia Godinho Nery Gomes, a onipresença da tecnologia, “obriga” os seres humanos a estarem sempre disponíveis.
“Há um apelo muito grande para estar em rede, compartilhar. Quem está de fora sente que está perdendo alguma coisa”, diz ela.
   Para Luci Helena Baraldo Mansur, da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, tentar ficar só sem se sentir sozinho é fundamental.
Diz ela: “O tempo do silêncio e da quietude é um tempo que conduz à criatividade e não a esse vazio tão temido. É quando podemos ouvir nossa voz interior”.
   O psicólogo Roberto Novaes Sá afirma que “nossa noção de realidade, de estabilidade e de segurança é construída socialmente, através da relação com os outros e das ocupações.  Quando não estamos inseridos em alguma atividade há um sentimento de não realização, fragilidade e angústia”.
   Isso não quer dizer que as possibilidades de contacto instantâneo – como as redes sociais  permitem – não sejam valiosas–, ainda mais num tempo em que a vida parece mais veloz, em que tudo parece dissolver-se, e o contacto “real”  entre as pessoas fica mais difícil.
   O importante é utilizar tais instrumentos, sem perder o contacto “real” e a vivência com os com outros seres humanos.

Não somos ilhas.